{"id":251607,"date":"2018-07-28T07:50:11","date_gmt":"2018-07-28T10:50:11","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=251607"},"modified":"2018-07-28T07:50:11","modified_gmt":"2018-07-28T10:50:11","slug":"se-conseguirmos-a-lei-do-aborto-nao-sera-vitoria-de-macri-mas-das-feministas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/se-conseguirmos-a-lei-do-aborto-nao-sera-vitoria-de-macri-mas-das-feministas\/","title":{"rendered":"Se conseguirmos a lei do aborto, n\u00e3o ser\u00e1 vit\u00f3ria de Macri, mas das feministas\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Na Flip, escritora argentina Selva Almada fala sobre feminic\u00eddio, literatura e jornalismo. Senado do pa\u00eds vota legaliza\u00e7\u00e3o do aborto em 8 de agosto<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/27\/cultura\/1532724667_711159_1532726032_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/27\/cultura\/1532724667_711159_1532726032_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/27\/cultura\/1532724667_711159_1532726032_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/27\/cultura\/1532724667_711159_1532726032_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Flip 2018 Selva Almada\" width=\"980\" height=\"550\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Escritora argentina durante debate na Flip<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">WALTER CRAVEIRO<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<figure class=\"foto\"><\/figure>\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Andr\u00e9 de Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/andre_azevedo_de_oliveira\/a\/\">ANDR\u00c9 DE OLIVEIRA<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p dir=\"ltr\"><em><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/26\/cultura\/1527361681_572078.html\">Garotas Mortas<\/a><\/em>, da escritora Selva Almada, saiu, em 2014, a tempo da primeira marcha\u00a0<em><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ni_una_menos\">Ni Una Menos<\/a><\/em>, que levou \u00e0s ruas da Argentina, em 2015, milhares de mulheres para protestar contra um caso de feminic\u00eddio. Agora, quando o livro \u00e9 lan\u00e7ado no Brasil, a Argentina atravessa outro momento hist\u00f3rico em que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/18\/actualidad\/1529334677_354202.html\">aborto pode ser legalizado<\/a>\u00a0depois que um projeto de lei foi aprovado na C\u00e2mara dos Deputados e ser\u00e1 votado, em cerca de dez dias, no Senado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"roba_principal\" class=\"envoltorio_publi\">\n<div id=\"elpais_gpt-MPU1\" class=\"publi_luto_horizontal\" data-google-query-id=\"CJGVw7fPwdwCFYFQhgodq4gD6Q\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/mpu1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p dir=\"ltr\">Almada, que \u00e9 apontada como uma das principais ficcionistas contempor\u00e2neas argentinas, teve a sensibilidade de captar o momento, ainda que intuitivamente, e escrever sobre o assunto num misto de relato pessoal e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o que investiga o assassinato de Andrea Danne, Mar\u00eda Luiza Quevedo e Sarita Mund\u00edn. No Brasil, onde participou de uma mesa nesta quinta-feira na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/flip_festa_literaria_internacional_paraty\/a\">Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty<\/a>\u00a0(Flip) ao lado da pesquisadora\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/07\/14\/politica\/1468512046_029192.html\">Djamila Ribeiro<\/a>, a escritora conversou sobre feminismo, jornalismo e literatura com o EL PA\u00cdS.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Pergunta.<\/strong>\u00a0Voc\u00ea disse que tinha problemas em se nomear\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/feminismo\">feminista<\/a>\u00a0antes de escrever o\u00a0<em>Garotas Mortas.<\/em>\u00a0Por qu\u00ea?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Resposta.<\/strong>\u00a0Eu sempre senti que vivia de acordo com a ideia feminista, tratando de levar uma vida feminista, mas nunca havia participado publicamente de algum movimento. Por isso, n\u00e3o sabia se podia ou n\u00e3o chamar-me de feminista. E a verdade \u00e9 que at\u00e9 muito pouco tempo atr\u00e1s tamb\u00e9m havia uma vis\u00e3o muito negativa em rela\u00e7\u00e3o ao feminismo, havia muitos preconceitos, que, com o tempo, foram se desmanchando, mas que ainda est\u00e3o presentes em uma grande parte da sociedade. Coisas b\u00e1sicas\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/03\/05\/actualidad\/1520276469_431670.html\">como acreditar que as feministas s\u00e3o mulheres que querem matar os homens<\/a>\u00a0ou que querem uma sociedade sem homens. Mas, por sorte, as gera\u00e7\u00f5es mais jovens, as meninas que t\u00eam hoje entre doze e vinte anos, dizem-se justamente feministas, abra\u00e7am a causa, saem \u00e0s ruas e leem teoria feminista. \u00c9 um avan\u00e7o tremendo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Quando voc\u00ea publicou o livro em 2014, a palavra feminic\u00eddio ainda n\u00e3o era muito usada, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Come\u00e7ava a ser. N\u00e3o toda a imprensa, mas parte dela j\u00e1 tinha come\u00e7ado a usar o termo, como o\u00a0<em>P\u00e1gina 12<\/em>, que \u00e9 um jornal mais de centro-esquerda. Foi nesse di\u00e1rio que li pela primeira vez a palavra. Depois custou um pouco mais para ela come\u00e7ar a aparecer em ve\u00edculos mais conservadores, como\u00a0<em>Clar\u00edn<\/em>\u00a0e\u00a0<em>La Naci\u00f3n<\/em>. Mas, sim, come\u00e7ava-se a falar mais fortemente do tema quando eu comecei o livro e durante o tempo em que levei escrevendo. Foi um pouco depois da publica\u00e7\u00e3o, em 2015, que aconteceu a primeira marcha\u00a0<em>Ni Una\u00a0 Menos<\/em>, um\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/06\/04\/opinion\/1433439329_164930.html\">marco para que o tema se consolidasse<\/a>. Essa foi uma manifesta\u00e7\u00e3o que se instalou depois de um feminic\u00eddio de uma menina de 14 anos que estava gr\u00e1vida. Quem a matou foi seu namorado, da mesma idade, e a fam\u00edlia dele o ajudou a esconder o corpo. Esse foi um crime que causou muita como\u00e7\u00e3o e, atrav\u00e9s das\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/redes_sociales\">redes sociais<\/a>, saiu a convoca\u00e7\u00e3o para essa marcha multitudin\u00e1ria. A partir da\u00ed, para a sociedade em geral, o tema estava posto.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E agora h\u00e1 uma lei que condena \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua homens condenados por feminic\u00eddio. Voc\u00ea acha que s\u00f3 o recrudescimento das leis pode solucionar esse problema?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Na verdade, a lei \u00e9 anterior, porque ela \u00e9 de 2012 e a marcha foi em 2015. Mas, sim, h\u00e1 essa lei. S\u00f3 que eu acredito que se a lei n\u00e3o est\u00e1 acompanhada de campanhas, de educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 impacto na vida dos cidad\u00e3os. S\u00f3 as penas duras n\u00e3o det\u00eam os feminic\u00eddios, porque h\u00e1 que se pensar que o feminic\u00eddio \u00e9 uma quest\u00e3o cultural, basicamente. S\u00e3o homens que foram criados em uma cultura que os fez acreditar que eles t\u00eam direito sobre a vida das mulheres. At\u00e9 que n\u00e3o se mude essa maneira de pensar, n\u00e3o importa quantos anos de pris\u00e3o eles t\u00eam pela frente. Acho certo, contudo, que haja uma lei especial para um crime em especial.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Como foi a decis\u00e3o de escrever sobre esses tr\u00eas crimes que voc\u00ea retrata mais detalhadamente no\u00a0<em>Garotas Mortas<\/em>?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Eu conhecia a hist\u00f3ria de Andrea Danne [assassinada na pr\u00f3pria casa, enquanto dormia] desde crian\u00e7a e sempre quis escrever sobre isso, porque era uma hist\u00f3ria que me impactou muito quando eu era pequena. Na medida em que fui crescendo e entendendo como funcionam as coisas tamb\u00e9m comecei a me perguntar sobre a quest\u00e3o da viol\u00eancia e por que em algumas fam\u00edlias era natural que o marido batesse na mulher, por exemplo. Foi um processo de muitos anos de interesse nesse tipo de tem\u00e1tica. Ent\u00e3o, d\u00e1 para dizer que de repente os planetas se alinharam um pouco nesse sentido e acabei me encontrando com outro caso parecido com o de Andrea. Depois, fui em busca do terceiro caso e a\u00ed j\u00e1 estava pronto o projeto do livro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E em sua obra, essa foi a primeira vez em que voc\u00ea nomeou essas coisas, feminic\u00eddio, feminismo, t\u00e3o claramente?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Acredito que, se voc\u00ea quiser ler outros livros meus com essa perspectiva, \u00e9 poss\u00edvel. Em romances meus em que as hist\u00f3rias estavam centradas nos homens, por exemplo, havia protagonistas mulheres que estavam ocultas ou silenciadas. E isso quer dizer algo tamb\u00e9m, apesar de n\u00e3o explicitamente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E por que mesclar g\u00eaneros, usando um pouco de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/periodismo\">jornalismo<\/a>, literatura e relato pessoal?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0N\u00e3o sou jornalista, sou escritora, mas fiz todo o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o que tinha de fazer para escrever um trabalho dessas caracter\u00edsticas, mas depois, na hora de come\u00e7ar a escrev\u00ea-lo, encontrei essa dificuldade: se \u00e9 um livro de investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e eu tenho que escrever como se fosse jornalista, a coisa n\u00e3o me sa\u00eda natural. A\u00ed foi que decidi, conversando muito com minha editora, buscar um tom que tivesse mais a ver comigo como escritora. Decidi, ent\u00e3o, usar as mesmas ferramentas que uso para escrever fic\u00e7\u00e3o. Os dados duros, reais, eu coloquei, mas sempre buscando uma maneira um pouco mais po\u00e9tica de dizer.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E como escritora voc\u00ea acredita que o jornalismo pode ganhar for\u00e7a ao usar as ferramentas da literatura?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Sim, porque eu gosto de ler jornalistas que t\u00eam um estilo mais liter\u00e1rio, mas tamb\u00e9m entendo que \u00e9 um tipo de jornalismo que leva muito mais tempo e que, justamente, o que n\u00e3o h\u00e1 \u00e9 dinheiro para pagar esse tempo. Por isso \u00e9 que a obra de um jornalista acaba precarizada, porque se voc\u00ea est\u00e1 correndo atr\u00e1s de escrever vinte artigos por dia para sobreviver n\u00e3o haver\u00e1 tempo para fazer algo com elementos mais ricos e ferramentas liter\u00e1rias. Mas eu gosto muito da cr\u00f4nica, da n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, feita por jornalistas que imprimem uma identidade liter\u00e1ria. E existe toda uma tradi\u00e7\u00e3o desse tipo de jornalismo na Am\u00e9rica Latina. Na Argentina, por exemplo, h\u00e1 uma celeuma sobre a paternidade da n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o. O pai desse g\u00eanero \u00e9 sempre apontado como sendo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/truman_capote\">Truman Capote<\/a>, com\u00a0<em>A Sangue Frio<\/em>, mas anos antes, em 1957, Rodolfo Walsh escreveu\u00a0<em>Operaci\u00f3n Masacre<\/em>, que tamb\u00e9m \u00e9 um livro de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o sempre h\u00e1 essa disputa de quem inventou a n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o. Uma disputa s\u00f3 para os argentinos, claro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E como \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do jornalismo na Argentina?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Esse \u00e9 o problema. Para fazer esse tipo de jornalismo \u00e9 necess\u00e1rio tempo e, pelo menos na Argentina, esse \u00e9 um trabalho que est\u00e1 muito precarizado. Faz um m\u00eas, por exemplo, despediram massivamente mais ou menos 300 jornalistas da \u00fanica ag\u00eancia de not\u00edcias oficial que existe.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Falando sobre cortes, h\u00e1 uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/leila_guerriero\">coluna recente da Leila Guerriero<\/a>, colunista do EL PA\u00cdS, em que ela diz que o presidente argentino\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mauricio_macri\">Mauricio Macri<\/a>\u00a0est\u00e1 usando a pauta feminista para ocultar medidas impopulares. Voc\u00ea concorda?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0N\u00e3o li a coluna de Leila, mas, sim, \u00e9 algo que se diz. Pode ser que Macri queira fazer isso, mas acredito que \u00e9 absurdo pensar que o feminismo \u00e9 t\u00e3o est\u00fapido de confundir a lei do aborto com Macri. N\u00e3o acredito que isso v\u00e1 acontecer. Acredito que o feminismo na Argentina \u00e9 muito inteligente, muito cr\u00edtico, ent\u00e3o isso n\u00e3o vai acontecer. Se Macri est\u00e1 fazendo isso, n\u00e3o sei, mas acredito que h\u00e1 estrat\u00e9gias pol\u00edticas e a verdade \u00e9 que at\u00e9 este ano nenhum Governo havia possibilitado um debate sobre isso. Se vai acontecer com esse Governo, que para mim \u00e9 nefasto, acredito que tudo bem que os movimentos se aproveitem do momento. Depois n\u00e3o acredito que nenhuma das feministas vai votar em Macri por isso. Temos muito claro que se conseguirmos a lei do aborto, n\u00e3o foi o macrismo ou qualquer outro Governo que conseguiu, mas os movimentos de mulheres.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E como est\u00e3o as expectativas para a vota\u00e7\u00e3o no Senado para aprovar ou refutar a lei do aborto, j\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/13\/internacional\/1528842352_758073.html\">aceita entre os deputados<\/a>?<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>R.<\/strong>\u00a0Bom, isso vai acontecer em cerca de dez dias, em oito de agosto. Eu acredito que todas esperamos que passe na segunda inst\u00e2ncia, mas \u00e9 muito dif\u00edcil o progn\u00f3stico, porque, em geral, os senadores e senadoras s\u00e3o pessoas muito mais conservadoras que os deputados. Acredito que, at\u00e9 o \u00faltimo momento, n\u00e3o vamos saber.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Almada, que \u00e9 apontada como uma das principais ficcionistas contempor\u00e2neas argentinas, teve a sensibilidade de captar o momento, ainda que intuitivamente, e escrever sobre o assunto num misto de relato pessoal e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o que in<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":251608,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-251607","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/feminista.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=251607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251607\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/251608"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=251607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=251607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=251607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}