{"id":247836,"date":"2018-06-22T08:13:26","date_gmt":"2018-06-22T11:13:26","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=247836"},"modified":"2018-06-22T08:13:26","modified_gmt":"2018-06-22T11:13:26","slug":"quase-metade-de-pernambuco-esta-na-mira-de-um-novo-surto-de-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/quase-metade-de-pernambuco-esta-na-mira-de-um-novo-surto-de-zika\/","title":{"rendered":"Quase metade de Pernambuco est\u00e1 na mira de um novo surto de zika"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Casos devem se concentrar em regi\u00f5es que escaparam da grande epidemia de 2016, cuja repeti\u00e7\u00e3o em escala nacional est\u00e1 descartada. Tamb\u00e9m transmitidas pelo &#8216;aedes aegypti&#8217;, dengue e chikungunya tamb\u00e9m amea\u00e7am 80 dos 185 munic\u00edpios do Estado<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/06\/21\/politica\/1529600650_445251_1529603782_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/06\/21\/politica\/1529600650_445251_1529603782_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/06\/21\/politica\/1529600650_445251_1529603782_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/06\/21\/politica\/1529600650_445251_1529603782_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Quase metade de Pernambuco est\u00e1 na mira de um novo surto de zika\" width=\"980\" height=\"576\" \/><\/figure>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<figure class=\"foto\"><\/figure>\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Marina Rossi\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/marina_rossi_fernandes\/a\/\">MARINA ROSSI<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>Levantamento realizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em todo o pa\u00eds entre os meses de janeiro e abril mostra que quase metade dos munic\u00edpios pernambucanos correm risco de surto de dengue,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/virus_zika\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">zika v\u00edrus<\/a>\u00a0e chikungunya. O chamado Levantamento R\u00e1pido de \u00cdndices de Infesta\u00e7\u00e3o pelo\u00a0<em>Aedes Aegypti<\/em>(LIRAa) foi feito em 184 dos 185 munic\u00edpios do estado. Desses, 80 est\u00e3o em risco de surto das doen\u00e7as e outros 80, dentre eles a capital, est\u00e3o em alerta, e os demais est\u00e3o fora da zona considerada problem\u00e1tica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_1|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junto com o risco de infesta\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mosquito_tigre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mosquito\u00a0<em>aedes aegypti<\/em><\/a>, transmissor das doen\u00e7as, Pernambuco tamb\u00e9m registrou aumento nas notifica\u00e7\u00f5es de zika e dengue neste ano em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado. At\u00e9 abril, foram notificados 4.147 prov\u00e1veis casos de dengue no estado, um aumento de 45% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2017. As notifica\u00e7\u00f5es de zika aumentaram 20%. J\u00e1 os casos de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/chikunguna\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">chikungunya<\/a>\u00a0foram reduzidos em 31% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros mostram que Pernambuco est\u00e1 na contra m\u00e3o da m\u00e9dia nacional. No mesmo per\u00edodo, os registros de casos de dengue obtiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 20% no pa\u00eds, enquanto os de zika reduziram em 70%. Mesmo a redu\u00e7\u00e3o dos casos registrados de chikungunya foi maior na m\u00e9dia nacional: 65% a menos que no ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claudenice Pontes, gerente de arboviroses da Secretaria de Sa\u00fade de Pernambuco, ressalta, por\u00e9m, que n\u00e3o h\u00e1 risco de uma nova epidemia como a ocorrida em 2016, que se espalhou pela Am\u00e9rica. No in\u00edcio daquele ano, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/02\/01\/internacional\/1454324995_784807.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">declarou a epidemia como caso de emerg\u00eancia internacional<\/a>\u00a0e centenas de mulheres gr\u00e1vidas infectadas com o v\u00edrus da zika tiveram seus filhos com microcefalia, o que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/07\/21\/politica\/1469133708_082689.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">levou a uma associa\u00e7\u00e3o entre a malforma\u00e7\u00e3o e a doen\u00e7a<\/a>\u00a0transmitida pelo mosquito. \u201cAgora n\u00f3s n\u00e3o vamos ter uma nova epidemia, porque a maioria da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 teve contato com algum desses v\u00edrus e est\u00e1 imunizada\u201d, ressalta Pontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imuniza\u00e7\u00e3o neste caso significa que a pessoa j\u00e1 entrou em contrato com a doen\u00e7a e por isso n\u00e3o ser\u00e1 infectada novamente. \u00c9 por isso que os registros de casos de chikungunya neste ano apontaram redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado: porque houve uma explos\u00e3o muito grande da doen\u00e7a naquele momento, e a tend\u00eancia, na sequ\u00eancia, \u00e9 de arrefecer. \u201cA tend\u00eancia que podemos ter agora \u00e9 de surtos epid\u00eamicos, em localidades que n\u00e3o registraram tantos n\u00fameros de casos, ou em crian\u00e7as que nasceram ap\u00f3s o per\u00edodo da epidemia\u201d, diz ela. O sert\u00e3o pernambucano, por exemplo, registrou poucos casos de chikungunya. &#8220;Se eu fosse esperar um surto epid\u00eamico, seria nessa regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diferen\u00e7a entre uma epidemia e surtos epid\u00eamicos \u00e9 que, na primeira, a doen\u00e7a avan\u00e7a de forma generalizada, como ocorrido h\u00e1 dois anos. Na segunda, h\u00e1 explos\u00e3o de casos em uma regi\u00e3o localizada. Pontes explica que os casos da doen\u00e7a est\u00e3o voltando por duas raz\u00f5es: ap\u00f3s uma epidemia como a ocorrida em 2016, \u00e9 normal que na sequ\u00eancia haja uma redu\u00e7\u00e3o grande dos casos, o que ocorreu em 2017. &#8220;Os registros deste ano, comparados aos do ano passado s\u00e3o maiores mesmo, por causa do ciclo natural da doen\u00e7a&#8221;, diz Pontes. Mas a redu\u00e7\u00e3o dos casos tamb\u00e9m faz com que a popula\u00e7\u00e3o relaxe mais nos cuidados de preven\u00e7\u00e3o. \u201cOs casos est\u00e3o voltando porque se relaxa nos cuidados tamb\u00e9m\u201d, diz ela. \u201cE o v\u00edrus permanece. N\u00e3o h\u00e1 registros, mas ele est\u00e1 ali. O mosquito est\u00e1 contaminado. Basta uma pessoa chegar ao local, sem ter tido nenhum tipo das doen\u00e7as, que ela adoece\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses descuidos, somados \u00e0 \u00e9poca de chuva que acabou de come\u00e7ar no Nordeste, podem levar a um aumento ainda maior de casos nos pr\u00f3ximos meses, alerta Pontes. \u201cCom certeza haver\u00e1 um aumento ainda maior\u201d, diz ela. A regi\u00e3o \u00e9 mais sens\u00edvel \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o dos mosquitos por quest\u00f5es clim\u00e1ticas\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/03\/05\/ciencia\/1520208148_854634.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e sociais<\/a>. \u201cO mosquito gosta de temperaturas altas e a regi\u00e3o Nordeste tem isso o ano inteiro\u201d, diz Pontes. Al\u00e9m disso, a falta de \u00e1gua em diversas cidades da regi\u00e3o leva a popula\u00e7\u00e3o ao armazenamento, um ber\u00e7\u00e1rio perfeito para as larvas. \u201cMesmo em lugares com abastecimento j\u00e1 regular, as pessoas fazem estoque em baldes, panelas, onde puderem. \u00c9 o h\u00e1bito\u201d, diz Pontes. No inverno, al\u00e9m dos estoques dentro de casa, ainda chove muito, criando outros dep\u00f3sitos vulner\u00e1veis que acumulam \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, Pontes lembra que, dada as condi\u00e7\u00f5es ambientais ideais para a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito, \u00e9 preciso agir agora, antes que mais casos sejam registrados. &#8220;N\u00e3o podemos esperar que os casos comecem a aparecer para iniciar uma campanha de combate ao mosquito&#8221;, diz. &#8220;O momento \u00e9 agora, precisamos evitar que os mosquitos se proliferem para minimizar o risco de um surto, principalmente neste momento onde teremos ocorr\u00eancia de chuvas e dep\u00f3sitos vulner\u00e1veis que podem virar criadouros potenciais do Aedes&#8221;. Manter as caixas d&#8217;\u00e1gua, barris e ton\u00e9is de \u00e1gua sempre fechados com tampas adequadas, cuidar de objetos que possam acumular \u00e1gua parada, como pneus, garrafas, pratinhos de plantas e n\u00e3o jogar lixo em terrenos baldios s\u00e3o algumas das formas de se prevenir a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"teads1\" class=\"teads-player\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section id=\"sumario_2|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">HOMEM TAMB\u00c9M CUIDA<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o intuito de envolver os homens tamb\u00e9m no combate ao zika v\u00edrus, a ONG Instituto Papai criou a campanha\u00a0<em>Homem tamb\u00e9m cuida<\/em>. A a\u00e7\u00e3o ter\u00e1 dois focos, o primeiro, nos homens para que se conscientizem sobre a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/02\/05\/ciencia\/1454685540_903196.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tamb\u00e9m via rela\u00e7\u00e3o sexual<\/a>\u00a0e para que acompanhem as a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s larvas dos mosquitos. O segundo foco ser\u00e1 nos profissionais de sa\u00fade para que envolvam os homens em suas a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de preven\u00e7\u00e3o. O trabalho ser\u00e1 realizado em Caruaru, a 135 quil\u00f4metros do Recife, situada no agreste pernambucano, a segundo regi\u00e3o com maior incid\u00eancia de casos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casos devem se concentrar em regi\u00f5es que escaparam da grande epidemia de 2016, cuja repeti\u00e7\u00e3o em escala nacional est\u00e1 descartada. 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