{"id":235817,"date":"2018-03-02T08:44:09","date_gmt":"2018-03-02T11:44:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=235817"},"modified":"2018-03-02T08:44:09","modified_gmt":"2018-03-02T11:44:09","slug":"hitler-nunca-teve-condicoes-de-ganhar-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/hitler-nunca-teve-condicoes-de-ganhar-guerra\/","title":{"rendered":"Hitler nunca teve condi\u00e7\u00f5es de ganhar a guerra"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>James Holland, autor de \u2018A Ascens\u00e3o da Alemanha\u2019, sustenta que as car\u00eancias do ex\u00e9rcito jamais teriam permitido que a Alemanha vencesse a Segunda Guerra Mundial<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Jacinto Ant\u00f3n\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/jacinto_anton\/a\/\">JACINTO ANT\u00d3N<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833157_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833157_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833157_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833157_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Tropas alem\u00e3s da Wehrmacht passando revista\" width=\"980\" height=\"448\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Tropas alem\u00e3s da Wehrmacht passando revista<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_6|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Acha mesmo que o Tigre era um tanque ruim? Diante da primeira pergunta, lan\u00e7ada de sopet\u00e3o com \u00e2nimo combativo e que invoca nesta tarde cinza o lend\u00e1rio e temido carro de combate alem\u00e3o, James Holland sorri e se acomoda em seu assento; est\u00e1 em seu terreno, seu campo de batalha: o n\u00edvel operacional.<\/p>\n<p>Holland (Salisbury, Reino Unido, 1970) \u00e9 um popular\u00edssimo especialista na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/segunda_guerra_mundial\/a\">Segunda Guerra Mundial<\/a>, autor de numerosos livros sobre o conflito \u2013 entre eles o fascinante\u00a0<em>Heroes<\/em>\u00a0(Harper, 2006), uma apaixonante galeria de combatentes em todas as frentes e armas, e de\u00a0<em>The Rise of Germany<\/em>\u00a0(<em>A Ascens\u00e3o da Alemanha<\/em>), primeiro volume de uma trilogia que rev\u00ea, a partir de novas e \u201crefrescantes\u201d perspectivas, o que sabemos ou acreditamos saber sobre essa guerra. O estudioso afirma (e argumenta) que a Alemanha de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adolf_hitler\/a\">Hitler<\/a>\u00a0n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de ganhar a Segunda Guerra Mundial, que seu ex\u00e9rcito era um gigante com p\u00e9s de barro, e nem sequer t\u00e3o gigante, e que a Blitzkrieg foi uma miragem. Ele investiga meticulosamente, do ponto de vista da hist\u00f3ria econ\u00f4mica e social al\u00e9m da militar, os recursos e o armamento de ambos os lados, da produ\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es at\u00e9 os detalhes mais \u00ednfimos das metralhadoras \u2013 como a aclamada MG 34, muito boa, sim, mas cujo cano precisava ser trocado constantemente porque superaquecia, incluindo a an\u00e1lise dos uniformes: os dos alem\u00e3es eram, certamente, mais vistosos, mas o pa\u00eds gastou neles recursos que simplesmente n\u00e3o tinha.\u00a0<em>The Rise of Germany<\/em>\u00a0n\u00e3o esquece, entretanto, a dimens\u00e3o humana do conflito. Suas p\u00e1ginas est\u00e3o cheias de testemunhos de primeira m\u00e3o tanto de combatentes como de civis, de um comandante de submarino e um Fallschirmj\u00e4ger (paraquedista) alem\u00e3es a um empres\u00e1rio do a\u00e7o norte-americano, passando por um sapador australiano, um fazendeiro brit\u00e2nico e uma atriz francesa.<\/p>\n<p>Voltemos ao Tigre. \u201cSe o colocar em um campo de futebol com um Sherman do outro lado, o Tigre vai ganhar, evidentemente. Mas h\u00e1 um grande por\u00e9m: era um tanque incrivelmente complexo. Seu sistema de transmiss\u00e3o, a suspens\u00e3o e a tra\u00e7\u00e3o eram muito complicados. E s\u00f3 foram fabricadas 1.347 unidades (\u00e0s quais seria preciso somar as 492 do modelo aperfei\u00e7oado Tigre II ou K\u00f6nigstiger, Tigre Rei). Os aliados fabricaram 4.900 unidades do Sherman e mais 17.000 chassis que serviram para diferentes usos militares. Al\u00e9m disso constru\u00edram oficinas m\u00f3veis e todo o necess\u00e1rio para consert\u00e1-los em campo. O Shermann dispunha de um sistema estabilizador que lhe permitia efetuar disparos certeiros sobre qualquer terreno, uma tecnologia de que os alem\u00e3es careciam. Tendemos a julgar os tanques pelo tamanho de seu canh\u00e3o e pela espessura de sua blindagem, ignorando aspectos mais sutis, mas muito relevantes. Se a prioridade dos alem\u00e3es era o canh\u00e3o grande e a blindagem espessa, brit\u00e2nicos e norte-americanos preferiram a confiabilidade e a facilidade de manuten\u00e7\u00e3o. Se fosse preciso trocar a suspens\u00e3o de um Sherman, o acesso \u00e9 f\u00e1cil, mas se houvesse problema em um Tigre, era preciso desmontar inteiramente as esteiras e as rodas. Era tudo muito sofisticado. E o que acontece quando voc\u00ea coloca um recruta novato de 18 anos em um ve\u00edculo desses? \u00c9 como dar uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ferrari\/a\">Ferrari<\/a>\u00a0a algu\u00e9m que acabou de tirar a carteira de motorista: na primeira quebra a caixa de c\u00e2mbio. E a de um Tigre era algo dific\u00edlimo de consertar\u201d.<\/p>\n<p>Holland observa que, durante a Opera\u00e7\u00e3o Goodwood em julho de 1944 na Normandia, os aliados perderam 400 tanques especialmente pela a\u00e7\u00e3o dos Tigre, sim, mas j\u00e1 tinham desembarcado 3.500 e, em tr\u00eas dias, 300 dos 400 avariados j\u00e1 estavam reparados e de volta ao combate. \u201cIsso mostra a diferen\u00e7a entre aliados e alem\u00e3es na forma de entender a guerra. A manuten\u00e7\u00e3o dos alem\u00e3es era muito pobre. Mais de metade de suas perdas de tanques na Segunda Guerra Mundial se deveu a falhas mec\u00e2nicas. Acrescenta que um Shermann gastava dois gal\u00f5es de combust\u00edvel por milha. Enquanto o Tigre consumia quatro gal\u00f5es por milha. \u201cE qual era o recurso de que menos dispunham os alem\u00e3es? Combust\u00edvel. Que sentido faz construir tanques de 56 toneladas ent\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p>O debate sobre o Tigre exemplifica o procedimento adotado por Holland. \u201cProcuro olhar para o n\u00edvel operacional, introduzir esse ponto de vista na narrativa da Segunda Guerra Mundial, em que predominaram as perspectivas da estrat\u00e9gia (os objetivos) e da t\u00e1tica (o combate e a forma de realiz\u00e1-lo). De algum modo, o aspecto operacional \u2013 porcas, parafusos, muni\u00e7\u00e3o, equipamento, recursos \u2013 \u00e9 o que relaciona ambas. Isso foi deixado de lado, mas n\u00e3o se pode ler uma campanha como a da Normandia, por exemplo, contando apenas as decis\u00f5es dos generais ou as experi\u00eancias dos soldados, com pouca ou nenhuma explica\u00e7\u00e3o de como se desenvolviam operacionalmente as batalhas. \u00c9 como tentar comparar o Tigre e o Sherman apenas no campo de futebol. Sempre nos concentramos na batalha, mas n\u00e3o em como funcionavam as armas.\u201d<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833325_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833325_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833325_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/02\/28\/actualidad\/1519832097_149422_1519833325_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"O historiador brit\u00e2nico James Holland\" width=\"980\" height=\"653\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O historiador brit\u00e2nico James Holland<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">MASSIMILIANO MINOCRI<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>E os uniformes. \u201cPor isso tamb\u00e9m lhes dou muita aten\u00e7\u00e3o. Passam muita informa\u00e7\u00e3o sobre a atitude de um pa\u00eds em guerra. A jaqueta alem\u00e3 chegava at\u00e9 a coxa, enquanto a jaqueta de combate brit\u00e2nica apenas at\u00e9 a cintura. Os alem\u00e3es gastavam 30 cent\u00edmetros a mais de l\u00e3 que n\u00e3o servia para nada, exceto para fins est\u00e9ticos. \u00c9 a diferen\u00e7a entre um Estado militarista, a Alemanha, e um Estado em guerra, o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/reino_unido\/a\">Reino Unido<\/a>. Para os alem\u00e3es a apar\u00eancia, o\u00a0<em>look<\/em>, era tudo. As botas de couro de cano alto s\u00e3o um estorvo em combate e se desgastam, mas s\u00e3o estilosas, sem d\u00favida. Os brit\u00e2nicos tinham uma vis\u00e3o pr\u00e1tica. Os alem\u00e3es preferiam pavonear-se, isso \u00e9 muito\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nazismo\/a\">nazista<\/a>.\u201d<\/p>\n<p>Holland afirma em\u00a0<em>The Rise of Germany<\/em>\u00a0que o ex\u00e9rcito alem\u00e3o n\u00e3o era o prod\u00edgio que acredit\u00e1vamos. Diz que estava mal preparado para uma guerra sem quartel, pouco equipado, escassamente mecanizado (ainda dependia dos cavalos e dos p\u00e9s dos soldados), pouco treinado, que era inferior inclusive ao brit\u00e2nico. Isso sem falar da car\u00eancia de recursos naturais da Alemanha. Apesar disso, come\u00e7aram ganhando, e muito. Foi sorte? \u201cN\u00e3o inteiramente. Foram apostas muito arriscadas de Hitler. Mas essas vit\u00f3rias n\u00e3o foram suficientes. A Pol\u00f4nia era fraca. A queda da Fran\u00e7a se deveu 50% ao brilhantismo militar alem\u00e3o e 50% \u00e0 incompet\u00eancia francesa.\u201d Esse parece um ponto de vista muito brit\u00e2nico. \u201cOs brit\u00e2nicos t\u00eam muita admira\u00e7\u00e3o pelos alem\u00e3es\u201d, ironiza Holland, \u201ce tamb\u00e9m pelos franceses, quase na mesma medida.\u201d<\/p>\n<p>Em todo caso, &#8220;o Estado nazista, sua constru\u00e7\u00e3o, era muito fr\u00e1gil, e seu ex\u00e9rcito, apesar das apar\u00eancias, tamb\u00e9m. Nada, exceto uma vit\u00f3ria total, servia \u00e0 Alemanha. Ir para a guerra em 1939 foi um risco excessivo. Quando olhamos para os \u00eaxitos da Blitzkrieg, adotamos um ponto de vista muito terrestre. Mas, desde o in\u00edcio, a luta no mar e a luta no ar n\u00e3o eram favor\u00e1veis. A Marinha alem\u00e3 j\u00e1 havia sido destru\u00edda pela Royal Navy desde a campanha norueguesa e pela Luftwaffe, na Batalha da Inglaterra. Nem os submarinos foram t\u00e3o bem-sucedidos como se pensava. Provavelmente, a Batalha do Atl\u00e2ntico \u00e9 a mais importante da guerra&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">NA BANHEIRA DE GOEBBELS<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Digo a Holland que, enquanto lia\u00a0<i>A Ascens\u00e3o da Alemanha<\/i>, o vi na televis\u00e3o. Foi em uma reportagem de megaestruturas nazistas, da\u00a0<i>National Geographic<\/i>. &#8220;Estamos na quarta temporada, filmar esses document\u00e1rios permite o acesso a lugares fabulosos.&#8221; Como o trem privado de Goebbels. &#8220;V\u00e1rios vag\u00f5es ainda s\u00e3o preservados, com \u00e1guias e su\u00e1sticas, incluindo o do banheiro. A banheira \u00e9 luxuosa, mas muito pequena, e imaginar o ministro de Propaganda sentado ali, nu, foi realmente horr\u00edvel.&#8221; O estudioso, por outro lado, tem uma fraqueza (relativa) por Goering. &#8220;Ele era brilhante e maquiav\u00e9lico. N\u00e3o se pode negar que sabia aproveitar a vida, ao contr\u00e1rio dos outros hierarcas que compartilhavam, em geral, a entediante austeridade de Hitler. Se voc\u00ea \u00e9 nazista, seria dito, seja em grande estilo.&#8221; No decorrer dos document\u00e1rios, Holland tamb\u00e9m p\u00f4de disparar um 88 alem\u00e3o e ver seus efeitos devastadores.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos historiadores militares da gera\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 sua, como Antony Beevor ou Max Hastings, os quais conhece pessoalmente e admira (embora reprove n\u00e3o ter suficiente ponto de vista operacional), Holland n\u00e3o foi soldado. &#8220;N\u00e3o, mas estive com uma unidade de infantaria no Afeganist\u00e3o e passei muito tempo com pessoas que viram a\u00e7\u00e3o; \u00e9 muito \u00fatil para um historiador. E disparei muitas armas, estive em tanques e Spitfires. Embora nunca tenha sido baleado, sei o que acontece em um combate.&#8221;<\/p>\n<p>Holland, que al\u00e9m de ensaios escreve romances (como o thriller b\u00e9lico ao estilo de Alistair MacLean,\u00a0<i>The Odin Mission<\/i>, ambientado na invas\u00e3o da Noruega), \u00e9 o irm\u00e3o dois anos mais novo do famoso autor Tom Holland (<i>Rubic\u00e3o &#8211; O Triunfo e a Trag\u00e9dia da Rep\u00fablica Romana, Fogo Persa, Dinastia<\/i>). Os dois irm\u00e3os dividiram entre si a hist\u00f3ria? James Holland ri: &#8220;N\u00e3o, tem sido assim, ele ama os cl\u00e1ssicos e est\u00e1 em outro n\u00edvel, \u00e9 um erudito e um intelectual&#8221;.<\/p>\n<p>James Holland se posicionou contra a independ\u00eancia da Esc\u00f3cia. &#8220;Sempre pensei ser uma loucura a Esc\u00f3cia, que n\u00e3o \u00e9 rica, querer sair. A quest\u00e3o da Catalunha parece diferente. Penso que os catal\u00e3es t\u00eam mais problemas reais para resolver com Madri e feridas hist\u00f3ricas mais recentes. Duvido, em qualquer caso, que para eles seja melhor estar fora da Espanha.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section id=\"sumario_2|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">&#8220;OS TANQUISTAS N\u00c3O FALAVAM COMO EM &#8216;FURY'&#8221;<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Uma \u00faltima inevit\u00e1vel pergunta sobre o Tigre: o que voc\u00ea achou do filme\u00a0<i>Fury<\/i>(lan\u00e7ado como\u00a0<i>Cora\u00e7\u00f5es de Ferro\u00a0<\/i>no Brasil)? &#8220;Em geral, n\u00e3o gostei, mas a cena do combate entre os Shermans e o Tigre \u00e9 muito boa. O problema com o filme \u00e9 que a terminologia utilizada pelos tanquistas americanos n\u00e3o corresponde \u00e0 aut\u00eantica da \u00e9poca; est\u00e1 pensada para os jogadores de\u00a0<i>Call of Duty<\/i>. Os soldados dos tanques de 1945 n\u00e3o falavam assim. E o filme tamb\u00e9m incorpora o falso mito de que o armamento aliado era pior do que o dos alem\u00e3es, quando h\u00e1 a famosa anedota do oficial da divis\u00e3o de elite Panzer-Lehr, que, ao ver o que seus inimigos tinham, quase chora e diz que, se soubesse disso, n\u00e3o teria ido \u00e0 guerra. Em\u00a0<i>Fury<\/i>, tamb\u00e9m \u00e9 absurda a maneira pela qual o batalh\u00e3o da SS inicia o combate contra o tanque de Brad Pitt&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<section id=\"articulo-tags\" class=\"articulo-tags\">\n<header class=\"articulo-tags-encabezado \"><\/header>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>James Holland, autor de \u2018A Ascens\u00e3o da Alemanha\u2019, sustenta que as car\u00eancias do ex\u00e9rcito jamais teriam permitido que a Alemanha vencesse a Segunda Guerra Mundial<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":235818,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-235817","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/exercito-nazista.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=235817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235817\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/235818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=235817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=235817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}