{"id":233767,"date":"2018-02-11T11:59:43","date_gmt":"2018-02-11T14:59:43","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=233767"},"modified":"2018-02-11T11:59:43","modified_gmt":"2018-02-11T14:59:43","slug":"meu-primeiro-festival-porno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/meu-primeiro-festival-porno\/","title":{"rendered":"Meu primeiro festival porn\u00f4"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"bigtitle\" data-section=\"\"><\/h1>\n<p><time class=\"time d-b\" datetime=\"2018-02-11BRST12:02\">Lucas Estanislau<\/time><\/p>\n<div class=\"subtitle\"><em><strong>No PopPorn, festival de pornografia alternativa que acontece todos os anos em S\u00e3o Paulo desde 2010, rep\u00f3rter aprende sobre shibari e BSDM, acompanha performances sexuais e aprende como fazer seu pr\u00f3prio porn\u00f4<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"social pc\">\n<\/div>\n<div class=\"newsaside no600\">\n<div class=\"cf\">\n<form action=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/mailling\/cadastrar.shtml\" method=\"post\">\n<div class=\"col-2\"><\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"descript\">\n<p>O suor verde das garrafas de Heineken escorria rapidamente pelas m\u00e3os dos visitantes e seguia desgovernado pelo delta das palmas para se misturar com o sulco corporal, criando uma mistura fina de sal e cevada, do qual os jeans dos rapazes e as saias das mo\u00e7as j\u00e1 estavam encharcados por serem usados como toalhas. Em duplas e trios, os presentes conversavam e ignoravam os pernilongos tontos e an\u00eamicos que passeavam pelo calor abafado do lugar. De gole em gole, levavam as m\u00e3os molhadas \u00e0s coxas e apertavam ansiosamente o tecido \u2013 ou a pr\u00f3pria pele? \u2013 ao mesmo tempo em que os olhos voavam por cima dos ombros, talvez procurando o que eles esperavam encontrar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQuando eu paguei, valia 500 mil. Hoje vale o dobro!\u201d, \u201cSem d\u00favida. O trabalho dele cresceu muito\u201d, \u201cEu sou boa de buraco!\u201d, \u201cQuando eu voltei de Londres&#8230;\u201d, \u201cEu vi uma camisa que voc\u00ea vai pirar\u201d, \u201cCom certeza isso te influenciou&#8230;\u201d. As conversas enchiam os ambientes sem m\u00fasica enquanto os m\u00f3veis de madeira, \u00famidos pela chuva de sexta-feira, secavam ao sol obl\u00edquo das 14 horas e inundavam a s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do festival\u00a0<a href=\"http:\/\/www.popporn.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PopPorn<\/a>\u00a0com o cheiro de madeira molhada.<\/p>\n<p>Nas entranhas da Vila Madalena, o Centro Cultural Rio Verde recebia naquele s\u00e1bado, 3 de junho, o \u00fanico festival independente de pornografia da Am\u00e9rica Latina. Inspirado no Porn Film Festival de Berlim , o PopPorn \u00e9 organizado desde 2010 por um coletivo de pessoas ligadas \u00e0 ind\u00fastria pornogr\u00e1fica alternativa. Idealizado pela produtora cultural Suzy Cap\u00f3, a criadora do termo GLS no Brasil e falecida no in\u00edcio de 2015, o festival j\u00e1 est\u00e1 em sua s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o e al\u00e9m de filmes, considerados as principais atra\u00e7\u00f5es, traz workshops, performances art\u00edsticas, debates e uma feira de produtos da ind\u00fastria do sexo.<\/p>\n<p><strong>Preliminares<\/strong><\/p>\n<p>Cheguei ao lugar por volta das duas da tarde. O espa\u00e7o de recep\u00e7\u00e3o, uma antessala a c\u00e9u aberto em formato hexagonal, estava pouco movimentado e quem passeava por ali apenas fazia uma pausa para os patrocinadores em seus estandes recheados de brindes. Ao lado da passagem ao pr\u00f3ximo ambiente, um, dois, tr\u00eas p\u00eanis encaravam os rec\u00e9m-chegados, eretos e imponentes, presos a uma t\u00e1bua lil\u00e1s apoiada sobre um cavalete. Pl\u00e1stico sobre tela. Os tr\u00eas consolos de borracha eretos, com argolas coloridas penduradas, sensualmente convidavam \u00e0 brincadeira. As risadas eram inevit\u00e1veis cada vez que uma argola era arremessada em dire\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os e batia torta na madeira, emitindo um barulho agudo quando o pl\u00e1stico colorido alcan\u00e7ava o ch\u00e3o. Sigo o fluxo at\u00e9 o pr\u00f3ximo ambiente, um p\u00e1tio tamb\u00e9m a c\u00e9u aberto que recebe os expositores e um pequeno pergolado que servir\u00e1 de palco para os debates. O burburinho das conversas reveste a atmosfera comportada e bem vestida dos visitantes. Os seios despontam sem suti\u00e3 dos vestidos de ver\u00e3o e os bigodes encerados se movem rigidamente comentando alguma experi\u00eancia magn\u00edfica ou algum filme sueco.<\/p>\n<p>Na sala dos workshops, o curso de shibari, a arte oriental de amarrar pessoas, j\u00e1 havia come\u00e7ado e cerca de vinte alunos acompanhavam atentamente os ensinamentos do professor Toshi San. \u201cCabe\u00e7a sobre o rabo, cabe\u00e7a sobre o rabo\u201d, repete seguidas vezes o mestre, com sua voz seca e calculista, se referindo as extremidades da corda e por onde elas devem passar. Mayanna Rodrigues, a mineira morena de coxas grossas e seios fartos, de blusa regata e minissaia preta, p\u00e9s descal\u00e7os e piercing no nariz, serve de modelo ao mestre e \u00e0 sua audi\u00eancia, presa nos n\u00f3s que \u201cn\u00e3o machucam nem cortam a circula\u00e7\u00e3o\u201d. Ora em p\u00e9, com as m\u00e3os para tr\u00e1s, ora de bru\u00e7os, com as pernas pro alto, as cordas ressaltam ainda mais suas curvas e ela parece saber disso. Im\u00f3vel, seu corpo \u00e9 uma presa f\u00e1cil aos olhos dos alunos que violentamente tentam se concentrar apenas nos n\u00f3s. As bocas abertas, onde poro por poro a testosterona trava uma batalha sangrenta contra o pudor hipster, n\u00e3o emitem sequer um ru\u00eddo, enquanto Toshi demonstra a pr\u00f3xima amarra\u00e7\u00e3o no corpo de Mayanna. O ranger do assoalho intercala o protagonismo da cena com a fala do professor e durante alguns minutos, tudo o que se pode ouvir na sala \u00e9 madeira rangendo e \u201ccabe\u00e7a sobre o rabo\u201d. As alunas, por sua vez, se mostram extremamente pr\u00e1ticas e atenciosas aos ensinamentos de Toshi e, chegado o momento de praticar em duplas, os rapazes s\u00e3o imobilizados mais depressa. A excita\u00e7\u00e3o seca chega ao \u00e1pice quando o professor ajeita os \u00f3culos de aros redondos e agradece a presen\u00e7a de todos e a colabora\u00e7\u00e3o corporal de Mayanna que, sob os aplausos dos pupilos, se move com gra\u00e7a e leveza sem amarras.<\/p>\n<p>De volta ao p\u00e1tio, o primeiro debate j\u00e1 estava pra come\u00e7ar. Cadeiras de pl\u00e1stico preto se voltavam em semic\u00edrculo para o pergolado e os debatedores tomavam seus lugares e seus microfones. Enquanto negociava o pre\u00e7o de um sabonete natural em formato de mamilo, feito de argila vermelha e gengibre, perdi os nomes e as apresenta\u00e7\u00f5es dos debatedores. BDSM era a pauta. Tr\u00eas homens e uma mulher colocavam o bondage e o sadomasoquismo em discuss\u00e3o, explicando a distin\u00e7\u00e3o entre praticantes e entusiastas. O sol j\u00e1 amea\u00e7ava se esconder e, quanto mais o debate se aproximava do fim, mais os visitantes se inquietavam em seus assentos, em busca da excita\u00e7\u00e3o que a pr\u00f3xima atra\u00e7\u00e3o poderia trazer. Para o pr\u00f3ximo workshop, atriz e diretor prometiam discutir os rumos e os desdobramentos que as m\u00eddias digitais poderiam trazer \u00e0 pornografia. Emme White, atriz e\u00a0<em>camgirl<\/em>, sentada ao lado de Roy Louis Di Paul, diretor e propriet\u00e1rio do site porn\u00f4 X-Plastic, d\u00e3o in\u00edcio ao segundo curso do festival. Alguns dos alunos tinham participado das aulas de shibari, outros eram figuras novas. Depois das devidas apresenta\u00e7\u00f5es, o microfone passa de m\u00e3o em m\u00e3o e lentamente o workshop vai se transformando em um bate-papo casual, uma esp\u00e9cie de caf\u00e9 pornogr\u00e1fico entre intelectuais do meio. Dois jovens petulantes trazem uma dose de tens\u00e3o para a conversa, interrompendo sistematicamente a atriz e o diretor, contrariando seus argumentos a qualquer custo. Um deles quer se tornar ator porn\u00f4 e tenho a impress\u00e3o de que seu rosto est\u00e1 atrapalhando o nascimento de suas acnes. Nessa quase broxada, saio da sala. E j\u00e1 era noite.<\/p>\n<p>Lucas Estanislau<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/popporn3.jpeg\" alt=\"\" \/><br \/>\nOficina Porn\u00f4 fa\u00e7a voc\u00ea mesmo com\u00a0Mel Fire, Fabiane Thompson, Patr\u00edcia Kimberly e Emme White<\/p>\n<section class=\"noticias-relevantes cf\">\n<h4 class=\"subtitle\"><\/h4>\n<\/section>\n<div><\/div>\n<p><strong>Toda nudez ser\u00e1 aben\u00e7oada (ou vias de fato)<\/strong><\/p>\n<p>O sol j\u00e1 havia se posto e levado com ele uma camada de pudor e reserva que a luz neon e a as batidas eletr\u00f4nicas de uma can\u00e7\u00e3o sexy agora rasgavam e pervertiam em saliva e tes\u00e3o. A mineira Mayanna, morena mineira, agora havia se pintado e se vestido como uma coelinha da Playboy. Meia cal\u00e7a preta, salto agulha, espartilho branco e preto, gravata borboleta e uma tiara de orelhinhas de coelho. A maquiagem carregada em seu rosto ressaltava a sali\u00eancia de suas tatuagens espalhadas pelo corpo todo. A m\u00fasica eletr\u00f4nica reverberava timidamente pela pot\u00eancia que os alto falantes de um computador permitiam.<\/p>\n<p>Agora Mayanna assumia o pergolado e o p\u00fablico, sentado no semic\u00edrculo das cadeiras de pl\u00e1stico, parecia agradecer mentalmente por n\u00e3o se tratar de mais um debate. Seu corpo come\u00e7a a flutuar lentamente ao som de uma can\u00e7\u00e3o norte-americana e seu quadril parece avan\u00e7ar sobre a plateia, que agora \u00e9 obrigada a se esticar em p\u00e9 atr\u00e1s das cadeiras ocupadas. As m\u00e3os suam como nunca e a cerveja parece ser insuficiente para saciar a ansiedade do p\u00fablico. Quando Mayanna come\u00e7a a se despir, ouvem-se gritinhos modestos de excita\u00e7\u00e3o que s\u00e3o rapidamente reprimidos pelos olhares mais experientes daquela arte, que parecem n\u00e3o admitir aquele tipo de pr\u00e1tica amadora. Alguns cruzam os bra\u00e7os, se reclinam o quanto podem nas cadeiras de pl\u00e1stico e apreciam os seios da morena, que agora respiram com vigor, livres do espartilho apertado.<\/p>\n<p>S\u00f3 de meias e salto agulha, agora Mayanna pega um microfone e pede algumas pe\u00e7as de roupa da sua plateia. Uma camiseta, uma cal\u00e7a, uma calcinha, duas, tr\u00eas, um suti\u00e3, dois, come\u00e7am a ser arremessados para a performer de cabelos negros. Entre um pouco de vergonha e muita excita\u00e7\u00e3o coletiva, a audi\u00eancia gargalha cada vez que uma pe\u00e7a \u00edntima \u00e9 atirada ao palco. A morena agradece e pede que seu parceiro agora se junte a ela para finalizarem a apresenta\u00e7\u00e3o. Ela lentamente retira os sapatos e a meia e aperta\u00a0<em>stop<\/em>\u00a0no computador para encerrar a m\u00fasica, enquanto um homem gordo, de cabelos raspados com apenas um longo dread lock escorrendo da parte de tr\u00e1s de sua cabe\u00e7a, se aproxima do palco e come\u00e7a a se despir. Agora homem e mulher est\u00e3o nus e o p\u00fablico silencia para apreciar a performance humana do casal.<\/p>\n<p>Mayanna senta em uma cadeira de madeira, seu quadril se esparrama para muito al\u00e9m das extremidades e o homem, de costas para a plat\u00e9ia, se deita aos p\u00e9s da garota que lhe estende um consolo azul escuro. Ele acaricia gentilmente Mayanna que, com extrema leveza, joga o pesco\u00e7o para tr\u00e1s e move o quadril para frente, buscando a posi\u00e7\u00e3o perfeita. O bra\u00e7o direito do homem agora come\u00e7a a se mover mais depressa e a l\u00edngua da morena acaricia os pr\u00f3prios l\u00e1bios, simbolizando uma independ\u00eancia afetiva. Suas m\u00e3os se erguem e buscam os mamilos rijos, alternando entre movimentos circulares e ligeiros pux\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse momento, quase se pode ouvir o ranger dentro das bocas secas da plateia, que permanece em sil\u00eancio, mas se eleva numa esp\u00e9cie de ere\u00e7\u00e3o coletiva. O cotovelo do rapaz agora se torna um pist\u00e3o de motor, se movendo com vigor e precis\u00e3o, movimentando todo o corpo de Mayanna em r\u00e1pidos espasmos e jogadas de cabelo. Os gritos da garota v\u00e3o ganhando corpo e dura\u00e7\u00e3o, o misto de vogais vai se perdendo dando lugar apenas a um longo e vigoroso \u201cA\u201d. Suas pernas agora tremem e ela quase despenca da cadeira uma s\u00e9rie de vezes, mas isso n\u00e3o faz com que o cotovelo pist\u00e3o pare de funcionar, cada vez mais potente. Os cabelos desgrenhados, o suor de seu corpo, os dedos dos p\u00e9s retorcidos, os gritos cortantes erguem o p\u00fablico em um mantra extremamente sensual. Algumas pessoas se levantam realmente das cadeiras, mas apenas alguns cent\u00edmetros, para se sentarem logo em seguida e camuflarem a excita\u00e7\u00e3o. Quando Mayanna vai ao ch\u00e3o, de joelhos, entregue nos bra\u00e7os do assistente, a cadeira voa para tr\u00e1s e o barulho da madeira se mistura com o grito final da artista, que ajeita os cabelos e, numa pausa sincera, sorri. A plateia vibra com aplausos, gritos e assovios. Os que estavam sentados se levantam e gritam \u201cbravo!\u201d. Os que estavam em p\u00e9, parecem querer saltitar e aplaudem com as m\u00e3os estendidas para o c\u00e9u. O semic\u00edrculo que reverenciou aquele orgasmo.<\/p>\n<p><strong>Um contra um: o gozo<\/strong><\/p>\n<p>Mai\u00f4 de oncinha, vestidinho vermelho,\u00a0<em>body<\/em>\u00a0preto bem colado e muita pele. Quando as quatro garotas entram na sala para o \u00faltimo workshop da noite, o p\u00fablico est\u00e1 em \u00eaxtase e n\u00e3o espera menos do que elas podem dar. Mel Fire, Fabiane Thompson, Patr\u00edcia Kimberly e Emme White s\u00e3o as estrelas da noite. O Porn\u00f4 fa\u00e7a voc\u00ea mesmo promete ensinar aos vinte alunos presentes t\u00e9cnicas de filmagem e luz para um bom filme pornogr\u00e1fico. Para tanto, o cinegrafista Rafael Nobre e o diretor Roy se juntam para desmistificar todas as t\u00e9cnicas e truques para um bom resultado nas filmagens. Mas as quatro garotas t\u00eam brilho e libido. Com elas na sala, as palavras dos dois especialistas ecoam em ouvidos vazios.<\/p>\n<p>Uma nuvem espessa de suor e cerveja, evaporado dos jeans dos rapazes e das saias das mo\u00e7as, parece pairar sobre o teto da sala. Agora, n\u00e3o s\u00e3o apenas as m\u00e3os que suam, mas o corpo todo daquelas pessoas respirando e implorando silenciosamente por alguma \u201ca\u00e7\u00e3o\u201d. O calor vindo dos refletores acesos por Rafael \u00e9 insuport\u00e1vel e os poros da audi\u00eancia parecem se abrir cada vez mais na esperan\u00e7a de eliminar \u00e1gua e absorver o resto. Quando Roy chama as garotas, os saltos altos parecem bater no mesmo compasso dos cora\u00e7\u00f5es. Finalmente.<\/p>\n<p>O p\u00fablico se divide em quatro grupos e a proposta \u00e9 que brinquem de roteiristas. A melhor hist\u00f3ria ser\u00e1 encenada pelas experientes atrizes. Emme parece comandar o grupo, falando com mais for\u00e7a perante as demais. A hist\u00f3ria \u00e9 escolhida por ela, onde Fabiane ir\u00e1 interpretar uma professora do sexo, que ensinaria as suas alunas como obter mais prazer. No meio da aula, ela seria \u201catacada\u201d pelas alunas e o resto correria naturalmente. Quando assumem o palco, os flashes dos celulares n\u00e3o s\u00e3o capazes de competir com os potentes refletores e a pele das garotas fica iluminada por uma luz torpe amarelada. O grupo \u201cdiretor\u201d tenta dar as coordenadas para o filme, mas as garotas riem t\u00e3o alto que lentamente a din\u00e2mica proposta vai se esvaziando. Por\u00e9m quando os seios come\u00e7am a aparecer e os toques se tornam mais intensos, ningu\u00e9m parece se importar com qualquer proposta.<\/p>\n<p>Fabiane, sentada numa cadeira, recebe as car\u00edcias das outras tr\u00eas e solta gemidos que terminam em gargalhadas. Pernas se abrem, bra\u00e7os se esticam, bocas se movem, tudo numa acrobacia sensual e descompromissada. Lentamente, as quatro se tornam um s\u00f3 corpo, movendo seus 16 membros num ritmo embalado e circular. O p\u00fablico calado assiste pelas telas \u00e0quele espet\u00e1culo humano, daquele que \u00e9 agora um s\u00f3 organismo vivo que grita, arfa, engasga, geme e ri. E rapidamente, tamb\u00e9m se torna um \u00fanico e gigantesco voyeur, que observa saliva, filma e cala. Vinte contra quatro. Um contra um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Publicado originalmente na\u00a0<a href=\"http:\/\/agemt.org\/?p=7930\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ag\u00eancia de not\u00edcias de Jornalismo da PUC<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No PopPorn, festival de pornografia alternativa que acontece todos os anos em S\u00e3o Paulo desde 2010, rep\u00f3rter aprende sobre shibari e BSDM, acompanha performances sexuais e aprende como fazer seu pr\u00f3prio porn\u00f4<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":233768,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-233767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/teatro.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233767\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/233768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}