{"id":245618,"date":"2018-06-02T10:55:09","date_gmt":"2018-06-02T13:55:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=245618"},"modified":"2018-06-02T10:55:09","modified_gmt":"2018-06-02T13:55:09","slug":"uma-historia-de-sexo-violencia-e-vikings","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/uma-historia-de-sexo-violencia-e-vikings\/","title":{"rendered":"Uma hist\u00f3ria de sexo, viol\u00eancia e vikings"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Homens escandinavos e mulheres celtas levadas contra a vontade \u00e0 Isl\u00e2ndia povoaram a ilha<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Carles Lalueza-Fox\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/el_pais\/a\/\">CARLES LALUEZA-FOX<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527605287_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527605287_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527605287_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527605287_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Islandia\" width=\"980\" height=\"655\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Restos de um dos primeiros povoadores da Isl\u00e2ndia, com sua espada.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">IVAR BRYNJOLFSSON \/ MUSEO NACIONAL DE ISLANDIA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_5|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando trabalhava em Oxford, h\u00e1 20 anos, fiz amizade com um estudante island\u00eas chamado Agnar Helgason (na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/islandia\">Isl\u00e2ndia<\/a>\u00a0os sobrenomes s\u00e3o constru\u00eddos pelo curioso processo de acrescentar a termina\u00e7\u00e3o \u201c-son\u201d ao nome do pai se o filho for homem ou \u201c-dottir\u201d se for mulher) em cuja casa ia diariamente tomar caf\u00e9 ao sair do laborat\u00f3rio (a Isl\u00e2ndia \u00e9 o terceiro consumidor de caf\u00e9 per capita do mundo). Em uma festa em seu jardim para a comunidade islandesa, tive a oportunidade de experimentar um de seus pratos nacionais, o\u00a0<em>h\u00e1karl<\/em>, um tubar\u00e3o \u00e1rtico fermentado e seco durante meses at\u00e9 transformar-se em algo terr\u00edvel. O fedor que exala \u00e9 tal que \u00e9 sempre consumido ao ar livre. Eu s\u00f3 pude ingeri-lo com consider\u00e1veis goles de\u00a0<em>brennivin<\/em>, uma bebida tradicional islandesa cujo apelido\u00a0<em>svarti dau\u00f0i<\/em>(\u201cmorte negra\u201d) se refere, como descobri na manh\u00e3 seguinte, \u00e0 terr\u00edvel ressaca que produz.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">\u201cPor incr\u00edvel que pare\u00e7a, todos os islandeses s\u00e3o parentes do cantora Bj\u00f6rk\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CLnKypqQtdsCFVVHhgodhFIO_g\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta \u00e0 sua ilha, Agnar acabou trabalhando como pesquisador em uma empresa privada de gen\u00e9tica, conhecida como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.decode.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">deCODE Genetics<\/a>\u00a0(faz parte atualmente da farmac\u00eautica Amgen). Essa empresa se aproveitou de que a Isl\u00e2ndia \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o isolada e fundada a partir de um grupo inicial pequeno \u2013 o que limita a diversidade\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/genetica\">gen\u00e9tica<\/a>\u00a0a ser estudada \u2013, mas ao mesmo tempo suficientemente grande para que todas as doen\u00e7as complexas que afligem os europeus atuais estejam representadas. Combinando informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica com informa\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica, a deCODE descobriu a base heredit\u00e1ria de numerosas doen\u00e7as. Alguns anos atr\u00e1s, por exemplo, determinou que os 102 asm\u00e1ticos da Isl\u00e2ndia descendiam de um \u00fanico casal que viveu na segunda metade do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coloniza\u00e7\u00e3o da Isl\u00e2ndia come\u00e7ou no ano de 874, quando o l\u00edder\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/vikingos\/a\/\">viking<\/a>\u00a0In\u00f3lfr Arnarson chegou \u00e0 regi\u00e3o da atual Reykjav\u00edk e se estabeleceu ali de forma permanente. Nos 150 anos seguintes, muitos imigrantes vikings vindos da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/noruega\">Noruega<\/a>\u00a0e seus escravos de origem celta \u2013 procedentes em sua maioria da Irlanda e da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/escocia\">Esc\u00f3cia<\/a>\u00a0\u2013 foram chegando \u00e0 ilha, coincidindo com um per\u00edodo de bonan\u00e7a clim\u00e1tica. O fluxo migrat\u00f3rio para a Isl\u00e2ndia desacelerou at\u00e9 ser quase interrompido a partir do ano 1000 \u2013 quando a Isl\u00e2ndia se converteu ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cristianismo\">cristianismo<\/a>\u00a0por vota\u00e7\u00e3o (!) \u2013 at\u00e9 a era moderna.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527606924_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527606924_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527606924_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527606924_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Carles Lalueza-Fox em uma foto de 2001, com Reykjavik ao fundo.\" width=\"980\" height=\"651\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Carles Lalueza-Fox em uma foto de 2001, com Reykjavik ao fundo.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cerca de 330.000 islandeses de hoje descendem quase todos daqueles pioneiros de mais de 1.000 anos atr\u00e1s, ao ponto de estarem todos interconectados. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, todos s\u00e3o parentes, mais ou menos distantes, da cantora Bj\u00f6rk ou de seus pr\u00f3prios parceiros. Mas ainda assim houve elementos externos;\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hans_Jonatan\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hans Jonatan<\/a>, um escravo africano nascido em 1784 nas Ilhas Virgens (o pai era o senhor dinamarqu\u00eas da planta\u00e7\u00e3o) fugiu para a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dinamarca\">Dinamarca<\/a>, onde em 1802 um tribunal, instado por sua madrasta, o condenou a ser deportado como escravo ao seu lugar de origem. Em vez disso, nosso protagonista desapareceu. Na verdade, foi para a Isl\u00e2ndia, onde teve filhos e morreu em liberdade em 1827. Os cientistas da deCODE reconstru\u00edram 38% do genoma de Jonatan a partir da an\u00e1lise de 182 de seus atuais 780 descendentes, todos com a apar\u00eancia t\u00edpica de um island\u00eas.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527607601_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527607601_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/05\/29\/ciencia\/1527590870_236389_1527607601_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Um neto do escravo africano Hans Jonatan.\" width=\"360\" height=\"486\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um neto do escravo africano Hans Jonatan.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">H. TOMASDOTTIR<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ver\u00e3o de 2001, mudei-me para Reykjavik para ajudar a estabelecer um laborat\u00f3rio de DNA antigo para meu amigo Agnar, uma vez que a deCODE tamb\u00e9m queria analisar os genomas dos islandeses do passado. Quando h\u00e1 luz solar o dia todo \u00e9 dif\u00edcil pegar no sono e voc\u00ea pode trabalhar mais, embora depois de algumas semanas voc\u00ea acabe parecendo Al Pacino em\u00a0<em>Ins\u00f4nia<\/em>. Esse projeto culminou hoje\u00a0<a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/360\/6392\/1028\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em uma publica\u00e7\u00e3o na revista\u00a0<em>Science<\/em><\/a>, na qual apresentamos os genomas de 27 antigos islandeses, a maioria deles pag\u00e3os e, portanto, anteriores ao ano 1000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descobrimos que esses vikings pioneiros tinham um componente escandinavo de 55%, que era ligeiramente diferente para os homens (56%) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres (52%); o resto era um substrato gen\u00e9tico de origem celta, proveniente das Ilhas Brit\u00e2nicas. Mas quando olhamos para o mesmo componente escandinavo na popula\u00e7\u00e3o islandesa atual, descobrimos que rondava os 70%. Esse aumento \u00e9 muito maior do que seria esperado pelo acaso em uma popula\u00e7\u00e3o do tamanho da islandesa, e a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que ter uma ascend\u00eancia escandinava representava uma vantagem reprodutiva. Deve-se ter em conta que o componente celta era representado em grande parte por escravos e servos, e parece l\u00f3gico que estes tivessem menos facilidades para ter descend\u00eancia.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|html\" class=\"sumario_html izquierda\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">A empresa islandesa deCODE descobriu a base heredit\u00e1ria de v\u00e1rias doen\u00e7as<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso significa que a Isl\u00e2ndia foi povoada principalmente por homens escandinavos e mulheres celtas, algumas das quais, sem d\u00favida, foram trazidas contra a vontade. Essa assimetria de sexos tamb\u00e9m pode ser observada nas grandes diferen\u00e7as entre o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adn\">DNA<\/a>\u00a0mitocondrial (transmitido pela linha materna), que \u00e9 de origem celta em 62% dos casos, e o cromossomo Y (transmitido de pais a filhos homens), que \u00e9 de origem escandinava em 75%. Curiosamente, tamb\u00e9m descobrimos o primeiro caso de uma anomalia cromoss\u00f4mica do passado, pois um dos indiv\u00edduos estudados sofria da s\u00edndrome de Klinefelter (tinha, por conseguinte, dois cromossomos X e um Y, em vez de ter um de cada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A desigualdade de origem no povoamento da Isl\u00e2ndia e as evid\u00eancias gen\u00e9ticas de certa segrega\u00e7\u00e3o posterior est\u00e3o relacionadas \u00e0 natureza de outras\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/migracion\">migra\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0dominadas por homens que exerceram seu poder de predom\u00ednio social e sexual. Essa origem marcada pela desigualdade \u00e9 certamente paradoxal se nos lembrarmos de que, no fim de 2017, a Isl\u00e2ndia foi o primeiro pa\u00eds a estabelecer que, por lei, homens e mulheres deveriam receber a mesma remunera\u00e7\u00e3o pelo mesmo tipo de trabalho.<\/p>\n<p class=\"nota_pie\" style=\"text-align: justify;\">O geneticista Carles Lalueza-Fox, especialista no estudo de DNA antigo, \u00e9 pesquisador do Instituto de Biologia Evolutiva, um centro conjunto da Universidade Pompeu Fabra e do Conselho Superior de Pesquisa Cient\u00edfica (CSIC), de Barcelona. Leia\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/carles_lalueza_fox\/a\">aqui<\/a>\u00a0mais textos do autor (em espanhol)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homens escandinavos e mulheres celtas levadas contra a vontade \u00e0 Isl\u00e2ndia povoaram a ilha<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":245619,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-245618","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/esqueleto.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=245618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245618\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/245619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=245618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=245618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=245618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}