{"id":247217,"date":"2018-06-17T09:54:20","date_gmt":"2018-06-17T12:54:20","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=247217"},"modified":"2018-06-17T09:54:20","modified_gmt":"2018-06-17T12:54:20","slug":"pele-insensivel-seis-casos-de-hanseniase-sao-registrados-por-dia-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pele-insensivel-seis-casos-de-hanseniase-sao-registrados-por-dia-na-bahia\/","title":{"rendered":"Pele insens\u00edvel: seis casos de hansen\u00edase s\u00e3o registrados por dia na Bahia"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title  visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><em><strong>Doen\u00e7a que provoca perda de sensibilidade \u00e9 mais comum nas crian\u00e7as e adolescentes<\/strong><\/em><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-40908\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/hanseniase-300x229.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/hanseniase-300x229.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/hanseniase-401x307.jpg 401w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/hanseniase.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\"><span>O corpo de Davi come\u00e7ou a esmorecer. Nasceram manchas avermelhadas, os dedos teimavam em se esconder e a dor n\u00e3o ardia nem com agulhadas nos bra\u00e7os magricelos. As enfermeiras da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica o conheceram em uma escola da Vila Cascalheira, bairro da cidade de Barreiras, Sudoeste da Bahia, afundado numa cadeira de pl\u00e1stico. O menino relatou lentamente os sintomas, tanto quanto permitiam seus 5 anos. A hist\u00f3ria, acompanhada de um breve exame, confirmou\u00a0a suspeita das ouvintes. A crian\u00e7a come\u00e7ava a ser devorada silenciosamente pela hansen\u00edase.\u00a0Diariamente, seis pessoas receberam o diagn\u00f3stico na Bahia este ano &#8211; 995 at\u00e9 o dia 12 de junho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><span>Naquela tarde, Davi entrou para a estat\u00edstica dos menores de 15 anos diagnosticados com a doen\u00e7a. De 2014, quando as enfermeiras entraram na sala de aula em Cascalheira, a 2017, foram 777 casos de hansen\u00edase entre crian\u00e7as e adolescentes, com menos de 15 anos,\u00a0notificados na Bahia. Apenas na cidade de Davi, foram 73 registros no per\u00edodo &#8211; 16 no ano passado, o maior n\u00famero bruto de todo o interior do estado. Dores\u00a0caladas involuntariamente ora pela pouca idade dos pacientes, ora pela falta de informa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1504711491229-3\" data-google-query-id=\"CM_9rbTe2tsCFcc2hwodoXwL6Q\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_minhabahia_300x250_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><span>Os casos entre crian\u00e7as e adolescentes come\u00e7am a ser catalogados principalmente em 2014, quando o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7a a Campanha Nacional de Hansen\u00edase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose em Escolares. O objetivo: conhecer realidades como a de Davi, menino pobre e portador de hansen\u00edase, para conceder a cura. No pr\u00f3ximo dia 30, o programa completar\u00e1 justamente a idade que tinha Davi ao ter suas manchas e insensibilidades traduzidas. Exatos cinco anos da constante descoberta: a doen\u00e7a circula\u00a0por creches e escolas.<\/span><\/p>\n<div class=\"embed-content\">\n<div id=\"ig-53f9fd93-9657-e0a6-5f86-c3e9ba2a433b\" class=\"infogram-embed\" data-id=\"ebe3f330-5cfa-4712-b86b-dd20857af607\" data-type=\"interactive\" data-title=\"Casos de Hansen\u00edase na Bahia\" data-processed=\"1\"><iframe title=\"Casos de Hansen\u00edase na Bahia\" src=\"https:\/\/e.infogram.com\/ebe3f330-5cfa-4712-b86b-dd20857af607?src=embed\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<div><span><a href=\"https:\/\/infogram.com\/ebe3f330-5cfa-4712-b86b-dd20857af607\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casos de Hansen\u00edase na Bahia<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/infogram.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Infogram<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><span>Na Bahia, mostra dados da Secretaria de Sa\u00fade do Estado da Bahia (Sesab), a taxa da doen\u00e7a entre menores de 15 anos \u00e9 de 3,78 a cada 100 mil pessoas &#8211; considerada muita alta pelo minist\u00e9rio; nas outras seis faixas et\u00e1rias analisadas, a m\u00e9dia cai para 1,78.\u00a0Nos \u00faltimos 10 anos, o Brasil at\u00e9 apresentou uma redu\u00e7\u00e3o de casos: de 40,1 mil para 25,2 mil. Mas, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente com os focos ativos em menores de 15 anos: 1,6 mil (6,72%) do registrado.<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><span>A coordenadora da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica de Barreiras, Doraci Madalena de Souza, \u00e9 confrontada com os n\u00fameros. Ela pr\u00f3pria acompanhou a hist\u00f3ria de Davi, e de tantos outros pequenos, e comenta:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span><strong>\u201cVamos pensar: quanto mais a gente busca o contato, mais a gente descobre casos [de hansen\u00edase], e isso \u00e9 positivo. Se a gente n\u00e3o descobrir, os casos v\u00e3o continuar existindo, n\u00e3o \u00e9?\u201d<\/strong>.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span>Apenas a descoberta, afinal, possibilitou a Davi, hoje com 10 anos, a cura. O tratamento \u00e9 realizado por meio da chamada Poliquimioterapia, uma fus\u00e3o de tr\u00eas drogas medicamentosas, e os m\u00e9dicos j\u00e1 conseguem eliminar a doen\u00e7a do corpo em um\u00a0prazo de seis meses. A ignor\u00e2ncia, na verdade, esconde a realidade dos n\u00fameros.\u00a0\u00c9 o m\u00e9dico Paulo Machado, coordenador do Ambulat\u00f3rio Magalh\u00e3es Neto, um dos dois destinados ao tratamento da doen\u00e7a em Salvador, quem esclarece:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span><strong>\u201cO elevado \u00edndice entre crian\u00e7as revela que ainda h\u00e1 um n\u00famero grande de pessoas, provavelmente familiares, ainda n\u00e3o diagnosticados e sem tratamento. Um problema que traz consigo outros\u201d<\/strong>.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span>A hansen\u00edase \u00e9 mesmo m\u00faltipla. \u00c9 causada pela bact\u00e9ria Mycobacterium leprae, bacilo similar ao que provoca tuberculose;\u00a0vista por manchas vermelhas, brancas ou marrons dispersas no corpo;\u00a0e sentida por perdas de fun\u00e7\u00f5es nos nervos, explica o dermatologista. A doen\u00e7a progride, os nervos perdem o vigor: prender os dedos, dobr\u00e1-los, aproximar o indicador do polegar s\u00e3o habilidade naturais perdidas.<\/span>\u00a0Os sintomas variam de caso a caso, mas s\u00e3o os mesmos para crian\u00e7as e adultos, continua o m\u00e9dico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Depois, soma-se o preconceito. E os jovens, s\u00e3o partes direta e indireta da hist\u00f3ria da doen\u00e7a milenar. Adiante, a hist\u00f3ria de Agnaldo Gama, 52, separado da m\u00e3e minutos ap\u00f3s seu nascimento. At\u00e9 1985, pais diagnosticados com hansen\u00edase, \u00e0 \u00e9poca chamada de lepra, eram impedidos de contato com os filhos. Mas, antes, o soci\u00f3logo e pesquisador Alaim Passos ajuda a percorrer a narrativa da doen\u00e7a, de um erro b\u00edblico\u00a0\u00e0 estigmatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><b>Longe dos colegas\u00a0<\/b><br \/>\n<span>T\u00e3o logo suspeitaram do diagn\u00f3stico de Davi, as enfermeiras acompanharam o garoto at\u00e9 uma sala pr\u00f3xima, fora do alcance de olhos e ouvidos dos colegas. \u00c9 um procedimento padr\u00e3o na campanha de sa\u00fade nas escolas. A coordenadora da Vigil\u00e2ncia de Barreiras,\u00a0Doraci Madalena de Souza, explica o porqu\u00ea:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span><strong>\u201cEntramos na sala, explicamos a doen\u00e7a, questionamos sobre poss\u00edveis manchas em cada um. Mas, quando suspeitamos, a gente j\u00e1 evita que os outros da sala fiquem sabendo. Pode causar um alarde desnecess\u00e1rio\u201d<\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span>Mas, a decis\u00e3o de retirar o pequeno Davi da sala recorre a uma hist\u00f3ria de estigma da hansen\u00edase, ensina o pesquisador Alaim Passos. Ele organiza os fatos e tra\u00e7a o percurso da doen\u00e7a, a mais antiga de que se tem registro, a mais estigmatizada de que se tem conhecimento. Tudo come\u00e7a no ano 300 a.C., quando uma tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia do Hebraico para o grego transforma a express\u00e3o Tsara-Ath (impureza) no termo Lepra, como era chamada a hansen\u00edase at\u00e9 1995.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><span>Da trapalhada, surge tamb\u00e9m uma n\u00e9voa de assombro em torno da doen\u00e7a. O in\u00edcio de sucessivos erros \u00e0 custa\u00a0dos pacientes diagnosticados. Ficou reconhecido, ent\u00e3o: lepra \u00e9 impureza, pecado; assim sendo, s\u00e3o pecadoras as pessoas com a doen\u00e7a. A figura idealizada do doente tamb\u00e9m serviu para refor\u00e7ar o avan\u00e7o do estigma, explica Alain. As manchas no corpo e as deforma\u00e7\u00f5es no rosto causadas pela falta de tratamento come\u00e7am a causar repulsa e medo. Chegar perto seria incorrer ao risco do cont\u00e1gio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><span>At\u00e9 1868, o assombro era causado tamb\u00e9m pela falta de conhecimento. Apenas naquele ano, conta Alaim, a causa da doen\u00e7a \u00e9 descoberta pelo m\u00e9dico e bot\u00e2nico Gerhard Hansen: a bact\u00e9ria Mycobracterium Leprae. Pouco a pouco, a lepra, como ainda era denominada, tinha suas causas e tratamento revelados. Os riscos de contamina\u00e7\u00e3o explica o m\u00e9dico infectologista Fabio Amorim ocorrem principalmente por meio de contato direto com excre\u00e7\u00f5es do paciente n\u00e3o curado. Mas, s\u00e3o \u201criscos muito baixos, depende de fatores como a pr\u00f3pria predisposi\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><span>A cura \u00e9 descoberta apenas em 1960 e, hoje, a primeira dose do rem\u00e9dio indicado para o portador da hansen\u00edase j\u00e1 \u00e9 suficiente para impedir o risco de cont\u00e1gio. No entanto, at\u00e9 1985,\u00a0os pacientes eram internados compulsoriamente pelo Estado: afastados de fam\u00edlia e amigos \u00e0 for\u00e7a. Os pacientes eram enviados a col\u00f4nias isoladas, criadas durante o governo Vargas, em 1930.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span><strong>\u201cOs \u00edndices da doen\u00e7a eram realmente preocupantes. Era algo bastante negligenciado. Na verdade, at\u00e9 hoje \u00e9 muito negligenciada. Se voc\u00ea pesquisar c\u00e2ncer, ter\u00e3o in\u00fameras pesquisas, mas hansen\u00edase? Pouqu\u00edssimas\u201d<\/strong>, defende Alaim.\u00a0<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><span>A interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria deixa de existir em 1985 e, para tentar abrandar o estigma, o governo pro\u00edbe a utiliza\u00e7\u00e3o do termo &#8220;lepra&#8221;, dez anos depois. No dia 29 de mar\u00e7o, ficou definido, por for\u00e7a da Lei n\u00ba 9.010, a substitui\u00e7\u00e3o da palavra por hansen\u00edase, men\u00e7\u00e3o ao m\u00e9dico Gerhard Hansen. Mas, o pesquisador Alaim acredita ser tamb\u00e9m problem\u00e1tica a troca: \u201ccom essa dissolu\u00e7\u00e3o, parece que a ideia \u00e9 que ela deixou de existir. Quando, na verdade, ainda s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es para acabar com o ciclo de preconceito\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Jovens de antes: separa\u00e7\u00e3o e luta por justi\u00e7a<\/strong><br \/>\nAgnaldo Gama acabou de nascer no Lepros\u00e1rio de Cajazeiras. O v\u00ednculo com a m\u00e3e \u00e9 cortado exatamente naquele momento, em 1965. Enfermeiras e m\u00e9dico afastam o beb\u00ea e o levam para o orfanato Eunice Wiver; a m\u00e3e continua ali, v\u00ea o pequeno ser arrancado rapidamente para um lugar desconhecido. Diagnosticada com hansen\u00edase e internada no centro, n\u00e3o pode nem carregar o filho nos bra\u00e7os. Agnaldo, v\u00edtima da doen\u00e7a desde o primeiro minuto de vida, cresce junto a outros tantos meninos filhos de internos do Lepros\u00e1rio. Afastado da m\u00e3e, do pai, distanciado do mundo l\u00e1 fora.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/tracks\/458971854&amp;color=%23ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;show_teaser=true&amp;visual=true\" width=\"100%\" height=\"300\" frameborder=\"no\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nos raros encontros com a m\u00e3e, eram proibidos os m\u00ednimos toques: a dist\u00e2ncia recomendada era de cinco metros. Filhos e m\u00e3es ficavam frente a frente, com abra\u00e7os abortados. Com a chegada de volunt\u00e1rias sociais italianas \u00e0 casa, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70, a dist\u00e2ncia foi reduzida para dois metros. Mas a separa\u00e7\u00e3o for\u00e7ada era muito maior que metros, estendeu-se por anos na vida de pais e filhos. O pr\u00f3prio Agnaldo, hoje com 52 anos, foi morar com a m\u00e3e apenas aos 13. Junto com ele, outros tr\u00eas irm\u00e3os tamb\u00e9m nascidos no Lepros\u00e1rio. A rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava minada pelos traumas de todos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cPara minha m\u00e3e, colocar quatro filhos dentro de casa era algo muito dif\u00edcil. Ela tinha uma agressividade dentro dela. Aos 15 anos, n\u00e3o aguentei a press\u00e3o de tanta ignor\u00e2ncia e fugi de casa\u201d<\/strong>, relembra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Idas e vindas de sofrimento e aprendizado para Agnaldo. Se n\u00e3o possu\u00eda um bom relacionamento com a m\u00e3e, tampouco conseguia conviver com o pai. Somente aos 18 anos, quando frequenta\u00a0a Igreja, ele diz ter come\u00e7ado a aprender li\u00e7\u00f5es de amor. Cuidou da m\u00e3e, falecida em 2017, trabalhou e tenta\u00a0superar os dias de tristeza no orfanato ao relatar sua experi\u00eancia, pedir por justi\u00e7a e recorrer a Deus. Desde 2015, decidiu tamb\u00e9m lutar pelas v\u00edtimas indiretas da hansen\u00edase.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na coordenadoria do Movimento de Reintegra\u00e7\u00e3o das Pessoas Atingidas\u00a0pela Hansen\u00edase (Morhan), Agnaldo acompanha, na Bahia, pelo menos 80 filhos que pedem indeniza\u00e7\u00e3o ao governo pelos danos causados na inf\u00e2ncia. No Brasil, s\u00e3o\u00a015 mil filhos, segundo m\u00e9dia do Morhan Nacional. A proposta de lei j\u00e1 espera vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, e segundo Lucimar Batista, coordenadora nacional do Morhan, o valor referente aos ressarcimentos \u00e9 pr\u00f3ximo de R$ 200 mil. Em 2007, pelos menos 10 mil pessoas internadas compulsoriamente j\u00e1 haviam sido indenizadas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As mem\u00f3rias dos anos de orfanato jamais ser\u00e3o esquecidas: as crian\u00e7as de ontem t\u00eam a supera\u00e7\u00e3o impressa\u00a0no corpo. As crian\u00e7as de hoje travam uma nova luta. A voz de Agnaldo, emocionada pelas lembran\u00e7as, resume: \u201cNunca quis ser sucumbido pelo que passei. O necess\u00e1rio \u00e9 que ningu\u00e9m sucumba, por mais jovem que seja&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--after-content\">\n<div class=\"mtc-form-newsletter\">\n<div class=\"mtc-form-newsletter__form\">\n<div id=\"mauticform_wrapper_reguanewslettercorreioemailfinal\" class=\"mauticform_wrapper\">\n<form id=\"mauticform_reguanewslettercorreioemailfinal\" role=\"form\" action=\"https:\/\/correio.lvsn.se\/form\/submit?formId=47\" autocomplete=\"false\" enctype=\"multipart\/form-data\" method=\"post\" data-mautic-form=\"reguanewslettercorreioemailfinal\">\n<div class=\"mauticform-innerform\">\n<div class=\"mauticform-page-wrapper mauticform-page-1\" data-mautic-form-page=\"1\">\n<div id=\"mauticform_reguanewslettercorreioemailfinal_submit\" class=\"mauticform-row mauticform-button-wrapper mauticform-field-2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a que provoca perda de sensibilidade \u00e9 mais comum nas crian\u00e7as e adolescentes<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":40908,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-247217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/hanseniase.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=247217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247217\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=247217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=247217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=247217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}