{"id":241747,"date":"2018-04-29T11:19:42","date_gmt":"2018-04-29T14:19:42","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=241747"},"modified":"2018-04-29T11:21:22","modified_gmt":"2018-04-29T14:21:22","slug":"documentario-exibido-em-bh-conta-a-historia-de-ex-paje-que-virou-zelador-de-igreja-evangelica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/documentario-exibido-em-bh-conta-a-historia-de-ex-paje-que-virou-zelador-de-igreja-evangelica\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio exibido em BH conta a hist\u00f3ria de ex-paj\u00e9 que virou zelador de igreja evang\u00e9lica"},"content":{"rendered":"<header class=\"news-title\">\n<h1 class=\"entry-title\"><\/h1>\n<h2><em>Diretor de Ex-paj\u00e9, Luiz Bolognesi denuncia a destrui\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena, em Rond\u00f4nia. Minado por pastores, o l\u00edder Perpera Suru\u00ed resiste \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o<\/em><\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"news-data-pub\"><span class=\"news-data-pub__author\">\u00a0Por\u00a0Carlos Marcelo<\/span><span class=\"news-data-pub__date\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"row news-internal__content\">\n<article id=\"container_left\" class=\"col-md-8 entry-content\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/app2.uai.com.br\/access\/noticia_133890394703\/226367\/59\/eq.gif\" \/><\/p>\n<div id=\"HOTWordsTxt\" class=\"js-body-news body-news clearfix margin-bottom-25\">\n<div>\n<figure class=\"image-with-caption center\">\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"Buriti Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/i.uai.com.br\/172Xc59r3DbqZR4HX_vqoHaqVp0=\/imgsapp2.uai.com.br\/app\/noticia_133890394703\/2018\/04\/29\/226367\/20180429103619178492i.jpg\" alt=\"Buriti Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"news-image__description\">O document\u00e1rio Ex-paj\u00e9 foi filmado numa aldeia paiter-suru\u00ed, em Rond\u00f4nia (foto: Buriti Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEmpresta a identidade do senhor?\u201d O pedido da funcion\u00e1ria de uma ag\u00eancia banc\u00e1ria ao \u00edndio Perpera Suru\u00ed, o protagonista de Ex-paj\u00e9, \u00e9 feito de forma despretensiosa. Mas revela uma das principais quest\u00f5es do document\u00e1rio de Luiz Bolognesi, em cartaz no Cine Belas Artes: a perda da identidade de um l\u00edder ind\u00edgena depois do contato com os homens brancos.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Roteirista de longa-metragens como Bicho de sete cabe\u00e7as, Como nossos pais e Bingo \u2013 O rei das manh\u00e3s, o paulistano Bolognesi tem interesse pela cultura ind\u00edgena desde os 20 anos de idade. Estudou antropologia, deu aula para os patax\u00f3s e conviveu com os guaranis-kaiow\u00e1s e cra\u00f4s. Em Rond\u00f4nia, durante a produ\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de tev\u00ea sobre jovens conectados com a internet, perguntou aos suru\u00eds, que viveram isolados at\u00e9 1969, onde estava o paj\u00e9 da tribo. \u201cPaj\u00e9, n\u00e3o. Ex-paj\u00e9\u201d, respondeu um deles. Intrigado (\u201cJ\u00e1 tinha visto ex-ministro, ex-jogador de futebol, ex-paj\u00e9 jamais\u201d), Bolognesi foi atr\u00e1s e se deparou com Perpera:\u00a0 cal\u00e7a de tecido, camisa social maior do que o seu n\u00famero, gravata escura. Era um \u00edndio vestido de homem branco, como aparece no filme. \u201cEstou assim n\u00e3o porque eu quero, mas porque eles viram a cara para mim. E ainda me proibiram de tocar as flautas para os esp\u00edritos da floresta\u201d, revelou Perpera ao roteirista e cineasta, diretor da anima\u00e7\u00e3o Uma hist\u00f3ria de amor e f\u00faria (2013).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cMeu cora\u00e7\u00e3o e minha mente me diziam que devia seguir esse homem e mergulhar na hist\u00f3ria dele\u201d, conta Bolognesi, em entrevista ao Estado de Minas. \u201cEsse foi o ponto de partida: a paix\u00e3o e a profunda ang\u00fastia que senti por aquela personagem. N\u00e3o foi do conceito para a realidade, foi da realidade para o conceito. Aquele drama me pareceu um conflito extraordin\u00e1rio para ser mostrado no cinema.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<figure class=\"image-with-caption center\">\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"Buriti Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/i.uai.com.br\/GuDfR_p9_uqAkWaJQV8C8dlZtF0=\/imgsapp2.uai.com.br\/app\/noticia_133890394703\/2018\/04\/29\/226367\/20180429091745167761i.jpg\" alt=\"Buriti Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"news-image__description\">Cenas de ex-paje. Filme retrata antigo paje obrigado a se converter ao cristianismo apos ser acusado de ter v\u00ednculos com o diabo. (foto: Buriti Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>No document\u00e1rio, premiado no Festival de Berlim e no \u00c9 Tudo Verdade (S\u00e3o Paulo), Bolognesi mostra como a lideran\u00e7a religiosa do suru\u00ed foi sendo escanteada e subjugada depois da chegada de mission\u00e1rios evang\u00e9licos. \u201cO pastor disse que o paj\u00e9 \u00e9 coisa do diabo\u201d, o filme registra, bem como o contraponto crist\u00e3o: \u201cJesus \u00e9 maravilhoso: ele salva, ele cura\u201d. Perpera chega a constatar, pesaroso: \u201cQuando eu era paj\u00e9, as pessoas pediam conselho e prote\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO paj\u00e9 virou o zelador da igreja evang\u00e9lica, o que representa uma humilha\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Bolognesi. \u201cMas Perpera, durante o culto, fica de costas para o pastor. Faz a sua resist\u00eancia ao mostrar que n\u00e3o escuta o que se diz l\u00e1 dentro, prefere ouvir os sons da floresta\u201d, conta. Ele incluiu na abertura do longa uma defini\u00e7\u00e3o do antrop\u00f3logo franc\u00eas Pierre Clastres sobre etnoc\u00eddio: \u201cN\u00e3o \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos homens, mas a destrui\u00e7\u00e3o de seus modos de vida e pensamento\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Luiz Bolognesi evita os recursos tradicionais do document\u00e1rio \u2013 entrevistas, letreiros explicativos, narrador em off \u2013 e prioriza os registros da viv\u00eancia de seu personagem. \u201cNa apar\u00eancia, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tem o formato comum de document\u00e1rio. Filmamos flagrantes do dia a dia e tamb\u00e9m reencenamos hist\u00f3rias que eles me contaram. S\u00f3 ped\u00edamos uma coisa para os ind\u00edgenas: n\u00e3o olhem para a c\u00e2mera. E eles fizeram isso\u201d, conta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m de 30 horas de filmagem, o per\u00edodo de conv\u00edvio intenso com os paiter-suru\u00ed resultou em aprendizado pessoal. \u201cAmadureci meu olhar para o cinema. Tentei diminuir a verborragia e trazer o sil\u00eancio. Tudo que (Andrei, cineasta russo) Tarkovski diz no livro Esculpir o tempo eu vivenciava no conv\u00edvio: os \u00edndios s\u00e3o escultores do tempo, n\u00e3o s\u00e3o escravos dele. Meu filme tenta reproduzir o tempo ind\u00edgena\u201d, acredita. Al\u00e9m de Tarkovski, ele cita os livros A sociedade contra o Estado, de Clastres, e Vigiar e punir, de Michel Foucault, como refer\u00eancias para o seu trabalho. Ao lado, trechos da entrevista de Luiz Bolognesi.<\/div>\n<div>\n<figure class=\"image-with-caption right\">\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"Lais Bodanzky\/Divulgacao\" src=\"https:\/\/i.uai.com.br\/zk5XtdC3QFkDoWao9Yaewwgywmk=\/imgsapp2.uai.com.br\/app\/noticia_133890394703\/2018\/04\/29\/226367\/20180429092250933155a.jpg\" alt=\"Lais Bodanzky\/Divulgacao\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"news-image__description\">&#8220;Passou da hora de o Brasil aprender com os ind\u00edgenas a resolver suas crises%u201D &#8211; Luiz Bolognesi, cineasta (foto: Lais Bodanzky\/Divulgacao)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div><strong>Como acontece o enfraquecimento da lideran\u00e7a espiritual do paj\u00e9?\u00a0<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9 assustador. O terror psicol\u00f3gico \u00e9 utilizado para destruir a for\u00e7a dos paj\u00e9s. Os pastores evang\u00e9licos n\u00e3o s\u00e3o violentos frontalmente, mas criam clima por meio do uso da imagem do dem\u00f4nio. Sabem que os povos nativos s\u00e3o sens\u00edveis a essas entidades e falam o tempo todo que se os \u00edndios n\u00e3o aceitarem Jesus, eles v\u00e3o para o inferno. O paj\u00e9 n\u00e3o compra esse discurso. Torna-se um centro de resist\u00eancia, mas a\u00ed eles viram a comunidade contra o paj\u00e9, que fica isolado. Essa hist\u00f3ria de domina\u00e7\u00e3o tem 500 anos. Come\u00e7ou com os jesu\u00edtas, no s\u00e9culo 16. Quando parecia que tinha diminu\u00eddo, volta com for\u00e7a por meio das igrejas evang\u00e9licas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea assina o roteiro e a dire\u00e7\u00e3o do filme. Como foi a conviv\u00eancia do roteirista com o diretor e quem ganhou essa disputa?<\/strong><\/div>\n<div>Foi um processo dial\u00e9tico e os dois tiveram vit\u00f3rias parciais (risos). O diretor dizia: \u201cN\u00e3o faz sentido fazer um roteiro fechado se voc\u00ea quer filmar uma comunidade ind\u00edgena na sua autenticidade, planejar demais \u00e9 trair a sua hist\u00f3ria\u201d. O roteirista concordava: \u201cVoc\u00ea tem raz\u00e3o, diretor: temos que filmar respeitando esses princ\u00edpios\u201d. Durante as filmagens, era a vez de o roteirista questionar: \u201cSim, diretor, mas cad\u00ea o conflito? Voc\u00ea est\u00e1 filmando situa\u00e7\u00f5es l\u00edricas e po\u00e9ticas, mas n\u00e3o tem densidade dram\u00e1tica, n\u00e3o tem filme a\u00ed! Cinema sem conflito n\u00e3o \u00e9 cinema!\u201d. A\u00ed o roteirista colaborava com o diretor e escolhia situa\u00e7\u00f5es que poderiam ser encenadas pelos ind\u00edgenas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>E na montagem?<\/strong><\/div>\n<div>O roteirista voltou muito forte tamb\u00e9m na montagem. T\u00ednhamos 30 horas de filmagem. Eu precisava construir um arco dram\u00e1tico: o filme tem que ter um come\u00e7o, uma virada e um conflito. No meio daquelas 30 horas, junto com o montador Ricardo Farias, a gente encontrou uma narrativa que preservava o objetivo do diretor mas entregava ao p\u00fablico um filme com arco dram\u00e1tico. Tinha medo de fazer apenas um registro, hoje tenho certeza de que, pelo reconhecimento que est\u00e1 tendo no Brasil e no exterior, o filme extrapola a condi\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica e tem um valor art\u00edstico. Consegue estabelecer um di\u00e1logo para fora da bolha.<\/div>\n<div><strong>\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><strong>O que os brancos podem aprender com os ind\u00edgenas?<\/strong><\/div>\n<div>Passou da hora de o Brasil aprender com os ind\u00edgenas a resolver suas crises: eles s\u00e3o potentes em muitos aspectos. Produzem economia de modo ecol\u00f3gico, entendem de sustentabilidade muito mais que n\u00f3s, conseguem produzir felicidade sem precisar de consumo. E tamb\u00e9m podemos aprender a maneira como eles lidam com o tempo e o destino. Est\u00e3o totalmente abertos ao imprevisto, ao devir. N\u00f3s estamos sempre insatisfeitos com o nosso desempenho ao longo do dia. A ansiedade \u00e9 a nossa grande doen\u00e7a. Eles, n\u00e3o. E o grande ganho \u00e9 viver o presente de uma forma muito mais intensa o presente. O aqui e agora \u00e9 tudo. Eles s\u00e3o serenos, inclusive diante dos conflitos. Acham p\u00e9ssimo o sangue ferver, abominam essa atitude.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>E o que voc\u00ea aprendeu?<\/strong><\/div>\n<div>Parar para escutar. Perceber que os barulhos da mata trazem narrativas. Um grito de macaco significa que um gavi\u00e3o est\u00e1 ali, portanto, as araras v\u00e3o passar voando em dois minutos. Eles sabem ler os acontecimentos. Aprendo muito com esses povos. Como oper\u00e1rio das artes, sinto-me na miss\u00e3o de traduzir esse conhecimento para a civiliza\u00e7\u00e3o branca. Tento estabelecer conex\u00e3o por forma da arte.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Como \u00e9 mostrada no filme Ex-paj\u00e9 a rela\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas com o avan\u00e7o da tecnologia?<\/strong><\/div>\n<div>A gente tentou mostrar n\u00e3o o discurso manique\u00edsta de tecnologia contra a identidade ind\u00edgena, mas a ambiguidade dessa rela\u00e7\u00e3o. Como eles se apropriam da tecnologia \u00e9 o que mostro: muitos dos problemas que os ind\u00edgenas enfrentam s\u00e3o os mesmos que n\u00f3s, brancos, passamos com nossos filhos, viciados em videogame ou 18 horas por dia no whatsapp.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Por que a discuss\u00e3o sobre o uso da tecnologia pode ser perigosa?<\/strong><\/div>\n<div>Porque muitos se aproveitam dessas mudan\u00e7as para dizer que eles n\u00e3o s\u00e3o mais ind\u00edgenas. \u00c9 verdade que muitos \u00edndios usam ro\u00e7adeiras, picapes, motos, celulares. Mas falam a l\u00edngua deles, produzem sem desmatar tudo, t\u00eam uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, pensam no tempo deles. Continuam, essencialmente, ind\u00edgenas. N\u00e3o \u00e9 porque os portugueses n\u00e3o andam mais de caravelas que deixaram de ser portugueses.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>A quem interessa o enfraquecimento da lideran\u00e7a do paj\u00e9?<\/strong><\/div>\n<div>O processo de destrui\u00e7\u00e3o de cultura \u00e9 estrat\u00e9gico para apropria\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas. H\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o orquestrada das bancadas do agroneg\u00f3cio e evang\u00e9licas para tomar essas terras. Eles tinham 100% do territ\u00f3rio brasileiro, atualmente t\u00eam 10%. Quando os paj\u00e9s s\u00e3o massacrados, a cultura se liquefaz e vira folclore.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Como seu filme pode mudar a vida de Perpera, o ex-paj\u00e9?<\/strong><\/div>\n<div>N\u00e3o sei. Mostrei o filme na aldeia, percebi que causou constrangimento e reflex\u00e3o. O que eu gostaria \u00e9 que a reflex\u00e3o volte a valorizar a personalidade e a posi\u00e7\u00e3o dele no grupo. Se vai acontecer, s\u00f3 o tempo vai dizer. \u00c9 uma escolha que eles, os ind\u00edgenas, ter\u00e3o de fazer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Ex-paj\u00e9 \u00e9 sobre o qu\u00ea?<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9 um filme sobre a pot\u00eancia das culturas americanas e a inquisi\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretor de Ex-paj\u00e9, Luiz Bolognesi denuncia a destrui\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena, em Rond\u00f4nia. Minado por pastores, o l\u00edder Perpera Suru\u00ed resiste \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":241748,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-241747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/ex-paje.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/241748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}