{"id":239733,"date":"2018-04-09T08:17:09","date_gmt":"2018-04-09T11:17:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=239733"},"modified":"2018-04-09T08:17:09","modified_gmt":"2018-04-09T11:17:09","slug":"quando-os-humanos-comecaram-a-realizar-funerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/quando-os-humanos-comecaram-a-realizar-funerais\/","title":{"rendered":"Quando os humanos come\u00e7aram a realizar funerais?"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Dois ac\u00famulos de f\u00f3sseis humanos de mais de 300.000 anos foram obra de humanos com inten\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica?<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Daniel Mediavilla\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/daniel_mediavilla_gonzalez\/a\/\">DANIEL MEDIAVILLA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/04\/05\/ciencia\/1522948095_388069_1522948467_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/04\/05\/ciencia\/1522948095_388069_1522948467_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/04\/05\/ciencia\/1522948095_388069_1522948467_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/04\/05\/ciencia\/1522948095_388069_1522948467_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Reconstru\u00e7\u00e3o do enterro neandertal de La Chapelle-aux-Saints, Fran\u00e7a, o primeiro atribu\u00eddo a uma esp\u00e9cie diferente do Homo sapiens.\" width=\"980\" height=\"712\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Reconstru\u00e7\u00e3o do enterro neandertal de La Chapelle-aux-Saints, Fran\u00e7a, o primeiro atribu\u00eddo a uma esp\u00e9cie diferente do Homo sapiens.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">V. MOURRE<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_4|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><\/h3>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Durante mil\u00eanios, os seres humanos acreditaram ser o centro do universo, o povo eleito que tinha herdado a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_tierra\/a\">Terra<\/a>. Depois, o relato come\u00e7ou a mudar. As teorias evolutivas mostraram que compartilh\u00e1vamos ancestrais com todos os animais que povoam o planeta e os astr\u00f4nomos nos colocaram na periferia de uma entre bilh\u00f5es de gal\u00e1xias. Mas, depois de nos tirar do centro da cria\u00e7\u00e3o, os cientistas, que n\u00e3o sentem avers\u00e3o pelo ego humano, muito pelo contr\u00e1rio, tentaram entender o que nos separa do resto dos seres vivos, o que nos faz especiais.<\/p>\n<p>Nossa rea\u00e7\u00e3o diante da morte parece ser uma dessas caracter\u00edsticas. H\u00e1 outros animais que se lamentam quando morre algu\u00e9m pr\u00f3ximo, que se consolam e sabem que o que aconteceu \u00e9 irrevers\u00edvel. Mas nenhum honra seus mortos com os complexos rituais humanos. Por enquanto, al\u00e9m de nossa esp\u00e9cie, s\u00f3 os neandertais parecem gozar (ou sofrer) da capacidade de abstra\u00e7\u00e3o e previs\u00e3o suficiente para assumir sua mortalidade e a de seus cong\u00eaneres e atuar com a solenidade que esse conhecimento exige.<\/p>\n<p>Os primeiros a falar de rituais funer\u00e1rios realizados por alguma esp\u00e9cie diferente do\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0foram os irm\u00e3os Jean e Am\u00e9d\u00e9e Bouyssonie, dois padres cat\u00f3licos que em 1908 descobriram os restos de um neandertal de 50.000 anos na cova de La Chapelle-aux-Saints, na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francia\/a\">Fran\u00e7a<\/a>. Segundo os Bouyssonie, a posi\u00e7\u00e3o fetal do corpo e as ferramentas que o acompanhavam na vala onde o encontraram indicavam um enterro intencional. Especulando, sugeriam que os autores daquele ritual tinham capacidade simb\u00f3lica e acreditavam em uma vida depois da morte. A condi\u00e7\u00e3o sacerdotal dos irm\u00e3os e as d\u00favidas sobre suas t\u00e9cnicas de escava\u00e7\u00e3o fizeram com que outros cientistas de maior prest\u00edgio desdenhassem sua hip\u00f3tese. Entretanto, um artigo publicado em 2013 na revista PNAS sugeria que, no m\u00ednimo, os parentes daquele velho neandertal o enterraram intencionalmente e cuidadosamente.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Em 1908, dois padres cat\u00f3licos encontraram os restos de um neandertal que, segundo eles, tinha sido enterrado conforme cren\u00e7as na vida al\u00e9m da morte<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo passado, os neandertais ainda eram vistos como brutos, alheios \u00e0s gl\u00f3rias intelectuais da humanidade. Desde ent\u00e3o, os achados arqueol\u00f3gicos os revelaram como uma esp\u00e9cie muito pr\u00f3xima \u00e0 nossa, \u00e0 qual \u00e9 atribu\u00edda inclusive a primeira obra de arte da hist\u00f3ria. No momento, os \u00fanicos animais capazes de realizar algo parecido ao que considerar\u00edamos um funeral s\u00e3o os humanos e neandertais dos \u00faltimos 100.000 anos.<\/p>\n<p>Nas tarefas de defini\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia humana, parece dif\u00edcil rejeitar os neandertais, mas quando se trata de ir al\u00e9m disso, aumentam as d\u00favidas. Neste territ\u00f3rio nebuloso se encontram dois s\u00edtios arqueol\u00f3gicos surpreendentes, a Sima de los Huesos de Atapuerca, em Burgos (no norte da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/espana\/a\">Espanha<\/a>), e a caverna Rising Star, a 50 quil\u00f4metros de Johannesburgo (<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sudafrica\/a\">\u00c1frica do Sul<\/a>).<\/p>\n<p>Na primeira se encontraram ossos de 28 indiv\u00edduos de diferentes idades da esp\u00e9cie\u00a0<em>Homo heidelbergensis<\/em>, uns ancestrais dos neandertais que viveram nessa zona da serra de Burgos 400.000 anos atr\u00e1s. Em 2012, Juan Luis Arsuaga, um dos diretores da jazida de Atapuerca, afirmava que \u201cse trataria do primeiro santu\u00e1rio da humanidade\u201d e que a Sima de los Huesos era \u201ca prova mais antiga de um comportamento funer\u00e1rio e de uma acumula\u00e7\u00e3o coletiva\u201d de restos f\u00f3sseis humanos. A descoberta, juntamente com os cad\u00e1veres, da Excalibur, uma machadinha avermelhada feita com um material pouco frequente na zona, foi interpretada como um tributo aos mortos que fortaleceria a hip\u00f3tese de enterro com sentido simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>O caso da jazida sul-africana \u00e9 ainda mais surpreendente. Os heidelbergensis est\u00e3o na linha de ancestrais diretos dos neandertais e seu cr\u00e2nio j\u00e1 tem um tamanho grande. O caso do\u00a0<em>Homo naledi<\/em>, a esp\u00e9cie encontrada em Rising Star, \u00e9 muito distinto. Possu\u00eda um cr\u00e2nio de apenas 500 cent\u00edmetros c\u00fabicos, menos da metade do de um heidelbergensis. De fato, antes que os restos fossem datados com precis\u00e3o, suas caracter\u00edsticas anat\u00f4micas levaram a pensar que tivessem vivido dois milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A data\u00e7\u00e3o revelou que, apesar de algumas caracter\u00edsticas supostamente primitivas, existiram h\u00e1 menos de 300.000 anos, muito depois da morte dos humanos encontrados na Sima de los Huesos.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Na Sima de los Huesos foram encontrados os restos de 28 indiv\u00edduos de distintas idades mortos h\u00e1 400.000 anos<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Para chegar at\u00e9 a c\u00e2mara onde se acharam os ossos era necess\u00e1rio percorrer 80 metros de caverna, subir por uma parede e descer por uma fenda estreita. Um trajeto na escurid\u00e3o que parece o \u00fanico pelo qual os ossos daqueles anci\u00e3es, adultos e crian\u00e7as foram levados at\u00e9 l\u00e1. Al\u00e9m disso, nenhum tem sinais de ter sido devorado por algum animal, como ocorre na jazida de Burgos.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de outras amostras de comportamento simb\u00f3lico, como pinturas ou figuras esculpidas, que possam ser associadas sem nenhuma d\u00favida a essas duas esp\u00e9cies, p\u00f5e em d\u00favida que se trate de um enterro volunt\u00e1rio feito por indiv\u00edduos preocupados com o destino dos mortos. Al\u00e9m disso, nesta mesma semana foi publicado um artigo na revista PNAS que sugere at\u00e9 mesmo que o inesperado ac\u00famulo de f\u00f3sseis humanos possa ser casual.<\/p>\n<p>Uma equipe internacional de cientistas liderada por Charles Egeland, da Universidade da Carolina do Norte em Greensboro, utilizou um sistema de intelig\u00eancia artificial para comparar o ac\u00famulo de restos humanos de Atapuerca e Rising Star com outras jazidas nas quais sem d\u00favida houve enterros humanos e com ac\u00famulos de ossos de animais que foram casuais. Depois, \u201cusando algoritmos de aprendizagem como os que a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/amazon\/a\">Amazon<\/a>\u00a0utiliza para prever o comportamento dos clientes ou os utilizados em carros aut\u00f4nomos, pedimos que nos interpretem o que \u00e9 a Sima de los Huesos e o que \u00e9 a jazida dos naledis\u201d, explica Manuel Dom\u00ednguez-Rodrigo, pesquisador da Universidade Complutense de Madri e coautor do estudo.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Frans de Waal considera que, se os chimpanz\u00e9s permanecessem muito tempo no mesmo lugar, tamb\u00e9m ocultariam os cad\u00e1veres<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Os resultados destas simula\u00e7\u00f5es cibern\u00e9ticas indicam que os ac\u00famulos de f\u00f3sseis dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos espanhol e sul-africano s\u00e3o similares aos de restos humanos que tinham sido consumidos como carni\u00e7a e aos de babu\u00ednos que morreram de forma natural e cujos restos acabaram depois em uma caverna. Os autores do trabalho esclarecem que seus resultados n\u00e3o refutam a origem humana dos ac\u00famulos dos heidelbergensis e dos naledis, mas sugerem que podem ser o resultado de um ac\u00famulo casual ou influenciado em parte por animais que tenham devorado os corpos dos falecidos.<\/p>\n<p>\u201cO que o estudo destaca sem ambiguidade \u00e9 que a interpreta\u00e7\u00e3o atual da equipe de Atapuerca de que a Sima \u00e9 uma acumula\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica com m\u00ednimo impacto de carn\u00edvoros tem de ser rejeitada. O estudo mostra que essa acumula\u00e7\u00e3o ou \u00e9 natural ou, se for antr\u00f3pica, sofreu uma altera\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel de carn\u00edvoros, o que obriga a investigar qual carn\u00edvoro teria sido, j\u00e1 que normalmente os ursos quase n\u00e3o modificam os ossos\u201d, conclui Dom\u00ednguez Rodrigo. Ele considera que \u201ca evid\u00eancia n\u00e3o permite assegurar que algum dos dois ac\u00famulos tenha sido realizado por homin\u00eddeos\u201d e ser\u00e3o necess\u00e1rios estudos mais exaustivos para confirmar se alguma dessas esp\u00e9cies tinha uma consci\u00eancia da mortalidade similar \u00e0 nossa.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Mar\u00eda Berm\u00fadez de Castro, codiretor das jazidas de Atapuerca, considera que o fato de que os pr\u00f3prios heidelbergensis tenham depositado os cad\u00e1veres na Sima de los Huesos est\u00e1 fora de d\u00favida. \u201cOutra coisa \u00e9 que se discuta se fizeram isso com uma inten\u00e7\u00e3o ritual, como fizeram os neandertais ou fazemos n\u00f3s\u201d, acrescenta. \u201cN\u00e3o me estranharia nada que tenham feito [com essa inten\u00e7\u00e3o], porque s\u00e3o quase neandertais\u201d, continua. Por outro lado, Berm\u00fadez de Castro lamenta que os autores tenham escrito seu artigo sem visitar Atapuerca. \u201cPara escrever um artigo cient\u00edfico \u00e9 preciso visitar as jazidas. Esses autores n\u00e3o conhecem a jazida, isso \u00e9 vergonhoso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Sem novas descobertas que relacionem essas esp\u00e9cies que viveram h\u00e1 mais de 300.000 anos com comportamentos simb\u00f3licos, embora se possa afirmar com certa confian\u00e7a que foram humanos que jogaram seus cong\u00eaneres naqueles po\u00e7os, continuar\u00e1 sendo dif\u00edcil assegurar que tenham feito isso como parte de um ritual para facilitar sua passagem para outro mundo ou trazer al\u00edvio para os que ficaram neste. Como recordava Frans de Waal em um artigo sobre o assunto, se animais como os chimpanz\u00e9s se assentassem durante muito tempo no mesmo lugar, perceberiam que os cad\u00e1veres atraem predadores perigosos. \u201cN\u00e3o excederia de forma nenhuma a capacidade mental do s\u00edmio resolver o problema cobrindo os cad\u00e1veres fedorentos ou removendo-os de seu meio\u201d, escreveu ele. Mas, por enquanto, s\u00f3 podemos assegurar que h\u00e1 duas esp\u00e9cies conscientes de que todos vamos morrer.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois ac\u00famulos de f\u00f3sseis humanos de mais de 300.000 anos foram obra de humanos com inten\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica?<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":239734,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-239733","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/restos-mortais.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=239733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239733\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/239734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=239733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=239733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=239733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}