{"id":245621,"date":"2018-06-02T11:06:07","date_gmt":"2018-06-02T14:06:07","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=245621"},"modified":"2018-06-02T11:06:07","modified_gmt":"2018-06-02T14:06:07","slug":"a-historia-perdida-da-arquitetura-brasileira-dos-retornados-a-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-historia-perdida-da-arquitetura-brasileira-dos-retornados-a-africa\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria perdida da arquitetura brasileira dos retornados \u00e0 \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Fot\u00f3grafo foi ao Benim e \u00e0 Nig\u00e9ria buscar constru\u00e7\u00f5es feitas por escravos que voltaram ao seu continente de origem<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; touch-action: manipulation; position: relative; display: block;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794584_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794584_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794584_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794584_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Mesquita em Porto Novo, capital do Benim*\" width=\"980\" height=\"583\" \/><span class=\"boton_ampliar\">Ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Mesquita em Porto Novo, capital do Benim*<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">TATEWAKI NIO<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">BOLSA DE FOTOGRAFIA ZUM\/IMS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<figure class=\"foto\"><\/figure>\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Andr\u00e9 de Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/andre_azevedo_de_oliveira\/a\/\">ANDR\u00c9 DE OLIVEIRA<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>Digite &#8220;Porto Novo&#8221;, capital do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/benin\">Benim<\/a>, no Google, e a primeira imagem que aparecer\u00e1 \u00e9 a da principal mesquita da cidade. Ser\u00e1 f\u00e1cil notar, contudo, que na constru\u00e7\u00e3o faltam elementos b\u00e1sicos de um templo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/musulmanes\">mu\u00e7ulmano<\/a>. Por exemplo, no lugar de uma \u00fanica torre, o minarete, de onde s\u00e3o anunciadas as cinco ora\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, h\u00e1 duas torres emparelhando um frontisp\u00edcio triangular. \u00c9 a Grande Mesquita do Porto Novo, mas mais parece uma igreja colonial do bairro hist\u00f3rico do Pelourinho, em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/salvador_de_bahia\">Salvador, na Bahia<\/a>. E n\u00e3o \u00e9 um acaso. A constru\u00e7\u00e3o \u00e9 obra dos retornados, ex-escravos que, a partir do come\u00e7o do s\u00e9culo XIX, fizeram o caminho inverso do Brasil para a \u00c1frica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_2|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 essa hist\u00f3ria da arquitetura brasileira na \u00c1frica ocidental, especialmente no Benim e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nigeria\">Nig\u00e9ria<\/a>, que o fot\u00f3grafo Tatewaki Nio foi buscar depois de vencer a Bolsa de Fotografia Zum, do Instituto Moreira Salles, em 2017 \u2013 e que atualmente tem uma nova edi\u00e7\u00e3o com inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 29 de junho (mais informa\u00e7\u00f5es abaixo). A partir de 1835, com a expuls\u00e3o de centenas de escravos do Brasil depois da revolta dos mal\u00eas, em Salvador, estima-se que cerca de sete mil indiv\u00edduos retornaram \u00e0 \u00c1frica por diferentes motivos. Tanto Benim, quanto Nig\u00e9ria, s\u00e3o os pa\u00edses que mais receberam retornados, os respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas da mesquita de Porto Novo, mas de muitos outros edif\u00edcios com caracter\u00edsticas brasileiras.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CLPfk9CStdsCFQ3U4QodjBQBTg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fot\u00f3grafo japon\u00eas, que vive no Brasil h\u00e1 vinte anos, interessou-se de imediato pela hist\u00f3ria que conheceu atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de fotografias de Pierre Verger, que ilustra o livro\u00a0<em>Da Senzala ao Sobrado: Arquitetura Brasileira na Nig\u00e9ria e na Rep\u00fablica Popular do Benim<\/em>, de Marianno Carneiro da Cunha. Com as imagens em m\u00e3os e com poucas refer\u00eancias geogr\u00e1ficas, Nio partiu para a Nig\u00e9ria em busca das casas retratadas. Encontrou muitas delas ainda em p\u00e9 e arrepiou-se ao v\u00ea-las ao vivo, em cores. Para ele, at\u00e9 mais impressionante do que essa busca, foi ver outras in\u00fameras constru\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em verdadeiras cidades brasileiras no interior dos dois pa\u00edses, em cidades como Ibadan, Il\u00ea Ife, Abeokuta e Osogbo. \u201cN\u00e3o tenho como provar que foram constru\u00eddas por retornados, mas com certeza sofreram influ\u00eancias\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Nio, um cap\u00edtulo \u00e0 parte, explica muito de seu interesse pelos retornados em seu projeto que batizou de\u00a0<em>Na Espiral do Atl\u00e2ntico Sul<\/em>: o fotografo \u00e9 filho de imigrantes que vieram ao Brasil, mas acabaram eles pr\u00f3prios retornando ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/japon\">Jap\u00e3o<\/a>\u00a0antes de seu nascimento. O pa\u00eds, contudo, nunca saiu de sua casa. Estava presente nas conversas e tamb\u00e9m na vitrola que tocava Gal, Ca\u00ea e Roberto Carlos. Como se n\u00e3o bastasse, aos 11 anos se mudou com a fam\u00edlia para a Tanz\u00e2nia, onde viveu por dois anos. \u00c1frica e Brasil habitam seu imagin\u00e1rio desde sempre e as constru\u00e7\u00f5es brasileiras, perdidas em continente africano, s\u00e3o, assim, a conex\u00e3o de uma hist\u00f3ria da qual participa como um espectador privilegiado.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><a class=\"enlace\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/31\/album\/1527795846_099048.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794824_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794824_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794824_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911_1527794824_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Casa em Ibadan, na Nig\u00e9ria\" width=\"980\" height=\"675\" \/><span class=\"boton_fotogaleria\">ver fotogaler\u00eda<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Casa em Ibadan, na Nig\u00e9ria<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">TATEWAKI NIO<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">BOLSA DE FOTOGRAFIA ZUM\/IMS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/31\/album\/1527795846_099048.html\">Fotogaleria | Na Espiral do Atl\u00e2ntico Sul<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo na chegada ao Brasil, Nio fixou-se em Salvador, onde diz ter encontrado um pa\u00eds ainda parecido com as cl\u00e1ssicas fotografias de Verger, que criou imagens ic\u00f4nicas do povo e das religi\u00f5es afro-brasileiras. Ao se mudar para S\u00e3o Paulo, contudo, voltou seus olhos para a cidade e seus pr\u00e9dios, afim de tentar entender a identidade da capital paulista. Impressionou-o, por exemplo, o processo de demoli\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio S\u00e3o Vito, um decadente gigante de concreto que, conhecido por Treme-Treme, ficava bem ao lado do Mercado Municipal. Desde essa \u00e9poca, seu trabalho esteve marcado pela arquitetura e urbanismo. Encontrar as imagens das casas brasileiras feitas por Verger, um especialista em retratar pessoas, foi mais um incentivo para o projeto.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|html\" class=\"sumario_html izquierda\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PQRfW_uj7M0\" width=\"327\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"pie_video\">Entrevista com Tatewaki Nio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do trabalho de detetive do passado, Nio acrescentou mais duas s\u00e9ries de imagens a sua viagem ao Benim e Nig\u00e9ria. Uma, chamada &#8220;Megacidades&#8221;, retrata o crescimento desenfreado de Lagos, maior cidade nigeriana que multiplica sua popula\u00e7\u00e3o ano ap\u00f3s ano, lembrando\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sao_paulo\">S\u00e3o Paulo<\/a>em muitos de seus cen\u00e1rios de expans\u00e3o nada planejada. A outra, &#8220;Estou daqui, sou daqui&#8221; \u00e9 o encontro afetivo atrav\u00e9s de fotografias entre imigrantes nigerianos que vivem na capital paulista com seus familiares. Nio retratou algumas dessas pessoas em S\u00e3o Paulo e levou reprodu\u00e7\u00f5es em tamanho real para a Nig\u00e9ria, onde produziu fotos das fam\u00edlias ao lados dos imigrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, com o projeto vencedor da bolsa do IMS praticamente finalizado, o fotografo pretende levar o trabalho em frente. Quer, atrav\u00e9s de suas imagens, construir conex\u00f5es passadas e atuais cada vez mais estreitas entre Brasil e \u00c1frica. Enquanto vai expondo as fotografias em diferentes museus, imagina um formato final com um livro que tenha a contribui\u00e7\u00e3o de textos de pesquisadores sobre a quest\u00e3o dos retornados e da arquitetura brasileira na \u00c1frica Ocidental. Para ele, a imigra\u00e7\u00e3o sempre foi uma realidade no mundo, que, agora e daqui para frente, ser\u00e1 cada vez mais intensa. Entend\u00ea-la, diz, \u00e9 fundamental para entender o mundo. Por fim, Nio, entre Lagos, S\u00e3o Paulo e T\u00f3quio, qual cidade \u00e9 mais interessante? \u201cN\u00e3o saberia dizer. O que posso dizer \u00e9 que meu olhar e meu projeto como fot\u00f3grafo \u00e9 brasileiro\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">INSCRI\u00c7\u00d5ES ABERTAS PARA BOLSA DE FOTOGRAFIA<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Em sua 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o, a Bolsa de Fotografia ZUM\/IMS, est\u00e1 com inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 o dia 29 de junho. Dois projetos selecionados receber\u00e3o 65 mil reais cada um. Os trabalhos escolhidos t\u00eam oito meses para serem desenvolvidos e depois passam a integrar a Cole\u00e7\u00e3o de Fotografia Contempor\u00e2nea do Instituto Moreira Salles. Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser encontradas no site da Revista Zum.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p class=\"nota_pie\" style=\"text-align: justify;\">* Todas as fotos realizadas com o incentivo da Bolsa de Fotografia ZUM\/Instituto Moreira Salles<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fot\u00f3grafo foi ao Benim e \u00e0 Nig\u00e9ria buscar constru\u00e7\u00f5es feitas por escravos que voltaram ao seu continente de origem<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":245622,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-245621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/igreja-na-africa.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=245621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245621\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/245622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=245621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=245621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=245621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}