{"id":243548,"date":"2018-05-14T09:35:52","date_gmt":"2018-05-14T12:35:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=243548"},"modified":"2018-05-14T09:37:03","modified_gmt":"2018-05-14T12:37:03","slug":"243548-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/243548-2\/","title":{"rendered":"Aumento do pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha faz fam\u00edlias usarem carv\u00e3o no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"titulo-materia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"mg_sutia\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Dados da PNAD mostram que 23,4% dos lares no Estado usam mat\u00e9rias-primas alternativas para cozinhar<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"noticia_dataautor\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"data-materia\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"percentual de lares que usam carv\u00e3o ou lenha \u00e9 maior no Interior que na Capital cearense \/ Foto: Evil\u00e1zio Bezerra\/O Povo (CE)\" src=\"http:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2018\/05\/14\/normal\/334b2301606db7accf6192e3841812c2.jpg\" alt=\"percentual de lares que usam carv\u00e3o ou lenha \u00e9 maior no Interior que na Capital cearense \/ Foto: Evil\u00e1zio Bezerra\/O Povo (CE)\" \/><\/p>\n<div class=\"legenda-foto\" style=\"text-align: justify;\">percentual de lares que usam carv\u00e3o ou lenha \u00e9 maior no Interior que na Capital cearense<\/div>\n<div class=\"credito-foto\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O preparo do almo\u00e7o na casa da dona Vera L\u00facia dos Santos, 61, n\u00e3o se restringe \u00e0 escolha do que vai ser servido \u00e0 mesa ou dos temperos a serem utilizados. Moradora da localidade de Mingua\u00fa II, em Caucaia, ela separa alguns punhados de carv\u00e3o e despeja no fogareiro de alvenaria antes de tudo, para fazer a brasa \u201cpegar logo\u201d.<\/p>\n<p>A alternativa em usar o carv\u00e3o como combust\u00edvel para cozimento de alimentos, em vez do mais convencional g\u00e1s de cozinha, se d\u00e1 pelo peso que este \u00faltimo tem no or\u00e7amento de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Dados de 2017 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados no final de abril apontam que 23,4% dos lares cearenses usam como combust\u00edvel para cozimento de alimentos mat\u00e9rias-primas como carv\u00e3o ou lenha. Isso representa um aumento de 6,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma pesquisa feita em 2016 (21,9%). O Cear\u00e1 est\u00e1 entre os dez estados com maior uso de carv\u00e3o ou lenha em casa para cozinhar. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 17,6%.<\/p>\n<p>Na cozinha de Vera L\u00facia, o botij\u00e3o de g\u00e1s est\u00e1 l\u00e1 na cozinha, ao lado do fog\u00e3o, e funcionando. Segundo o PNAD, esse \u00e9 o m\u00e9todo utilizado em 96,9% dos domic\u00edlios do Estado, enquanto no Pa\u00eds \u00e9 98,4%. A escolha do combust\u00edvel a ser utilizado, segundo Vera L\u00facia, depende do que vai ao fogo.<\/p>\n<p>\u201cUso o g\u00e1s mais para esquentar uma \u00e1gua para um caf\u00e9 ou alguma coisa que v\u00e1 para o fogo mais r\u00e1pido. Compro o g\u00e1s aqui por R$65 e \u00e0s vezes R$75. Assim dura mais. O saco de carv\u00e3o sai a R$20 e d\u00e1 para uns 15 dias\u201d, conta a aposentada, que cozinha diariamente para uma fam\u00edlia de dez pessoas. Marido, filhos, noras e netos n\u00e3o costumam reclamar. \u201cFica at\u00e9 melhor. O fogo do carv\u00e3o d\u00e1 um gosto especial na comida. \u00c9 bom quando tem uma carninha de porco que assa na brasa\u201d, conta o esposo, seu Francisco Rosa Nascimento, 66, ap\u00f3s saborear satisfeito carne cozida e bai\u00e3o preparados no carv\u00e3o.<\/p>\n<p>O percentual de lares que usam carv\u00e3o ou lenha \u00e9 maior no Interior que na Capital. Em Fortaleza, o m\u00e9todo de queima est\u00e1 presente em apenas 1,8% dos domic\u00edlios.<\/p>\n<div id=\"sc-ava-83645868\"><\/div>\n<div id=\"smartIntxt\" class=\"fixed_intext_sc_v1\"><\/div>\n<p>Ao se ampliar a amostragem para a Regi\u00e3o Metropolitana, o dado sobe para 5,4% das casas. Tamb\u00e9m em Caucaia, no distrito de Tucunduba, a cozinha da dona de casa Maria Stela da Silva, 59, fica iluminada na hora do almo\u00e7o com a brasa incandescente do fogareiro. Ela, que tamb\u00e9m tem fog\u00e3o a g\u00e1s al\u00e9m de um forno microondas, conta que costuma alternar a forma como cozinha as refei\u00e7\u00f5es. \u201cAcontece muito de ficar sem g\u00e1s e sem dinheiro para trocar o botij\u00e3o. Fica muito pesado usar s\u00f3 o g\u00e1s\u201d, explica, complementando que o uso da lenha j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o comum no local, ao contr\u00e1rio do carv\u00e3o. \u201cD\u00e1 mais trabalho porque tem que cortar. E nesse per\u00edodo de chuva, ela molha e o fogo n\u00e3o pega\u201d, acrescenta.<\/p>\n<h2>Fortaleza tem 2\u00ba g\u00e1s de cozinha mais caro do NE<\/h2>\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio que o cearense tem que desembolsar para comprar um botij\u00e3o de 13kg de g\u00e1s de cozinha \u00e9 R$ 70,43. O levantamento referente a maio feito pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo mostra que a tarifa do Estado \u00e9 a segunda mais cara do Nordeste. No topo da lista fica Sergipe (R$ 75,67) e o g\u00e1s mais barato pode ser encontrado na Bahia (R$ 57,71).<br \/>\nAo olhar para as maiores metr\u00f3poles da Regi\u00e3o, o panorama \u00e9 semelhante. Fortaleza fica atr\u00e1s apenas de Aracaju entre as cidades onde \u00e9 necess\u00e1rio desembolsar mais para comprar o botij\u00e3o. Na capital sergipana, o produto chega perto dos 80 reais (R$79,08), quase quatro reais a mais que Fortaleza (R$75,43). Valores bem superiores aos observados em Salvador, onde o botij\u00e3o custa R$ 53,38.<\/p>\n<p>Fortaleza \u00e9 tamb\u00e9m a cidade que apresenta a maior tarifa entre as avaliadas pela ANP no Cear\u00e1. Enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio da Capital gira em torno de 75 reais, em outros munic\u00edpios como Juazeiro do Norte, o pre\u00e7o m\u00e9dio est\u00e1 em R$ 62.<\/p>\n<p>Entre maio de 2013 e agora, o pre\u00e7o m\u00e9dio do g\u00e1s de cozinha em Fortaleza quase dobrou. H\u00e1 cinco anos, ele custava R$ 42,84. A varia\u00e7\u00e3o de 88,43% supera e muito a infla\u00e7\u00e3o registrada pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) para o per\u00edodo, que foi cerca de 34%.<\/p>\n<p>Segundo Bruno Iughetti, especialista em petr\u00f3leo em g\u00e1s, o elevado pre\u00e7o praticado no Cear\u00e1 \u00e9 explicado por uma log\u00edstica onerosa no transporte do GLP at\u00e9 a distribuidora.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUso o g\u00e1s mais para esquentar uma \u00e1gua para um caf\u00e9 ou alguma coisa que v\u00e1 para o fogo mais r\u00e1pido. Compro o g\u00e1s aqui por R$65 e \u00e0s vezes R$75. Assim dura mais. O saco de carv\u00e3o sai a R$20 e d\u00e1 para uns 15 dias\u201d, conta a aposentada, que cozinha diariamente<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":243549,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,11],"tags":[],"class_list":["post-243548","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-regional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/fogo-de-carvao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243548\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/243549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}