{"id":233158,"date":"2018-02-05T15:58:12","date_gmt":"2018-02-05T18:58:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=233158"},"modified":"2018-02-05T15:58:12","modified_gmt":"2018-02-05T18:58:12","slug":"pedro-nobre-o-cientista-do-sexo-hoje-ha-menos-sexo-entre-casais-e-mais-sexo-solitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pedro-nobre-o-cientista-do-sexo-hoje-ha-menos-sexo-entre-casais-e-mais-sexo-solitario\/","title":{"rendered":"Pedro Nobre, o cientista do sexo: \u201cHoje h\u00e1 menos sexo entre casais e mais sexo solit\u00e1rio\u201d"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Javier Mart\u00edn del Barrio\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/francisco_javier_martin_del_barrio\/a\/\">Javier Mart\u00edn del Barrio<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337744_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337744_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337744_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337744_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Pedro Nobre (Mo\u00e7ambique, 1970).\" width=\"980\" height=\"646\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Pedro Nobre (Mo\u00e7ambique, 1970).<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">JO\u00c3O HENRIQUES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>Por que nos excita o que nos excita? As mulheres e os homens se excitam de forma diferente? Estamos mais ou menos abertos do que nossos av\u00f3s? De seu laborat\u00f3rio na Universidade do Porto, este m\u00e9dico em Psicologia Cl\u00ednica e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Sexual observa a rea\u00e7\u00e3o humana a est\u00edmulos er\u00f3genos. E suas conclus\u00f5es tamb\u00e9m nos ajudam a entender como somos: &#8220;Diversidade sexual&#8221;, diz Nobre, &#8220;n\u00e3o pode e ser considerada uma patologia &#8220;.<\/p>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>DUAS PESSOAS fazem sexo freneticamente na tela do volunt\u00e1rio Paulo. Sob um discreto pano, seu p\u00eanis est\u00e1 ligado a um sensor; c\u00e2meras t\u00e9rmicas medem a temperatura de seus \u00f3rg\u00e3os e outras c\u00e2meras visuais registram para onde se dirigem os olhos dele. Do outro lado da divis\u00f3ria, diante de telas, In\u00eas e Raquel observam em tempo real a evolu\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica da resposta sexual aos diferentes est\u00edmulos que Paulo recebe. Ele \u00e9 um dos volunt\u00e1rios, uma das cobaias humanas do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fpce.up.pt\/sexlab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SexLab da Universidade do Porto<\/a>, em Portugal, o laborat\u00f3rio de pesquisa em sexualidade que se dedica a estudar a resposta fisiol\u00f3gica genital no homem e na mulher. O portugu\u00eas Pedro Nobre (Mo\u00e7ambique, 1970), doutor em Psicologia Cl\u00ednica pela Universidade de Coimbra, \u00e9 o criador e diretor do SexLab desde 2008 e tamb\u00e9m diretor do primeiro doutorado em sexualidade na Europa. Editor associado do\u00a0<em>Journal of Sexual Medicine<\/em>, Nobre preside a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.worldsexology.org\/\">Associa\u00e7\u00e3o Mundial para a Sa\u00fade Sexual<\/a>(WAS, na sigla em ingl\u00eas). Fundada em 1978, agrupa 110 associa\u00e7\u00f5es dedicadas a trabalhar pela sa\u00fade e os direitos sexuais das pessoas em qualquer canto do mundo, de qualquer cren\u00e7a ou condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Homens e mulheres reagem de modo diferente<\/strong>?<\/p>\n<section id=\"sumario_5|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O homem normalmente s\u00f3 responde aos est\u00edmulos sexuais de sua prefer\u00eancia: ou seja, se \u00e9 gay, reage a imagens de rela\u00e7\u00f5es entre homossexuais, mas n\u00e3o \u00e0s de heterossexuais, e vice-versa. A grande maioria das mulheres tem resposta sexual fisiol\u00f3gica ante est\u00edmulos bem diversos, embora n\u00e3o tenham a ver com sua prefer\u00eancia. A rea\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica independe de sua prefer\u00eancia sexual. Se for h\u00e9tero, imagens de rela\u00e7\u00f5es l\u00e9sbicas ou entre homens\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/homosexualidad\/a\">homossexuais<\/a>\u00a0lhe provocam a mesma rea\u00e7\u00e3o que a de sua prefer\u00eancia sexual.<\/p>\n<p><strong>E ent\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>As interpreta\u00e7\u00f5es s\u00e3o variadas, mas a hip\u00f3tese mais recorrente \u00e9 que a mulher est\u00e1 preparada para responder sexualmente em termos fisiol\u00f3gicos a est\u00edmulos que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com suas prefer\u00eancias. Seria um mecanismo de adapta\u00e7\u00e3o, ou de autoprote\u00e7\u00e3o. Com uma perspectiva evolucionista, a mulher est\u00e1 preparada para experi\u00eancias traum\u00e1ticas. Ou seja, tem a capacidade de lubrifica\u00e7\u00e3o at\u00e9 em experi\u00eancias involunt\u00e1rias. A pesquisa laboratorial foi confirmada com os pr\u00f3prios relatos das mulheres. N\u00e3o sentem prazer, n\u00e3o h\u00e1 resposta emocional, mas fisiol\u00f3gica.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337826_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337826_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337826_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337826_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Nobre na biblioteca da Universidade do Porto, onde dirige SexLab, um laborat\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o sobre a sexualidade.\" width=\"980\" height=\"643\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Nobre na biblioteca da Universidade do Porto, onde dirige SexLab, um laborat\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o sobre a sexualidade.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">JO\u00c3O HENRIQUES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p><strong>Isso pode ser um segundo castigo para a mulher estuprada?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, porque com frequ\u00eancia s\u00e3o tomadas por um sentimento de autoculpabiliza\u00e7\u00e3o. Apesar de hoje em dia se falar muito de sexo, persistem mitos enormes, e este \u00e9 um deles. N\u00e3o somos os que melhor podem nos avaliar em sexo. Geralmente, os que se subestimam hoje s\u00e3o os que se superestimaram ontem. \u00c9 uma caracter\u00edstica comum do macho, seja h\u00e9tero ou gay, cujas car\u00eancias est\u00e3o relacionadas com a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/26\/estilo\/1506460227_503263.html\">ideia de estar sempre dispostos, e com falhas zero<\/a>. A disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9ctil, que \u00e9 normal nos ocorrer v\u00e1rias vezes em per\u00edodos ao longo da vida, seja por estresse, cansa\u00e7o, desgostos ou problemas m\u00e9dicos, \u00e9 interpretada por esses homens como o fim do mundo. Caem em um precip\u00edcio n\u00e3o s\u00f3 como homens, mas como pessoas. H\u00e1 estudos que mostram uma rela\u00e7\u00e3o ente disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e desemprego. \u00c9 como se sua incompet\u00eancia sexual se estendesse \u00e0 incompet\u00eancia em todas as facetas da vida.<\/p>\n<p><strong>Se Bill Cosby e Harvey Weinsten fossem considerados perturbados mentais, por exemplo, iriam para uma cl\u00ednica e n\u00e3o para uma pris\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/delitos_sexuales\/a\">n\u00e3o \u00e9 consentimento \u00e9 delito<\/a>. Esta moda norte-americana das cl\u00ednicas de depend\u00eancia de sexo, que come\u00e7a a chegar \u00e0 Europa, \u00e9 pela necessidade de preservar suas rela\u00e7\u00f5es familiares, e para isso tratam o desejo sexual como se fosse uma patologia. O risco em m\u00e9dio-longo prazo \u00e9 que repudiemos pessoas sexualmente satisfeitas. H\u00e1 cada vez mais casais que decidem n\u00e3o praticar a monogamia. Isso implica consentimento, \u00e9 parte dessa diversidade, cada dia maior, que a Associa\u00e7\u00e3o Mundial para a Sa\u00fade Sexual tenta estimular. N\u00e3o devemos demonizar o sexo com tratamentos que restringem desejos sexuais perfeitamente leg\u00edtimos. Essas cl\u00ednicas s\u00e3o uma moda crescente nos Estados Unidos e v\u00e3o levar a problemas de autoinculpa\u00e7\u00e3o e patol\u00f3gicos. Mas praticar o sexo sem o consentimento do outro \u00e9, antes de tudo, um delito.<\/p>\n<p><strong>O s\u00e9culo XXI vai ser o do terceiro sexo?<\/strong><\/p>\n<p>Nem o sexo nasceu ontem nem toda a diversidade no s\u00e9culo XXI. O transg\u00eanero e a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/transexualidad\/a\">transsexualidade<\/a>, coisas diferentes, sempre existiram. N\u00e3o \u00e9 uma moda, o que est\u00e1 na moda \u00e9 falar disso. \u00c9 importante que n\u00e3o seja tratado como uma patologia, embora ambos continuem inclu\u00eddos no Manual de Transtornos Mentais. H\u00e1 uma pol\u00eamica entre profissionais que \u00e9 mais administrativa do que m\u00e9dica. Em pa\u00edses com seguros m\u00e9dicos, o paciente \u00e9 atendido se tem um diagn\u00f3stico. Sem diagn\u00f3stico, o seguro n\u00e3o cobre os gastos. Se o transg\u00eanero \u00e9 considerado uma doen\u00e7a, o seguro, a Previd\u00eancia Social, cobre o tratamento, do contr\u00e1rio, n\u00e3o. H\u00e1 muita discuss\u00e3o entre os profissionais de sa\u00fade e os grupos transexuais sobre como construir o melhor dos dois mundos. Na associa\u00e7\u00e3o que presido propusemos \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade que a transsexualidade saia do cap\u00edtulo de doen\u00e7as mentais e passe a um cap\u00edtulo, mais neutro, chamado de \u201cCondi\u00e7\u00f5es Relacionadas com a Sa\u00fade Sexual\u201d. A sa\u00fade \u00e9 mais ampla que a doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Ser\u00e3o normalizados os banheiros p\u00fablicos para tr\u00eas sexos?<\/strong><\/p>\n<p>A comunidade cient\u00edfica est\u00e1 de acordo em aceitar o terceiro sexo como outra variante da diversidade sexual. Mas no caso dos banheiros p\u00fablicos, eu sou mais favor\u00e1vel \u00e0 inclus\u00e3o. Por que n\u00e3o unissex?<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337922_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337922_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337922_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/30\/eps\/1517337621_684554_1517337922_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Um computador mostra o software com o que Nobre estuda a rea\u00e7\u00e3o a diferentes est\u00edmulos, como a pornografia.\" width=\"980\" height=\"665\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um computador mostra o software com o que Nobre estuda a rea\u00e7\u00e3o a diferentes est\u00edmulos, como a pornografia.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">JO\u00c3O HENRIQUES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p><strong>Nunca se falou tanto e t\u00e3o abertamente de sexo, nunca se viu tanto sexo na televis\u00e3o e na rua. No entanto, h\u00e1 estat\u00edsticas que dizem que os casais de hoje t\u00eam menos rela\u00e7\u00f5es sexuais que os de gera\u00e7\u00f5es anteriores. Como se explica?<\/strong><\/p>\n<p>Se falamos de nosso entorno, dos pa\u00edses desenvolvidos, parece que \u00e9 assim. H\u00e1 menos sexo hoje entre os casais e, ao mesmo tempo, h\u00e1 mais\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/masturbacion\/a\">masturba\u00e7\u00e3o<\/a>, o que \u00e9 muito interessante. Uma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 o tempo ou a falta dele: o tempo \u00e9 fator fundamental no sexo. Outro fator \u00e9 a tecnologia. N\u00f3s nos falamos por WhatsApp ou Twitter. A sexualidade \u00e9 algo mais global que o sexo, \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o. No mundo h\u00e1 menos comunica\u00e7\u00e3o pessoal e, portanto, mais sexo solit\u00e1rio. \u00c9 mais f\u00e1cil, mais r\u00e1pido. E um mau sinal para a humanidade, pois o sexo \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o, proximidade, contato f\u00edsico.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 dif\u00edcil pensar no sexo de nossos av\u00f3s. Faziam o mesmo que n\u00f3s?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 muitos estudos de seus h\u00e1bitos. O primeiro \u00e9 dos anos quarenta, do zo\u00f3logo Alfred Kinsey, que passou de pesquisas com vespas para a da sexualidade das pessoas. O surpreendente foi como mostrou que aquilo que consider\u00e1vamos estranho n\u00e3o era tanto assim, como a homossexualidade e a sexualidade feminina. Havia diversidade, embora hoje haja mais. O sexo anal sempre existiu, mas hoje sua pr\u00e1tica \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Resisto a olhar para a foto de meus av\u00f3s com esses olhos. Os estudos longitudinais no tempo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/11\/21\/estilo\/1479717127_112044.html\">mostram que hoje a atividade sexual se alonga muito mais<\/a>. \u00c9 muito normal que se mantenha al\u00e9m dos 70 anos, at\u00e9 dos 80, e sobretudo nas mulheres, se compararmos com 30 anos atr\u00e1s. Isto sim \u00e9 uma singularidade em rela\u00e7\u00e3o aos nossos av\u00f3s.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que\u00a0n\u00e3o \u00e9 consentimento \u00e9 delito. Esta moda norte-americana das cl\u00ednicas de depend\u00eancia de sexo, que come\u00e7a a chegar \u00e0 Europa, \u00e9 pela necessidade de preservar suas rela\u00e7\u00f5es familiares, e para isso tratam o desejo sexual como se fosse uma patologia. O risco em m\u00e9dio-longo prazo \u00e9 que repudiemos pessoas sexualmente satisfeitas. H\u00e1 cada vez mais casais que decidem n\u00e3o praticar a monogamia. 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