{"id":248689,"date":"2018-07-01T13:38:48","date_gmt":"2018-07-01T16:38:48","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=248689"},"modified":"2018-07-01T13:38:48","modified_gmt":"2018-07-01T16:38:48","slug":"transplantes-vidas-compartilhadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/transplantes-vidas-compartilhadas\/","title":{"rendered":"Transplantes: Vidas compartilhadas"},"content":{"rendered":"<section id=\"abertura-medula\" class=\"logo-entrada \">\n<div class=\"caixa-entrada\">\n<h2>Crian\u00e7as cheias de vida<\/h2>\n<\/div>\n<\/section>\n<section id=\"medula-principal\" class=\"conteudo \">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12\">\n<p>Os tr\u00eas meninos da imagem que enobrece esta p\u00e1gina nos d\u00e3o a chance de entender que, independentemente da idade, todos n\u00f3s temos uma hist\u00f3ria permeada de ensinamentos para contar. Eles nem imaginam que, com alegria estampada nos olhos, ensinam como os recome\u00e7os fazem parte da vida de todos n\u00f3s e que, quase sempre, ganhamos a oportunidade de seguirmos inteiros ap\u00f3s um baque. \u201cQuando apareceu o meu doador? Fiquei feliz, feliz, feliz e feliz\u201d, respondeu Luiz Cau\u00e3, 11 anos, quando questionado sobre o momento em que soube que havia sido encontrada, ap\u00f3s nove anos de busca, uma pessoa compat\u00edvel com ele. A luta de Luiz Cau\u00e3 contra uma anemia de car\u00e1ter gen\u00e9tico come\u00e7ou nos primeiros dias vida. Ele nasceu sem produ\u00e7\u00e3o de hem\u00e1cias (as c\u00e9lulas vermelhas do sangue) e sempre teve o transplante de medula \u00f3ssea como a \u00fanica chance de cura. Para sobreviver, passou nove anos dependendo mensalmente de transfus\u00f5es de sangue.<\/p>\n<div id=\"attachment_4077\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive size-full wp-image-4077\" src=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/luiz-caua.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" srcset=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/luiz-caua.jpg 740w, http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/luiz-caua-300x200.jpg 300w\" alt=\"Foto Luiz Cau\u00e3\" width=\"740\" height=\"493\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Luiz Cau\u00e3 comemora vida nova, ao lado dos pais<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cLogo ap\u00f3s o nascimento, na primeira consulta com a pediatra, Luiz Cau\u00e3 fez um exame que acusou uma taxa muito baixa de hemoglobina (prote\u00edna que transporta o oxig\u00eanio pelo sangue). Apenas aos 5 meses de vida, veio o diagn\u00f3stico. Fomos avisado de que n\u00e3o havia medicamento para tratar a doen\u00e7a e que somente o transplante de medula \u00f3ssea o salvaria\u201d, conta a m\u00e3e do menino, a dona de casa Shirlene Maria Tavares, 35, moradora de Igarassu, no Grande Recife. Naquele momento, come\u00e7ava a procura por um doador na pr\u00f3pria fam\u00edlia. As chances de se encontrar algu\u00e9m compat\u00edvel, entre irm\u00e3os ou um dos pais, \u00e9 de 25%. Os parentes de Cau\u00e3 n\u00e3o estavam dentro dessa estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Para resistir \u00e0 anemia, Luiz Cau\u00e3 passou por milhares de transfus\u00f5es at\u00e9 chegar aos 3 anos, quando apareceu uma esperan\u00e7a num cord\u00e3o umbilical (uma das fontes de c\u00e9lulas-tronco para o transplante de medula \u00f3ssea) compat\u00edvel. Fez o procedimento, passou tr\u00eas meses internado e teve alta. Tudo parecia se acalmar, se n\u00e3o fosse a rejei\u00e7\u00e3o do enxerto da medula. Foi preciso voltar \u00e0 rotina das transfus\u00f5es \u2013 um pesadelo que acabou aos 9 anos, quando se descobriu um doador. \u201cVai mudar tudo\u201d, diz Luiz Cau\u00e3 sobre o que logo pensou quando soube da compatibilidade encontrada. E o garoto estava mais do que certo. Com o transplante, nasceu um novo \u00e2nimo de crian\u00e7a em Luiz Cau\u00e3, que comemora dois anos de inf\u00e2ncia feliz em setembro.<\/p>\n<p>Na zona rural de Rio Branco, no Acre, tamb\u00e9m n\u00e3o falta celebra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se completou um m\u00eas da volta para casa de Murilo Andrade Nascimento, 10, mas a fam\u00edlia est\u00e1 em festa. Ap\u00f3s passar seis meses no Recife, onde foi submetido ao transplante de medula \u00f3ssea, o menino volta a apreciar o modo de vida do campo. \u201cEst\u00e1 andando por tudo o que \u00e9 lugar, soltando pipa, matando a saudade do a\u00e7ude, dos amigos e de todos da fam\u00edlia\u201d, relata o pai de Murilo, o microprodutor rural Marcos Nascimento, 57. \u00c9 um garoto que deixou de lado o ar abatido da anemia apl\u00e1stica severa (condi\u00e7\u00e3o em que o organismo deixa de produzir quantidade suficiente de c\u00e9lulas sangu\u00edneas novas) para desfrutar de tudo o que a vida tem a oferecer a uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Para destruir a doen\u00e7a (diagnosticada em outubro do ano passado, ap\u00f3s Murilo terminar o tratamento contra uma hepatite autoimune), o \u00fanico caminho seria o transplante. Come\u00e7aram as buscas na fam\u00edlia pelo doador. A not\u00edcia dos sonhos chegou em 15 dias: o irm\u00e3o Marcos, de 20 anos, foi 100% compat\u00edvel. \u201cQuando recebi a not\u00edcia, senti uma emo\u00e7\u00e3o muito grande. Naquela hora, a minha vontade era de gritar, de comemorar pelo fato de j\u00e1 ter um doador para o meu filho. Estava receosa porque a doutora falou que essa busca nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. H\u00e1 casos em que o paciente tem 11 irm\u00e3os e nenhum deles pode doar. Ent\u00e3o, foi um momento muito gratificante para a gente\u201d, recorda a m\u00e3e de Murilo, a dona de casa Ana C\u00e9lia Andrade Nascimento, 47 anos, que atribui, ao filho Marcos, o t\u00edtulo de her\u00f3i de Murilo \u2013 o irm\u00e3o mais novo que ele sempre nos pedia . \u201cHoje a vida dos dois est\u00e1 ainda mais ligada. E Murilo voltou a ser o menino brincalh\u00e3o, de nove meses atr\u00e1s. Est\u00e1 contente por ter vencido a doen\u00e7a\u201d, vibra o pai.<\/p>\n<div id=\"attachment_4078\" class=\"wp-caption aligncenter img-responsive\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive size-full wp-image-4078\" src=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/murilo-andrade.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" srcset=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/murilo-andrade.jpg 740w, http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/murilo-andrade-300x200.jpg 300w\" alt=\"Foto Murilo Andrade\" width=\"740\" height=\"493\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Pais de Murilo est\u00e3o em festa pela recupera\u00e7\u00e3o do filho ap\u00f3s o transplante<\/p>\n<\/div>\n<p>Agradecida aos m\u00e9dicos pelo atendimento dado ao menino, como tamb\u00e9m aos amigos pelas ora\u00e7\u00f5es e vibra\u00e7\u00f5es positivas, a fam\u00edlia agora planeja abra\u00e7ar uma mobiliza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Acre onde moram. \u201cSempre pensamos que essas coisas nunca podem acontecer com a gente. Ap\u00f3s tudo o que vivemos, s\u00f3 podemos dizer que ficamos mais unidos e aprendemos a crescer com cada desafio. Agora a nossa pretens\u00e3o \u00e9 convidar os amigos para se cadastrarem como candidatos a doador volunt\u00e1rio de medula \u00f3ssea. \u00c9 tudo t\u00e3o pr\u00e1tico, e o risco \u00e9 m\u00ednimo para devolver a vida a uma pessoa (quase) sem esperan\u00e7a\u201d, destaca Marcos, que est\u00e1 cheio de raz\u00e3o. O cadastro n\u00e3o tem mist\u00e9rio. Basta ir a um hemocentro, manifestar o interesse em se inscrever e receber orienta\u00e7\u00f5es. \u00c9 retirada tamb\u00e9m uma pequena quantidade de sangue (10 ml) do candidato a doador. Quando houver um paciente com poss\u00edvel compatibilidade, o volunt\u00e1rio ser\u00e1 consultado para decidir quanto \u00e0 doa\u00e7\u00e3o e \u00e0 chance de salvar uma vida.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section id=\"medula-vinculada\" class=\"conteudo \">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12\">\n<h2>Ningu\u00e9m sem doador<\/h2>\n<p>\u200bO hematologista Rodolfo Calixto \u00e9 o coordenador do Setor de Transplante de Medula \u00d3ssea do Real Hospital Portugu\u00eas (RHP), no bairro de Paissandu, \u00e1rea central do Recife. Desde 2002, ele acompanha pessoas que renascem ap\u00f3s doa\u00e7\u00f5es. \u201cA gente vai se apaixonando por esse trabalho e se envolve mesmo. Conseguimos salvar a maioria dos casos. Digo para ir com f\u00e9 que tudo vai dar certo\u201d, diz o m\u00e9dico, que viu progredir a busca pelos doadores no banco nacional. Ele recorda que, h\u00e1 seis anos, o tempo m\u00e9dio de espera para se encontrar um doador compat\u00edvel fora da fam\u00edlia era de 9 meses. Hoje, o per\u00edodo dura em torno de cinco meses. \u201cAinda \u00e9 longo, mas caiu quase pela metade.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_4026\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive size-full wp-image-4026\" src=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/MedicoHematologista.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" srcset=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/MedicoHematologista.jpg 740w, http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/MedicoHematologista-300x200.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"493\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Setor de Transplante de Medula \u00d3ssea do Real Hospital Portugu\u00eas tem equipe multidisciplinar coordenada pelo hematologista Rodolfo Calixto (ao centro)<\/p>\n<\/div>\n<p>Os avan\u00e7os permanecem e, no ano passado, o RHP come\u00e7ou a salvar vidas com uma nova t\u00e9cnica nova: o transplante de medula \u00f3ssea de doador que n\u00e3o \u00e9 100% compat\u00edvel, conhecido como haploid\u00eantico. \u201cTr\u00eas pacientes j\u00e1 passaram por esse procedimento, que traz a mensagem de que ningu\u00e9m mais ficar\u00e1 sem doador.\u201d O haploid\u00eantico ocorre quando a compatibilidade \u00e9 de apenas 50%, o que \u00e9 poss\u00edvel com parentes como pai e m\u00e3e. A quest\u00e3o \u00e9 que se trata de um transplante mais dif\u00edcil, com taxa de rejei\u00e7\u00e3o mais alta. \u201cMas para uma pessoa em estado grave e que n\u00e3o encontra um doador totalmente compat\u00edvel, \u00e9 um procedimento que pode ser vi\u00e1vel\u201d, ressalta Rodolfo.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com o estudante Matheus Lima da Luz, 10, que mora em Rolim de Moura, munic\u00edpio de Rond\u00f4nia. \u201cEle chegou com uma aplasia grave (doen\u00e7a em que a medula n\u00e3o funciona). O caso dele n\u00e3o permitia esperar at\u00e9 aparecer um doador 100% compat\u00edvel. O nome de um at\u00e9 apareceu no banco, mas ele n\u00e3o foi encontrado pelas equipes de busca. Um outro foi detectado, mas fora do Brasil. Ou seja, esperar (os tr\u00e2mites internacionais) tamb\u00e9m seria dif\u00edcil no caso dele. Ent\u00e3o, o haploid\u00eantico foi o mais indicado\u201d, conta o hematologista.<\/p>\n<p>Para passar pelo transplante, Matheus chegou ao Recife em janeiro deste ano. Recebeu a medula do pai (50% compat\u00edvel) em fevereiro. No m\u00eas passado, veio a boa not\u00edcia: a sa\u00fade do menino voltou a prosperar e, assim, ele recebeu o aval para retornar a Rolim de Moura. Com a m\u00e3e, a costureira Eucineia Santos de Lima, 34, sempre por perto, Matheus nunca deixou o \u00e2nimo contagiante perder for\u00e7as. Agora, recuperado, ele at\u00e9 j\u00e1 faz planos. \u201cQuero me tornar hematologista quando crescer, pois gostei muito do doutor que me atendeu em Porto Velho. Quero cuidar de pessoas tamb\u00e9m\u201d, diz Matheus, que \u00e9 um exemplo de como o transplante d\u00e1 espa\u00e7o para a ess\u00eancia de crian\u00e7a resplandecer de forma aut\u00eantica, livre e feliz.<\/p>\n<div id=\"attachment_4079\" class=\"wp-caption aligncenter img-responsive\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive size-full wp-image-4079\" src=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/matheus-lima.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" srcset=\"http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/matheus-lima.jpg 740w, http:\/\/especiais.jconline.ne10.uol.com.br\/vidas-compartilhadas\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/matheus-lima-300x200.jpg 300w\" alt=\"Foto Matheus Lima\" width=\"740\" height=\"493\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Com a m\u00e3e sempre por perto, Matheus nunca deixou o \u00e2nimo contagiante perder for\u00e7a<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section id=\"bg-verde\" class=\"timeline\">\n<div class=\"divisor top\"><\/div>\n<div class=\"divisor bottom\"><\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12\">\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\"><iframe class=\"embed-responsive-item\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9961Ci3dwCU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<div>Fonte: JC<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para resistir \u00e0 anemia, Luiz Cau\u00e3 passou por milhares de transfus\u00f5es at\u00e9 chegar aos 3 anos, quando apareceu uma esperan\u00e7a num cord\u00e3o umbilical (uma das fontes de c\u00e9lulas-tronco para o transplante de medula \u00f3ssea) compat\u00edvel. 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