{"id":233616,"date":"2018-02-09T08:58:53","date_gmt":"2018-02-09T11:58:53","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=233616"},"modified":"2018-02-09T08:58:53","modified_gmt":"2018-02-09T11:58:53","slug":"o-que-pode-detonar-uma-epidemia-urbana-de-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-que-pode-detonar-uma-epidemia-urbana-de-febre-amarela\/","title":{"rendered":"O que pode detonar uma epidemia urbana de febre amarela"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Nathalia Passarinho<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/AA2A\/production\/_99926534_c2ee4751-8d1b-4816-bde1-830d522cb513.jpg\" alt=\"Aedes aegypti\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Se popula\u00e7\u00e3o de Aedes aegypti crescer, tamb\u00e9m aumentar\u00e1 o risco de transmiss\u00e3o urbana da febre amarela<\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es de cientistas que estudam a febre amarela e de autoridades que tentam controlar o atual surto da doen\u00e7a \u00e9 evitar que o v\u00edrus comece a ser transmitido nas cidades pelo mosquito Aedes aegypti, tamb\u00e9m vetor da dengue, chikungunya e zika.<\/p>\n<p>Por enquanto, o Brasil s\u00f3 vem registrando casos de contamina\u00e7\u00e3o por mosquitos dos g\u00eaneros Haemagogus<i><\/i>e Sabethes, que s\u00e3o silvestres &#8211; ou seja, vivem em florestas. Ao longo de 2017, foram confirmados 779 casos de febre amarela, 262 deles resultando em mortes.<\/p>\n<p>O surto poderia ser muito mais mortal se pessoas estivessem sendo infectadas dentro de centros urbanos, n\u00e3o apenas em \u00e1reas de parques e florestas. Mas nesta semana, um caso de infec\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Bernardo do Campo, no ABC Paulista, acendeu um sinal de alerta.<\/p>\n<p>A prefeitura informou que um homem de 35 anos teria sido contaminado na cidade, e n\u00e3o em \u00e1rea de mata. Mas o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade esclareceu, depois, que o paciente trabalharia em uma \u00e1rea rural, embora morasse em bairro urbano. E que testes precisariam ser feitos para verificar se, de fato, ele foi infectado pelo\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>. A pasta disse considerar &#8220;baix\u00edssima&#8221; a possibilidade de haver infec\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a BBC Brasil conversou com especialistas para saber o que poderia causar um surto de febre amarela nas cidades do pa\u00eds. A falta de controle do Aedes e uma s\u00e9rie de fatores seriam necess\u00e1rios para que isso ocorresse. Confira:<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14642\/production\/_99922538_sabethes_albiprivus-2.jpg\" alt=\"Mosquito Sabethes\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">A diferen\u00e7a entre a febre amarela urbana e a silvestre est\u00e1 nos mosquitos que transmitem o v\u00edrus em cada ambiente | Foto: Josu\u00e9 Damacena\/IOC\/Fiocruz<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Como saber se a contamina\u00e7\u00e3o foi &#8216;silvestre&#8217; ou &#8216;urbana&#8217;?<\/h2>\n<p>Uma das diferen\u00e7as centrais entre a febre amarela urbana e a silvestre est\u00e1 nos mosquitos que transmitem o v\u00edrus em cada ambiente.<\/p>\n<p>Enquanto nas florestas insetos dos g\u00eaneros Haemagogus<i><\/i>e Sabethes<i><\/i>disseminam a doen\u00e7a, nas cidades o\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>, vetor da dengue, zika e chikungunya, \u00e9 a esp\u00e9cie com potencial de transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<p>Vale lembrar que os mosquitos silvestres t\u00eam predile\u00e7\u00e3o por sangue de macacos e o Aedes, pelo humano &#8211; essas prefer\u00eancias vem de milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica desses dois tipos de inseto.<\/p>\n<p>De acordo com pesquisador Ricardo Louren\u00e7o, chefe do Laborat\u00f3rio de Mosquitos Transmissores de Hematozo\u00e1rios do Instituto Oswaldo Cruz, ser\u00e1 necess\u00e1rio fazer tr\u00eas tipos de investiga\u00e7\u00e3o para determinar se o homem de S\u00e3o Bernardo do Campo foi infectado pelo mosquito\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>:<\/p>\n<p>&#8211; Mapear a rotina do paciente, para saber se ele passou por zonas onde existe a presen\u00e7a de mosquitos silvestres, de macacos ou de outras pessoas infectadas. \u00c9 o que os infectologistas chamam de investiga\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>&#8211; Detectar o momento exato de apresenta\u00e7\u00e3o dos primeiros sintomas, para estimar o momento em que houve a contamina\u00e7\u00e3o pela picada do mosquito.<\/p>\n<p>&#8211; Coletar e examinar mosquitos que habitam as \u00e1reas por onde o homem infectado passou, para verificar quais esp\u00e9cies apresentam o v\u00edrus &#8211; a chamada investiga\u00e7\u00e3o &#8220;entomol\u00f3gica&#8221;.<\/p>\n<p>A partir dessas an\u00e1lises seria poss\u00edvel, segundo Louren\u00e7o, identificar se mosquitos silvestres ou urbanos infectaram o paciente.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11AA\/production\/_99922540_sabethes_identicus-2.jpg\" alt=\"Mosquito Sabethes\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Mosquitos silvestres t\u00eam capacidade muito maior de transmitir a febre amarela | Foto: Josu\u00e9 Damacena\/IOC\/Fiocruz<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O que seria necess\u00e1rio para um Aedes aegypti se infectar e transmitir febre amarela?<\/h2>\n<p>Segundo o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, alguns fatores combinados precisam estar presentes para que o\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0passe a transmitir febre amarela nas cidades.<\/p>\n<p>Primeiro, seria preciso que uma pessoa infectada com alta concentra\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no sangue entrasse em uma \u00e1rea com grande infesta\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>. \u00c9 importante lembrar que um mosquito n\u00e3o necessariamente \u00e9 infectado ao picar uma pessoa doente, ou contrai uma quantidade suficiente do v\u00edrus para pass\u00e1-lo adiante.<\/p>\n<p>E, para que o v\u00edrus se propague a ponto de causar um surto urbano, os Aedes infectados por essa primeira pessoa teriam que estar pr\u00f3ximos a popula\u00e7\u00f5es humanas vulner\u00e1veis a ele, ou seja, que n\u00e3o tenham tomado a vacina.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser picado, o ser humano s\u00f3 mant\u00e9m o v\u00edrus em concentra\u00e7\u00e3o suficiente para infectar mosquitos por dois ou tr\u00eas dias, diz Louren\u00e7o.<\/p>\n<p>Uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz mediu a capacidade do\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0de transmitir o v\u00edrus da febre amarela. Para realizar os testes, os pesquisadores coletaram ovos dos mosquitos nas cidades e em \u00e1reas de mata do Rio de Janeiro, Manaus e Goi\u00e2nia. O estudo mostrou que ele \u00e9 capaz de passar a doen\u00e7a, mas sua efici\u00eancia como vetor varia de acordo com a popula\u00e7\u00e3o de insetos.<\/p>\n<p>Os\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0do Rio de Janeiro apresentaram o maior potencial de disseminar a febre amarela, com 10% dos mosquitos apresentando part\u00edculas do v\u00edrus na saliva 14 dias ap\u00f3s a alimenta\u00e7\u00e3o por sangue infectado. Ou seja, pelo estudo, a cada 100 mosquitos que picassem uma pessoa infectada, 10 se contaminariam.<\/p>\n<p>Da\u00ed a necessidade de v\u00e1rios fatores combinados para a dissemina\u00e7\u00e3o em meio urbano, como quantidade suficiente de v\u00edrus no sangue do ser humano infectado e presen\u00e7a de muitos Aedes para picar esse ser humano e retransmitir a doen\u00e7a no meio urbano.<\/p>\n<p>Ainda assim, a capacidade de transmiss\u00e3o do v\u00edrus pelos mosquitos urbanos verificada na pesquisa \u00e9 considerada preocupante pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>&#8220;Os dados apontaram que os insetos fluminenses das esp\u00e9cies\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0s\u00e3o altamente suscet\u00edveis a linhagens virais no Brasil. A compet\u00eancia vetorial dos mosquitos Aedes tamb\u00e9m foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goi\u00e2nia. O achado refor\u00e7a a import\u00e2ncia de medidas preventivas, como a vacina\u00e7\u00e3o e o controle do\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>&#8220;, diz Louren\u00e7o.<\/p>\n<p>Os mosquitos silvestres t\u00eam capacidade muito maior de transmitir a febre amarela. Segundo o estudo do Instituto Oswaldo Cruz, o percentual de\u00a0<i>Haemagogus\u00a0<\/i>do Rio de Janeiro infectados chegou a 20%. Entre os\u00a0<i>Sabethes<\/i>\u00a0locais, esse percentual alcan\u00e7ou 31%.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Controle da popula\u00e7\u00e3o de Aedes \u00e9 essencial<\/h2>\n<p>O professor Aloisio Falqueto, da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes), diz que a popula\u00e7\u00e3o de mosquito\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0existente hoje no Brasil ainda \u00e9, por enquanto, considerada pequena para ser capaz de provocar uma epidemia de febre amarela urbana.<\/p>\n<p>Segundo ele, em per\u00edodos de chuvas e calor- ambiente mais prop\u00edcio para prolifera\u00e7\u00e3o de mosquitos -, a exist\u00eancia de focos de Aedes alcan\u00e7a at\u00e9 5% das casas brasileiras. Na \u00c1frica, onde h\u00e1 epidemia de febre amarela urbana, esse percentual varia de 20% a 40%.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5FCA\/production\/_99922542_24059694127_917ec9c6a9_k.jpg\" alt=\"Inspe\u00e7\u00e3o contra foco de mosquito no Brasil\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Em per\u00edodo de chuvas e calor, a exist\u00eancia de focos de Aedes alcan\u00e7a 5% das casas brasileiras | Foto: Erasmo Salom\u00e3o\/MS<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Se tivesse uma densidade grande de Aedes no Brasil, existiria a condi\u00e7\u00e3o de disseminar a doen\u00e7a na cidade. Por enquanto, a densidade baixa do mosquito n\u00e3o permitiu que a doen\u00e7a se disseminasse.&#8221;<\/p>\n<p>Falqueto destaca, por\u00e9m, que \u00e9 preciso manter a\u00e7\u00f5es de combate ao mosquito para evitar que o risco de epidemia urbana aumente.<\/p>\n<p>&#8220;No Brasil, raramente chegamos a ter 5% das casas com foco de Aedes. Mas esse j\u00e1 seria um n\u00edvel cr\u00edtico. A partir da\u00ed a gente teria que se preocupar com o v\u00edrus em transmiss\u00e3o urbana.&#8221;<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade diz que \u00e9 &#8220;baixa&#8221; essa possibilidade de transmiss\u00e3o. De acordo com a pasta, as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia com captura de mosquitos urbanos e silvestres n\u00e3o encontraram, at\u00e9 o momento, presen\u00e7a do v\u00edrus no Aedes.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 h\u00e1 um programa nacionalmente estabelecido de controle do\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0em fun\u00e7\u00e3o de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter n\u00edveis de infesta\u00e7\u00e3o abaixo daquilo que os estudos consideram necess\u00e1rio para sustentar uma transmiss\u00e3o urbana de febre amarela&#8221;, disse a pasta, em nota.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, h\u00e1 boas coberturas vacinais nas \u00e1reas de recomenda\u00e7\u00e3o de vacina e uma vigil\u00e2ncia muito sens\u00edvel para detectar precocemente a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus em novas \u00e1reas para adotar a vacina\u00e7\u00e3o oportunamente.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11F5A\/production\/_99926537_6a8365ec-e895-44b6-a96e-7ae38896ec70.jpg\" alt=\"Mosquito Sabethes\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Por enquanto, o Brasil s\u00f3 vem registrando casos de contamina\u00e7\u00e3o por mosquitos silvestres | Foto: Josu\u00e9 Damacena\/IOC\/Fiocuz<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Medidas de preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Como o tamanho da popula\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0determina o risco de contamina\u00e7\u00e3o por febre amarela, os pesquisadores ressaltam que \u00e9 essencial a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para prevenir o aumento do n\u00famero de mosquitos nas cidades e nos quintais de casas perto de matas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D13A\/production\/_99926535_8595c294-96f4-4c22-a387-a09c6f7e4615.jpg\" alt=\"Homem sendo vacinado\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Vacinar popula\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de risco \u00e9 essencial para evitar risco de contamina\u00e7\u00e3o urbana do Aedes aegypti, segundo especialistas<\/span><\/figure>\n<p>&#8220;Com esse numero de casos de febre amarela pipocando, se por alguma raz\u00e3o as densidades de Aedes aumentarem, o risco de febre amarela urbana aumentar\u00e1 de maneira assustadora&#8221;, diz o m\u00e9dico infectologista Eduardo Massad, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>\u00c9 preciso estar atento ao ac\u00famulo de \u00e1gua parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em jardins e varandas, assim como fazer a manuten\u00e7\u00e3o de calhas e manter caixas d&#8217;\u00e1gua e outros dep\u00f3sitos vedados.<\/p>\n<p>Os especialistas do Instituto Oswaldo Cruz tamb\u00e9m recomendam que o Brasil considere exigir a imuniza\u00e7\u00e3o de pessoas vindas de pa\u00edses que s\u00e3o alvo de febre amarela, sobretudo da \u00c1frica, onde h\u00e1 a doen\u00e7a em centros urbanos. O pa\u00eds j\u00e1 exige Certificado Internacional de Vacina\u00e7\u00e3o a pessoas vindas de Angola e da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, vacinar popula\u00e7\u00f5es de \u00e1reas de risco \u00e9 essencial para evitar a prolifera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>&#8220;Eliminar os criadouros e controlar a prolifera\u00e7\u00e3o do\u00a0<i>Aedes aegypti<\/i>\u00a0\u00e9 uma medida importante para evitar a reemerg\u00eancia da febre amarela urbana no Brasil, al\u00e9m da quest\u00e3o b\u00e1sica e j\u00e1 amplamente conhecida de ele ser tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o dos v\u00edrus da dengue, zika e chikungunya&#8221;, diz Dinair Couto Lima, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz e uma das autoras da pesquisa sobre mosquitos transmissores.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se popula\u00e7\u00e3o de Aedes aegypti crescer, tamb\u00e9m aumentar\u00e1 o risco de transmiss\u00e3o urbana da febre amarela<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":233617,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-233616","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agente-de-saude.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233616\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/233617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}