{"id":236416,"date":"2018-03-09T04:32:19","date_gmt":"2018-03-09T07:32:19","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=236416"},"modified":"2018-03-09T04:32:19","modified_gmt":"2018-03-09T07:32:19","slug":"faculdade-deve-provar-que-numero-de-alunos-caiu-para-reduzir-remuneracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/faculdade-deve-provar-que-numero-de-alunos-caiu-para-reduzir-remuneracao\/","title":{"rendered":"Faculdade deve provar que n\u00famero de alunos caiu para reduzir remunera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Ao cortar sal\u00e1rios de professores, institui\u00e7\u00f5es de ensino precisam provar que tiveram queda nos seus rendimentos, pela redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunos. Esse foi o entendimento da 6\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao condenar\u00a0uma faculdade do Rio de Janeiro a indenizar em R$ 20 mil uma professora que teve seu sal\u00e1rio reduzido sem a comprova\u00e7\u00e3o do motivo alegado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-232666 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-620x347.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-620x347.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-300x168.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-768x429.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-160x89.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-480x270.jpg 480w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio-640x358.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sala-de-aula-medio.jpg 930w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>A professora afirmou que a faculdade reduziu seu sal\u00e1rio do segundo semestre de 2006 at\u00e9 o t\u00e9rmino do contrato, em agosto de 2008, sem que tivesse provado a suposta diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunos. Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, pediu indeniza\u00e7\u00e3o pelos transtornos causados\u00a0 e, ainda, por atraso no pagamento das verbas rescis\u00f3rias.<\/p>\n<p>O pedido de indeniza\u00e7\u00e3o foi julgado improcedente pelas inst\u00e2ncias anteriores. Para o Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio configura il\u00edcito trabalhista, mas o descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es contratuais e legais pelo empregador n\u00e3o caracteriza, por si s\u00f3, dano moral, constituindo apenas dano material a ser reparado.<\/p>\n<p>No recurso ao TST, a professora alegou que a decis\u00e3o do tribunal regional ofendeu os artigos 186 e 927 do C\u00f3digo Civil, por ser incontroverso que a empresa, al\u00e9m de reduzir seu sal\u00e1rio, tamb\u00e9m n\u00e3o o quitava no prazo previsto em lei. Argumentou ainda que a jurisprud\u00eancia vem reconhecendo o direito do empregado ao recebimento de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral em casos semelhantes e apresentou julgados nesse sentido.<\/p>\n<p>A relatora do recurso, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, observou que o TRT reconheceu o direito da professora \u00e0s diferen\u00e7as decorrentes de redu\u00e7\u00e3o salarial. \u201cFicou registrado, ainda, que a institui\u00e7\u00e3o de ensino superior n\u00e3o se desincumbiu do \u00f4nus de provar a redu\u00e7\u00e3o total de alunos matriculados\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A ministra explicou que, no atraso no pagamento das verbas rescis\u00f3rias, \u00e9 necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o de alguma circunst\u00e2ncia gravosa em torno da situa\u00e7\u00e3o para o deferimento da repara\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorreu no caso. Contudo, entendeu ser devida a indeniza\u00e7\u00e3o decorrente da redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o salarial, por longo per\u00edodo, sem motiva\u00e7\u00e3o, provoca inequ\u00edvoco abalo moral, pois foi claramente lesiva \u00e0 trabalhadora, a qual se viu privada da sua remunera\u00e7\u00e3o no patamar em que vinha recebendo\u201d, assinalou.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A professora afirmou que a faculdade reduziu seu sal\u00e1rio do segundo semestre de 2006 at\u00e9 o t\u00e9rmino do contrato, em agosto de 2008, sem que tivesse provado a suposta diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunos. 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