{"id":241654,"date":"2018-04-28T11:09:48","date_gmt":"2018-04-28T14:09:48","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=241654"},"modified":"2018-04-29T09:41:14","modified_gmt":"2018-04-29T12:41:14","slug":"bombardeamos-tudo-que-se-movia-os-ataques-que-ajudam-a-explicar-o-rancor-historico-da-coreia-do-norte-com-os-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bombardeamos-tudo-que-se-movia-os-ataques-que-ajudam-a-explicar-o-rancor-historico-da-coreia-do-norte-com-os-eua\/","title":{"rendered":"&#8216;Bombardeamos tudo que se movia&#8217;: os ataques que ajudam a explicar o rancor hist\u00f3rico da Coreia do Norte com os EUA"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Guillermo D. Olmo<\/span><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/A4AF\/production\/_97695124_f8c82744-d9de-45f8-a3a8-4056565fadb5.jpg\" alt=\"Avi\u00f5es lan\u00e7am bombas sobre a Coreia do Norte\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><span class=\"media-caption__text\">Os bombardeios americanos foram um pesadelo para a popula\u00e7\u00e3o civil norte-coreana<\/span><\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\"><strong>&#8220;Tudo que se movia.&#8221; Com essas palavras, o ex-secret\u00e1rio de Estado americano Dean Rusk definiu os alvos das bombas lan\u00e7adas sobre a Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-1953), uma miss\u00e3o batizada pelo Pent\u00e1gono de Opera\u00e7\u00e3o Estrangular.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo historiadores, foram tr\u00eas anos de ataques a\u00e9reos cont\u00ednuos e indiscriminados, que arrasaram cidades e vilarejos da rep\u00fablica comunista e mataram dezenas de milhares de civis.<\/p>\n<p>James Person, especialista em pol\u00edtica e hist\u00f3ria coreanas do centro de estudos Wilson Center, em Washington, diz que essa parte da hist\u00f3ria dos Estados Unidos n\u00e3o \u00e9 muito divulgada no pa\u00eds. &#8220;Como ocorreu entre a Segunda Guerra Mundial e a trag\u00e9dia do Vietn\u00e3, a maioria do p\u00fablico americano n\u00e3o sabe muito sobre a Guerra da Coreia.&#8221;<\/p>\n<p>Mas, na Coreia do Norte, nunca se esqueceram dela &#8211; e essas lembran\u00e7as continuam a ser uma das raz\u00f5es da disputa que entrou em um novo cap\u00edtulo nesta sexta-feira com o encontro hist\u00f3rico entre Kim Jong-un, l\u00edder da Coreia do Norte, e Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul. Eles prometeram finalmente assinar um tratado de paz que p\u00f5e fim ao conflito, interrompido em 1953, mas nunca oficialmente encerrado. Prometeram tamb\u00e9m trabalhar pela desnucleariza\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula coreana.<\/p>\n<p>Mas como foi esse cap\u00edtulo at\u00e9 agora n\u00e3o resolvido da hist\u00f3ria da pen\u00ednsula coreana?<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D0DD\/production\/_97696435_cafa42d4-b00f-4f75-ba06-e221e575290c.jpg\" alt=\"Soldado americano com um prisioneiro coreano\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">S\u00f3 a interven\u00e7\u00e3o chinesa foi capaz de frear o avan\u00e7o das tropas dos Estados Unidos e da ONU<\/span><\/figure>\n<p>No ano de 1950, tropas americanas, apoiadas por uma coaliz\u00e3o internacional, tentavam recha\u00e7ar uma invas\u00e3o na Coreia do Sul. Kim Il-sung, av\u00f4 do atual l\u00edder da Coreia do Norte, havia lan\u00e7ado seus homens contra o pa\u00eds vizinho ap\u00f3s uma forte repress\u00e3o de simpatizantes do comunismo pelo regime militar comandado por Syngman Rhee em Seul, no sul capitalista do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apoiado por Stalin, em Moscou, o norte-coreano Il-sung deu in\u00edcio ao primeiro grande conflito da Guerra Fria. Na primeira fase de hostilidades, o enorme poder a\u00e9reo americano havia se limitado a atingir alvos estrat\u00e9gicos, como bases militares e centros industriais, mas um fator inesperado mudou tudo.<\/p>\n<p>Pouco depois do in\u00edcio da guerra, a China comunista, temendo o avan\u00e7o dos Estados Unidos rumo \u00e0s suas fronteiras, decidiu sair em defesa da Coreia do Norte, sua aliada. Os soldados americanos come\u00e7aram a sofrer cada vez mais baixas por conta dos ataques das For\u00e7as Armadas chinesas, que n\u00e3o eram t\u00e3o bem equipadas quanto as dos Estados Unidos, mas muito mais numerosas.<\/p>\n<p>&#8220;Para o comando americano, era vital interromper os suprimentos enviados por chineses e sovi\u00e9ticos que permitiam a Coreia do Norte manter seus esfor\u00e7os b\u00e9licos&#8221;, explica Person.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que o general Douglas MacArthur, her\u00f3i da Segunda Guerra Mundial no Pac\u00edfico, decidiu dar in\u00edcio a sua t\u00e1tica de &#8220;terra arrasada&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F7ED\/production\/_97696436_453f94f8-0d8b-4914-b5d7-750d9e392336.jpg\" alt=\"General Douglas MacArthur com outro militar\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">O general MacArthur foi quem impulsionou a &#8216;t\u00e1tica de terra arrasada&#8217; aplicada pelos EUA<\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ofensiva a\u00e9rea<\/h2>\n<p>Foi o marco do in\u00edcio da guerra total contra a Coreia do Norte. A partir desse momento, todas as cidades e vilarejos passaram a receber a visita di\u00e1ria dos bombardeiros americanos B-29 e B-52 e sua carga mortal de napalm, nome dado a um conjunto de l\u00edquidos inflam\u00e1veis.<\/p>\n<p>Ainda que MacArthur tenha ca\u00eddo em desgra\u00e7a pouco depois, sua estrat\u00e9gia continuou a ser aplicada. Segundo Taewoo Kim, professor de Humanidades da Universidade Nacional de Seul, todas as cidades e vilarejos da Coreia do Norte foram reduzidos a escombros.<\/p>\n<p>O general Curtis LeMay, chefe do Comando A\u00e9reo Estrat\u00e9gico durante o conflito, declarou muito anos depois: &#8220;Aniquilamos cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos assim levaram o jornalista e escritor Blaine Harden, autor de v\u00e1rias obras sobre a Coreia do Norte, a qualificar como &#8220;crime de guerra&#8221; a a\u00e7\u00e3o militar americana. Person n\u00e3o enxerga assim: &#8220;Aquilo foi uma guerra total em que todas as partes envolvidas cometeram atrocidades&#8221;.<\/p>\n<p>As estimativas de pesquisadores d\u00e3o conta que, nos tr\u00eas anos de guerra, foram lan\u00e7adas 635 mil toneladas de bombas contra a Coreia do Norte. De acordo com Pyongyang, 5 mil escolas, mil hospitais e 600 mil resid\u00eancias foram destru\u00eddos. Um documento sovi\u00e9tico redigido pouco antes do cessar-fogo de 1953 fala em 282 mil civis mortos pelos bombardeios.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11EFD\/production\/_97696437_e5d31905-7578-48af-8b22-bdec48c1d9c5.jpg\" alt=\"Refugiados na Guerra da Coreia\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">As bombas fizeram milhares de civis deixarem suas casas para se salvar<\/span><\/figure>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel confirmar esses n\u00fameros, mas ningu\u00e9m nega a magnitude da devasta\u00e7\u00e3o. Uma comiss\u00e3o internacional que percorreu a capital norte-coreana ap\u00f3s a guerra atestou que n\u00e3o havia restado um \u00fanico edif\u00edcio que n\u00e3o tenha sido afetado pelo bombardeios.<\/p>\n<p>Como havia ocorrido com os habitantes de cidades alem\u00e3s como Dresden na ofensiva final dos Aliados contra o Terceiro Reich, os norte-coreanos viram suas ruas e casas devorados por chamas, ao ponto de a maioria ter de ir para os min\u00fasculos abrigos subterr\u00e2neos improvisados para se salvar.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Medo nuclear<\/h2>\n<p>Enquanto o mundo inteiro estava atento \u00e0 pen\u00ednsula coreana, temendo que os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica acabassem travando uma guerra nuclear, o ent\u00e3o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores norte-coreano, Pak Hen En, denunciava na ONU o &#8220;bestial exterm\u00ednio de civis pac\u00edficos pelos imperialistas americanos&#8221;.<\/p>\n<p>Seu relato contava que, para garantir que Pyongyang ficasse sempre cercada por inc\u00eandios, os &#8220;b\u00e1rbaros transatl\u00e2nticos&#8221; a bombardeavam com artefatos de a\u00e7\u00e3o retardada que detonavam de forma alternada, &#8220;impossibilitando que as pessoas sa\u00edssem de casa&#8221;.<\/p>\n<p>Infraestruturas essenciais, como barragens, usinas el\u00e9tricas e ferrovias, foram sistematicamente atacadas. Taewoo Kim destacou que, &#8220;em todo o pa\u00eds, ficou imposs\u00edvel levar uma vida normal na superf\u00edcie&#8221;.<\/p>\n<p>As autoridades comandaram uma mobiliza\u00e7\u00e3o nacional para que fossem erguidos mercados, acampamentos militares e outras instala\u00e7\u00f5es sob a terra para que o pa\u00eds pudesse funcionar. A Coreia do Norte virou uma na\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea e em permanente estado de alerta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16D1D\/production\/_97696439_f043fc93-0467-4e61-b585-262193154d3d.jpg\" alt=\"Mulher carrega beb\u00ea ap\u00f3s explos\u00f5es em Pyongyang\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Bombardeios reduziram cidades inteiras a escombros e deixaram milhares de v\u00edtimas<\/span><\/figure>\n<p>Person diz que &#8220;toda a cidade de Pyongyang se mudou para debaixo da terra, e isso teve um tremendo impacto psicol\u00f3gico nos seus habitantes&#8221;. O especialista explica que o medo persiste at\u00e9 hoje e a isso se deve o fato de que armaz\u00e9ns e instala\u00e7\u00f5es cr\u00edticas continuem sendo mantidos em grandes profundidades.<\/p>\n<p>Durante a noite, os norte-coreanos recrutados pelo Estado trabalhavam freneticamente para consertar as vias de comunica\u00e7\u00e3o e as usinas destro\u00e7adas pelas explos\u00f5es durante o dia. O fruto desse trabalho causava surpresa e frustra\u00e7\u00e3o no comando americano, que viam alvos de ataques sendo restaurados em pouco tempo.<\/p>\n<p>Uma vez que o conflito em terra se estabilizou, diante da incapacidade de ambos os lados de imposi\u00e7\u00e3o de uma vit\u00f3ria definitiva, a campanha a\u00e9rea tornou-se uma luta prolongada e desgastante em que os norte-coreanos levaram a pior.<\/p>\n<p>Finalmente, em 1953, ap\u00f3s longas negocia\u00e7\u00f5es, veio o cessar-fogo. O ent\u00e3o presidente americano Harry S. Truman sempre quis evitar uma escalada do conflito que pudesse levar a um confronto direto com os sovi\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Seu sucessor, Dwight D. Eisenhower, tamb\u00e9m compreendeu imediatamente que o pa\u00eds n\u00e3o poderia manter indefinidamente seus esfor\u00e7os b\u00e9licos na pen\u00ednsula. A morte do l\u00edder sovi\u00e9tico St\u00e1lin em mar\u00e7o daquele ano mudou o clima pol\u00edtico em Moscou, o que facilitou o fim das hostilidades.<\/p>\n<p>A historiadora Kathryn Weathersby, da Universidade da Coreia em Seul, explica que &#8220;sabemos pelos arquivos sovi\u00e9ticos que St\u00e1lin insistia que as duas Coreias e a China continuassem a lutar para que as for\u00e7as americanas seguissem ali por ao menos dois ou tr\u00eas anos e, assim, os pa\u00edses do bloco comunista na Europa continuassem a atuar sem medo de uma interven\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Sem St\u00e1lin, o armist\u00edcio foi mais f\u00e1cil. O acordo de paz definitivo, mesmo ap\u00f3s a promessa hist\u00f3ria desta sexta-feira, e a reunifica\u00e7\u00e3o das Coreias seguem pendentes, mas tudo isso cimentou o mito que continua alimentando a ret\u00f3rica oficial norte-coreana.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, os meios de comunica\u00e7\u00e3o do regime recordam os cidad\u00e3os da enorme dor imposta pelos avi\u00f5es estrangeiros. Tanto Kim Il-sung como seus sucessores Kim Jong-il e Kim Jong-un se apresentam como representantes da her\u00f3ica resist\u00eancia que livrou a na\u00e7\u00e3o de sucumbir \u00e0 &#8220;agress\u00e3o&#8221; estrangeira.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5F81\/production\/_97594442_kim-il-sung-koje-island-afp-getty.jpg\" alt=\"Un retrato de Kim Il-sung durante la guerra\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">A propaganda oficial apresenta o av\u00f4 de Kim Jong-un, Kim Il-sung, como o art\u00edfice da resist\u00eancia norte-coreana<\/span><\/figure>\n<p>Trata-se, nas palavras de Person, &#8220;de refor\u00e7ar essa narrativa em que a Coreia do Norte mant\u00e9m os americanos longe com sua grande defesa e sua capacidade de dissuas\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>De alguma maneira, o legado da guerra funciona como combust\u00edvel ideol\u00f3gico para o regime dos Kim. Tamb\u00e9m \u00e9 uma das raz\u00f5es que explicam sua insist\u00eancia em desenvolver um arsenal nuclear, apesar das constantes cr\u00edticas internacionais. &#8220;Eles decidiram usar a hist\u00f3ria para justificar a opress\u00e3o do povo e a mis\u00e9ria&#8221;, diz Person.<\/p>\n<p>De acordo com especialistas, em seu af\u00e3 propagand\u00edstico, as autoridades de Pyongyang n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas em deformar o passado j\u00e1 suficientemente brutal.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1460D\/production\/_97696438_c9eff7b5-3c06-4f61-996a-2bc5bcbe1668.jpg\" alt=\"Cartaz diz que a ONU condena a invas\u00e3o da Coreia do Sul\" width=\"976\" height=\"620\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Os americanos tamb\u00e9m recorreram \u00e0 propaganda para justificar seu papel no conflito<\/span><\/figure>\n<p>Weathersby diz que &#8220;os museus norte-coreanos diminuem a import\u00e2ncia dos bombardeios, talvez porque destacar a superioridade tecnol\u00f3gica americana geraria perguntas inc\u00f4modas&#8221;. Em vez disso, explica a pesquisadora, &#8220;mostram uma narrativa de matan\u00e7as gratuitas supostamente perpetradas pelas tropas americanas&#8221;.<\/p>\n<p>Para ela, uma divis\u00e3o da pen\u00ednsula nunca resolvida definitivamente e o potente poderio militar que o Pent\u00e1gono mant\u00e9m na Coreia do Sul e no Jap\u00e3o explicam por que a Coreia do Norte segue ainda sob uma esp\u00e9cie de estado de exce\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>E explicam tamb\u00e9m, como destacou recentemente em um artigo da BBC o analista Justin Bronk, o fato de suprimentos e muni\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito serem guardados pr\u00f3ximos da fronteira sul, em silos sob a terra, para fazer frente a uma hipot\u00e9tica invas\u00e3o.<\/p>\n<p>A guerra e o fogo que choviam do c\u00e9u fizeram da Coreia do Norte um Estado-bunker. Mais de 70 anos depois, isso n\u00e3o mudou. Resta saber o resultado pr\u00e1tico do encontro entre l\u00edderes do norte e do sul.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco depois do in\u00edcio da guerra, a China comunista, temendo o avan\u00e7o dos Estados Unidos rumo \u00e0s suas fronteiras, decidiu sair em defesa da Coreia do Norte, sua aliada. Os soldados americanos come\u00e7aram a sofrer cada vez mais baixas por conta dos ataques das For\u00e7as Armadas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":241655,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,8],"tags":[],"class_list":["post-241654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-noalvo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/guerra-da-coreia.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241654\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/241655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}