{"id":233796,"date":"2018-02-11T12:58:28","date_gmt":"2018-02-11T15:58:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=233796"},"modified":"2018-02-11T12:58:28","modified_gmt":"2018-02-11T15:58:28","slug":"uma-pioneira-do-erotismo-lutando-contra-machismo-e-racismo-gilka-machado-escreveu-sobre-libertacao-da-mulher-pelo-sexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/uma-pioneira-do-erotismo-lutando-contra-machismo-e-racismo-gilka-machado-escreveu-sobre-libertacao-da-mulher-pelo-sexo\/","title":{"rendered":"Uma pioneira do erotismo: lutando contra machismo e racismo, Gilka Machado escreveu sobre liberta\u00e7\u00e3o da mulher pelo sexo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"bigtitle\" style=\"text-align: justify;\" data-section=\"\"><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><time class=\"time d-b\" datetime=\"2018-02-11BRST13:02\">Jamyle Rkain\u00a0<\/time><\/p>\n<div class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Al\u00e9m de precursora na literatura er\u00f3tica feminina e de den\u00fancia da opress\u00e3o \u00e0s mulheres no Brasil, Gilka foi sufragista ativa, sendo uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"social pc\" style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div class=\"newsaside no600\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"cf\">\n<form action=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/mailling\/cadastrar.shtml\" method=\"post\">\n<div class=\"col-2\"><\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"descript\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A literatura er\u00f3tica feminina ganhou destaque nas \u00faltimas d\u00e9cadas com a reedi\u00e7\u00e3o das obras de Hilda Hilst pela editora Globo. O movimento de mulheres divulgando poesia e prosa carregadas de lux\u00faria abriu margem a uma s\u00e9rie de discuss\u00f5es sobre a liberdade sexual da mulher e o machismo na literatura. Embora muitas autoras sejam aclamadas por esse tipo de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria \u2013 como a pr\u00f3pria Hilda, Olga Savary e Ad\u00e9lia Prado \u2013 \u00e9 incomum encontrar quem conhe\u00e7a a precursora desse movimento que deu \u00e0 mulher autonomia para derramar seus desejos nas linhas de um poema ou um romance.<\/p>\n<p>Faz um s\u00e9culo, em 2016, que Gilka da Costa de Mello Machado \u2013 ou somente Gilka Machado \u2013 lan\u00e7ou seu primeiro livro, com impress\u00e3o terminada em 31 de dezembro 1915. O espanto causado pelo conte\u00fado que Cristais Partidos trazia nas 111 p\u00e1ginas era esperado. Seus versos j\u00e1 tinham ocupado p\u00e1ginas de jornais e revistas da \u00e9poca, sendo ela colaboradora de alguns ve\u00edculos, como a revista\u00a0<em>Fon-Fon<\/em>\u00a0e a\u00a0<em>Revista da semana<\/em>. O motivo do assombro era o erotismo que ela empregou a alguns de seus poemas, deixando a sociedade da \u00e9poca incomodada com tamanha ousadia. Uma mulher escrevendo versos de conte\u00fado sexual era inadmiss\u00edvel para o contexto sociopol\u00edtico da Rep\u00fablica de Hermes da Fonseca. Apenas a hip\u00f3tese de Gilka imaginar o desejo carnal j\u00e1 era conden\u00e1vel pelo crivo do machismo. Foi a cr\u00edtica de Afr\u00e2nio Peixoto, em 1916, que inaugurou a \u201cca\u00e7a \u00e0 Gilka\u201d, chamando-a de \u201cmatrona imoral\u201d. Al\u00e9m de precursora na literatura er\u00f3tica feminina e de den\u00fancia da opress\u00e3o \u00e0s mulheres no Brasil, Gilka foi sufragista ativa, sendo uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910 apenas para Mulheres. Gostava de escrever \u201cMulher\u201d assim, com M em caixa alta, para afirmar a for\u00e7a do sexo feminino. No partido, exerceu o cargo de primeira secret\u00e1ria. Em seus poemas, procurou abordar tamb\u00e9m a situa\u00e7\u00e3o das classes sociais menos abastadas, deixando expl\u00edcito o descaso do governo em rela\u00e7\u00e3o a isso.<\/p>\n<p>Nascida em 12 de mar\u00e7o de 1893, na cidade do Rio de Janeiro, foi depreciada pela sua literatura, mas tamb\u00e9m muito aclamada por quem buscava compreend\u00ea-la. Neta de Francisco Moniz Barreto, baiano considerado o pai do humor obsceno no Brasil, Gilka desafiou a cr\u00edtica liter\u00e1ria machista e racista da \u00e9poca. Em carta enviada a ela em 1915, Lima Barreto destoa dos colegas de profiss\u00e3o e declara: \u201cAdmirei muito de sua inspira\u00e7\u00e3o, a sua completa independ\u00eancia de moldes, dos velhos \u2018c\u00e2nons\u2019, e a sua aud\u00e1cia verdadeiramente feminina\u201d. J\u00e1 para M\u00e1rio de Andrade, a \u201cbacante dos tr\u00f3picos, como era chamada por Agripino Griecco, era apenas uma menina. A todo o tempo, dirigia-se a ela com chamamentos infantis, embora fossem nascidos no mesmo ano. Isso mostra que a forma de M\u00e1rio tratar Gilka era para depreci\u00e1-la. A hist\u00f3ria cuida de lembrar que o pioneiro do modernismo n\u00e3o fazia isso apenas por machismo, mas por n\u00e3o aceitar a orienta\u00e7\u00e3o formal de sua literatura. Os versos simbolistas gilkianos tinham um flerte com o parnasianismo. Anos depois, parece se arrepender ao publicar, no\u00a0<em>Estado de S. Paulo<\/em>, que ela era uma \u201cpoetisa ilustre, autora dos mais ardentes versos femininos na nossa l\u00edngua\u201d.<\/p>\n<p>A pele p\u00e1lida, carregada por camadas de p\u00f3 de arroz, escondia sua origem negra, tamb\u00e9m motivo para a ofensiva de cr\u00edticos contra ela. O cr\u00edtico Humberto de Campos \u2013 um dos defensores de Gilka junto a Os\u00f3rio Duque Estrada e outros \u2013 relatou, em Di\u00e1rio Secreto uma conversa com o tamb\u00e9m cr\u00edtico Afr\u00e2nio Peixoto, na qual este contava sobre o encontro que teve com Gilka ao ir lhe entregar uma carta. Peixoto disse, com desd\u00e9m, que n\u00e3o imaginava que a poeta era uma \u201cmulatinha escura\u201d e fez quest\u00e3o de enfatizar que o ambiente de sua morada \u201crespirava pobreza\u201d.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia tamb\u00e9m foi considerada culpada pela devassid\u00e3o daquela mo\u00e7a que, aos 22 anos, se empenhou em se livrar das garras da sociedade. O registro da m\u00e3e como prostituta para poder trabalhar com atriz de r\u00e1dio era motivo de chacota para depreciar suas origens, al\u00e9m de atribu\u00edrem culpa ao pai, um beberr\u00e3o que batizou-a em homenagem a uma vodca alem\u00e3 chamada Gilka. Assim, a poeta foi colocada \u00e0 prova do m\u00e9todo de Hippolyte Taine, baseado na ideia de determinismo, no qual a pessoa est\u00e1 fadada a se comportar de acordo com sua ra\u00e7a, seu momento hist\u00f3rico e o meio em que vive. Portanto, a culpa da imoralidade de Gilka vinha do fato de ser negra, da fam\u00edlia \u201cperturbada\u201d e do momento hist\u00f3rico no qual o feminismo efervescia com as sufragistas.<\/p>\n<p>Revista O Malho\/Biblioteca Nacional<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/gilka.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nGilka fotografada para a revista O Malho na ocasi\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o feita para saber quem era a maior poetisa do Brasil, proposta pelo ve\u00edculo em 1933<\/p>\n<section class=\"noticias-relevantes cf\">\n<h4 class=\"subtitle\"><\/h4>\n<\/section>\n<p>Gilka n\u00e3o deixou barato as acusa\u00e7\u00f5es preconceituosas. E tamb\u00e9m recusou a ajuda de grandes nomes. Recusou, por exemplo, o pedido de Olavo Bilac para escrever o pref\u00e1cio de Cristais Partidos. Quando Bilac perguntou do por que, Gilka apenas respondeu que queria aparecer para o p\u00fablico sem defesa. \u201cHavia no meu ser um a torrente que era imposs\u00edvel represar: os versos flu\u00edam, as estrofes cascateavam\u2026 E continuei, ritmando minha verdade, ent\u00e3o com mais veem\u00eancia\u201d, escreveu na abertura de Poesias Completas, de 1978. Condenou seus cr\u00edticos diretamente e indiretamente, nas entrelinhas de sua escrita. Era ela, segundo seus censores, a respons\u00e1vel pela deprava\u00e7\u00e3o moral das mo\u00e7as da sociedade carioca.<\/p>\n<p>No poema Comigo Mesma, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer essa caracter\u00edstica gilkiana, como no verso \u201cQue importa a inj\u00faria hostil de quem te n\u00e3o compreenda?\/Dan\u00e7a, por\u00e9m, n\u00e3o como a Salom\u00e9 da lenda,\/a l\u00edrica assassina\u201d, onde a inj\u00faria hostil eram as opini\u00f5es dos cr\u00edticos sobre ela e a dan\u00e7a era o seu h\u00e1bito de escrita. Nos versos de Conjecturando, dedicado a Duque Estrada, desabafa sobre desistir de lutar. \u201cConvenci-me\/agora, de que o gozo \u00e9 um crime\u201d \u00e9 como ela inicia uma das estrofes do poema, onde fala sobre depor armas e se entregar \u00e0 morte. Ali estava uma refer\u00eancia clara ao cansa\u00e7o que a abateu com o passar do tempo, fazendo com que desistisse de continuar rebatendo a cr\u00edtica e acabasse reclusa.<\/p>\n<p>Foi a \u00fanica mulher a colaborar, eventualmente, na revista er\u00f3tica\u00a0<em>A Ma\u00e7\u00e3<\/em>. Extremamente machista, a cria\u00e7\u00e3o de Humberto de Campos escandalizou por trazer conte\u00fado picante, que colocava a mulher de forma submissa e degradante. E, ao lado de Cec\u00edlia Meireles, formou a dupla de \u00fanicas mulheres a escreverem para\u00a0<em>Festa,<\/em>\u00a0revista lan\u00e7ada em 1927 por Tasso da Silveira e Andrade Muricy.<\/p>\n<p>Seus livros foram grandes sucessos de vendas. N\u00e3o pela alta qualidade da escrita, mas porque todos queriam conhecer aqueles \u201clivros proibidos\u201d, especialmente o primeiro. Apesar das inj\u00farias, em 1933, foi considerada a maior poetisa do s\u00e9culo pela\u00a0<em>O Malho<\/em>, revista de grande import\u00e2ncia pol\u00edtica criada, em 1902, pelo multiartista pernambucano Crispim do Amaral. Tr\u00eas anos depois, a mesma revista realizou um plebiscito para escolher cinco mulheres que poderiam ir para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Gilka ficou entre as cinco, com centenas de votos. Mais tarde, em 1977, foi incentivada por Jorge Amado e outros intelectuais a aceitar uma vaga entre os imortais, quando esta abriu vaga para mulheres. Em uma carta, o autor de Capit\u00e3es da Areia garantia seu voto. Mas ela havia perdido o filho, Helio, h\u00e1 pouco e as cr\u00edticas desagrad\u00e1veis ainda a chateavam. N\u00e3o tinha \u00e2nimo para tal acontecimento. Embora n\u00e3o tenha ocupado a cadeira, recebeu o Pr\u00eamio Machado de Assis em 1979. \u201cSonhei ser \u00fatil \u00e0 humanidade. N\u00e3o consegui, mas fiz versos. Estou convicta de que a poesia \u00e9 t\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 exist\u00eancia como a \u00e1gua, o ar, a luz, a cren\u00e7a, o p\u00e3o e o amor\u201d, registrou em notas autobiogr\u00e1ficas em 78.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Helio, Gilka teve uma filha: Eros, depois conhecida como Eros Vol\u00fasia, uma das maiores dan\u00e7arinas da hist\u00f3ria do Pa\u00eds. Ambos os filhos eram de seu casamento com o jornalista Rodolfo Machado, falecido em 1923. O fato de ser vi\u00fava e escrever com erotismo tamb\u00e9m lhe rendeu diversas maledic\u00eancias. Embora s\u00f3 tenha se relacionado com outro homem em 1945, o m\u00e9dico Miguel Dibo, foi julgada como prostituta pelo conte\u00fado de sua escrita.<\/p>\n<p>Revista O Malho\/Biblioteca Nacional<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/gilka2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nEm evento de 1934, brinca com o boneco apelidado de Tupo<\/p>\n<p>A morte de Rodolfo quando os filhos ainda eram muito jovens deixou Gilka desamparada. Entre um poema e outro, a poeta chegou a ser faxineira de uma esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria para sustent\u00e1-los. Na sequ\u00eancia, abriu uma pens\u00e3o no Cosme Velho com a ajuda da filha. Era nessa pens\u00e3o que Gilka costumava cozinhar para os agregados enquanto recitava e escrevia rascunhos de poemas.<\/p>\n<p>O sucesso de Eros rendeu-lhes v\u00e1rias viagens ao exterior e a admira\u00e7\u00e3o de muitos l\u00edderes mundiais, dentre eles o presidente americano Franklin Roosevelt. Dona da sensualidade e do mist\u00e9rio tropical que atribuem \u00e0 mulher brasileira, recebeu de presente da m\u00e3e um est\u00fadio para dar aulas de dan\u00e7a. Al\u00e9m das atividades habituais, o local na rua S\u00e3o Jos\u00e9, centro da cidade, recebia saraus \u2013 frequentados por Darci Vargas, esposa de Get\u00falio, e Nelson Rodrigues \u2013 e tamb\u00e9m funcionava como galeria de arte.<\/p>\n<p>O poema \u00c2nsia de Azul rendeu a ela um coment\u00e1rio \u00e1cido de Rui Barbosa em 1916. \u201cN\u00e3o sei como seria poss\u00edvel conciliar o esp\u00edrito das senhoras de boa sociedade com o esp\u00edrito de uma poetisa que tem o mau gosto de escrever essas coisas pleb\u00e9ias\u201d, declarou. Rui refere-se diretamente \u00e0 estrofe: \u201cE que gozo sentir-me em plena liberdade!\/ longe do jugo vil dos homens e da ronda\/ da velha Sociedade\/ \u2014 a messalina hedionda\/ que, da vida no eterno carnaval,\/ se exibe fantasiada de vestal\u201d. Apesar da irrita\u00e7\u00e3o que Gilka causou por n\u00e3o lhe conceder a m\u00e3o da filha em casamento, Nelson Rodrigues recebeu dela grande influ\u00eancia liter\u00e1ria. O acontecido deixou-o chateado o suficiente para n\u00e3o admitir isso, mas Ruy Castro garante, em O Anjo Pornogr\u00e1fico, que ela foi uma de suas mentoras. Hilda Hilst tamb\u00e9m n\u00e3o se esqueceu da precursora. O Caderno Rosa de Lori Lamby traz, dentre suas personagens, a tia Gilka. Na narrativa, a tia se comporta como cuidadora da protagonista.<\/p>\n<p>Tamanhas foram as barbaridade dirigidas a ela que a poeta foi esquecida pelos livros de hist\u00f3ria e literatura, o que mostra o poder da m\u00eddia na cria\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o de mitos. Ela faleceu em 1980, com todos os seus livros esgotados. O motivo para que n\u00e3o voltasse a ser comercializada deveu-se \u00e0 vontade da filha de preservar a imagem da m\u00e3e, que queria ficar reclusa. Tamb\u00e9m em nota autobiogr\u00e1fica de 1978 fez quest\u00e3o de se redimir de acusa\u00e7\u00f5es, mesmo falsas, feitas a ela durante toda a vida: \u201cNunca matei, nunca roubei, nem fiz mal ao pr\u00f3ximo; nunca bebi, nunca joguei, nunca fumei, nem participei de orgias.\u201d<\/p>\n<p>Com a morte de Eros, em 2004, os direitos autorais ficaram a cargo de Amaury Menezes, \u00fanico neto de Gilka, filho de Helio. Cresceu rodeado por mulheres incr\u00edveis, como o pr\u00f3prio gostava de pontuar. Foi criado por Gilka, Eros e Thereza \u2013 m\u00e3e de Gilka \u2013 ap\u00f3s o falecimento do pai. Contrariando Eros, Amaury decidiu ceder os direitos autorais para que uma Obra Completa de Gilka Machado fosse editada. O neto da poeta faleceu em agosto de 2015, deixando a tarefa de trazer a av\u00f3 aos holofotes novamente aos filhos e \u00e0 mulher, T\u00e2nia. Movidos pela paix\u00e3o que Amaury tinha pela av\u00f3, a fam\u00edlia fez parceria com o selo Dem\u00f4nio Negro, do editor paulistano Vanderley Mendon\u00e7a. O livro ter\u00e1 pref\u00e1cio de Maria L\u00facia Dal Farra e notas cr\u00edticas de nomes como Heloisa Buarque de Hollanda, N\u00e1dia Gotlib e Schuma Schumaher. A previs\u00e3o de lan\u00e7amento \u00e9 para janeiro de 2017 e um livreto com um texto em prosa, a confer\u00eancia A Revela\u00e7\u00e3o dos Perfumes, tamb\u00e9m ser\u00e1 preparado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Texto publicado originalmente no site da\u00a0<a href=\"http:\/\/brasileiros.com.br\/2016\/12\/uma-pioneira-erotismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Brasileiros<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de precursora na literatura er\u00f3tica feminina e de den\u00fancia da opress\u00e3o \u00e0s mulheres no Brasil, Gilka foi sufragista ativa, sendo uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":233797,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-233796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/gilka.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233796"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233796\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/233797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}