{"id":231653,"date":"2018-01-21T16:12:56","date_gmt":"2018-01-21T19:12:56","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=231653"},"modified":"2018-01-21T16:12:56","modified_gmt":"2018-01-21T19:12:56","slug":"mitos-que-perduram-sobre-gripe-espanhola-maior-pandemia-da-historia-recente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mitos-que-perduram-sobre-gripe-espanhola-maior-pandemia-da-historia-recente\/","title":{"rendered":"Mitos que perduram sobre a \u2018gripe espanhola\u2019, a maior pandemia da hist\u00f3ria recente"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Aquela que foi considerada a maior pandemia da hist\u00f3ria completa 100 anos, mas ainda n\u00e3o entendemos o mais b\u00e1sico<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Richard Gunderman\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/el_pais\/a\/\">RICHARD GUNDERMAN<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516097784_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516097784_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516097784_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516097784_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"O audit\u00f3rio municipal de Oakland foi usado como hospital tempor\u00e1rio.\" width=\"980\" height=\"776\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O audit\u00f3rio municipal de Oakland foi usado como hospital tempor\u00e1rio.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">GETTY IMAGES.<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_4|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><\/h3>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Completa-se neste ano o centen\u00e1rio da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/07\/28\/economia\/1469723677_088744.html\">grande pandemia de gripe<\/a>\u00a0de 1918. Acredita-se que entre 50 e 100 milh\u00f5es de pessoas morreram em decorr\u00eancia dela, o que representa nada menos do que 5% da popula\u00e7\u00e3o mundial da \u00e9poca. Houve 500 milh\u00f5es de indiv\u00edduos contaminados pelo v\u00edrus.<\/p>\n<p>Um fato especialmente destac\u00e1vel foi a predile\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a por tirar a vida de jovens adultos saud\u00e1veis, e n\u00e3o de crian\u00e7as e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ancianos\/a\">idosos<\/a>, que costumam ser os mais vulner\u00e1veis. H\u00e1 quem a tenha qualificado como a maior pandemia da hist\u00f3ria. A cat\u00e1strofe foi assunto de frequentes especula\u00e7\u00f5es ao longo dos \u00faltimos 100 anos. Os historiadores e os cientistas propuseram numerosas hip\u00f3teses sobre a sua origem, alcance e consequ\u00eancias. Por conseguinte, muitos de n\u00f3s temos ideia equivocadas a respeito.<\/p>\n<p>No Brasil o v\u00edrus vitimou em 1919 Rodrigues Alves, quinto presidente da Rep\u00fablica, no in\u00edcio de seu segundo mandato &#8211; ele n\u00e3o chegou a tomar posse. Por aqui estima-se que a gripe espanhola tenha matado em torno de 30.000 pessoas, trazido ao pa\u00eds por navios vindos de Portugal com doentes europeus.<\/p>\n<p>Se retificarmos as 10 cren\u00e7as detalhadas a seguir, poderemos entender melhor o que realmente aconteceu e aprender a prevenir e mitigar cat\u00e1strofes semelhantes no futuro.<\/p>\n<h3>1. A pandemia come\u00e7ou na Espanha<\/h3>\n<p>Ningu\u00e9m acredita que a chamada gripe espanhola tenha surgido na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/espana\/a\">Espanha<\/a>.<\/p>\n<p>Possivelmente, a pandemia deve seu apelido \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primera_guerra_mundial\/a\">Primeira Guerra Mundial<\/a>, que \u00e0quela altura entrava em seu \u00faltimo ano. Os principais pa\u00edses beligerantes faziam o poss\u00edvel para evitar qualquer est\u00edmulo moral aos seus inimigos, ent\u00e3o na Alemanha, \u00c1ustria, Fran\u00e7a, Reino Unido e Estados Unidos a informa\u00e7\u00e3o sobre o alcance da doen\u00e7a foi censurada. J\u00e1 a Espanha, que era um pa\u00eds neutro no conflito, n\u00e3o precisava ocult\u00e1-la. Isso produziu a falsa impress\u00e3o de que esse pa\u00eds europeu foi o mais castigado. Na verdade, a origem geogr\u00e1fica da gripe continua sendo motivo de debate, embora diversas hip\u00f3teses apontem para o leste da \u00c1sia, a Europa e inclusive o Kansas.<\/p>\n<h3>2. A pandemia resultou de um superv\u00edrus<\/h3>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Acredita-se que entre 50 e 100 milh\u00f5es de pessoas morreram na pandemia, o que representa 5% da popula\u00e7\u00e3o mundial da \u00e9poca. Houve 500 milh\u00f5es de pessoas contaminadas<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A gripe de 1918 se propagou rapidamente e matou 25 milh\u00f5es de pessoas nos seis primeiros meses. Isto fez alguns temerem o fim da humanidade, al\u00e9m de alimentar por muito tempo a ideia de que se tratava de uma cepa viral particularmente letal.<\/p>\n<p>Entretanto, estudos mais recentes indicam que o v\u00edrus, embora mais mort\u00edfero que outras cepas, n\u00e3o era basicamente diferente dos que causaram as epidemias de outros anos. A alta taxa de mortalidade pode ser atribu\u00edda em grande medida \u00e0 aglomera\u00e7\u00e3o nos acampamentos militares e nos ambientes urbanos, bem como \u00e0 m\u00e1 qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias prec\u00e1rias durante a guerra. Atualmente, acredita-se que muitas mortes decorreram do desenvolvimento de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/neumonia\/a\">pneumonias<\/a><\/p>\n<p>bacterianas em indiv\u00edduos j\u00e1 debilitados pela gripe.<\/p>\n<h3>3. A terceira onda da pandemia foi a mais letal<\/h3>\n<p>Na verdade, a onda inicial de mortes pela gripe, na primeira metade de 1918, foi relativamente pequena. Foi na segunda onda, de outubro a dezembro do mesmo ano, que se registrou a maior taxa de mortalidade. A terceira fase, na primavera boreal de 1919, foi mais letal que a primeira, por\u00e9m menos que a segunda.<\/p>\n<p>Hoje em dia, os cientistas acreditam que o pronunciado aumento do n\u00famero de v\u00edtimas mortais na segunda fase foi consequ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es que favoreceram a prolifera\u00e7\u00e3o de uma cepa mais mort\u00edfera. As pessoas com afec\u00e7\u00f5es mais leves ficaram em casa, mas os pacientes mais graves se amontoavam em hospitais e acampamentos, o que intensificou a transmiss\u00e3o de uma variedade mais letal do v\u00edrus.<\/p>\n<h3>4. O v\u00edrus matou a maioria das pessoas infectadas<\/h3>\n<p>A grande maioria de pessoas que contra\u00edram a gripe em 1918 sobreviveu. Em geral, as taxas nacionais de mortalidade dos infectados n\u00e3o superaram 20%. Entretanto, esses \u00edndices variavam de um grupo para outro. Nos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/estados_unidos\/a\">Estados Unidos<\/a>, as mortes foram especialmente elevadas entre as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, talvez devido \u00e0s baixas taxas de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s antigas cepas do v\u00edrus. Em alguns casos, comunidades inteiras desapareceram.<\/p>\n<p>Evidentemente, mesmo uma taxa de mortalidade de 20% supera bastante a de uma gripe convencional, que mata menos de 1% dos infectados.<\/p>\n<h3>5. Os tratamentos da \u00e9poca eram pouco eficazes contra a doen\u00e7a<\/h3>\n<p>Durante a gripe de 1918 n\u00e3o existiam terapias antivirais espec\u00edficas. Hoje em dia, as coisas n\u00e3o mudaram muito, e a maioria dos tratamentos para a enfermidade se dirige a aliviar os sintomas, em vez de curar a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma hip\u00f3tese prop\u00f5e que muitas mortes por gripe poderiam na verdade ser atribu\u00eddas \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o por aspirina. Naquela \u00e9poca, as autoridades m\u00e9dicas recomendavam altas doses desse medicamento, de at\u00e9 30 gramas por dia. Atualmente, considera-se que quatro gramas por dia s\u00e3o a maior dosagem segura. As doses excessivas de aspirina podem provocar muitos dos sintomas da pandemia, incluindo as hemorragias.<\/p>\n<p>No entanto, aparentemente a taxa de mortalidade era igualmente elevada em lugares do mundo onde a aspirina n\u00e3o era de t\u00e3o f\u00e1cil acesso, ent\u00e3o o debate continua.<\/p>\n<h3>6. A pandemia dominava o notici\u00e1rio<\/h3>\n<p>Os funcion\u00e1rios dos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, a pol\u00edcia e os pol\u00edticos tinham motivos para minimizar a gravidade da gripe de 1918, o que fez com que ela atra\u00edsse menos a aten\u00e7\u00e3o da imprensa. Havia o temor de que divulg\u00e1-la abertamente encorajasse os inimigos em \u00e9poca de guerra, e al\u00e9m disso existia o interesse em preservar a ordem p\u00fablica e evitar o p\u00e2nico.<\/p>\n<p>Entretanto, as autoridades reagiram. No auge da pandemia, foram estabelecidas quarentenas em muitas cidades. Algumas foram obrigadas a restringir os servi\u00e7os b\u00e1sicos, incluindo os da pol\u00edcia e dos bombeiros.<\/p>\n<h3>7. A pandemia alterou os rumos da Primeira Guerra Mundial<\/h3>\n<p>\u00c9 pouco prov\u00e1vel que a gripe tenha mudado o desenlace da Primeira Guerra Mundial, porque os combatentes de ambos os lados do campo de batalha se contagiaram mais ou menos por igual.<\/p>\n<p>Entretanto, h\u00e1 poucas d\u00favidas de que a guerra influiu profundamente no curso da pandemia. A concentra\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de soldados criou as condi\u00e7\u00f5es ideais para o desenvolvimento de cepas virais mais agressivas e sua propaga\u00e7\u00e3o pelo planeta.<\/p>\n<h3>8. A vacina\u00e7\u00e3o acabou com a pandemia<\/h3>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/vacunas\/a\">vacina\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0contra a gripe tal como a conhecemos atualmente n\u00e3o era praticada em 1918 e, portanto, n\u00e3o desempenhou nenhum papel na extin\u00e7\u00e3o da pandemia. \u00c9 poss\u00edvel que a exposi\u00e7\u00e3o a cepas anteriores da gripe oferecesse um pouco de prote\u00e7\u00e3o. Por exemplo, os soldados que estavam no Ex\u00e9rcito havia v\u00e1rios anos apresentaram \u00edndices de mortalidade inferiores aos dos novos recrutas.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; font-stretch: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; position: relative; display: block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516101644_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516101644_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/16\/ciencia\/1516096077_476907_1516101644_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Enfermeiras da Cruz Vermelha em Saint Louis (EUA), em outubro de 1918.\" width=\"360\" height=\"281\" \/><span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Enfermeiras da Cruz Vermelha em Saint Louis (EUA), em outubro de 1918.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 prov\u00e1vel que o v\u00edrus, que mudava rapidamente, evolu\u00edsse com o tempo para cepas menos letais. \u00c9 algo previsto nos modelos de sele\u00e7\u00e3o natural. Como as cepas altamente mort\u00edferas acabam em muito pouco tempo com seu anfitri\u00e3o, n\u00e3o podem se propagar com tanta facilidade como as menos letais.<\/p>\n<h3>9. Os genes do v\u00edrus nunca foram sequenciados<\/h3>\n<p>Em 2005, os pesquisadores anunciaram ter determinado o sequenciamento gen\u00e9tico do v\u00edrus da gripe de 1918. O v\u00edrus foi recuperado do corpo de uma v\u00edtima da doen\u00e7a sepultada no permafrost do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/alaska\/a\">Alasca<\/a>, e tamb\u00e9m de amostras de soldados norte-americanos abatidos pela doen\u00e7a naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Dois anos depois, observou-se que os macacos infectados com o v\u00edrus apresentavam os mesmos sintomas observados durante a pandemia. Os estudos indicam que os animais morreram quando seus sistemas imunol\u00f3gicos reagiram excessivamente ao v\u00edrus, no que se conhece como uma \u201ctempestade de citosinas\u201d. Atualmente, os cientistas acreditam que, em 1918, uma rea\u00e7\u00e3o excessiva do sistema imunol\u00f3gica similar a essa contribuiu para os altos \u00edndices de mortalidade entre adultos jovens e de resto saud\u00e1veis.<\/p>\n<h3>10. A pandemia de 1918 oferece li\u00e7\u00f5es para 2018<\/h3>\n<p>\u00c9 habitual que a cada poucas d\u00e9cadas ocorram epidemias graves de gripe. Os especialistas acreditam que n\u00e3o \u00e9 o caso de perguntar se haver\u00e1 uma pr\u00f3xima, e sim quando ela ocorrer\u00e1.<\/p>\n<p>Embora pouca gente se recorde da grande pandemia de 1918, podemos continuar aprendendo com ela \u2013 da import\u00e2ncia de lavar as m\u00e3os e se vacinar at\u00e9 o potencial dos medicamentos antivirais. Hoje em dia sabemos melhor como isolar e tratar um grande n\u00famero de pacientes doentes e agonizantes, e podemos receitar antibi\u00f3ticos, os quais n\u00e3o existiam em 1918, para combater as infec\u00e7\u00f5es bacterianas secund\u00e1rias. Talvez a maior esperan\u00e7a resida em aprimorar a nutri\u00e7\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e o n\u00edvel de vida, que melhoram a capacidade dos pacientes de resistirem \u00e0 infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No futuro pr\u00f3ximo, as epidemias de gripe continuar\u00e3o sendo um componente anual do ritmo da exist\u00eancia humana. Como sociedade, s\u00f3 podemos esperar que tenhamos aprendido suficientemente as li\u00e7\u00f5es da pandemia para dominar outra cat\u00e1strofe mundial como aquela.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fato especialmente destac\u00e1vel foi a predile\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a por tirar a vida de jovens adultos saud\u00e1veis, e n\u00e3o de crian\u00e7as e\u00a0idosos, que costumam ser os mais vulner\u00e1veis. H\u00e1 quem a tenha qualificado como a maior pandemia da hist\u00f3ria. A cat<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":231654,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-231653","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/antigo-hospital.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/231654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}