{"id":238965,"date":"2018-04-02T06:48:18","date_gmt":"2018-04-02T09:48:18","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=238965"},"modified":"2018-04-02T06:48:18","modified_gmt":"2018-04-02T09:48:18","slug":"orgias-e-casamentos-teste-como-era-a-vida-sexual-no-antigo-egito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/orgias-e-casamentos-teste-como-era-a-vida-sexual-no-antigo-egito\/","title":{"rendered":"Orgias e &#8216;casamentos-teste&#8217;: como era a vida sexual no antigo Egito"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body\">\n<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/A75C\/production\/_100644824_0ec4a1e7-f987-40f6-a0e5-816c473d0846.jpg\" alt=\"Pintura do Egito Antigo de uma rela\u00e7\u00e3o sexual\" width=\"976\" height=\"649\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><span class=\"media-caption__text\">Civiliza\u00e7\u00e3o nascida 3 mil anos antes de Cristo, eg\u00edpcios tinham menos tabus do que as gera\u00e7\u00f5es modernas sobre as rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas<\/span><\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Os antigos eg\u00edpcios viveram h\u00e1 milh\u00f5es de anos, mas a julgar por alguns costumes \u00edntimos deles, \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 concluir que foram mais &#8220;modernos&#8221; do que a gera\u00e7\u00e3o atual &#8211; ou ao menos mais &#8220;liberais&#8221;.<\/p>\n<p>Nascida mais de 3 mil anos antes de Cristo, a civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia encarava o sexo sem nenhum tabu e considerava a pr\u00e1tica uma &#8220;parte natural da vida&#8221;, como comer e dormir, conforme explica a arque\u00f3loga brit\u00e2nica e especialista em Egito Antigo, Charlotte Booth, \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>&#8220;A poesia dessa \u00e9poca estava cheia de refer\u00eancias sexuais, inclusive&#8221;, conta.<\/p>\n<p>De acordo com o rep\u00f3rter do jornal espanhol ABC e especialista em Hist\u00f3ria, C\u00e9sar Cervera, um dos motivos pelos quais a sexualidade era vista como algo &#8220;muito familiar&#8221; para os antigos eg\u00edpcios era &#8220;o clima muito quente do pa\u00eds&#8221;, que obrigava as pessoas a andarem com pouqu\u00edssimas roupas ou at\u00e9 mesmo nuas.<\/p>\n<p>Cervera ressalta que os mitos de que os eg\u00edpcios chegavam a fazer orgias na \u00e9poca s\u00e3o verdadeiros, mas explica que isso acontecia por uma explica\u00e7\u00e3o religiosa: as pr\u00e1ticas de sexo em grupo eram cerim\u00f4nias relacionadas para os ritos de fertilidade.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Nilo feito de s\u00eamen?<\/h2>\n<p>Outra ceriom\u00f4nia marcante dos eg\u00edpcios antigos tinha a ver com o &#8220;valor sagrado do s\u00eamen&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os eg\u00edpcios acreditavam que o deus Atum (&#8220;Aquele que existe por si mesmo&#8221;) foi formado do nada e teria dado origem aos outros deuses por meio de seu s\u00eamen &#8211; ele teria se masturbado e da ejacula\u00e7\u00e3o nasceram os outros que o ajudariam a criar e governar o universo&#8221;, explica Cervera em artigo publicado no jornal ABC.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CE6C\/production\/_100644825_e3938719-40d2-43b9-94e8-f00f0610df68.jpg\" alt=\"rio Nilo\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Os eg\u00edpcios consideravam o fluxo do Nilo como parte da ejacula\u00e7\u00e3o do deus Atum<\/span><\/figure>\n<p>Segundo ele, \u00e9 por isso que os eg\u00edpcios consideravam o fluxo do rio Nilo como parte da ejacula\u00e7\u00e3o de Atum e entendiam que o fara\u00f3 tinha que contribuir para manter o rio vivo.<\/p>\n<p>&#8220;O fara\u00f3 encabe\u00e7ava a cada ano uma cerim\u00f4nia em comemora\u00e7\u00e3o ao ato do deus Atum. Isso constistia em ir at\u00e9 a margem do Nilo e se masturbar, tomando o cuidado para que o s\u00eamen ca\u00edsse justamente dentro do rio, e n\u00e3o na margem&#8221;, descreve o especialista.<\/p>\n<p>&#8220;Depois, o resto dos presentes na celebra\u00e7\u00e3o faziam o mesmo&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Sem casamentos<\/h2>\n<p>Os antigos eg\u00edpcios tamb\u00e9m eram muito &#8220;modernos&#8221; quando o assunto era rela\u00e7\u00e3o conjugal. Para come\u00e7ar, n\u00e3o hava nenhum tipo de &#8220;contrato de matrim\u00f4nio&#8221;. Nem uma cerim\u00f4nia civil ou religiosa.<\/p>\n<p>&#8220;A mulher simplesmente se mudava para a casa do seu marido&#8221;, explica Booth.<\/p>\n<p>&#8220;Em algumas ocasi\u00f5es, era o homem que se mudava para a casa da mulher&#8221;, complementa. No entanto, nem tudo era 100% liberal e havia um elemento mais &#8220;conservador&#8221; nessa rela\u00e7\u00e3o: ainda que o sexo fosse considerado parte normal da vida di\u00e1ria, era &#8220;prefer\u00edvel&#8221; ele s\u00f3 acontecesse dentro de um matrim\u00f4nio, conta a especialista em Egito Antigo.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F57C\/production\/_100644826_de7c3922-4c5b-43ca-9a1e-155d1a72f22a.jpg\" alt=\"tumba eg\u00edpcia com um casal\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">N\u00e3o havia casamentos formais, havia div\u00f3rcios at\u00e9 casamentos-teste no Egito Antigo<\/span><\/figure>\n<p>Por conta disso, era comum ver homens e mulheres casando muito jovens.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Casamento-teste&#8217;<\/h2>\n<p>Uma caracter\u00edstica que chama aten\u00e7\u00e3o do modo de vida no Egito Antigo era a realiza\u00e7\u00e3o do casamento com &#8220;prazo de validade&#8221;, sem o tradicional &#8220;felizes para sempre&#8221; com o qual estamos acostumados. Os arque\u00f3logos encontraram evid\u00eancias de documentos que descrevem o fim de acordos &#8220;transit\u00f3rios&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea estar\u00e1 na minha casa enquanto for minha esposa, desde hoje, o primeiro dia do terceiro m\u00eas da temporada de inverno do d\u00e9cimo sexto ano, at\u00e9 o primeiro dia do quarto m\u00eas da temporada de inunda\u00e7\u00f5es do d\u00e9cimo s\u00e9timo ano&#8221;, diz um desses textos.<\/p>\n<p>Esses acordos eram conhecidos como &#8220;um ano de alimenta\u00e7\u00e3o&#8221; e, por ess\u00eancia, sua fun\u00e7\u00e3o era permitir que o casal &#8220;testasse&#8221; o matrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>Se esse per\u00edodo de experi\u00eancia n\u00e3o funcionasse, cada um poderia retomar sua vida de solteiro.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1439C\/production\/_100644828_35e730cd-cb30-45b3-9f47-bbe20b1a86cd.jpg\" alt=\"Imagem de um casal no Egito Antigo\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">As causas mais comuns para um div\u00f3rcio eram adult\u00e9rio ou falta de filhos<\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Div\u00f3rcios<\/h2>\n<p>E quando um casal eg\u00edpcio j\u00e1 estivesse oficialmente em um matrim\u00f4nio mais tradicional, tamb\u00e9m era poss\u00edvel um t\u00e9rmino alegando diversas causas.<\/p>\n<p>O processo era mais sens\u00edvel para ambas as partes. &#8220;Tanto o homem, quanto a mulher poderiam dizer: &#8216;estou te deixando&#8217;, ou qualquer um dos dois poderia afirmar: &#8216;quero me divorciar de voc\u00ea'&#8221;, descreve Booth.<\/p>\n<p>Os motivos mais comuns para uma separa\u00e7\u00e3o na \u00e9poca eram adult\u00e9rio ou a falta de filhos. Mas os eg\u00edpcios n\u00e3o deixavam de lado a modernidade nem mesmo nessa situa\u00e7\u00e3o &#8211; estar divorciado na civiliza\u00e7\u00e3o deles n\u00e3o era um &#8220;estigma social&#8221;, como conta a especialista.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m n\u00e3o impedia que os casais se casassem novamente.<\/p>\n<p>No entanto, como o principal objetivo do casamento na \u00e9poca era reprodutivo, &#8220;se uma mulher se divorciassem quando tinha mais de 30 anos, era improv\u00e1vel que conseguisse se casar novamente&#8221;, explica Booth. Esse seria um dos poucos tra\u00e7os conservadores da cultura de relacionamentos da \u00e9poca, j\u00e1 que uma mulher com mais de 30 era considerada &#8220;velha demais&#8221; para ter filhos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Civiliza\u00e7\u00e3o nascida 3 mil anos antes de Cristo, eg\u00edpcios tinham menos tabus do que as gera\u00e7\u00f5es modernas sobre as rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":238966,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-238965","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/orgia.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238965\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/238966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}