{"id":252102,"date":"2018-08-01T06:40:46","date_gmt":"2018-08-01T09:40:46","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=252102"},"modified":"2018-08-01T06:40:46","modified_gmt":"2018-08-01T09:40:46","slug":"o-museu-que-vende-warhols-para-comprar-obras-de-mulheres-e-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-museu-que-vende-warhols-para-comprar-obras-de-mulheres-e-negros\/","title":{"rendered":"O museu que vende \u2018warhols\u2019 para comprar obras de mulheres e negros"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Uma pinacoteca de Baltimore se desfaz de v\u00e1rios quadros do seu acervo para financiar a aquisi\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de grupos sociais pouco representados, e assim corrigir o c\u00e2none da arte<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de \u00c1lex Vicente\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/alex_vicente\/a\/\">\u00c1LEX VICENTE<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto  izquierda  foto_w360\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974150_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974150_noticia_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974150_noticia_normal.jpg 360w\" alt=\"Fragmento de \u2018Planes, Rockets, and the Spaces in Between\u2019 (2018), de Amy Sherald.\" width=\"360\" height=\"534\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Fragmento de \u2018Planes, Rockets, and the Spaces in Between\u2019 (2018), de Amy Sherald.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BALTIMORE MUSEUM OF ART<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 museus que alardeiam a vontade de abrir suas salas, num futuro hipot\u00e9tico e necessariamente distante, a mais mulheres e artistas de minorias \u00e9tnicas. E existem aqueles que realmente colocam esse objetivo em pr\u00e1tica. O\u00a0<a href=\"https:\/\/artbma.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu de Arte de Baltimore (BMA<\/a>) se encaixa, sem d\u00favida, no segundo grupo. A pinacoteca norte-americana, soberana institui\u00e7\u00e3o fundada em 1914 nesta cidade da Costa Leste, causou espanto e dominou as manchetes com a venda de sete obras de sua cole\u00e7\u00e3o, assinadas por nomes de primeiro n\u00edvel como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/andy_warhol\">Andy Warhol<\/a>\u00a0e Robert Rauschenberg, para financiar a compra de outras pe\u00e7as de artistas pertencentes a coletivos sub-representados em suas salas. Principalmente de mulheres e afro-americanos. Trata-se de &#8220;corrigir ou rescrever o c\u00e2none art\u00edstico do p\u00f3s-guerra&#8221;, diz o diretor do museu, Christopher Bedford, um escoc\u00eas de 40 anos que chegou ao BMA h\u00e1 dois anos com a deliberada vontade de sacudir as estruturas.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CMLy67nHy9wCFQIfhwodPe8BxQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nosso mandato como museu consiste em colecionar as obras mais relevantes da atualidade. Para conseguir isso, temos de nos livrar de preconceitos de outros tempos, que institucionalizaram o racismo e a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero dentro do museu e continuam a influenciar nossa abordagem \u00e0 hist\u00f3ria da arte,&#8221; afirma Bedford, que em 2017 foi curador do pavilh\u00e3o dos EUA na Bienal de Veneza, ocupado pelo artista afro-americano Mark Bradford. &#8220;\u00c9 uma tentativa de dizer que o relato narrado por nossa cole\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exato, porque se baseia em princ\u00edpios de exclus\u00e3o que n\u00e3o se adequam aos nossos valores atuais&#8221;, acrescenta. Considera que este desequil\u00edbrio \u00e9 ainda mais flagrante em uma cidade como Baltimore, de maioria\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/afroamericanos\">afro-americana<\/a>: segundo dados do censo de 2010, 64% de seus residentes s\u00e3o negros. No entanto, em uma tarde de ver\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil encontrar algum no museu, exceto os vigias das salas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O BMA tomou medidas dr\u00e1sticas para acabar com essa situa\u00e7\u00e3o. Em maio, o museu se desfez de cinco obras num leil\u00e3o na sede nova-iorquina da Sotheby\u2019s. Entre elas havia pe\u00e7as de figuras destacadas da abstra\u00e7\u00e3o norte-americana, como Franz Kline, Kenneth Noland e Jules Olitski, al\u00e9m de um quadro da s\u00e9rie\u00a0<em>Oxidation Paintings<\/em>\u00a0(1978), que Warhol realizou convidando alguns de seus amigos a urinarem sobre uma tela coberta de pintura met\u00e1lica. Outro grande formato do artista pop,\u00a0<em>Hearts<\/em>\u00a0(1979), deveria ser transferido em uma venda privada nas pr\u00f3ximas semanas, assim como um mural de Rauschenberg,\u00a0<em>Bank Job<\/em>\u00a0(1979), grande demais para ser exposto regularmente. Ao todo, a venda das obras, todas elas assinadas por homens brancos, deveria gerar um m\u00ednimo de 12 milh\u00f5es de d\u00f3lares (45 milh\u00f5es de reais), que passar\u00e3o a integrar um fundo destinado a cobrir os buracos no acervo art\u00edstico posterior a 1945. At\u00e9 agora, o or\u00e7amento anual do museu para as novas aquisi\u00e7\u00f5es era de 475.000 d\u00f3lares (1,78 milh\u00e3o de reais).<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; touch-action: manipulation; position: relative; display: block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974608_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974608_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974608_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974608_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Vista geral do Museu de Arte de Baltimore.\" width=\"980\" height=\"655\" \/><span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Vista geral do Museu de Arte de Baltimore.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BALTIMORE MUSEUM OF ART<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte desse dinheiro j\u00e1 foi reinvestido. Serve para comprar obras de artistas como Wangechi Mutu, Isaac Julien, Njideka Akunyili Crosby e Lynette Yiadom-Boakye, todos eles oriundos da di\u00e1spora africana. Na lista tamb\u00e9m figura Amy Sherald, artista afro-americana de 44 anos que reside em Baltimore desde 2002 e que ficou conhecida quando\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/michelle_obama\">Michelle Obama<\/a>\u00a0a escolheu para assinar seu retrato oficial. \u201cN\u00e3o entendo por que se d\u00e1 tanta import\u00e2ncia a isso. \u00c9 importante que o acervo esteja em dia. Al\u00e9m disso, os autores das obras vendidas j\u00e1 figuram em museus de todo o mundo\u201d, argumenta a artista, que tamb\u00e9m participa do conselho de administra\u00e7\u00e3o do BMA. \u201cDiversificar era um passo necess\u00e1rio. O museu toma esta decis\u00e3o porque o mundo da arte est\u00e1 mudando. Come\u00e7a-se a contemplar o trabalho que os artistas negros est\u00e3o fazendo h\u00e1 d\u00e9cadas. Nossas obras devem ser expostas nas salas dos museus, e n\u00e3o s\u00f3 nos por\u00f5es de centros culturais\u201d, diz Sherald durante uma pausa na rodagem da nova s\u00e9rie do Spike Lee para a Netflix, em que interpretar\u00e1 a si mesmo.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974721_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974721_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/07\/30\/actualidad\/1532973858_357433_1532974721_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"'Oxidation', de Warhol.\" width=\"360\" height=\"526\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">&#8216;Oxidation&#8217;, de Warhol.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BMA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 v\u00e1rios meses o museu prop\u00f5e um di\u00e1logo inc\u00f4modo, mas estimulante, e discute internamente a necessidade de refletir a experi\u00eancia afro-americana no museu, assim como o recente v\u00eddeo ultraviral que Beyonc\u00e9 e Jay-Z filmaram no Louvre. As obras dos mestres dos \u00faltimos dois s\u00e9culos, de Fragonard a Pollock, convivem com as colchas bordadas de Stephen Towns, jovem artista negro da Carolina do Sul, e com as alegorias sobre o escravismo propostas por Meleko Mokgosi, nascido em Botswana e radicado em Nova York. Durante este ver\u00e3o, todas as exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias s\u00e3o protagonizadas por artistas n\u00e3o brancos, encabe\u00e7ados por Jack Whitten e seus mon\u00f3litos dedicados a tit\u00e3s da cultura afro-americana, de Muhammad Ali a Maya Angelou, e por Maren Hassinger e sua mistura de\u00a0<em>arte povera<\/em>\u00a0e performance tingida de negritude. Al\u00e9m disso, uma pequena exposi\u00e7\u00e3o recorda a pioneira mostra dedicada \u00e0 arte afro-americana que o museu recebeu em 1939, e que tamb\u00e9m seria uma das primeiras em todo o pa\u00eds. Baltimore aspira a reocupar agora essa mesma vanguarda. \u201cQueremos ser um modelo a seguir\u201d, admite o diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gesto \u00e9 louv\u00e1vel, mas pressup\u00f5e que qualquer visitante afro-americano sempre preferir\u00e1 ver uma obra de um artista de sua mesma cor de pele que um quadro de uma figura fundamental como Warhol. \u201c\u00c9 algu\u00e9m importante para todo mundo, tamb\u00e9m para os negros. Mas j\u00e1 temos muitas obras dele no museu. Contamos com uma superabund\u00e2ncia de material que nos faz continuar contando a mesma hist\u00f3ria da arte repetidamente\u201d, responde Bedford. \u201cAcho que podemos fazer um trabalho mais efetivo se nos desfizermos de uma ou duas obras dele. N\u00e3o ter\u00e1 praticamente nenhum impacto em nossa maneira de relatar a hist\u00f3ria da arte.\u201d \u00c9 verdade que o museu conta com outras 94 obras de Warhol em seu acervo, e que os demais artistas revendidos tamb\u00e9m continuar\u00e3o figurando na cole\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de obras que o BMA considerou de maior qualidade. N\u00e3o se pode esquecer que Kerry James Marshall, novo superastro da arte afro-americana, que em maio bateu um recorde ao vender um de seus quadros por 21 milh\u00f5es de d\u00f3lares (78,7 milh\u00f5es de reais) costuma recorrer a um homem branco para resolver seus problemas com a reprodu\u00e7\u00e3o da luz sobre a tela. Seu nome \u00e9 Rubens.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">UM FEN\u00d4MENO POL\u00caMICO, MAS HABITUAL NOS ESTADOS UNIDOS<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A revenda de obras dos acervos museol\u00f3gicos \u00e9 incomum na Europa, onde elas costumam ser patrim\u00f4nio p\u00fablico e n\u00e3o podem ser oferecidas a quem fizer a melhor oferta, salvo casos excepcionais. \u00c9 muito mais habitual nos Estados Unidos, onde os museus tendem a ser estruturas privadas e funcionam com relativa autonomia. \u201cQuase todos os museus enciclop\u00e9dicos dos Estados Unidos desenvolveram campanhas deste tipo, alguns inclusive na d\u00e9cada posterior \u00e0 sua funda\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Martin Gammon, fundador do Pergamon Art Group, que assessora cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, e autor de\u00a0<i>Deaccessioning and Its Discontents<\/i>\u00a0(MIT Press), recente volume sobre a hist\u00f3ria dessa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a decis\u00e3o de Baltimore n\u00e3o despertou excessivas cr\u00edticas, salvo um ou outro artigo indignado na imprensa local, outras iniciativas similares levantaram sonoras pol\u00eamicas. Em 2013, a Academia de Belas Artes da Pensilv\u00e2nia vendeu um dos seus dois quadros de Edward Hopper para financiar a compra de obras de artistas afro-americanos como Mark Bradford, Odili Donald Odita e Mickalene Thomas. Em 2009, o Rose Art Museum, em Massachusetts, esteve a ponto de fechar suas portas e de vender uma cole\u00e7\u00e3o de 900 obras, nas quais figuram obras de Andy Warhol, Roy Lichtenstein e Jasper Johns. A Universidade Brandeis, dona do museu, anulou a opera\u00e7\u00e3o perante a indigna\u00e7\u00e3o do mundo da arte e do an\u00fancio de san\u00e7\u00f5es por parte da Associa\u00e7\u00e3o de Diretores de Museus de Arte, que s\u00f3 permite vender obras se for para comprar outras novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos setenta, o Museu Metropolitan de Nova York foi criticado pela revenda de diversas obras para ajudar a pagar os 5,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares do\u00a0<i>Retrato de Juan de Casal<\/i>, de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/diego_velazquez\">Vel\u00e1zquez<\/a>, e depois se desfez de quadros menores do p\u00f3s-impressionismo para adquirir uma escultura de David Smith e uma tela de Richard Diebenkorn, comprada a pre\u00e7o de custo e avaliada hoje em mais de 10 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Mas a aposta sempre acarreta riscos. \u201cEm 1945, o Museu de Arte de Rhode Island vendeu\u00a0<i>A Vida<\/i>, de Picasso, a mais importante do per\u00edodo azul nos acervos norte-americanos, para adquirir um Renoir de segunda linha, quando sua cota\u00e7\u00e3o estava em alta no mercado. Uma decis\u00e3o que n\u00e3o superou o exame da passagem do tempo\u201d, conclui Gammon.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fragmento de \u2018Planes, Rockets, and the Spaces in Between\u2019 (2018), de Amy Sherald.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":252103,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-252102","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/quadro-negro1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=252102"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252102\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/252103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=252102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=252102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=252102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}