{"id":24806,"date":"2013-10-24T07:00:12","date_gmt":"2013-10-24T10:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=24806"},"modified":"2013-10-23T22:50:51","modified_gmt":"2013-10-24T01:50:51","slug":"black-bloc-e-tema-de-audiencia-publica-na-camara-dos-deputados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/black-bloc-e-tema-de-audiencia-publica-na-camara-dos-deputados\/","title":{"rendered":"Black Bloc \u00e9 tema de audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Minorias da C\u00e2mara dos Deputados discutiu hoje (23), em audi\u00eancia p\u00fablica, a atua\u00e7\u00e3o do Black Bloc em manifesta\u00e7\u00f5es populares no pa\u00eds. De acordo com a professora de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade de S\u00e3o Paulo, Esther Gallego, a viol\u00eancia do grupo \u00e9 um sintoma de uma \u201cdoen\u00e7a institucional\u201d. &#8220;Eles est\u00e3o falando alto e claramente sobre as insatisfa\u00e7\u00f5es dos jovens brasileiros&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Black Bloc \u00e9 o nome dado a uma estrat\u00e9gia de manifesta\u00e7\u00e3o e protesto anarquista, na qual pessoas que t\u00eam afinidades, mascaradas e vestidas de preto, se re\u00fanem durante as manifesta\u00e7\u00f5es. O grupo tem atuado principalmente no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es violentas dos<em>\u00a0blacks blocs<\/em>, Esther Gallego vem conversando com alguns deles. Segundo a professora, o grupo \u00e9 formado por jovens de classe m\u00e9dia baixa, maduros politicamente e que querem uma mudan\u00e7a estrutural no sistema pol\u00edtico brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEles falam que est\u00e3o totalmente insatisfeitos com a pol\u00edtica e como o governo n\u00e3o os escuta. Eles usam a viol\u00eancia para chamar aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o acreditam em nada e n\u00e3o se sentem representados pelos pol\u00edticos\u201d, disse Esther Gallego. Para a professora, a viol\u00eancia da pol\u00edcia e dos\u00a0<em>blacks blocs<\/em>\u00a0est\u00e1 aumentando e cada vez mais dificultando o di\u00e1logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Gustavo Romano, advogado e coordenador do\u00a0<em>blog<\/em>\u00a0Para Entender Direito, da\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>, nada pode ser feito se n\u00e3o se souber o que eles querem, e isso n\u00e3o est\u00e1 claro. \u201cSem a viol\u00eancia, eles n\u00e3o teriam se tornado atores pol\u00edticos. Mas, para a democracia, isso n\u00e3o funciona&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Romano, os Parlamentos municipais, estaduais e federal devem entender que, se n\u00e3o trouxerem essas pessoas para o sistema pol\u00edtico, o pa\u00eds sempre vai passar por esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o. &#8220;Essas pessoas acham que o Parlamento n\u00e3o as representa. N\u00f3s temos que encontrar mecanismos para dar voz a elas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mesmo aqueles que agiram de forma criminosa podem ter reivindica\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, porque, embora o m\u00e9todo que escolheram seja inadequado, para n\u00e3o dizer criminoso, o que eles querem pode ser a express\u00e3o do anseio ainda incompreendido do resto da sociedade que est\u00e1 silente&#8221;, completou Romano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Minorias da C\u00e2mara dos Deputados discutiu hoje (23), em audi\u00eancia p\u00fablica, a atua\u00e7\u00e3o do Black Bloc em manifesta\u00e7\u00f5es populares no pa\u00eds. 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