{"id":234139,"date":"2018-02-15T08:44:06","date_gmt":"2018-02-15T11:44:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=234139"},"modified":"2018-02-15T08:44:06","modified_gmt":"2018-02-15T11:44:06","slug":"fernando-pessoa-e-grande-explosao-da-vanguarda-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/fernando-pessoa-e-grande-explosao-da-vanguarda-portuguesa\/","title":{"rendered":"Fernando Pessoa e a grande explos\u00e3o da vanguarda portuguesa"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>O autor do \u2018Livro do Desassossego\u2019 inspira exposi\u00e7\u00e3o no Centro Reina Sof\u00eda, na Espanha<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Enrique Andr\u00e9s Ruiz\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/enrique_andres_ruiz\/a\/\">ENRIQUE ANDR\u00c9S RUIZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498068_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498068_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498068_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498068_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"\u2018Jogo de Damas\u2019 (1927), \u00f3leo de Abel Manta.\" width=\"980\" height=\"894\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">\u2018Jogo de Damas\u2019 (1927), \u00f3leo de Abel Manta.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPOR\u00c2NEA DO CHIADO<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_5|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><\/h3>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Por pouco que tenhamos frequentado o\u00a0<em>Livro do Desassossego<\/em>, cuja autoria\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fernando_pessoa\/a\">Pessoa<\/a>\u00a0atribuiu ao ajudante de guarda-livros Bernardo Soares, j\u00e1 saberemos que seu afastamento da vida e da a\u00e7\u00e3o comum ele o subtrai \u00e0s coordenadas precisamente hist\u00f3ricas, e que seu incur\u00e1vel ex\u00edlio da vida espont\u00e2nea o fez ver refletido no outro e nos outros seu doloroso cativeiro reflexivo. \u00c9 isso\u00a0\u2014 \u201co homem completo \u00e9 aquele que se ignora\u201d\u00a0\u2014 o que afasta sua personalidade criadora do otimismo e da euforia, sejam eles construtivos ou destrutivos, da \u00e9poca das vanguardas, que foi a sua. Caberia ainda reconhecer nele os tra\u00e7os e plat\u00f4nicos e paulinos, ou talvez agostinianos\u00a0\u2014 mas em todo caso existenciais \u2014, de quem sofre por n\u00e3o poder ser um transeunte como outros, com a f\u00e9 n\u00e3o premeditada que se sup\u00f5e neles, voltado como eles \u00e0 a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e sem dist\u00e2ncia consigo mesmo.<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 muito dif\u00edcil extrair de Pessoa o que em outros chamar\u00edamos \u201csua est\u00e9tica\u201d se entendermos por isso apenas uma economia pr\u00f3pria do significado das formas simb\u00f3licas; primeiro porque sua personalidade n\u00e3o consiste em qualquer identidade unit\u00e1ria, mas na subjetividade fragmentada que \u00c1ngel Crespo (seu introdutor espanhol, ao lado de Jos\u00e9 Antonio Llardent) denominou uma \u201cvida plural\u201d. E n\u00e3o apenas pelo desdobramento de seus heter\u00f4nimos, mas pela angustiada pung\u00eancia que teria mais afinidade, talvez, com a reflex\u00e3o ao mesmo tempo pol\u00edtica e religiosa do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fedor_dostoievski\/a\">Dostoievski<\/a>\u00a0de\u00a0<em>Os Dem\u00f4nios<\/em>, por exemplo.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498412_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498412_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498412_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"\u2018Vendedoras Ambulantes de Peixe\u2019 (1930), de Jorge Barradas.\" width=\"360\" height=\"356\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">\u2018Vendedoras Ambulantes de Peixe\u2019 (1930), de Jorge Barradas.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Seu grande livro\u00a0\u2014 entre a meia d\u00fazia de grandes livros do s\u00e9culo XX \u2014, escrito entre 1912 e sua morte em 1935 (o arco temporal da exposi\u00e7\u00e3o), come\u00e7a assim: \u201cNasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a cren\u00e7a em Deus, pela mesma raz\u00e3o que os seus maiores a haviam tido\u00a0\u2014 sem saber porqu\u00ea\u201d. E \u00e9 esse \u201csem porqu\u00ea\u201d, essa alegria pr\u00e9-reflexiva, que lhe foi proibido e pareceu-lhe t\u00e3o perdido de origem que qualquer acep\u00e7\u00e3o simplesmente desumanizada, ou seja, ativista, malabar e festiva, como a que costumamos atribuir \u00e0s vanguardas, \u00e9 muito alheia a ele.<\/p>\n<p>Do que fala \u2014 pelo contr\u00e1rio\u00a0\u2014 Soares-Pessoa (seu heter\u00f4nimo menos heter\u00f4nimo) \u00e9 da descontinuidade moderna entre pensamento e a\u00e7\u00e3o, depois da qual n\u00e3o apenas Deus \u2014 e com Ele, o povo, como diria Dostoievski\u00a0\u2014 foi suplantado pela humanidade, mas que a espontaneidade e a alegria criadoras foram esquecidas como um sonho anterior ao pr\u00f3prio tempo, como Leopardi e Nietzsche j\u00e1 tinham acusado a partir de certa tradi\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica. O poeta sente viver em um tempo que n\u00e3o \u00e9 o de seu personagem exterior, mas outro a que resolve chamar de \u201cDecad\u00eancia\u201d, cego, \u00e9 claro, para qualquer euf\u00f3rico horizonte como o da vanguarda: \u201cA Decad\u00eancia \u00e9 a perda total da inconsci\u00eancia; porque a inconsci\u00eancia \u00e9 o fundamento da vida\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O isolamento reflexivo \u00e9 o que determina a rela\u00e7\u00e3o angustiante do escritor portugu\u00eas com o exterior e o converte em fantasmag\u00f3rico<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O que n\u00e3o significa que o \u201cexterior\u201d art\u00edstico de seus dias lhe era desconhecido. Como Ram\u00f3n G\u00f3mez de la Serna, batizou alguns ismos (paulismo, sensacionismo, interseccionismo&#8230;) mais ou menos \u00e0 portuguesa. Mas \u00e9 esse isolamento reflexivo que determina sua rela\u00e7\u00e3o angustiante com o exterior e o converte em fantasmag\u00f3rico. Da\u00ed o primeiro m\u00e9rito da reconstru\u00e7\u00e3o de um contexto em rela\u00e7\u00e3o ao qual, n\u00e3o obstante, Pessoa sentiu um desejo infinito de distanciamento e esquecimento. O segundo seria o car\u00e1ter avassalador da exposi\u00e7\u00e3o (160 obras, centenas de documentos, revistas, cartas e fotos procedentes da Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian e de outros centros como o Pompidou), culminando com a j\u00e1 bem estabelecida presen\u00e7a espanhola de Pessoa e contribuindo para consolidar a presen\u00e7a da particular vanguarda lusa.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498537_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498537_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498537_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"'Portuguesa' (1916), de Robert Delaunay.\" width=\"360\" height=\"319\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">&#8216;Portuguesa&#8217; (1916), de Robert Delaunay.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Em 1980, pouco antes da publica\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Livro<\/em>\u00a0em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/portugal\/a\">Portugal<\/a>, a revista\u00a0<em>Poes\u00eda<\/em>dedicou um n\u00famero monogr\u00e1fico a Pessoa; e em 1994 fez o mesmo com aquele que podemos considerar integralmente o\u00a0<em>Homo vanguardista lusitanensis<\/em>, Jos\u00e9 de Almada Negreiros, cuja fecunda estadia em Madri, entre 1927 e 1932, foi recentemente evocada em mesas e publica\u00e7\u00f5es espanholas. Foi exatamente Pessoa o primeiro a mencionar a multifacetada condi\u00e7\u00e3o do pintor, escritor, cen\u00f3grafo etecetera Almada na revista\u00a0<em>A \u00c1guia<\/em>, quando fez sua primeira exposi\u00e7\u00e3o em 1913, algo em que logo insistiria G\u00f3mez de la Serna, que o homenageou em\u00a0<em>Pombo<\/em>. Embora na verdade as dire\u00e7\u00f5es de Pessoa e Almada fossem opostas: o primeiro n\u00e3o \u00e9, como o segundo, uma \u00fanica pessoa na qual se realiza o modelo do novo artista total, mas uma multid\u00e3o cuja redu\u00e7\u00e3o \u00e0 unidade \u00e9 imposs\u00edvel, exceto em uma dramaturgia.<\/p>\n<p>A grande explos\u00e3o da vanguarda portuguesa aconteceu ao redor de 1915, por meio das publica\u00e7\u00f5es pessoanas\u00a0<em>Orpheu<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Portugal Futurista<\/em>\u00a0(Pessoa compartilhou seu \u00fanico n\u00famero com \u00c1lvaro de Campos \u2014 talvez o heter\u00f4nimo mais vanguardista \u2014, Almada, M\u00e1rio de S\u00e1-Carneiro, mas tamb\u00e9m com Apollinaire e Blaise Cendrars). Justamente Cendrars dedicou seus versos a Sonia Delaunay, que ao lado do marido passou uma temporada em Valen\u00e7a do Minho, perto do Porto, colocando Almada em contato com os bal\u00e9s de Diaghilev.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498608_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498608_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498608_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/01\/babelia\/1517496706_649077_1517498608_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"\u2018A Vida. Esperan\u00e7a, Amor, Saudade (1899-1901)\u2019, de Ant\u00f3nio Carneiro.\" width=\"980\" height=\"697\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">\u2018A Vida. Esperan\u00e7a, Amor, Saudade (1899-1901)\u2019, de Ant\u00f3nio Carneiro.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Vestido com uma esp\u00e9cie de macac\u00e3o, Almada deu uma c\u00e9lebre confer\u00eancia em 1917 no Teatro da Rep\u00fablica (\u201cviolentamente chutado em sua entrada no palco\u201d) e fez parte do Comit\u00ea Futurista de Lisboa com Guillermo Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso, que talvez fosse o pintor mais pintor entre aqueles portugueses, forjado no modernismo e no cubismo. Quanto \u00e0 presen\u00e7a espanhola entre eles (ou vice-versa: Amadeo tinha frequentado Juan Gris em Paris), Almada e Ram\u00f3n continuavam a rela\u00e7\u00e3o \u2014 morna \u2014 que Pessoa cultivara com os ultra\u00edstas Adriano del Valle, Rogelio Buend\u00eda e Isaac del Vando-Villar, e a que antes manifestaram Valera junto ao historiador Oliveira Martins e principalmente Unamuno na estreita companhia de Teixeira de Pascoaes ou Eug\u00e9nio de Castro. Depois do retorno de Almada e da morte de S\u00e1-Carneiro, Amadeo e Santa Rita, o pr\u00f3ximo grande momento da vanguarda portuguesa seria testemunhado, desde o fim dos anos vinte, pela revista\u00a0<em>Presen\u00e7a<\/em>, que publicou fragmentos daquele\u00a0<em>Livro<\/em>\u00a0p\u00f3stumo e futuro, do qual nos chega o devastado anseio de algu\u00e9m perdido em um destempo irremedi\u00e1vel.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O autor do \u2018Livro do Desassossego\u2019 inspira exposi\u00e7\u00e3o no Centro Reina Sof\u00eda, na Espanha<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":234140,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-234139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/quadro-de-cant.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234139\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/234140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}