{"id":242083,"date":"2018-05-02T11:35:20","date_gmt":"2018-05-02T14:35:20","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=242083"},"modified":"2018-05-02T11:35:20","modified_gmt":"2018-05-02T14:35:20","slug":"1832-e-publicado-romance-de-george-sand-pseudonimo-de-romancista-francesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/1832-e-publicado-romance-de-george-sand-pseudonimo-de-romancista-francesa\/","title":{"rendered":"1832 &#8211; \u00c9 publicado romance de George Sand, pseud\u00f4nimo de romancista francesa"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"bigtitle\" data-section=\"MEM\u00d3RIA\"><\/h1>\n<p><time class=\"time d-b\" datetime=\"2018-05-02BRT11:05\">Max Altman\u00a0<\/time><\/p>\n<div class=\"subtitle\"><em><strong>Apaixonada e revolucion\u00e1ria, Aurore trava combates pol\u00edticos e de pioneiros engajamentos feministas em seus livros<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"social pc\">\n<div class=\"print\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"newsaside no600\">\n<div class=\"cf\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"descript\">\n<p>Em 2 de maio de 1832, a cr\u00edtica liter\u00e1ria sa\u00fada a publica\u00e7\u00e3o em Paris de um romance intitulado\u00a0<em>Indiana<\/em>. Com tiragem de 750 exemplares, fazia a cr\u00edtica da vida burguesa sob o reinado de Luis-Felipe I. Seu autor \u00e9 um desconhecido de nome George Sand.<\/p>\n<p>Atr\u00e1s desse pseud\u00f4nimo se escondia uma jovem mulher de 28 anos, de vida j\u00e1 rocambolesca.<\/p>\n<p>A autora nasceu em 1\u00ba de julho de 1804 em Paris com o nome de Amantine Aurore Lucile Dupin. Seus pais eram um oficial militar, Maurice Dupin de Francueil e Sophie Laborde, filha de um pobre taberneiro. Juntos, tiveram v\u00e1rios filhos mortos em tenra idade e somente alguns meses antes do nascimento da futura George Sand \u00e9 que decidiram se casar.<\/p>\n<p>Note-se que a m\u00e3e de Maurice Dupin, Marie-Aurore de Saxe, era ela mesma filha ileg\u00edtima do marechal Maurice de Saxe, vencedor da Batalha de Fontenoy (1745) e de uma amante fortuita, a atriz Marie Rinteau.<\/p>\n<p>O marechal, que jamais reconheceu nem legou o que quer que fosse \u00e0 \u00fanica descendente que dele se conhecia, malgrado in\u00fameras amantes, era ele mesmo filho natural do Eleitor da Sax\u00f4nia, o ilustre Frederico Augusto I o Forte e da condessa Aurore de K\u00f6nigsmarck.<\/p>\n<p>Cercada dessa curiosa ascend\u00eancia, a crian\u00e7a foi batizada com os prenomes Amandine Aurore Lucie, por\u00e9m preferiu mais tarde que a chamassem simplesmente de Aurore. Passa uma inf\u00e2ncia feliz no castelo de Nohant, castelo que sua av\u00f3 Aurore de Saxe havia adquirido em 1793 ao se tornar vi\u00fava do coletor geral Dupin de Francueil.<\/p>\n<p>Casa-se aos 18 anos com o bar\u00e3o Dudevant de quem se separaria em 1836 depois de uma rela\u00e7\u00e3o tempestuosa e de muitas liga\u00e7\u00f5es extra-conjugais. Um ano ap\u00f3s o casamento, em 1823, nasce um menino, Maurice. Cinco anos mais tarde nasce uma menina, Solange, cujo suposto pai era St\u00e9phane Ajasson de Grandsagne, jovem nobre das cercanioas de Nohant.<\/p>\n<p>O pseud\u00f4nimo George Sand sob o qual Aurore ascende \u00e0 celebridade liter\u00e1ria refere-se provavelmente a Jules Sandeau, o amante com o qual come\u00e7ou a escrever.<\/p>\n<p>George Sand escrevia celeremente. Quatro dias foram suficientes, por exemplo, para escrever\u00a0<em>La Mare au Diable<\/em>, uma de suas mais c\u00e9lebres obras. Todavia, demorava mais para reler e corrigir seu texto.<\/p>\n<p>Apaixonada e exuberante, revolucion\u00e1ria e republicana at\u00e9 a alma, ela trava, \u00e0 margem de seus trabalhos liter\u00e1rios, muitos combates pol\u00edticos al\u00e9m de engajamentos feministas mais de s\u00e9culo antes que se tornasse luta comum.<\/p>\n<p>Em 1830, faz campanha em Nohant em favor de um candidato republicano. Interessa-se pelo catolicismo social de Lamennais sob influ\u00eancia de seu amigo Franz Liszt. Em 1848, funda uma revista com o eloquente t\u00edtulo de A Causa do Povo, destinado a um longo futuro.<\/p>\n<p>Wikicommons<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/fb_sand.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<figure class=\"img-show\">\n<div class=\"photlr\">Foto:<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img d-b\" src=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/media\/noticias\/Sand_1864.jpg\" alt=\"\" width=\"100%\" height=\"auto\" \/><\/figure>\n<section class=\"noticias-relevantes cf\">\n<h4 class=\"subtitle\"><\/h4>\n<\/section>\n<div><\/div>\n<p>Ela n\u00e3o temia em absoluto escandalizar as boas almas ostentando modos masculinos ou fumando em p\u00fablico. Isto n\u00e3o a impediu de gozar da amizade de Balzac, Flaubert, Victror Hugo e ainda do pintor Delacroix\u00a0<em>(cujo retrato de Sand, de 1838, est\u00e1 \u00e0 esquerda)<\/em>.<\/p>\n<p>Desbordante de vitalidade, George Sand fazia a alegria da imprensa sansacionalista devido as suas rela\u00e7\u00f5es mais ou menos escandalosas com os amantes, entre os quais os mais c\u00e9lebres foram M\u00e9rim\u00e9e, Musset e Chopin, sem falar da comediante Marie Dorval, a &#8220;cara amada&#8221;.<\/p>\n<p>Em junho de 1833, aureolada pelo sucesso de\u00a0<em>Indiana<\/em>, ela se encontra na casa do seu editor com o poeta rom\u00e2ntico Alfred de Musset. Em janeiro de 1834, o casal era a representa\u00e7\u00e3o do amor perfeito em Veneza. Por\u00e9m os dois amantes caem doentes, brigam e George Sand seduz seu m\u00e9dico, Pietro Pagello. Musset retorna sozinho a Paris. George Sand procura-o em agosto de 1834 e com ele se reconcilia apenas por poucos meses.<\/p>\n<p>Musset apresenta Franz Liszt a George Sand e, em 1837, a romancista acolhe em Nohant a musicista e sua amante, Marie d&#8217;Agoult. Liszt apresenta Chopin \u00e0 sua amiga.<\/p>\n<p>No ano seguinte principia o id\u00edlio entre George Sand e Frederic Chopin. A fila s\u00f3 se interrompe em 1850, com o gravador Alexandre Manceau, derradeiro amante de Sand.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as jornadas revolucion\u00e1rias de 1848, George Sand se retira em seu castelo de Nohant, no cora\u00e7\u00e3o daquelas campinas buc\u00f3licas que lhe forneceram a mat\u00e9ria prima de seus melhores romances:\u00a0<em>La Mare au Diable<\/em>\u00a0(1846),\u00a0<em>Fran\u00e7ois le Champi<\/em>\u00a0(1847) ou ainda\u00a0<em>La Petite Fadette<\/em>\u00a0(1849).<\/p>\n<p>Depois do golpe de Estado de Luis Napole\u00e3o Bonaparte e a funda\u00e7\u00e3o do Segundo Imp\u00e9rio, em 1852, ela se afasta da corte por\u00e9m conserva a estima do imperador.<\/p>\n<p>A &#8220;Dame de Nohant&#8221; morre serenamente em 8 de junho de 1876, \u00e0s v\u00e9speras de completar 72 anos. Apaixonante, provocadora, criou um personagem at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito : a mulher liberada.<\/p>\n<p>Isto por si s\u00f3 n\u00e3o justificaria que seus despojos merecessem as honras do Pante\u00e3o?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apaixonada e revolucion\u00e1ria, Aurore trava combates pol\u00edticos e de pioneiros engajamentos feministas em seus livros<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":242084,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-242083","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/muller.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242083"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242083\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/242084"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}