{"id":251888,"date":"2018-07-30T07:58:46","date_gmt":"2018-07-30T10:58:46","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=251888"},"modified":"2018-07-30T07:58:46","modified_gmt":"2018-07-30T10:58:46","slug":"corrupio-a-guerrilha-para-publicar-o-brasil-de-pierre-verger-aos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/corrupio-a-guerrilha-para-publicar-o-brasil-de-pierre-verger-aos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Corrupio, a \u2018guerrilha\u2019 para publicar o Brasil de Pierre Verger aos brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Homenageada na Flip, pequena editora baiana foi respons\u00e1vel por editar livros do famoso fot\u00f3grafo franc\u00eas que levaram a cultura brasileira ao mundo, mas eram ignorados no Brasil<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532809010_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532809010_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532809010_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532809010_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Flip 2018\" width=\"980\" height=\"550\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Pierre Verger e Dorival Caymmi (sem data)<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">ARLETE SOARES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<figure class=\"foto\"><\/figure>\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Andr\u00e9 de Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/andre_azevedo_de_oliveira\/a\/\">ANDR\u00c9 DE OLIVEIRA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p dir=\"ltr\">Quase certeza que voc\u00ea j\u00e1 viu alguma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fotografia\">fotografia<\/a>\u00a0de Pierre Verger. Imaginar o Brasil sem suas imagens \u00e9 tentar imaginar outro pa\u00eds, porque foram elas que, em boa parte, consolidaram a ideia de identidade afro-brasileira: as\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/religion\">religi\u00f5es<\/a>, os meios de vida, o trabalho, a Cultura com C mai\u00fasculo. O trabalho do franc\u00eas Verger, etnologista, antrop\u00f3logo, viajante, fot\u00f3grafo, \u00e9, sem d\u00favidas, um dos materiais mais ic\u00f4nicos da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Por isso, hoje \u00e9 praticamente imposs\u00edvel conceber que algum dia sua produ\u00e7\u00e3o precisou do trabalho de guerrilha de uma pequena editora, a Corrupio \u2013 fundada em 1979 especialmente para publica\u00e7\u00e3o de Verger \u2013 para chegar ao p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_2|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Como forma de reconhecimento pelo trabalho de difus\u00e3o da obra do fot\u00f3grafo, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/flip_festa_literaria_internacional_paraty\">Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty<\/a>\u00a0(Flip), que termina neste domingo, 29, escolheu homenagear a editora Corrupio. \u201cA\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/17\/cultura\/1531862387_209307.html\">Joselia<\/a>\u00a0[Aguiar] teve a sensibilidade de perceber a import\u00e2ncia do nosso trabalho, que faz 40 anos no ano que vem e sugeriu essa hist\u00f3ria\u201d, diz uma das fundadoras da Corrupio, Arlete Soares. A homenagem acontece em uma parceria com a editora Sesi-SP, que montou uma exposi\u00e7\u00e3o dedicada a Verger em um dos muitos espa\u00e7os de programa\u00e7\u00e3o paralela da 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Flip\u00a0\u2013 a editora de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m acabou de fechar uma parceria para publicar parte de obras fora do cat\u00e1logo da baiana, como alguns livros de texto de Verger.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CJb09PfUxtwCFRAPhgodKMYMqw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Durante o movimentado\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/04\/23\/cultura\/1524504798_329892.html\">ano de 1968<\/a>, Soares estava na Fran\u00e7a fazendo um doutorado em psicologia social sobre uma comunidade de pescadores baiana quando seu orientador lhe recomendou a leitura de\u00a0<em>Flux et Reflux<\/em>, um tratado de cerca de 800 p\u00e1ginas que estabelecia uma conex\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/31\/cultura\/1527794159_138911.html\">entre os fluxos migrat\u00f3rios de Brasil e \u00c1frica<\/a>resultantes da escravid\u00e3o. O autor? Pierre Verger. Mas ela n\u00e3o conseguiu encontrar o livro, que estava esgotado, ent\u00e3o fez melhor. Comentou com o escritor Jorge Amado que estava procurando a publica\u00e7\u00e3o. Ele, de pronto, a apresentou ao pr\u00f3prio Verger, que morando na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nigeria\">Nig\u00e9ria<\/a>, estava de passagem pela Fran\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O fot\u00f3grafo enviou um exemplar para Soares. De uma s\u00f3 vez, a pesquisadora ficou impressionada com o material e prometeu a ele que aquilo seria publicado tamb\u00e9m no Brasil. \u201cPor que o livro tinha que ser em franc\u00eas se tudo aquilo t\u00e3o rico e t\u00e3o detalhado era sobre n\u00f3s?\u201d, perguntou-se. \u201cParis fervilhava e o interesse pela minha tese desvanecia em meio a sonhos, barricadas e a minha nova paix\u00e3o: a fotografia\u201d. Entre 1968 e 1979, at\u00e9 a editora Corrupio se lan\u00e7ar junto do livro\u00a0<em>Retratos da Bahia<\/em>, com 256 fotos de Verger, muita coisa aconteceu.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Nesses cerca de dez anos, Soares conheceu o trabalho de Verger de perto. Na Fran\u00e7a, ele guardava cerca de 130 quilos de negativos fotogr\u00e1ficos em uma cave. Eram, em grande parte, registros feitos por ele desde 1942, quando estabeleceu sua conex\u00e3o com o Brasil. Conheceu a casa espartana em que Verger vivia na rua Corrupio \u2013 da\u00ed o nome da editora \u2013, em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/salvador_de_bahia\">Salvador<\/a>, e ouviu o \u201cn\u00e3o\u201d de muitos editores para quem ela propunha a publica\u00e7\u00e3o das fotos. \u201cOuvi at\u00e9 coisas do tipo: \u2018quem vai querer comprar um livro desse tamanho com foto de preto?\u201d, conta. \u201cComo eu podia dizer para o Verger que ningu\u00e9m queria publicar suas fotos no Brasil? Foi a\u00ed que tivemos a ideia da editora\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO Verger era conhecido de uma certa intelectualidade brasileira, ele tinha trabalhado na revista\u00a0<em>Cruzeiro<\/em>, era amigo de Carib\u00e9, de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jorge_amado\">Jorge Amado<\/a>, de Dorival Caymmi, mas n\u00e3o tinha nada publicado aqui no Brasil, s\u00f3 em outros pa\u00edses\u201d, relembra Soares. Assim, quando saiu o primeiro livro\u00a0<em>Retratos da Bahia<\/em>, mais barato e f\u00e1cil de ser editado que a ideia inicial de publica\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Flux et Reflux<\/em>, causou sensa\u00e7\u00e3o. O poeta\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/carlos_drummond_de_andrade\">Carlos Drummond de Andrade<\/a>\u00a0escreveu em sua coluna no\u00a0<em>Jornal do Brasil<\/em>: \u201cSarav\u00e1 Mestre! Recebi\u00a0<em>Retratos da Bahia<\/em>\u00a0e agora n\u00e3o posso dizer mais que \u2018nunca fui l\u00e1\u2019. Se o professor Freud desembarcasse l\u00e1, sei n\u00e3o, mas a psican\u00e1lise seria outra ci\u00eancia, talvez uma arte. Obrigado pelo presente, meu vener\u00e1vel oju ob\u00e1, que tens o sagrado direito de agitar o xer\u00ea de Xang\u00f4\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532810233_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532810233_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532810233_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/07\/28\/cultura\/1532805532_483485_1532810233_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Rina Angulo e Arlete Soares, da Corrupio\" width=\"980\" height=\"693\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Rina Angulo e Arlete Soares, da Corrupio<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">ANDR\u00c9 DE OLIVEIRA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Assim, de uma hora para outra, a Corrupio virou mais do que uma editora, mas tamb\u00e9m uma produtora de audiovisual, galeria, laborat\u00f3rio, livraria e centro cultural. Primeiro, tudo girando ao redor de Verger. Depois, tamb\u00e9m das outras publica\u00e7\u00f5es, sempre voltadas para a afro-brasilidade, como o primeiro livro do antrop\u00f3logo Antonio Ris\u00e9rio. \u201cEu cheguei fugida da ditadura em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/el_salvador\">El Salvador<\/a>\u00a0na data do lan\u00e7amento de\u00a0<em>Retratos da Bahia<\/em>\u00a0e fiquei na editora desde ent\u00e3o&#8221;, conta Rina Angulo, que tem tocado a Corrupio ao lado de Soares nesses \u00faltimos quase quarenta anos. A enorme import\u00e2ncia da editora nunca se reverteu em fama nacional. \u201c\u00c9 impressionante, mas na Fran\u00e7a e em outros pa\u00edses sa\u00edam mat\u00e9rias sobre nosso trabalho e aqui nada\u201d, diz Angulo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPor aqui, quem mais se interessava pelos livros era o povo de santo, muitas vezes pobre, para quem n\u00f3s vend\u00edamos as edi\u00e7\u00f5es mais baratas. Eles chegavam a mandar cartas escritas \u2018querida, editora\u2019. J\u00e1 viu editora ser chamada de \u2018querida?\u201d, se diverte Soares. Na lembran\u00e7a delas, Verger vivia, em Salvador, como um monge, em uma rua sem esgoto ou asfalto. Era o filho de uma fam\u00edlia de ricos gr\u00e1ficos que decidiu vender tudo para viajar o mundo e acabou se apaixonado pelo Brasil. Uma vez, contam,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/caetano_veloso\">Caetano Veloso<\/a>\u00a0lhe perguntou: \u201cVoc\u00ea gosta mesmo \u00e9 de tirar fotos em preto e branco, n\u00e3o?\u201d ao que Verger respondeu que \u201cgostava mesmo de preto\u201d. O fot\u00f3grafo explicava que o racismo do mundo era tal que os filmes eram todos desenvolvidos para fotografar a pele branca.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"teads1\" class=\"teads-player\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">CASO DE RACISMO DA FLIP<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"sumario-autor\" style=\"text-align: justify;\">A. O.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">As falas de um racismo escancarado que Soares ouviu ao tentar publicar as fotos de Verger podem at\u00e9 parecer algo do passado para alguns, mas est\u00e3o presentes estes dias mesmo na Flip. O ex-curador do pr\u00eamio Jabuti e representante da editora PUC-SP, Jos\u00e9 Luiz Goldfarb, presente na programa\u00e7\u00e3o paralela do evento, est\u00e1 sendo acusado de racismo por, segundo Sara Cristina Trajano, da editora Patu\u00e1, ter dito que \u201c\u00e9 por causa de pessoas como voc\u00ea, da cor morena, que o mundo est\u00e1 assim\u201d. Trajano fez um boletim de ocorr\u00eancia em Paraty e a organiza\u00e7\u00e3o da Flip disse, por meio da assessoria de imprensa, que repudia atos de viol\u00eancia e racismo e pediu o afastamento de Goldfarb do evento. Ele nega ter dito a frase. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase certeza que voc\u00ea j\u00e1 viu alguma\u00a0fotografia\u00a0de Pierre Verger. 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