{"id":231905,"date":"2018-01-24T00:52:23","date_gmt":"2018-01-24T03:52:23","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=231905"},"modified":"2018-01-23T17:54:42","modified_gmt":"2018-01-23T20:54:42","slug":"os-descendentes-que-preservaram-no-brasil-uma-lingua-que-quase-nao-se-fala-mais-no-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-descendentes-que-preservaram-no-brasil-uma-lingua-que-quase-nao-se-fala-mais-no-japao\/","title":{"rendered":"Os descendentes que preservaram no Brasil uma l\u00edngua que quase n\u00e3o se fala mais no Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Leticia Mori<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/11ED\/production\/_99698540_00210.jpg\" alt=\"Dan\u00e7arinas tradicionais durante o festival okinawano em SP\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">A dan\u00e7a tradicional de Okinawa \u00e9 um dos aspectos mais valorizados da cultura regional | Foto: Associa\u00e7\u00e3o Okinawa de Vila Carr\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Quando a cantora japonesa Megumi Gushi come\u00e7ou a cantar na l\u00edngua original de Okinawa, a prov\u00edncia onde nasceu, no sul do Jap\u00e3o, foi ao Brasil que ela veio para estudar o idioma.<\/p>\n<p>&#8220;Ela veio para estudar um pouco a pron\u00fancia, melhorar a dic\u00e7\u00e3o. Ela falava que aqui que estava a verdadeira l\u00edngua okinawana&#8221;, explica T\u00e9rio Uehara, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Okinawa de Vila Carr\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, uma das entidades que a recebeu por aqui. Megumi participou de diversos grupos folcl\u00f3ricos e conviveu com imigrantes idosos.<\/p>\n<p>\u00c9 que no Brasil a l\u00edngua e a cultura do arquip\u00e9lago se mantiveram vivas. Muitos dos imigrantes okinawanos conversam at\u00e9 hoje no idioma da regi\u00e3o \u2013 considerado patrim\u00f4nio cultural em perigo pela Unesco \u2013 e passaram a cultura para seus descendentes.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o de hoje, a maior parte dos habitantes da prov\u00edncia fala\u00a0<i>nihongo<\/i>, o japon\u00eas do resto do pa\u00eds \u2013 j\u00e1 que a l\u00edngua tradicional de Okinawa e seus dialetos foram proibidos durante muitos anos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/10FAD\/production\/_99694596_00356.jpg\" alt=\"Megumi Gushi\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">A cantora Megumi Guchi toca o sanshin, instrumento tradicional de Okinawa | Foto: Associa\u00e7\u00e3o Okinawana Kenjin do Brasil<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Origin\u00e1rio de um reino independente (Reino de Ryukyu) e mais aberto ao contato com outros povos do que o Jap\u00e3o medieval, o arquip\u00e9lago de Okinawa desenvolveu sua pr\u00f3pria l\u00edngua e cultura.<\/p>\n<p>Anexada pelo Jap\u00e3o Imperial no s\u00e9culo 19, ficou anos ocupada pelos Estados Unidos ap\u00f3s a Segunda Guerra, sendo reintegrada ao pa\u00eds oriental s\u00f3 em 1972, explica Eiki Shimabukuro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Okinawa Kenjin do Brasil.<\/p>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o praticada pelo Estado e sofrida durante anos pelos habitantes da regi\u00e3o fez com que as particularidades da cultura local \u2013 incluindo a l\u00edngua \u2013 fossem minguando. Nos \u00faltimos anos, no entanto, tem acontecido uma retomada e uma valoriza\u00e7\u00e3o, segundo T\u00e9rio.<\/p>\n<p>&#8220;Houve uma mudan\u00e7a de linha do Jap\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a Okinawa&#8221;, explica o historiador da USP Ricardo Sorgon Pires, que fez seu doutorado sobre a comunidade okinawana no Brasil. &#8220;O pa\u00eds come\u00e7ou a promover a regi\u00e3o pelo turismo, mostrar uma Okinawa mais pop, com m\u00fasica e animes que se passavam na prov\u00edncia. Isso se refletiu no Brasil. Muita gente come\u00e7ou a querer entender melhor suas origens.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ra\u00edzes espalhadas<\/h2>\n<p>Megumi n\u00e3o foi a \u00fanica a vir ao Brasil para entender melhor o Jap\u00e3o. Diversos pesquisadores do pa\u00eds viajam para c\u00e1 para estudar a l\u00edngua e a cultura okinawanas.<\/p>\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m recebemos estudantes o tempo todo&#8221;, diz Eiki, alguns minutos antes de receber duas universit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-chegadas de Okinawa, Mei e Momoka Shimabukuro vieram para um interc\u00e2mbio no Brasil. Mei, que estuda pedagogia, quer entender como as comunidades de descendentes se organizaram e transmitiram a cultura fora de Okinawa.<\/p>\n<p>Momoka, que estuda administra\u00e7\u00e3o de empresas, veio por motivos pessoais. &#8220;Nasci e cresci em Kin, uma cidade pequena do interior. Meu objetivo \u00e9 ter contato com um olhar de quem \u00e9 de fora, para conseguir encontrar minha pr\u00f3pria identidade. E talvez encontrar a felicidade nessa identidade, que n\u00e3o encontrei ainda, a partir desse olhar externo&#8221;, diz ela.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11F75\/production\/_99698537_20180118_161832.jpg\" alt=\"Mei e Momoka\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">As japonesas Momoka (\u00e0 esq.) e Mei vieram estudar a cultura okinawana no Brasil | Foto: Let\u00edcia Mori\/BBC Brasil<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>As duas n\u00e3o falam okinawano, mas japon\u00eas. A l\u00edngua tradicional n\u00e3o \u00e9 ensinada no ensino fundamental nem muito usada no dia a dia por pessoas mais jovens &#8211; \u00e9 poss\u00edvel aprend\u00ea-la em cursos universit\u00e1rios ou com professores de l\u00ednguas.<\/p>\n<p>Mesmo entre os mais velhos que preservam outras tradi\u00e7\u00f5es, como a culin\u00e1ria e a religi\u00e3o, muitas vezes a l\u00edngua foi esquecida.<\/p>\n<p>Yoko Gushiken, de 70 anos, que veio para o Brasil com dez, conta que sua irm\u00e3 que ficou no Jap\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o fala mais okinawano. &#8220;Fui visit\u00e1-la e fomos ao teatro. A pe\u00e7a era em okinawano. Eu entendia tudo, e ela n\u00e3o. Ele me falou: &#8216;como pode voc\u00ea saber melhor que eu&#8217;?&#8221;, conta a professora de Ryukyu Buyo, a dan\u00e7a folcl\u00f3rica tradicional.<\/p>\n<p>&#8220;Quando \u00e9ramos pequenas, se fal\u00e1ssemos na escola, eramos castigadas. Mas em casa, escondido, eu falava. A\u00ed vim para o Brasil com meu irm\u00e3o mais velho e aqui podia falar, ent\u00e3o mantive (o conhecimento)&#8221;, conta ela.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15DCD\/production\/_99694598_img-20180119-wa0025.jpg\" alt=\"Yoko Gushiken (no alto, \u00e0 direita) com seu grupo de professoras de dan\u00e7a\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Yoko Gushiken (no alto, \u00e0 direita) com seu grupo de professoras de dan\u00e7a | Foto: Arquivo Pessoal<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Yoko \u00e9 um exemplo de como a cultura da prov\u00edncia se manteve viva no Brasil. Ela come\u00e7ou a dan\u00e7ar Ryukyu Buyo com 9 anos, ainda em sua terra natal, e continuou a praticar depois de imigrar para o Brasil. Depois de adulta, se formou como professora da dan\u00e7a tradicional e passou a ensinar a arte no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;A dan\u00e7a \u00e9 importante para passar a cultura para os descendentes. Tem que gostar muito, sen\u00e3o n\u00e3o faz. Trabalhar e ainda dar aula, cuidar dos filhos, do marido&#8230; Se a fam\u00edlia n\u00e3o tem compreens\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o consegue&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Sua hist\u00f3ria \u00e9 parecida com a de suas colegas, como a da japonesa Kazue Shiroma, de 79 anos, que passou pela Bol\u00edvia antes de se estabelecer em S\u00e3o Paulo. Elas participam da competi\u00e7\u00e3o de Ryukyu Buyo que existe h\u00e1 36 anos do Brasil.<\/p>\n<p>Diferentemente de Yoko, cujas alunas s\u00e3o todas mais velhas, Kazue tem diversas alunas crian\u00e7as. Para T\u00e9rio Uehara, atrair jovens \u00e9 essencial para n\u00e3o deixar a tradi\u00e7\u00e3o morrer.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/600D\/production\/_99698542_img_5786.jpg\" alt=\"Apresenta\u00e7\u00e3o do Okinawa Festival\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">A l\u00edngua tradicional de Okinawa foi proibida por anos no Jap\u00e3o | Foto: Associa\u00e7\u00e3o Okinawana Kenjin do Brasil<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c0s vezes o interesse pelas ra\u00edzes pula uma gera\u00e7\u00e3o. A neta de imigrantes Dani Aragaki conta que come\u00e7ou a se interessar por sua ra\u00edzes na adolesc\u00eancia, mas teve dificuldade para recuperar algumas das tradi\u00e7\u00f5es. &#8220;A principal (dificuldade) foi com a religi\u00e3o, porque meus tios tinham jogado fora o butsudan (altar de rever\u00eancia aos ancestrais) da fam\u00edlia quando se tornaram evang\u00e9licos&#8221;, conta.<\/p>\n<p>O historiador Ricardo Sorgon Pires diz que as associa\u00e7\u00f5es est\u00e3o preocupadas com essa quest\u00e3o das pessoas se desfazendo dos altares dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>\u00c9 responsabilidade do filho mais velho cuidar do butsudan, que \u00e9 muito importante pois re\u00fane as cinzas de antigas ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A religi\u00e3o de Okinawa \u00e9 diferente tanto do budismo quanto do xinto\u00edsmo que predominam no resto do Jap\u00e3o, mas mistura elementos de ambas as religi\u00f5es, explica Shinji Yonamine, especialista em tradi\u00e7\u00f5es de Okinawa. \u00c9 baseada no culto aos ancestrais: isso \u00e9 algo t\u00e3o importante quando uma pessoa se muda para muito longe que \u00e9 comum que leve junto os restos mortais da fam\u00edlia para serem enterrados na nova localidade.<\/p>\n<p>&#8220;A religi\u00e3o \u00e9 um dos aspectos mais importantes da cultura&#8221;, diz o historiador. &#8220;Tamb\u00e9m s\u00e3o a dan\u00e7a, a m\u00fasica, a l\u00edngua e a comida.&#8221;<\/p>\n<p>A comida \u00e9 considerada n\u00e3o apenas essencial ao sustenso, mas \u00e0 sa\u00fade. H\u00e1 at\u00e9 uma express\u00e3o t\u00edpica sobre isso:\u00a0<i>nuchi gusui,<\/i>\u00a0que pode ser traduzida como &#8220;alimento \u00e9 rem\u00e9dio&#8221;. A culin\u00e1ria \u00e9 baseada em carne de porco e leguminosas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Esfor\u00e7o coletivo<\/h2>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, um dos principais respons\u00e1veis por divulgar a m\u00fasica, a dan\u00e7a e a comida da regi\u00e3o \u00e9 o Okinawa Festival, organizado pela comunidade da Vila Carr\u00e3o. O evento acontece h\u00e1 15 anos e tem tamb\u00e9m apresenta\u00e7\u00f5es de artes marciais \u2013 como o karat\u00ea, que \u00e9 origin\u00e1rio da prov\u00edncia.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o do bairro \u00e9 a maior das 44 associa\u00e7\u00f5es okinawanas no Brasil \u2013 quase o mesmo n\u00famero de entidades do resto do Jap\u00e3o, embora os imigrantes da prov\u00edncia sejam 10% dos japoneses que vieram para o Brasil.<\/p>\n<p>Segundo Ricardo, as associa\u00e7\u00f5es tiveram um papel essencial para a manuten\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Elas foram criadas, inicialmente, para ajudar os imigrantes na adapta\u00e7\u00e3o. Segundo o historiador, no in\u00edcio era comum que os imigrantes fossem &#8216;japonisados&#8217;, ou seja, aconselhados a esconder sua origem. Embora n\u00e3o sofressem uma persegui\u00e7\u00e3o do Estado espec\u00edfica por serem de Okinawa, havia o preconceito de outros imigrantes. &#8220;Eles eram aconselhados a evitar falar okinawano em p\u00fablico, evitar levar os filhos nas costas, tomar banho em p\u00fablico ou andar descal\u00e7o&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Mas rapidamente seu papel passou a ser o de preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es. \u00c9 nas associa\u00e7\u00f5es que hoje se ensinam a l\u00edngua, a dan\u00e7a e como tocar o sanshin, o instrumento tradicional okinawano.<\/p>\n<p>&#8220;Okinawanos s\u00e3o muito unidos, e precisaram se unir ainda mais quando foram para um pa\u00eds estrangeiro. Por isso temos tantas associa\u00e7\u00f5es&#8221;, diz T\u00e9rio Uehara. &#8220;Em Okinawa se valoriza muito a origem, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com sua terra. A maioria dos descendentes sabe de qual cidade e qual bairro sua fam\u00edlia veio. Tem uma associa\u00e7\u00e3o para cada regi\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A dan\u00e7a \u00e9 importante para passar a cultura para os descendentes. Tem que gostar muito, sen\u00e3o n\u00e3o faz. 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