{"id":233884,"date":"2018-02-12T10:33:01","date_gmt":"2018-02-12T13:33:01","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=233884"},"modified":"2018-02-12T10:33:01","modified_gmt":"2018-02-12T13:33:01","slug":"fake-news-guerra-informativa-que-ja-contamina-as-eleicoes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/fake-news-guerra-informativa-que-ja-contamina-as-eleicoes-no-brasil\/","title":{"rendered":"\u2018Fake News\u2019: a guerra informativa que j\u00e1 contamina as elei\u00e7\u00f5es no Brasil"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Especialistas alertam que a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica preparou o terreno para sites com forte vi\u00e9s ideol\u00f3gico.<\/h2>\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Esses sites inundaram as redes sociais e podem ser decisivos na disputa pelo voto<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/02\/09\/politica\/1518209427_170599_1518210525_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/02\/09\/politica\/1518209427_170599_1518210525_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/02\/09\/politica\/1518209427_170599_1518210525_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/02\/09\/politica\/1518209427_170599_1518210525_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"\u2018Fake News\u2019: a guerra informativa que j\u00e1 contamina as elei\u00e7\u00f5es no Brasil\" width=\"980\" height=\"589\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">LOIC VENANCE<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">AFP<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Tom C. Avenda\u00f1o\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/tom_c_avendano\/a\/\">TOM C. AVENDA\u00d1O\/<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Felipe Betim\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/felipe_betim\/a\/\">FELIPE BETIM<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>As chamadas<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/posverdad\/a\"><em>\u00a0fake news<\/em><\/a>, as informa\u00e7\u00f5es falsas ou ao menos distorcidas espalhadas nas redes sociais, se tornaram uma epidemia que percorre o mundo inteiro. Elas fazem parte de uma nova modalidade de guerra informativa, usada com objetivos pol\u00edticos, que j\u00e1 rendeu\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/29\/internacional\/1511913211_909804.html\">grandes benef\u00edcios nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es dos EUA<\/a>. O Brasil aparece agora como um perfeito campo de batalha, no qual as\u00a0<em>fake news<\/em>, que j\u00e1 est\u00e3o contaminando o debate pol\u00edtico no pa\u00eds h\u00e1 algum tempo, sobretudo desde o processo que acabou no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/proceso_destitucion_dilma_rousseff\/a\">impeachment da presidenta Dilma Rousseff<\/a>, podem jogar um papel decisivo. Os elementos est\u00e3o prontos: um pais muito ativo nas redes sociais, com uma forte polariza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que se reflete claramente na Internet e com umas\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/elecciones_brasil_2018\/a\">elei\u00e7\u00f5es acirradas demais daqui a poucos meses.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmonitordodebatepolitico%2Fposts%2F1664661226928667&amp;width=500\" width=\"500\" height=\"275\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>No dia 24 de janeiro, o ex-presidente\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/luiz_inacio_da_silva\/a\">Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/a>\u00a0(PT) foi\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/01\/24\/politica\/1516809323_182675.html\">julgado e condenado em segunda inst\u00e2ncia a 12 anos e 1 m\u00eas<\/a>\u00a0de pris\u00e3o\u00a0 acusado de receber como propina da construtora OAS um triplex no Guaruj\u00e1, entre outros benef\u00edcios. Nesse dia, das 10 not\u00edcias sobre pol\u00edtica mais compartilhadas no Facebook, nove foram sobre o julgamento, segundo o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/monitordodebatepolitico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Monitor do debate pol\u00edtico no meio digital<\/a>. A ferramenta, que \u201cbusca mapear, mensurar e analisar o ecossistema de debate pol\u00edtico no meio digital\u201d, identificou que uma mat\u00e9ria do site de not\u00edcias\u00a0<em>G1<\/em>\u00a0foi a que mais \u00eaxito teve, com 49.000 compartilhamentos. Em segundo lugar estava uma mat\u00e9ria de um site que n\u00e3o tem nada a ver com o jornalismo profissional,\u00a0<em>Jovens Crist\u00e3os,<\/em>\u00a0com 36.000 compartilhamentos. No ranking, ainda apareciam outros ve\u00edculos tradicionais, como\u00a0<em>Veja<\/em>\u00a0e\u00a0<em>UOL,<\/em>\u00a0mas dividindo o espa\u00e7o com a chamada imprensa alternativa, como\u00a0<em>Not\u00edcias Brasil Online<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Falando Verdades<\/em>.<\/p>\n<p>O exemplo acima descreve bem a guerra informativa travada nas redes sociais: de um lado, meios de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais que buscam manter sua influ\u00eancia; do outro, sites de not\u00edcias chamados de alternativos, com um forte vi\u00e9s ideol\u00f3gico, n\u00e3o raro definidos como sites de\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0(not\u00edcias falsas), cavam seu espa\u00e7o. Mas o que s\u00e3o as\u00a0<em>fake news<\/em>, esse fen\u00f4meno mundial que influencia a decis\u00e3o de eleitores? Para o fil\u00f3sofo Pablo Ortellado, que gerencia o Monitor, uma mat\u00e9ria descrita como\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0\u00e9 aquela que &#8220;aparenta ter sido feita a partir de uma apura\u00e7\u00e3o, por\u00e9m ela \u00e9 falsa n\u00e3o por erro de apura\u00e7\u00e3o, mas de maneira maliciosa&#8221;.<\/p>\n<p>Diante dessa defini\u00e7\u00e3o, ele explica, &#8220;\u00e9 muito dif\u00edcil definir o que s\u00e3o not\u00edcias falsas em meio ao volume de not\u00edcias nas redes&#8221;. Ortellado acredita que o conceito mais adequado para descrever o que est\u00e1 acontecendo hoje no Brasil \u00e9 &#8220;uma guerra de informa\u00e7\u00e3o travestida de jornalismo&#8221;, na qual h\u00e1 uma imprensa dita alternativa ultra engajada disputando o espa\u00e7o com a grande imprensa, que tamb\u00e9m est\u00e1 engajada nessa batalha. &#8220;Se voc\u00ea olha para os sites maliciosos, eles praticam pouca inven\u00e7\u00e3o pura e simples. O grosso da atividade deles \u00e9 pegar uma mat\u00e9ria da grande imprensa e fazer uma manchete escandalosa, pegar uma especula\u00e7\u00e3o e apresentar como verdade\u2026&#8221;, explica Ortellado. &#8220;S\u00e3o instrumentos de distor\u00e7\u00e3o usados com graus variados e que os meios de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m podem usar. Quantas mat\u00e9rias desse tipo as revistas\u00a0<em>Veja<\/em>e\u00a0<em>Isto\u00e9<\/em>\u00a0j\u00e1 deram na capa? \u00c9\u00a0<em>fake news<\/em>?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Malini, coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/labic.ufes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Labic<\/a>) e professor da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES), concorda que a imprensa se tornou &#8220;a base material para a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado com vi\u00e9s ideol\u00f3gico&#8221;. E explica que, apesar do termo\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0ser recente, &#8220;as not\u00edcias falsas sempre existiram no Brasil e no mundo&#8221;, inclusive em \u00e9poca de elei\u00e7\u00f5es. A diferen\u00e7a \u00e9 que hoje &#8220;existe um dom\u00ednio dos ve\u00edculos com vi\u00e9s ideol\u00f3gico que contam com uma esp\u00e9cie de exercito humano de replica\u00e7\u00e3o&#8221; de seus conte\u00fados. E assim, &#8220;a opini\u00e3o vem ganhando mais terreno que a reportagem&#8221;.<\/p>\n<p>Nesta \u00faltima semana, o maior jornal do Brasil, a\u00a0<em>Folha de S. Paulo<\/em>, resolveu dar um soco na mesa. Decidiu\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2018\/02\/folha-deixa-de-publicar-conteudo-no-facebook.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">deixar de publicar mat\u00e9rias em seu perfil no Facebook<\/a>, alegando, entre outros motivos, que a mudan\u00e7a no algoritmo da plataforma, que passou a privilegiar as intera\u00e7\u00f5es pessoais, &#8220;favorece a cria\u00e7\u00e3o de bolhas de opini\u00f5es e convic\u00e7\u00f5es e a propaga\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>fake news<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio termo, ali\u00e1s, passou a ser usado por atores de todos os tipos como forma de desqualificar seu oponente, explica Ortellado. Algo que reflete um momento particular da vida pol\u00edtica brasileira: a forte polariza\u00e7\u00e3o da sociedade. \u201cO Brasil re\u00fane as caracter\u00edsticas que o deixam suscet\u00edvel a manipula\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Claire Wardle, jornalista norte-americana que h\u00e1 mais de dois anos est\u00e1 estudando como as not\u00edcias falsas se propagam em cada pa\u00eds. \u201cPrimeiro porque \u00e9 um pa\u00eds muito dividido, e n\u00e3o apenas politicamente como tamb\u00e9m em assuntos culturais e sociais. Em situa\u00e7\u00e3o assim as pessoas s\u00e3o menos cr\u00edticas com a informa\u00e7\u00e3o que encontram. Se alguma coisa reafirma suas cren\u00e7as, \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00ea acredite e compartilhe. E os brasileiros, que s\u00e3o grandes usu\u00e1rios das redes sociais, adoram compartilhar\u201d. Ortellado resume da seguinte forma a quest\u00e3o: &#8220;As\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o a doen\u00e7a, e sim o sintoma. A doen\u00e7a \u00e9 a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. E em \u00e9poca de elei\u00e7\u00e3o, com dinheiro jogado nessa polariza\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 piorar. Se em 2014 j\u00e1 foi bem sujo, em 2018 vai ser pior&#8221;, aposta.<\/p>\n<p>Mas para Wardle, n\u00e3o \u00e9 apenas o estado de animo da sociedade que influencia na propaga\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>fake news<\/em>, mas tamb\u00e9m as ferramentas que ela tem nas m\u00e3os: \u201cO uso de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/whatsapp\/a\">WhatsApp<\/a>\u00a0no Brasil \u00e9 incrivelmente alto\u201d, diz. \u201cOs aplicativos de mensagens s\u00e3o lugares onde se distribui desinforma\u00e7\u00e3o e, por estarem criptografados, \u00e9 mais dif\u00edcil que jornalistas ou verificadores de informa\u00e7\u00e3o saibam o que vem circulando. \u00c9 mais dif\u00edcil desmentir as not\u00edcias falsas a tempo\u201d, acrescenta. F\u00e1bio Malini, do Labic, explica que boa parte das informa\u00e7\u00f5es falsas ou enviesadas de fato s\u00e3o distribu\u00eddas atrav\u00e9s de &#8220;correntes de mensagens&#8221; que antes eram enviadas por e-mail e agora chegam atrav\u00e9s do WhatsApp. S\u00e3o correntes que espalham &#8220;lendas urbanas&#8221; que as pessoas acreditam como &#8220;verdades delas&#8221;. At\u00e9 hoje h\u00e1 muitos brasileiros que ainda acreditam, por exemplo, na falsidade de que um dos filhos de Lula \u00e9 o verdadeiro dono da empresa agropecu\u00e1ria Friboi. H\u00e1 algumas semanas tamb\u00e9m fez muito sucesso nas redes o suposto c\u00e1lculo de que as redu\u00e7\u00f5es fiscais dadas pelo Governo Temer \u00e0s petroleiras dos EUA somariam a mirabolante cifra de 1 trilh\u00e3o de reais.<\/p>\n<p>Para Ortellado, ser\u00e1 nesses sites de noticias engajadas e nos perfis do Facebook ligados a eles onde o jogo pol\u00edtico vai acontecer. &#8220;Elas n\u00e3o prestam contas, n\u00e3o est\u00e3o oficialmente fazendo campanha, mas est\u00e3o ai compartilhando informa\u00e7\u00f5es em um ecossistema enorme. E ele parece diverso e n\u00e3o \u00e9. Os mesmos operadores t\u00eam dezenas de p\u00e1ginas. E n\u00e3o adianta voc\u00ea desarmar os sites, voc\u00ea tem que desarmar as pessoas&#8221;, argumenta.<\/p>\n<p>J\u00e1 no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/twitter\/a\">Twitter<\/a>\u00a0est\u00e3o sobretudo os rob\u00f4s, tamb\u00e9m conhecidos como bots. S\u00e3o programas capazes de mover centenas de perfis nas redes sociais que aparentam ser de pessoas. Mas que, na verdade, existem para disseminar mentiras. \u201cJ\u00e1 sabemos que existe no Brasil, mas o que \u00e9 mais preocupante \u00e9 que h\u00e1 brasileiros dispostos a trabalhar como ciborgs, ou seja, a pessoa que atua como bots, passando o dia inteiro compartilhando conte\u00fado para dar voz a certas mensagens&#8221;, explica Wardle. Malini acredita, entretanto, que a influ\u00eancia dos bots tende a diminuir devido \u00e0 mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o eleitoral que passou a permitir que pol\u00edticos paguem para o Facebook impulsar postagens. &#8220;Os pol\u00edticos est\u00e3o percebendo que o objetivo da compra desses programas, que era ser a tend\u00eancia, j\u00e1 pode hoje ser conseguido com o impulsionamento de postagens que podem dar visibilidade a sua candidatura&#8221;, argumenta. De todas as formas, ele diz que um dos efeitos colaterais dos bots vem sendo &#8220;o aumento da toxicidade das redes sociais, a sensa\u00e7\u00e3o de ser um lugar que gera um n\u00edvel de restri\u00e7\u00e3o ao pensamento muito grande&#8221;.<\/p>\n<p>Wardle \u00e9 diretora executiva da First Draft News, um projeto da Universidade de Harvard especializado em buscar estrat\u00e9gias para combater as\u00a0<em>fake news<\/em>. Em alguns pa\u00edses, conseguiu o milagre de unir varias jornais diferentes, antes inimigos, em um esfor\u00e7o conjunto para verificar e desmentir rumores. Na Fran\u00e7a funcionou, assim como na Alemanha e no Reino Unido. Agora tenta fazer o mesmo com os principais jornais no Brasil, o EL PA\u00cdS entre eles.<\/p>\n<p>Em sua opini\u00e3o, os brasileiros deveriam estar preocupados. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 porque existam sites desenhados para fazer not\u00edcias ileg\u00edtimas, \u00e9 que existem redes de bots, amplifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9-fabricada, tentativas de manipular jornalistas para que escrevam matarias baseadas em hashtags cuja relev\u00e2ncia foi inflada, fotos manipuladas, v\u00eddeos inventados, textos micro-desenhados para eleitores\u2026 Os brasileiros deveriam estar preocupados e deveriam perceber o importante que \u00e9 n\u00e3o compartilhar informa\u00e7\u00e3o falsa em seus perfis\u201d. Com a mente em outubro, data das elei\u00e7\u00f5es, acrescenta: \u201cAs elei\u00e7\u00f5es deveriam consistir em eleitores que tomam decis\u00f5es com informa\u00e7\u00e3o checada. Caso contr\u00e1rio, a democracia est\u00e1 em perigo\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<section id=\"articulo-tags\" class=\"articulo-tags\">\n<header class=\"articulo-tags-encabezado \"><\/header>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas alertam que a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica preparou o terreno para sites com forte vi\u00e9s ideol\u00f3gico.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,10],"tags":[],"class_list":["post-233884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-municipios","category-politica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233884\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}