{"id":250342,"date":"2018-07-17T07:32:37","date_gmt":"2018-07-17T10:32:37","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=250342"},"modified":"2018-07-17T07:32:37","modified_gmt":"2018-07-17T10:32:37","slug":"achado-um-roteiro-perdido-de-stanley-kubrick-que-adapta-um-romance-de-stefan-zweig","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/achado-um-roteiro-perdido-de-stanley-kubrick-que-adapta-um-romance-de-stefan-zweig\/","title":{"rendered":"Achado um roteiro perdido de Stanley Kubrick que adapta um romance de Stefan Zweig"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Professor encontra o texto com que o cineasta reelaborou &#8216;Um Segredo Ardente&#8217;, do autor austr\u00edaco. Material est\u00e1 em fase muito avan\u00e7ada, segundo &#8216;The Guardian<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Tommaso Koch\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/tommaso_koch\/a\/\">TOMMASO KOCH<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto  izquierda  foto_w360\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/15\/actualidad\/1531648240_374439_1531672756_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/15\/actualidad\/1531648240_374439_1531672756_noticia_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/15\/actualidad\/1531648240_374439_1531649585_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/15\/actualidad\/1531648240_374439_1531672756_noticia_normal.jpg 360w\" alt=\"Stanley Kubrick, na filmagem de 'Dr. Fant\u00e1stico', em 1964.\" width=\"360\" height=\"494\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Stanley Kubrick, na filmagem de &#8216;Dr. Fant\u00e1stico&#8217;, em 1964.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">SUNSET BOULEVARD\/CORBIS<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nathan Abrams entrou no Facebook h\u00e1 uma semana. Como em qualquer outro dia, o professor consultou as mensagens n\u00e3o lidas. E, de repente, encontrou um tesouro: recebeu um texto perdido da hist\u00f3ria do cinema. Como um especialista em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/stanley_kubrick\/a\">Stanley Kubrick<\/a>, sabia que o cineasta tinha escrito um roteiro, em 1956, para adaptar ao cinema o romance\u00a0<em>Um Segredo Ardente<\/em>, publicado em 1913 por outro g\u00eanio, o romancista austr\u00edaco\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/stefan_zweig\/a\">Stefan Zweig<\/a>. Mas Abrams tamb\u00e9m conhecia o ep\u00edlogo dessa hist\u00f3ria: o projeto nunca se materializou e o texto, como muitas outras tentativas fracassadas do diretor, desaparecera. &#8220;Procuramos por ele nos arquivos de Kubrick, dos est\u00fadios da MGM, mas nunca apareceu&#8221;, diz ao jornal por telefone. At\u00e9 que, seis d\u00e9cadas depois, surgiu em sua caixa de entrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO filho de um antigo colaborador de Kubrick me escreveu dizendo que tinha o roteiro. Ele encontrou-o entre os pap\u00e9is de seu pai, que iria trabalhar no projeto na \u00e9poca e o havia guardado\u201d, acrescenta Abrams. Professor de cinema na Universidade de Bangor (no Pa\u00eds de Gales), autor de v\u00e1rios livros sobre o diretor, ele mal conseguiu conter o entusiasmo: &#8220;N\u00e3o conseguia acreditar&#8221;. Kubrick e Zweig, o vision\u00e1rio cineasta e o mestre liter\u00e1rio, voltavam a se reunir.\u00a0<em>Um Segredo Ardente<\/em>\u00a0sa\u00eda da letargia para chegar aos holofotes, como antecipou\u00a0<em>The Guardian<\/em>. E uma filmagem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 um roteiro completo, com mais de cem p\u00e1ginas. N\u00e3o me atrevo a dizer que era a vers\u00e3o final, j\u00e1 que Kubrick costumava mud\u00e1-las constantemente, mas poderia ser filmado&#8221;, diz Abrams. Reconhece que o propriet\u00e1rio do roteiro pretende vend\u00ea-lo, mas ainda n\u00e3o recebeu ofertas. Embora seja dif\u00edcil acreditar que n\u00e3o comecem a chover. Com apenas 13 longas lan\u00e7ados, Kubrick \u00e9 considerado um dos melhores criadores da hist\u00f3ria.\u00a0<em>O Iluminado<\/em>,\u00a0<em>Nascido para Matar<\/em>,\u00a0<em>Spartacus<\/em>,\u00a0<em>2001: Uma Odisseia no Espa\u00e7o<\/em>\u00a0e\u00a0<em>A Laranja Mec\u00e2nica<\/em>\u00a0o tornam uma refer\u00eancia para a eternidade. Ent\u00e3o, o projeto n\u00famero 14 pode valer fama, gl\u00f3ria e milh\u00f5es. Al\u00e9m de dar uma grande alegria ao p\u00fablico cin\u00e9filo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>Um Segredo Ardente,<\/em>\u00a0Zweig conta a hist\u00f3ria de um jovem bar\u00e3o que, de f\u00e9rias na cidade austr\u00edaca de Semmering, tenta livrar-se do t\u00e9dio tentando seduzir Matilde, uma judia. Para se aproximar dela, o aristocrata primeiro faz amizade com seu filho Edgar, de 12 anos. Na vers\u00e3o de Kubrick \u2014escrita com o romancista Calder Willingham e datada de 24 de outubro de 1956\u2014 a trama se traslada da \u00c1ustria e da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primera_guerra_mundial\">Primeira Guerra Mundial<\/a>\u00a0para os EUA nos anos 1950. O roteiro modifica a linguagem e os personagens. O bar\u00e3o se torna um predador sexual, na faixa dos 30 anos, muito fascinante. O garoto passa a se chamar Eddie. E \u00e9 assim que o texto apresenta sua m\u00e3e: &#8220;N\u00e3o muito longe, vemos uma mulher atraente, descansando em uma espregui\u00e7adeira. Esta \u00e9 Virginia Harrison &#8220;.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|despiece\" class=\"sumario_despiece derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">ZWEIG NAS TELAS<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Entre cinema e televis\u00e3o, os livros de Stefan Zweig inspiraram mais de 80 projetos, segundo o site do IMDB.<\/p>\n<p><i>Carta de uma Desconhecida<\/i>\u00a0foi adaptado ao cinema por Max Oph\u00fcls em 1948. A cineasta chinesa Xu Jinglei dirigiu uma segunda vers\u00e3o em 2004.<\/p>\n<p><i>24 Horas na Vida de uma Mulher<\/i>\u00a0\u00e9 o livro de Zweig que mais fascinou os diretores. Entre outras adapta\u00e7\u00f5es, as de Robert Land (1931), Victor Saville (1952), e Dominique Delouche (1968).<\/p>\n<p><i>Ansiedade\u00a0<\/i>foi levado ao cinema com o t\u00edtulo de\u00a0<i>Medo<\/i>, por Roberto Rossellini em 1954, com Ingrid Bergman.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Adult\u00e9rio<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA adapta\u00e7\u00e3o mant\u00e9m o interesse do romance pelo casamento, o adult\u00e9rio e a manipula\u00e7\u00e3o, temas que sempre fascinaram Kubrick&#8221;, diz Abrams. O professor considera\u00a0<em>Um Segredo Ardente<\/em>\u00a0algo assim como &#8220;Lolita ao contr\u00e1rio\u201d.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/13\/cultura\/1447442803_643560.html\">No livro de Nabokov, que Kubrick levou ao cinema<\/a>, o protagonista se casa com uma mulher para se aproximar de sua filha adolescente. Aqui, o homem busca a aten\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a para seduzir a m\u00e3e. Em ambos os casos, tri\u00e2ngulos e impulsos sexuais s\u00e3o misturados em um coquetel de provoca\u00e7\u00f5es explosivas, que hoje continuam a escandalizar alguns e, na \u00e9poca, ateavam fogo \u00e0s pol\u00eamicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Justo nesse ponto est\u00e1 uma das hip\u00f3teses para o naufr\u00e1gio do projeto. Naqueles tempos,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hollywood\">Hollywood<\/a>\u00a0se rendia ao C\u00f3digo de Produ\u00e7\u00e3o, ou C\u00f3digo Hays, um documento que estabelecia as premissas morais para a s\u00e9tima arte e impunha controles r\u00edgidos e censura em quest\u00f5es como tr\u00e1fico de drogas, ofensas ao clero, a bandeira nacional ou, precisamente, o sexo e os menores de idade. Talvez\u00a0<em>Um Segredo Ardente<\/em>\u00a0nunca tenha passado pelo filtro, embora\u00a0<em>Lolita<\/em>, sim, tenha feito isso em 1962, quando o c\u00f3digo estava em decl\u00ednio. &#8220;A MGM pode n\u00e3o ter aprovado&#8221;, argumenta Abrams. O professor levanta duas outras hip\u00f3teses: o pr\u00f3prio produtor de Kubrick, James B. Harris, n\u00e3o estava t\u00e3o convencido quanto o cineasta. Ou que a MGM rompeu o contrato com o diretor, ao descobrir que, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m trabalhava em\u00a0<em>Gl\u00f3ria Feita de Sangue<\/em>, que lan\u00e7ou em 1957.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, Kubrick (1928-1999) ainda n\u00e3o havia forjado sua lenda: tinha apenas 28 anos e acabara de terminar\u00a0<em>O Grande Golpe<\/em>, seu terceiro filme. &#8220;Ele renunciou, mas nunca o deixou. Voc\u00ea pode encontrar elementos desse roteiro em\u00a0<em>O Iluminado<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>De Olhos Bem Fechados<\/em>&#8220;, diz Abrams. Curiosamente, um ex-colaborador de Kubrick, o cineasta Andrew Birkin, levou o romance de Zweig para a tela em 1988 sob o t\u00edtulo\u00a0<em>Burning Secret<\/em>. Agora, o roteiro do professor tamb\u00e9m foi ressuscitado. E ele quer retomar um caminho que est\u00e1 esperando h\u00e1 d\u00e9cadas: a grande tela.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">FILMES COESCRITOS E ESQUECIDOS DO G\u00caNIO DA IMAGEM<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Stanley Kubrick dizia que n\u00e3o era &#8220;um escritor&#8221;. Come\u00e7ou como fotojornalista, imortalizando com sua c\u00e2mera o que outro rep\u00f3rter contaria com palavras. E, mais tarde, sua maestria com as imagens o consagrou como um dos g\u00eanios do cinema do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas dois dos roteiros de seus 13 filmes foram escritos por ele sozinho:\u00a0<i>Barry Lyndon<\/i>\u00a0e\u00a0<i>A Laranja Mec\u00e2nica<\/i>. Normalmente, Kubrick participava da cria\u00e7\u00e3o do roteiro com outros autores. &#8220;Preferia romancistas aos roteiristas, pois temia que estes estivessem muito hollywoodizados&#8221;, diz o professor Nathan Abrams. Em vez de criar uma hist\u00f3ria &#8220;do nada&#8221;, quase todos os seus filmes s\u00e3o baseados ou inspirados em um romance, como o roteiro com o qual ele adaptou\u00a0<i>Um Segredo Ardente<\/i>, que reapareceu ap\u00f3s seis d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Kubrick trabalhava em v\u00e1rios projetos ao mesmo tempo. Quando realmente se apaixonava, continuava at\u00e9 o fim&#8221;, diz Abrams. Por essa raz\u00e3o, o professor considera que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o &#8220;incomum&#8221; encontrar uma de suas ideias perdidas. Como\u00a0<i>A.I. Intelig\u00eancia Artificial<\/i>, que Spielberg concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 1958, por exemplo, \u00e9\u00a0<i>The German Lieutenant<\/i>: coescrito com Richard Adams, para contar a Segunda Guerra Mundial da perspectiva alem\u00e3, nunca foi filmado. Outro longa que Kubrick n\u00e3o concluiu tratava de &#8220;uma garota alem\u00e3 em Amsterd\u00e3&#8221; na mesma \u00e9poca hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus dois projetos inacabados mais famosos s\u00e3o\u00a0<i>Napole\u00e3o<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Aryan Papers<\/i>. Para a cinebiografia francesa, Kubrick pesquisou e viajou por anos pela Europa. Ele queria fazer &#8220;o maior filme de todos os tempos&#8221;, mas o custo excessivo o transformou em uma utopia. J\u00e1 o filme sobre como uma crian\u00e7a e sua tia se escondem do Holocausto pairou sobre sua carreira por duas d\u00e9cadas, mas o pr\u00f3prio Kubrick renunciou a ele em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>The Downslope<\/i>\u00a0&#8220;\u00e9 outro de seus roteiros perdidos que reapareceu&#8221;, diz Abrams. Tem como foco um &#8220;incidente durante a Guerra Civil Americana&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m esbo\u00e7ou uma adapta\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>Riso no Escuro<\/i>, de Nabokov, e\u00a0<i>Hist\u00f3rias de Xadrez<\/i>, de Stefan Zweig.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO filho de um antigo colaborador de Kubrick me escreveu dizendo que tinha o roteiro. 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