{"id":241440,"date":"2018-04-26T10:14:57","date_gmt":"2018-04-26T13:14:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=241440"},"modified":"2018-04-26T10:14:57","modified_gmt":"2018-04-26T13:14:57","slug":"glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/","title":{"rendered":"Glaciares derretem. Eles superaram o ponto de n\u00e3o retorno"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-box featured-box-revista_oasis\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/www.brasil247.com\/images\/cache\/1000x357\/crop\/images%7Ccms-image-000585152.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"357\" data-src-a=\"\/images\/cache\/480x240\/crop\/images%7Ccms-image-000585152.jpg\" data-src-b=\"\/images\/cache\/490x280\/crop\/images%7Ccms-image-000585152.jpg\" \/><em>Quase todos os glaciares do mundo superaram o ponto de n\u00e3o retorno. Eles continuar\u00e3o derretendo at\u00e9 mesmo se deixarmos de produzir anidrido carb\u00f4nico: \u00e9 tarde demais para salvar cerca de 40% dos glaciares. No entanto, continuamos a produzir gases de efeito estufa: um quil\u00f4metro rodado com um carro custa cerca de 1 quilograma de gelo roubado ao mundo.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"sidebar-columns single-page clearfix style-revista_oasis\" style=\"text-align: justify;\">\n<section>\n<div class=\"entry\">\n<div class=\"entry-content\">\n<div class=\"at-above-post addthis_tool\" data-url=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/\"><\/div>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>Por: Luis Pellegrini<\/strong><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/optimized-mm7792_090628_0391\/\" rel=\"attachment wp-att-9796\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"656127876\" data-slb-internal=\"9796\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9796\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Optimized-MM7792_090628_0391.jpg?resize=600%2C401\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><em>Os glaciares respondem muito lentamente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Por isso a sua retirada continuar\u00e1 mesmo que a temperatura m\u00e9dia global se estabilize nos n\u00edveis atuais.<\/em><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Pesquisadores da Universidade de Bremen (Alemanha) e de Innsbruck (\u00c1ustria) demonstraram com um recente estudo que o derretimento dos grandes glaciares da Terra n\u00e3o ser\u00e1 interrompido, no decorrer deste s\u00e9culo, mesmo se a partir de agora nossas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa sejam reduzidas a zero. Isso \u00e9 devido \u00e0 in\u00e9rcia dos fen\u00f4menos f\u00edsicos, da lenta rea\u00e7\u00e3o dos glaciares \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que apenas nos \u00faltimos anos come\u00e7aram a se ressentir pesadamente do aumento da temperatura terrestre nas d\u00e9cadas passadas. A in\u00e9rcia, no entanto, funciona nos dois sentidos: at\u00e9 mesmo se a temperatura do planeta se estabilizasse nos n\u00edveis atuais, os glaciares continuariam a derreter durante muito tempo ainda.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">No acordo de Paris sobre o clima (a COP-21), assinado em 2015, 195 pa\u00edses membros da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas tinham concordado em lan\u00e7ar iniciativas para limitar o aumento da temperatura m\u00e9dia global a valores inferiores a 2 graus cent\u00edgrados e, se poss\u00edvel, inferiores a 1,5 grau cent\u00edgrado em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Em particular, existia a inten\u00e7\u00e3o de reduzir de maneira significativa os efeitos delet\u00e9rios provocados pelas pr\u00f3prias mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>A perda \u00e9 inevit\u00e1vel\u00a0<\/strong><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Mas todas essas boas inten\u00e7\u00f5es, mesmo que fossem integralmente colocadas em pr\u00e1tica (o que est\u00e1 longe de acontecer) parecem n\u00e3o valer para os glaciares. Com efeito, os pesquisadores afirmam que se a temperatura m\u00e9dia devesse subir 2 graus cent\u00edgrados, ou apenas 1,5 graus cent\u00edgrados, o impacto sobre a fus\u00e3o dos gelos dos glaciares seria praticamente id\u00eantico e a perda de massa dos glaciares seria similar e constante durante os pr\u00f3ximos 100 anos.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/g1-630x360\/\" rel=\"attachment wp-att-9792\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"544452440\" data-slb-internal=\"9792\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9792\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/g1.630x360.jpg?resize=600%2C450\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><em>Geleira do C\u00e1ucaso em 2011<\/em><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">As pesquisas cient\u00edficas indicam que um quilograma de anidrido carb\u00f4nico emitido pelo homem tem como consequ\u00eancia uma perda de cerca 15 quilogramas de gelo pertencente a algum glaciar. O c\u00e1lculo foi feito levando-se em conta as emiss\u00f5es de anidrido carb\u00f4nico dos anos passados e a redu\u00e7\u00e3o dos glaciares nesse mesmo per\u00edodo. Para tornar mais claro o cen\u00e1rio, os cientistas ressaltam o fato de que cada quil\u00f4metro percorrido por um autom\u00f3vel produz uma quantidade de g\u00e1s carb\u00f4nico suficiente para fundir um quilograma de gelo.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Ben Marzeion, um dos pesquisadores, afirma que \u201cmesmo se hoje par\u00e1ssemos por completo de emitir novos gases de efeito estufa na atmosfera, prevemos que entre 36% a 40% dos glaciares que hoje se estendem na superf\u00edcie do planeta desaparecer\u00e3o at\u00e9 o final deste s\u00e9culo. Portanto, mais de uma ter\u00e7a parte do gelo atualmente existente j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 ser salvo. A quest\u00e3o \u00e9 que os glaciares reagem muito lentamente \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, t\u00e3o lentamente que, se quis\u00e9ssemos conservar o volume atual dos gelos terrestres teria sido necess\u00e1rio conservar a temperatura m\u00e9dia da Terra nos mesmos n\u00edveis da \u00e9poca pr\u00e9-industrial \u2013 ou seja, da primeira metade do s\u00e9culo 19 \u2013 durante todo o s\u00e9culo passado\u201d<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>Glaciares desaparecem por causa do aquecimento global<\/strong><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Se \u00e9 fato que em\u00a0todo o mundo os glaciares est\u00e3o derretendo, \u00e9 tamb\u00e9m verdade que este \u00e9 um dos efeitos mais evidentes do aquecimento global: a prova irrefut\u00e1vel de que o fen\u00f4meno \u00e9 bem real.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Os grandes glaciares do Alasca, bem como os do Himalaia e do C\u00e1ucaso, dos Andes e dos Alpes s\u00e3o as primeiras e mais evidentes v\u00edtimas do efeito estufa. De 1850 aos nossos dias, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca 50% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas que eles ocupavam. A causa do derretimento das geleiras \u00e9 o aumento m\u00e9dio da temperatura atmosf\u00e9rica, hoje calculado em torno de 1 grau cent\u00edgrado em rela\u00e7\u00e3o a 1880.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/?attachment_id=9787\" rel=\"attachment wp-att-9787\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"2082038353\" data-slb-internal=\"9787\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9787\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/7A.jpg?resize=600%2C171\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"171\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><em>\u00c0 esquerda, o Grand Pacific Glacier, no Alasca, em 1899. \u00c0 direita, a mesma regi\u00e3o, hoje. Trata-se de um glaciar de 40 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, entre a british Columbia e o Alasca. A foto contempor\u00e2nea \u00e9 de Fabio Ventura.<\/em><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Ge\u00f3logos j\u00e1 conhecem bastante bem o que est\u00e1 acontecendo com os glaciares \u00e1rticos e ant\u00e1rticos, e consegue-se hoje calcular com boa precis\u00e3o a diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea da banquisa na superf\u00edcie congelada do Polo Norte. Bem mais complicado e dif\u00edcil \u00e9 seguir a evolu\u00e7\u00e3o dos glaciares isolados que, dos Alpes aos Andes sul-americanos, recobrem as partes mais altas das montanhas. No entanto, segundo o cientista Roman Motyka, da UFA (University Fairbanks Alaska), a desagrega\u00e7\u00e3o da calota do Glaciar Bay, no Alaska, comporta, sozinha, uma perda de 3.450 quil\u00f4metros c\u00fabicos de gelo, o que equivale a uma eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos de cerca 1 cent\u00edmetro.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>A \u00e1gua sobe no mar<\/strong><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">A mesma sorte tocou as demais extens\u00f5es de gelo, como aquelas da \u00c1sia Central e da Am\u00e9rica do Sul. Segundo a Environmental Protection Agency\u00a0dos Estados Unidos, da metade dos anos 1940 at\u00e9 2012 os glaciares do mundo diminu\u00edram mais de 27 metros de \u00e1gua equivalente. Essa diminui\u00e7\u00e3o foi se acelerando a partir dos anos 1970.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/jokulsarlon-glaciar-que-desemboca-em-lago-na-islandia\/\" rel=\"attachment wp-att-9794\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"220006739\" data-slb-internal=\"9794\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9794\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Jokulsarlon-glaciar-que-desemboca-em-lago-na-Islandia.jpg?resize=600%2C400\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\">\u00c9 prov\u00e1vel que nem todo esse derretimento seja devido ao homem (como acontece para todo fen\u00f4meno natural de longo termo, as suas causas costumam ser muitas), mas n\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favidas de que a nossa responsabilidade aumentou 25% de 1850 a hoje, como explica um artigo publicado pela revista Science em agosto de 2014. E se limitarmos a an\u00e1lise aos anos compreendidos entre 1991 e 2010, podemos afirmar que existe uma probabilidade de 69% de que os gelos derreteram por \u201cculpa humana\u201d.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil acompanhar passo a passo fen\u00f4menos que duram d\u00e9cadas e que s\u00e3o extremamente lentos. Para faz\u00ea-lo, \u00e9 muito \u00fatil colocar lado a lado fotografias panor\u00e2micas produzidas por expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ao longo da hist\u00f3ria, e fotos feitas agora, por novos exploradores que visitaram os glaciares.<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Este \u00e9 o caso do fot\u00f3grafo italiano Fabiano Ventura, idealizador do projeto \u201cNa trilha dos glaciares\u201d, que p\u00f5e em confronto imagens hist\u00f3ricas de glaciares no Alasca, no C\u00e1ucaso e na cadeia do Karakorum (\u00c1sia) com fotos contempor\u00e2neas feitas na mesma situa\u00e7\u00e3o e nos mesmos pontos. Aqui v\u00e3o algumas imagens comparativas que ele coletou e organizou:<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/?attachment_id=9784\" rel=\"attachment wp-att-9784\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"1918193364\" data-slb-internal=\"9784\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9784\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1.jpg?resize=600%2C478\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"478\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>1 Panorama dos colossos do C\u00e1ucaso.<\/strong>\u00a0O monte Tetnuldi (4.853 metros) e o monte Skhara (5.200 metros). Do confronto entre as duas fotografias, separadas por 121 anos, observa-se com clareza a retirada linear da frente dos dois grandes glaciares Adishi e Khalde.<br \/>\nFoto hist\u00f3rica: Vittorio Sella, 1890<br \/>\nFoto moderna: Fabiano Ventura, 2011<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/2-7\/\" rel=\"attachment wp-att-9770\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"909211364\" data-slb-internal=\"9770\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9770\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2.jpg?resize=499%2C600\" alt=\"\" width=\"499\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>2 Vis\u00e3o frontal do glaciar Adishi.<\/strong>\u00a0Do confronto fotogr\u00e1fico fica bem evidente o colapso da inteira superf\u00edcie frontal do glaciar.<br \/>\nFoto hist\u00f3rica: 1884 Mor von Dechy<br \/>\nFoto moderna: 2011 Fabiano Ventura<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/3-6\/\" rel=\"attachment wp-att-9771\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"1370016013\" data-slb-internal=\"9771\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9771\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3.jpg?resize=600%2C394\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"394\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>3 O glaciar Chaalati<\/strong>. No C\u00e1ucaso, Ge\u00f3rgia, 121 anos depois da foto de Vittorio Sella. Nesse tempo a frente do Chaalati se retirou dois quil\u00f4metros e o glaciar perdeu mais de 200 metros da sua espessura. No fundo, o versante sul do monte Ushba (5.200 metros). O Chaalati, que hoje ainda leva a sua frente \u00e0 quota mais baixa (at\u00e9 1.861 metros) mostrou uma contra\u00e7\u00e3o de 4,4 quil\u00f4metros quadrados (-27,1%) e uma retra\u00e7\u00e3o frontal de 2,16 quil\u00f4metros.<br \/>\nFoto hist\u00f3rica: Vittorio Sella, 1890<br \/>\nFoto moderna: Fabiano Ventura, 2011<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/glaciares-derretem-eles-superaram-o-ponto-de-nao-retorno\/4-6\/\" rel=\"attachment wp-att-9772\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"622066606\" data-slb-internal=\"9772\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9772\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/4.jpg?resize=600%2C193\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"193\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>4 O glaciar Tvuiberi, no C\u00e1ucaso georgiano.<\/strong>\u00a0As duas fotografias s\u00e3o separadas por 127 anos. No lugar onde outrora estava a frente do glaciar, ergue-se hoje uma densa floresta. Desde a pequena era glacial, que atingiu seu apogeu nesta regi\u00e3o ao redor de 1810, at\u00e9 os dias de hoje, o Tvuiberi, que at\u00e9 1965 era o maior glaciar do C\u00e1ucaso, apresentou a maior contra\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie (-16,4 quil\u00f4metros quadrados, equivalentes a 34,9% da superf\u00edcie original) e a retirada linear mais impressionante (-3,98 quil\u00f4metros, cerca de 42% do comprimento m\u00e1ximo ao longo da principal linha de fluxo).<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">Foto hist\u00f3rica: Mor von Dechy, 1884<br \/>\nFoto moderna: Fabiano Ventura, 2011<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/?attachment_id=9785\" rel=\"attachment wp-att-9785\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"388708021\" data-slb-internal=\"9785\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9785\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/5.jpg?resize=408%2C600\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>5 Vis\u00e3o das Torres de Trango, no Baltist\u00e3, Paquist\u00e3o.<\/strong>\u00a0As fotos foram feitas a partir do velho campo-base de Liligo. No confronto entre as duas fotografias, efetuadas no intervalo de 100 anos, fica bem evidente a perda de espessura do glaciar Baltoro estimada, nessas zonas centrais, em cerca de 50\/60 metros.<br \/>\nFoto hist\u00f3rica: 1909 Vittorio Sella<br \/>\nFoto moderna: 2009 Fabiano Ventura<\/p>\n<p data-wahfont=\"14\">\n<p data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/?attachment_id=9786\" rel=\"attachment wp-att-9786\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"1005531653\" data-slb-internal=\"9786\" data-slb-group=\"9767\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9786\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/6.jpg?resize=406%2C600\" alt=\"\" width=\"406\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p data-wahfont=\"14\"><strong>6 Frente de gelo Biafo (Karakorum).<\/strong>\u00a0O confronto entre as duas fotografias torna evidente a retirada de mais de 3 quil\u00f4metros dessa frente de gelo e a sua perda de massa em toda a zona observada.<br \/>\nFoto hist\u00f3rica: 1909 Vittorio Sella<br \/>\nFoto moderna: 2009 Fabiano Ventura<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase todos os glaciares do mundo superaram o ponto de n\u00e3o retorno. 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