{"id":241752,"date":"2018-04-29T11:30:08","date_gmt":"2018-04-29T14:30:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=241752"},"modified":"2018-04-29T11:30:34","modified_gmt":"2018-04-29T14:30:34","slug":"conheca-as-historias-das-montanhas-de-minas-e-saiba-como-elas-moldaram-a-identidade-dos-mineiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/conheca-as-historias-das-montanhas-de-minas-e-saiba-como-elas-moldaram-a-identidade-dos-mineiros\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a as hist\u00f3rias das montanhas de Minas e saiba como elas moldaram a identidade dos mineiros"},"content":{"rendered":"<section class=\"bg-gray-extra\">\n<div class=\"container container-full-width\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1\">\n<h1 class=\"txt-serif\"><\/h1>\n<h4 class=\"txt-gray mb-0\">O Estado de Minas remonta a saga dos mineiros na s\u00e9rie mensal Montanhas de Hist\u00f3rias e revela casos e mist\u00e9rios que cercam essas eleva\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"gray-light mt-25 mb-0\" \/>\n<\/div>\n<\/section>\n<section>\n<div class=\"container container-full-width mt-20 mb-20\">\n<div class=\"row divider-wrapper\">\n<div id=\"esquerda_8_12_1\" class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1 col-md-6 mb-35 js-tools-fixed-parent\">\n<article>\n<div class=\"author-row\"><a class=\"txt-gray author-wrapper text-nowrap d-inline-block mb-10\" title=\"Mateus Parreiras - Enviado especial\" href=\"https:\/\/www.em.com.br\/busca?autor=Mateus%20Parreiras%20-%20Enviado%20especial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"ml-10\">Mateus Parreiras <\/span><\/a><\/div>\n<nav class=\"nav-fix hidden-print js-tools-fixed mb-xs-10 active\" data-id=\"call-action\"><i class=\"sprite-facebook-wite d-block d-xs-inline-block pull-left\"><\/i><i class=\"sprite-twitter-wite d-block d-xs-inline-block pull-left\"><\/i><\/p>\n<hr class=\"gray-light mt-10 mb-2 ml-10 mr-10\" \/>\n<div class=\"nav-fix__highlight\"><\/div>\n<\/nav>\n<div><\/div>\n<div id=\"rs_read_this2\" class=\"txt-serif js-article-box article-box article-box-capitalize mt-15\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12\">\n<section class=\"image__bx margin-top-20 margin-bottom-20\">\n<div class=\"video-container\"><center><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SraXkHGlHgM\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/center><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Escarpas e montes precisaram ser domados para erguer casas e igrejas. Nas encostas long\u00ednquas, a escava\u00e7\u00e3o de minas de ouro, diamantes e ferro exigiu o plantio e o pastoreio nos vales do sert\u00e3o. Para viajar por essas terras, abriram-se trilhas em serras t\u00e3o elevadas que receberam a denomina\u00e7\u00e3o de alterosas. Um dos territ\u00f3rios brasileiros mais acidentados e in\u00f3spitos, Minas Gerais nasceu como destino de aventureiros buscando riquezas minerais. Se por um lado essas cadeias intrincadas de serras e morros impuseram extrema dificuldade de circula\u00e7\u00e3o, por outro, foram respons\u00e1veis por preservar a arte, a culin\u00e1ria, a arquitetura e os modos do povo que floresceu no seio das \u00edngremes forma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E \u00e9 do alto, da perspectiva delineada pelos picos, vales e cordilheiras, que o Estado de Minas remonta a saga dos mineiros pela s\u00e9rie \u201cMontanhas de Hist\u00f3rias\u201d. A cada m\u00eas, como parte das comemora\u00e7\u00f5es dos 90 anos de funda\u00e7\u00e3o do EM, a identidade do estado ser\u00e1 retratada a partir de suas montanhas e do povo que as escolheu como lar.<\/p>\n<p>Minas \u00e9 um estado facetado pelas cadeias montanhosas. Basta destacar aquela que \u00e9 considerada a sua espinha dorsal. Senhora das maiores jazidas produtoras de min\u00e9rio de ferro do Brasil, a Serra do Espinha\u00e7o \u00e9 a \u00fanica cordilheira brasileira e assim foi denominada por lembrar uma colossal coluna vertebral. Barreira que impediu a entrada dos europeus por mais de 100 anos, a Serra da Mantiqueira, segundo a tradu\u00e7\u00e3o do tupi para o portugu\u00eas, significa \u201cserra que chora \u00e1gua\u201d. Uma refer\u00eancia aos mananciais que desses altos fluem, como o Rio Para\u00edba do Sul, respons\u00e1vel por abastecer o Rio de Janeiro e \u00e1reas de S\u00e3o Paulo, e tamb\u00e9m o Rio Grande, detentor do maior complexo de barramentos geradores de eletricidade do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-241753 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade-620x372.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade-620x372.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade-300x180.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade-768x461.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade-160x96.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade-640x384.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade.jpg 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Gladyston Rodrigues\/EM\/DA Press)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h3>Ber\u00e7\u00e1rio de nascentes<\/h3>\n<div>\n<p>Logo no batismo a Serra do Capara\u00f3 foi marcada como um centro de batalhas, seu nome sendo traduzido do tupi como \u201ccabana de folhas grandes\u201d por causa das habita\u00e7\u00f5es dos \u00edndios botocudos bravios que ali resistiram por s\u00e9culos. Foi palco tamb\u00e9m da Guerra do Contestado (Minas Gerais contra o Esp\u00edrito Santo, entre 1912 e 1916) e da Guerrilha do Capara\u00f3 (1966 a 1967). Ali est\u00e1 a mais alta montanha do Sudeste brasileiro e o terceiro ponto culminante do pa\u00eds, o Pico da Bandeira (2.891 metros). Como um ba\u00fa, a Serra da Canastra guarda as nascentes que se fundem no rio da integra\u00e7\u00e3o nacional, o S\u00e3o Francisco, um leito de prosperidade e cultura pr\u00f3prias, que de Minas leva alento ao Nordeste.<\/p>\n<blockquote class=\"blockquote-widget col-sm-12\" cite=\"http:\/\/developer.mozilla.org\/\">\n<h3 class=\"txt-gray-base txt-italic text-right mt-0\">J\u00e1 no s\u00e9culo 18, Minas Gerais era conhecido como o estado montanh\u00eas<\/h3>\n<h4 class=\"text-right txt-italic txt-gray-base\">Alex Bohrer, professor de hist\u00f3ria da arte e iconografia do IFMG<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cJ\u00e1 no s\u00e9culo 18, Minas Gerais era conhecido como o estado montanh\u00eas\u201d, diz o professor de Hist\u00f3ria da Arte e Iconografia do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), Alex Bohrer. \u201cAs montanhas s\u00e3o parte essencial de Minas. Porque eram onde estavam o ouro e os diamantes. Sem essas jazidas, n\u00e3o existiriam cidades como Diamantina, Mariana, Ouro Preto, S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rei ou Serro. As montanhas foram, ainda, respons\u00e1veis pelo isolamento dos mineiros. Isso se traduziu numa cultura muito pr\u00f3pria e rica, ainda hoje presente em nossas tradi\u00e7\u00f5es\u201d, considera Bohrer.<\/p>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-241754 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha-620x372.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha-620x372.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha-300x180.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha-768x461.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha-160x96.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha-640x384.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/professor-na-montanha.jpg 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><span class=\"h6 mt-0 d-block txt-no-serif txt-gray-base\">As montanhas tiveram import\u00e2ncia fundamental na preserva\u00e7\u00e3o da cultura mineira, segundo o professor Alex Bohrer, do IFMG<\/span><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Gladyston Rodrigues\/EM\/DA Press)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>As forma\u00e7\u00f5es montanhosas de Minas Gerais s\u00e3o muito antigas em termos geol\u00f3gicos, com centenas de milh\u00f5es de anos. \u201cAs montanhas e serras que vemos hoje estavam aprofundadas e foram expostas ap\u00f3s milh\u00f5es de anos de a\u00e7\u00e3o erosiva do meio ambiente\u201d, afirma o ge\u00f3logo e diretor do Museu de Hist\u00f3ria Natural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ant\u00f4nio Gilberto Costa. \u201cUma das caracter\u00edsticas de Minas Gerais \u00e9 o consider\u00e1vel n\u00famero de serras. \u00c9 o estado mais montanhoso do Brasil\u201d, define o professor.<\/p>\n<p>As montanhas, de certa forma, isolaram Minas Gerais, preservando a sua cultura. \u201cIsso \u00e9 muito n\u00edtido, por exemplo, na linguagem mineira. Temos muitas evid\u00eancias de que o portugu\u00eas de Portugal, no s\u00e9culo 18, era muito mais semelhante ao que se fala em regi\u00f5es rurais de Minas, hoje, do que aquele que se fala em Portugal atualmente\u201d, aponta o professor do IFMG, Alex Bohrer.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<h3><strong>Reflexos no comportamento<\/strong><\/h3>\n<div>\n<p>Caracter\u00edsticas conservadas e que ainda s\u00e3o vis\u00edveis nos h\u00e1bitos do estado. \u201cNo interior de Minas \u00e9 tradicional a forma\u00e7\u00e3o de grandes quintais onde se planta couve. A couve \u00e9 uma hortali\u00e7a de consci\u00eancia sobrevivente, que os portugueses cultivavam para combater grandes crises e fomes. Voc\u00ea retira as folhas para o consumo e n\u00e3o mata o p\u00e9. E isso proliferou na culin\u00e1ria mineira. O mesmo se agregou aos pratos a base de carne su\u00edna. Porcos tamb\u00e9m s\u00e3o animais de lida f\u00e1cil em \u00e1reas de sobreviv\u00eancia dif\u00edcil, pois eram criados soltos nas ruas da regi\u00e3o das minas. Por isso, ainda se observam portinholas na porta das casas antigas, que eram feitas para que os porcos n\u00e3o entrassem nas resid\u00eancias\u201d, conta Bohrer.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\u201cA arquitetura do estado, as formas construtivas, as artes: tudo se moldou ao relevo desafiador das montanhas. Boa parte disso se deve \u00e0 chegada de imigrantes vindos da regi\u00e3o portuguesa do Rio Minho. Eram acostumados aos rigores de um territ\u00f3rio montanh\u00eas e se sentiram em casa aqui em Minas Gerais\u201d, afirma Bohrer. (A LOJA ROTA PERDIDA\/ROTA EXTREMA &#8211; www.rotaperdida.com.br &#8211; forneceu parte dos equipamentos usados nas expedi\u00e7\u00f5es)<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de Minas remonta a saga dos mineiros na s\u00e9rie mensal Montanhas de Hist\u00f3rias e revela casos e mist\u00e9rios que cercam essas eleva\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":241753,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-241752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/vista-da-grade.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241752\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/241753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}