{"id":252313,"date":"2018-08-03T08:02:12","date_gmt":"2018-08-03T11:02:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=252313"},"modified":"2018-08-03T08:02:12","modified_gmt":"2018-08-03T11:02:12","slug":"os-20-melhores-nus-masculinos-da-historia-da-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-20-melhores-nus-masculinos-da-historia-da-arte\/","title":{"rendered":"Os 20 melhores nus masculinos da hist\u00f3ria da arte"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Ao longo da hist\u00f3ria, e com diferentes abordagens (da exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 objetifica\u00e7\u00e3o), muitos artistas se inspiraram na beleza do corpo do homem. Pedimos a quatro especialistas os melhores exemplos de nus art\u00edsticos masculinos: o historiador e romancista Bruno Ruiz-Nicoli, especializado em antiguidade cl\u00e1ssica; os artistas Carmen Gonz\u00e1lez Castro e David Trullo, que a partir de uma perspectiva contempor\u00e2nea, muitas vezes utilizam o nu em seu trabalho; e o jornalista cultural Ianko L\u00f3pez. Esse \u00e9 o resultado<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Ianko L\u00f3pez\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/icon\/a\/\">IANKO L\u00d3PEZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div id=\"articulo-galeria\" class=\"articulo-galeria\">\n<div class=\"articulo-galeria__interior\">\n<div class=\"articulo-galeria-listado\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\" style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_1\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_1\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531921602_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Em um contexto t\u00e3o puritano (de fachada) como a Espanha do pe\u00edodo Barroco, a mitologia oferecia um interessante pretexto para representar corpos nus. Assim, Vel\u00e1zquez (Sevilha, 1599-Madri, 1660), o pintor da fam\u00edlia real, representou o deus romano da guerra para o rei Felipe IV e a obra integrou-se, junto a outras de Rubens com motivos similares, na decora\u00e7\u00e3o de um de seus pavilh\u00f5es de ca\u00e7a.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  Parece que Vel\u00e1zquez utilizou como modelo um veterano de guerra, e o realismo com o que o retratou \u00e9 o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o do quadro. N\u00e3o se trata s\u00f3 da incr\u00edvel autenticidade da carne, sen\u00e3o de algo que vai bem mais l\u00e1 do que poderia ser tocado ou cheirado: a melancolia da personagem rompe com a cl\u00e1ssica rigidez e a idealiza\u00e7\u00e3o com que se representava os deuses cl\u00e1ssicos, e s\u00e9culos depois nos faz pensar irremediavelmente no ocaso de um imp\u00e9rio baseado no poder \u2014j\u00e1 ferido de morte\u2014 das armas.  \" width=\"666\" height=\"1106\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Marte&#8217; (1638), de Diego de Vel\u00e1zquez. Museu do Prado (Madri)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Em um contexto t\u00e3o puritano (de fachada) como a Espanha do pe\u00edodo Barroco, a mitologia oferecia um interessante pretexto para representar corpos nus. Assim, Vel\u00e1zquez (Sevilha, 1599-Madri, 1660), o pintor da fam\u00edlia real, representou o deus romano da guerra para o rei Felipe IV e a obra integrou-se, junto a outras de Rubens com motivos similares, na decora\u00e7\u00e3o de um de seus pavilh\u00f5es de ca\u00e7a.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0Parece que Vel\u00e1zquez utilizou como modelo um veterano de guerra, e o realismo com o que o retratou \u00e9 o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o do quadro. N\u00e3o se trata s\u00f3 da incr\u00edvel autenticidade da carne, sen\u00e3o de algo que vai bem mais l\u00e1 do que poderia ser tocado ou cheirado: a melancolia da personagem rompe com a cl\u00e1ssica rigidez e a idealiza\u00e7\u00e3o com que se representava os deuses cl\u00e1ssicos, e s\u00e9culos depois nos faz pensar irremediavelmente no ocaso de um imp\u00e9rio baseado no poder \u2014j\u00e1 ferido de morte\u2014 das armas.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_2\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_2\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531493947_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  O especialista em hist\u00f3ria da arte Bruno Ruiz-Nicoli destaca a excepcionalidade desta obra de Gustave Caillebotte (Fran\u00e7a, 1848-1894), realizada em um momento no qual, em geral, se representava apenas mulheres neste tipo de atitude: \u201cSe a intimidade feminina foi representada na arte como espa\u00e7o erotizado desde o s\u00e9culo XVIII, a masculina se manteve em um terreno marginal\u201d.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u201cCaillebotte debocha do tabu com um gesto en\u00e9rgico. A figura saiu da banheira deixando um rastro de umidade e seca com for\u00e7a suas costas\u201d, analisa Ruiz-Nicoli. O vigor realista e a sensualidade do momento nos interpelam.  \" width=\"666\" height=\"921\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Homem no banho&#8217; (1884), de Gustave Caillebotte. Museu de Belas Artes de Boston\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0O especialista em hist\u00f3ria da arte Bruno Ruiz-Nicoli destaca a excepcionalidade desta obra de Gustave Caillebotte (Fran\u00e7a, 1848-1894), realizada em um momento no qual, em geral, se representava apenas mulheres neste tipo de atitude: \u201cSe a intimidade feminina foi representada na arte como espa\u00e7o erotizado desde o s\u00e9culo XVIII, a masculina se manteve em um terreno marginal\u201d.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u201cCaillebotte debocha do tabu com um gesto en\u00e9rgico. A figura saiu da banheira deixando um rastro de umidade e seca com for\u00e7a suas costas\u201d, analisa Ruiz-Nicoli. O vigor realista e a sensualidade do momento nos interpelam.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_3\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_3\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531493961_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  \u201c\u00c9dipo enfrenta-se nu \u00e0 Esfinge porque \u00e9 um her\u00f3i e um homem. Os esqueletos que lhe rodeiam mostram as consequ\u00eancias que provocaria um erro ao responder \u00e0 adivinha. Que ser caminha sobre quatro patas, sobre duas e sobre tr\u00eas? \u00c9dipo responde inclinando seu torso para o monstro em uma afirma\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria identidade. 'O tens ante ti', parece dizer\u201d, explica Bruno Ruiz-Nicoli.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  Jean-Auguste-Dominique Ingres (Fran\u00e7a, 1780-1867) \u00e9 um dos pintores mais exc\u00eantricos da hist\u00f3ria da arte. Cl\u00e1ssico e anticl\u00e1ssico ao mesmo tempo, modern\u00edssimo e arcaico, desconcertou a muitos historiadores. Seja como for, aqui nos fascina pela qualidade de alabastro da pele do protagonista, que parece convidar-nos a toc\u00e1-la. \" width=\"666\" height=\"878\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Edipo e a Esfinge&#8217; (1802), de Jean-Auguste-Dominique Ingres. Museu do Louvre (Paris)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0\u201c\u00c9dipo enfrenta-se nu \u00e0 Esfinge porque \u00e9 um her\u00f3i e um homem. Os esqueletos que lhe rodeiam mostram as consequ\u00eancias que provocaria um erro ao responder \u00e0 adivinha. Que ser caminha sobre quatro patas, sobre duas e sobre tr\u00eas? \u00c9dipo responde inclinando seu torso para o monstro em uma afirma\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria identidade. &#8216;O tens ante ti&#8217;, parece dizer\u201d, explica Bruno Ruiz-Nicoli.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0Jean-Auguste-Dominique Ingres (Fran\u00e7a, 1780-1867) \u00e9 um dos pintores mais exc\u00eantricos da hist\u00f3ria da arte. Cl\u00e1ssico e anticl\u00e1ssico ao mesmo tempo, modern\u00edssimo e arcaico, desconcertou a muitos historiadores. Seja como for, aqui nos fascina pela qualidade de alabastro da pele do protagonista, que parece convidar-nos a toc\u00e1-la.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-MPU1\" class=\"publi_luto_vertical\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CO25hOPc0NwCFUfU4Qodyd4HdQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/mpu1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul class=\"contenedor_fotos\" style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_4\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_4\" class=\"horizontal\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531493892_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Ah, essa parte do corpo masculino. \u201cA parte mais bonita do corpo de um homem acho que est\u00e1 ali onde o torso fica\u201d, disse o autor desta obra, o fot\u00f3grafo Duane Michals (Pensilvania, Estados Unidos, 1932). E n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a pensar assim.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  O especialista em hist\u00f3ria da arte Bruno Ruiz-Nicoli nos lembra que Duane Michals faz expl\u00edcita sua opini\u00e3o atrav\u00e9s do texto e manifesta assim o que, ao longo da hist\u00f3ria, permanecia codificado na pr\u00f3pria obra: \u201cAs linhas g\u00eameas, de uma gra\u00e7a feminina, envolvem o tronco, guiando os olhos para abaixo, para sua interse\u00e7\u00e3o, o ponto de prazer\u201d.  \" width=\"666\" height=\"523\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;The most beautiful part of a man\u2019s body&#8217; (A parte mais bonita do corpo de um homem) (1986), de Duane Michals\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Ah, essa parte do corpo masculino. \u201cA parte mais bonita do corpo de um homem acho que est\u00e1 ali onde o torso fica\u201d, disse o autor desta obra, o fot\u00f3grafo Duane Michals (Pensilvania, Estados Unidos, 1932). E n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a pensar assim.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0O especialista em hist\u00f3ria da arte Bruno Ruiz-Nicoli nos lembra que Duane Michals faz expl\u00edcita sua opini\u00e3o atrav\u00e9s do texto e manifesta assim o que, ao longo da hist\u00f3ria, permanecia codificado na pr\u00f3pria obra: \u201cAs linhas g\u00eameas, de uma gra\u00e7a feminina, envolvem o tronco, guiando os olhos para abaixo, para sua interse\u00e7\u00e3o, o ponto de prazer\u201d.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_5\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_5\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531493977_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Caravaggio (It\u00e1lia, 1571-1610) revolucionou a pintura religiosa tomando como modelos pessoas que encontrava nas ruas, conseguindo, assim, um extra de realismo que sup\u00f4s um avan\u00e7o com respeito aos modos maneiristas imediatamente anteriores. E isso se transmite aos nus, inclu\u00eddos os de personagens dos Evangelhos.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u201cA carga homoer\u00f3tica que transmite o jovem que representa S\u00e3o Jo\u00e3o Batista reside em seu realismo. O abra\u00e7o ao carneiro e o apoio sobre a pele de cabra enfatizam a sensualidade da composi\u00e7\u00e3o em espiral\u201d, analisa Bruno Ruiz-Nicoli.  \" width=\"666\" height=\"898\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;S\u00e3o Jo\u00e3o Batista&#8217; (Doria-Pamphilj) (1602), de Caravaggio. Galleria Doria-Pamphilij. Roma.\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Caravaggio (It\u00e1lia, 1571-1610) revolucionou a pintura religiosa tomando como modelos pessoas que encontrava nas ruas, conseguindo, assim, um extra de realismo que sup\u00f4s um avan\u00e7o com respeito aos modos maneiristas imediatamente anteriores. E isso se transmite aos nus, inclu\u00eddos os de personagens dos Evangelhos.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u201cA carga homoer\u00f3tica que transmite o jovem que representa S\u00e3o Jo\u00e3o Batista reside em seu realismo. O abra\u00e7o ao carneiro e o apoio sobre a pele de cabra enfatizam a sensualidade da composi\u00e7\u00e3o em espiral\u201d, analisa Bruno Ruiz-Nicoli.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_6\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_6\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531493995_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Na antiga Gr\u00e9cia, a academia (ou \u201cpalestra\u201d) fazia parte do dia-a-dia de todo homem com categoria de cidad\u00e3o. E o semideus H\u00e9rcules ou Heracles, filho de Zeus, era o ep\u00edtome do super-homem, cheio de arrojo e vigor. \u201cA nudez era pr\u00f3pria dos deuses, os her\u00f3is e os atletas\u201d, explica sobre esta obra de L\u00edsipo (370 a.C.-318 a.C.) o especialista em hist\u00f3ria da arte Bruno Ruiz-Nicoli.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  Para Ruiz-Nicoli, tudo reside na originalidade do momento escolhido pelo artista: \u201cL\u00edsipo, a quem atribui-se o original desta obra, refletiu o cansa\u00e7o de H\u00e9rcules depois de finalizar seus doze trabalhos. O repouso de sua musculatura maci\u00e7a oculta a chave do trabalho: as ma\u00e7\u00e3s das Hesp\u00e9rides de sua m\u00e3o direita\u201d.  \" width=\"666\" height=\"1168\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;H\u00e9rcules Farnesio&#8217; (s\u00e9culo IV a.C.), de L\u00edsipo. Museu Arqueol\u00f3gico de N\u00e1poles\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Na antiga Gr\u00e9cia, a academia (ou \u201cpalestra\u201d) fazia parte do dia-a-dia de todo homem com categoria de cidad\u00e3o. E o semideus H\u00e9rcules ou Heracles, filho de Zeus, era o ep\u00edtome do super-homem, cheio de arrojo e vigor. \u201cA nudez era pr\u00f3pria dos deuses, os her\u00f3is e os atletas\u201d, explica sobre esta obra de L\u00edsipo (370 a.C.-318 a.C.) o especialista em hist\u00f3ria da arte Bruno Ruiz-Nicoli.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0Para Ruiz-Nicoli, tudo reside na originalidade do momento escolhido pelo artista: \u201cL\u00edsipo, a quem atribui-se o original desta obra, refletiu o cansa\u00e7o de H\u00e9rcules depois de finalizar seus doze trabalhos. O repouso de sua musculatura maci\u00e7a oculta a chave do trabalho: as ma\u00e7\u00e3s das Hesp\u00e9rides de sua m\u00e3o direita\u201d.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_7\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_7\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531498755_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Cristo sempre foi representado com pouca roupa durante sua Paix\u00e3o, e o 'quattrocento' italiano n\u00e3o sup\u00f4s uma exce\u00e7\u00e3o a isto, como demonstra esta obra de Antonello da Messina (It\u00e1lia, 1430-1479). Sobretudo quando se trata de mostrar em toda seu crueza as terr\u00edveis feridas abertas na carne do Mesias crist\u00e3o.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u201cO corpo do Cristo morto sustentado por um anjo \u00e9 de uma beleza dif\u00edcil de descrever. O filho de Deus todo-poderoso, ao que seguiam milhares sobre a Terra, agora perdeu sua alma e s\u00f3 fica sua carca\u00e7a, seu corpo, l\u00e2nguido, inflamado, seu pesco\u00e7o rosado e o peito marm\u00f3reo. Sem atributos, bastaria cobrir a ferida do lado e omitir a presen\u00e7a do cr\u00e2nio que aparece atr\u00e1s dele para encontrar uma imagem ambivalente em uma cena de sensualidade incomum&quot;, explica a artista Carmen Gonz\u00e1lez Castro.  \" width=\"666\" height=\"983\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Cristo morto sustentado por um anjo&#8217; (1475-1476), de Antonello da Messina. Museu do Prado.\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Cristo sempre foi representado com pouca roupa durante sua Paix\u00e3o, e o &#8216;quattrocento&#8217; italiano n\u00e3o sup\u00f4s uma exce\u00e7\u00e3o a isto, como demonstra esta obra de Antonello da Messina (It\u00e1lia, 1430-1479). Sobretudo quando se trata de mostrar em toda seu crueza as terr\u00edveis feridas abertas na carne do Mesias crist\u00e3o.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u201cO corpo do Cristo morto sustentado por um anjo \u00e9 de uma beleza dif\u00edcil de descrever. O filho de Deus todo-poderoso, ao que seguiam milhares sobre a Terra, agora perdeu sua alma e s\u00f3 fica sua carca\u00e7a, seu corpo, l\u00e2nguido, inflamado, seu pesco\u00e7o rosado e o peito marm\u00f3reo. Sem atributos, bastaria cobrir a ferida do lado e omitir a presen\u00e7a do cr\u00e2nio que aparece atr\u00e1s dele para encontrar uma imagem ambivalente em uma cena de sensualidade incomum&#8221;, explica a artista Carmen Gonz\u00e1lez Castro.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_8\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_8\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494382_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Miguel \u00c1ngel (It\u00e1lia, 1475-1564) aplicou ao her\u00f3i b\u00edblico o mesmo padr\u00e3o formal que os antigos gregos e romanos utilizaram para seus mitos e guerreiros. Apesar de sua juventude (tinha apenas 26 anos quando come\u00e7ou a esculpir), pretendia ser reconhecido por este trabalho como o melhor artista de seu tempo, e, certamente a prova infal\u00edvel da passagem do tempo decidiu a seu favor.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  Ao vivo, a escultura impressiona at\u00e9 deixar o espectador sem palavrasl, apesar das multid\u00f5es que sempre o rodeiam. A 'terribilit\u00e0', aquela qualidade \u00fanica das esculturas de Michelangelo que transforma suas figuras em tit\u00e3s de for\u00e7a sobre-humana, materializa-se nessa m\u00e3o franzida de veias que David sustenta em seu quadril. Atualmente, quem n\u00e3o utilizou a compara\u00e7\u00e3o com o David de Michelangelo para indicar a m\u00e1xima express\u00e3o da beleza do corpo masculino?  \" width=\"666\" height=\"1000\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;David&#8217; (1501-1504), de Miguel \u00c1ngel. Galleria dell&#8217;Accademia, Floren\u00e7a\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Miguel \u00c1ngel (It\u00e1lia, 1475-1564) aplicou ao her\u00f3i b\u00edblico o mesmo padr\u00e3o formal que os antigos gregos e romanos utilizaram para seus mitos e guerreiros. Apesar de sua juventude (tinha apenas 26 anos quando come\u00e7ou a esculpir), pretendia ser reconhecido por este trabalho como o melhor artista de seu tempo, e, certamente a prova infal\u00edvel da passagem do tempo decidiu a seu favor.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0Ao vivo, a escultura impressiona at\u00e9 deixar o espectador sem palavrasl, apesar das multid\u00f5es que sempre o rodeiam. A &#8216;terribilit\u00e0&#8217;, aquela qualidade \u00fanica das esculturas de Michelangelo que transforma suas figuras em tit\u00e3s de for\u00e7a sobre-humana, materializa-se nessa m\u00e3o franzida de veias que David sustenta em seu quadril. Atualmente, quem n\u00e3o utilizou a compara\u00e7\u00e3o com o David de Michelangelo para indicar a m\u00e1xima express\u00e3o da beleza do corpo masculino?<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_9\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_9\" class=\"horizontal\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531495647_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Disc\u00edpulo de Ingres, o pintor neocl\u00e1ssico Hippolyte Flandrin (Fran\u00e7a, 1809- It\u00e1lia, 1864) recebeu uma bolsa para estudar durante cinco anos na Academia Francesa de Roma, o que lhe obrigava a enviar de vez em quando algum trabalho que demonstrasse que suas habilidades progrediam adequadamente. Aqui ele usa o corpo masculino como pretexto para uma demonstra\u00e7\u00e3o de desenho que, formalmente, \u00e9 a pura academia de arte. Mas h\u00e1 muito mais nele.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  A especialista Carmen Gonz\u00e1lez Castro explica: \u201c\u00c9 especialmente belo pelo enigm\u00e1tico da situa\u00e7\u00e3o que descreve. N\u00e3o fica claro se algo aconteceu ou est\u00e1 a ponto de acontecer, mas em qualquer caso o desenlace fica fora de campo. Sua postura introspectiva e a vis\u00e3o de seu perfil naquele forte claro-escuro que envolve seu peito e rosto fazem dele um \u00edcone atemporal\u201d.  \" width=\"666\" height=\"542\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Jovem nu junto ao mar&#8217; (1835-1836), de Hippolyte Flandrin. Museu do Louvre (Paris)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Disc\u00edpulo de Ingres, o pintor neocl\u00e1ssico Hippolyte Flandrin (Fran\u00e7a, 1809- It\u00e1lia, 1864) recebeu uma bolsa para estudar durante cinco anos na Academia Francesa de Roma, o que lhe obrigava a enviar de vez em quando algum trabalho que demonstrasse que suas habilidades progrediam adequadamente. Aqui ele usa o corpo masculino como pretexto para uma demonstra\u00e7\u00e3o de desenho que, formalmente, \u00e9 a pura academia de arte. Mas h\u00e1 muito mais nele.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0A especialista Carmen Gonz\u00e1lez Castro explica: \u201c\u00c9 especialmente belo pelo enigm\u00e1tico da situa\u00e7\u00e3o que descreve. N\u00e3o fica claro se algo aconteceu ou est\u00e1 a ponto de acontecer, mas em qualquer caso o desenlace fica fora de campo. Sua postura introspectiva e a vis\u00e3o de seu perfil naquele forte claro-escuro que envolve seu peito e rosto fazem dele um \u00edcone atemporal\u201d.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-MPU3\" class=\"publi_luto_vertical\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CO-5hOPc0NwCFUfU4Qodyd4HdQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/mpu3_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul class=\"contenedor_fotos\" style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_10\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_10\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494397_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Acredita-se que a pe\u00e7a que ainda est\u00e1 preservada \u00e9 uma c\u00f3pia romana de um original anterior. Dada a sua natureza fragment\u00e1ria, n\u00e3o est\u00e1 claro quem ela representa, embora tenha sido dito que poderia ser H\u00e9rcules ou Ajax, dois her\u00f3is gregos cl\u00e1ssicos: da\u00ed sua musculatura impressionante.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u00c9 o nu masculino cl\u00e1ssico por excel\u00eancia, por n\u00e3o ter um rosto ou apenas membros. Sua influ\u00eancia na arte renascentista e barroca foi enorme: basta olhar para o trabalho de Michelangelo para compreend\u00ea-lo.  \" width=\"666\" height=\"1065\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Torso Belvedere&#8217; (s\u00e9culo I a.C.), An\u00f4nimo. Museus Vaticanos\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Acredita-se que a pe\u00e7a que ainda est\u00e1 preservada \u00e9 uma c\u00f3pia romana de um original anterior. Dada a sua natureza fragment\u00e1ria, n\u00e3o est\u00e1 claro quem ela representa, embora tenha sido dito que poderia ser H\u00e9rcules ou Ajax, dois her\u00f3is gregos cl\u00e1ssicos: da\u00ed sua musculatura impressionante.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u00c9 o nu masculino cl\u00e1ssico por excel\u00eancia, por n\u00e3o ter um rosto ou apenas membros. Sua influ\u00eancia na arte renascentista e barroca foi enorme: basta olhar para o trabalho de Michelangelo para compreend\u00ea-lo.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_11\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_11\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494505_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Thomas E. McKeller foi mensageiro no Copley Plaza Hotel em Boston quando conheceu John Singer Sargent (It\u00e1lia, 1856-1925) em um de seus elevadores em 1916. Posou para ele em v\u00e1rios est\u00fadios. Curiosamente, este retrato permaneceu oculto at\u00e9 a morte do artista.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  &quot;Ele combina seu estilo de retrato 'grandeur' com um visual enganoso de 'academia', e tanto o modelo quanto a pose s\u00e3o perturbadores: a frontalidade que exp\u00f5e o sexo de um afro-americano em 1920 \u00e9 toda uma declara\u00e7\u00e3o&quot;, explica o artista David Trullo.  \" width=\"666\" height=\"997\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Thomas E. McKeller&#8217; (1917-1920), de John Singer Sargent. Museu de Belas Artes de Boston\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Thomas E. McKeller foi mensageiro no Copley Plaza Hotel em Boston quando conheceu John Singer Sargent (It\u00e1lia, 1856-1925) em um de seus elevadores em 1916. Posou para ele em v\u00e1rios est\u00fadios. Curiosamente, este retrato permaneceu oculto at\u00e9 a morte do artista.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0&#8220;Ele combina seu estilo de retrato &#8216;grandeur&#8217; com um visual enganoso de &#8216;academia&#8217;, e tanto o modelo quanto a pose s\u00e3o perturbadores: a frontalidade que exp\u00f5e o sexo de um afro-americano em 1920 \u00e9 toda uma declara\u00e7\u00e3o&#8221;, explica o artista David Trullo.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_12\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_12\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494351_album_normal.jpg\" alt=\" Mas que faz este homem nu?  Milo de Crotona foi um atleta lend\u00e1rio do s\u00e9culo VI a.C., originalmente da Magna Gr\u00e9cia (agora sul da It\u00e1lia). Muito mais tarde, no barroco franc\u00eas, o artista Pierre Puget (Fran\u00e7a, 1620-1694) tomou como tema de uma de suas esculturas em m\u00e1rmore, contribuindo para sua figura um elemento muito conceitual da \u00e9poca: a passagem do tempo e o ef\u00eamero das gl\u00f3rias terrenas.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u201cO corpo herc\u00faleo de MilO de Crotona cont\u00e9m uma carga poderos\u00edssima de erotismo\u201d, indica a artista Carmen Gonz\u00e1lez Castro. E acrescenta: \u201cSeu bra\u00e7o ficou preso no tronco de uma \u00e1rvore e isso o mant\u00e9m indefeso ante o ataque do le\u00e3o. Como Prometeo, ou um Ecce Homo atado \u00e0 coluna, experimenta dor. E nesse chegar ao extremo do sofrimento f\u00edsico h\u00e1 algo que responde primitivamente ao prazer, fechando o cl\u00e1ssico bin\u00f4mio dor-prazer como formas indistingu\u00edveis\u201d.  \" width=\"666\" height=\"894\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Mil\u00f3n de Crotona&#8217; (1671-1682), de Pierre Puget. Museu do Louvre (Paris)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Milo de Crotona foi um atleta lend\u00e1rio do s\u00e9culo VI a.C., originalmente da Magna Gr\u00e9cia (agora sul da It\u00e1lia). Muito mais tarde, no barroco franc\u00eas, o artista Pierre Puget (Fran\u00e7a, 1620-1694) tomou como tema de uma de suas esculturas em m\u00e1rmore, contribuindo para sua figura um elemento muito conceitual da \u00e9poca: a passagem do tempo e o ef\u00eamero das gl\u00f3rias terrenas.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u201cO corpo herc\u00faleo de MilO de Crotona cont\u00e9m uma carga poderos\u00edssima de erotismo\u201d, indica a artista Carmen Gonz\u00e1lez Castro. E acrescenta: \u201cSeu bra\u00e7o ficou preso no tronco de uma \u00e1rvore e isso o mant\u00e9m indefeso ante o ataque do le\u00e3o. Como Prometeo, ou um Ecce Homo atado \u00e0 coluna, experimenta dor. E nesse chegar ao extremo do sofrimento f\u00edsico h\u00e1 algo que responde primitivamente ao prazer, fechando o cl\u00e1ssico bin\u00f4mio dor-prazer como formas indistingu\u00edveis\u201d.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-MPU4\" class=\"publi_luto_vertical\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CO65hOPc0NwCFUfU4Qodyd4HdQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/mpu4_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul id=\"contenedor_fotos\" class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_13\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_13\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494525_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Mais uma vez, o mart\u00edrio masculino crist\u00e3o envolve nudez, total ou parcial. E o mestre barroco Jos\u00e9 de Ribera (Espanha, 1591- It\u00e1lia, 1652) foi um dos que melhor representou a pele humana, com sua beleza e tamb\u00e9m suas imperfei\u00e7\u00f5es.  \u201c\u00c9 o Torso Belvedere, mas tamb\u00e9m seu vizinho. Sofre, mas dan\u00e7a. E provoca tanto devo\u00e7\u00e3o como compaix\u00e3o e desejo. Ao vivo, este quadro d\u00e1 calafrios\u201d, explica o artista David Trullo.  \" width=\"666\" height=\"669\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Mart\u00edrio de S\u00e3o Felipe&#8217; (1639), de Jos\u00e9 de Ribera. Museu do Prado.\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Mais uma vez, o mart\u00edrio masculino crist\u00e3o envolve nudez, total ou parcial. E o mestre barroco Jos\u00e9 de Ribera (Espanha, 1591- It\u00e1lia, 1652) foi um dos que melhor representou a pele humana, com sua beleza e tamb\u00e9m suas imperfei\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 o Torso Belvedere, mas tamb\u00e9m seu vizinho. Sofre, mas dan\u00e7a. E provoca tanto devo\u00e7\u00e3o como compaix\u00e3o e desejo. Ao vivo, este quadro d\u00e1 calafrios\u201d, explica o artista David Trullo.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_14\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_14\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1532525295_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  \u00c9 a primeira est\u00e1tua grega a usar o &quot;contrapposto&quot;, efeito pelo qual o peso \u00e9 carregado em uma perna, trazendo vida e movimento \u00e0 figura. O motivo t\u00edpico do efebo nu, fez, assim, um avan\u00e7o t\u00e9cnico fundamental. Os seguintes seriam feitos por Policleto, L\u00edsipo ou Prax\u00edteles.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  O especialista em arte David Trullo tem suas prefer\u00eancias no que se refere \u00e0 estatu\u00e1ria grega, mas destaca o revolucion\u00e1rio deste trabalho: &quot;Eu ainda gosto do mais arcaico, embora a obra seja fascinante: emerge da pedra e come\u00e7a a se mover. Esse contraponto incipiente que far\u00e1 com que nada mais seja o mesmo ...&quot;.  \" width=\"666\" height=\"828\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;O efebo de Kritios&#8217; (480 a.C.). An\u00f4nimo. Museu da Acr\u00f3polis (Atenas)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0\u00c9 a primeira est\u00e1tua grega a usar o &#8220;contrapposto&#8221;, efeito pelo qual o peso \u00e9 carregado em uma perna, trazendo vida e movimento \u00e0 figura. O motivo t\u00edpico do efebo nu, fez, assim, um avan\u00e7o t\u00e9cnico fundamental. Os seguintes seriam feitos por Policleto, L\u00edsipo ou Prax\u00edteles.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0O especialista em arte David Trullo tem suas prefer\u00eancias no que se refere \u00e0 estatu\u00e1ria grega, mas destaca o revolucion\u00e1rio deste trabalho: &#8220;Eu ainda gosto do mais arcaico, embora a obra seja fascinante: emerge da pedra e come\u00e7a a se mover. Esse contraponto incipiente que far\u00e1 com que nada mais seja o mesmo &#8230;&#8221;.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_15\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_15\" class=\"horizontal\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494491_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Este Abel moribundo \u2014 supostamente depois de ter sido atacado por Caim\u2014 pertence \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o daqueles que n\u00e3o conheceram um para\u00edso terrestre do qual seus pais, Ad\u00e3o e Eva, foram expulsos. E, portanto, fica nu para a vida, apenas modestamente cobrindo seu sexo com pele de um animal. Tudo com a suavidade t\u00edpica do romantismo acad\u00eamico de seu autor, Giovanni Dupr\u00e9 (It\u00e1lia, 1817-1882).   Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  &quot;\u00c9 uma pura contradi\u00e7\u00e3o do material. Uma transubstancia\u00e7\u00e3o de carne ao m\u00e1rmore e do m\u00e1rmore quase ao marfim, que pode ser considerado c\u00e1lido. O escultor recriou at\u00e9 o pelo de sua axila e seu sexo. Como Salom\u00e9 ao ver a cabe\u00e7a incorp\u00f3rea do Batista, ele nos convida a dizer: 'Eu beijarei sua boca, Jokana\u00e1n', explica Carmen Gonz\u00e1lez Castro.  \" width=\"666\" height=\"500\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Abel&#8217; (1842), de Giovanni Dupr\u00e9. Museu do Hermitage (S\u00e3o Petersburgo)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Este Abel moribundo \u2014 supostamente depois de ter sido atacado por Caim\u2014 pertence \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o daqueles que n\u00e3o conheceram um para\u00edso terrestre do qual seus pais, Ad\u00e3o e Eva, foram expulsos. E, portanto, fica nu para a vida, apenas modestamente cobrindo seu sexo com pele de um animal. Tudo com a suavidade t\u00edpica do romantismo acad\u00eamico de seu autor, Giovanni Dupr\u00e9 (It\u00e1lia, 1817-1882).<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0&#8220;\u00c9 uma pura contradi\u00e7\u00e3o do material. Uma transubstancia\u00e7\u00e3o de carne ao m\u00e1rmore e do m\u00e1rmore quase ao marfim, que pode ser considerado c\u00e1lido. O escultor recriou at\u00e9 o pelo de sua axila e seu sexo. Como Salom\u00e9 ao ver a cabe\u00e7a incorp\u00f3rea do Batista, ele nos convida a dizer: &#8216;Eu beijarei sua boca, Jokana\u00e1n&#8217;, explica Carmen Gonz\u00e1lez Castro.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_16\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_16\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531748295_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  George Platt Lynes (EUA, 1907-1955) foi um magn\u00edfico fot\u00f3grafo de moda e publicidade que, em sua s\u00e9rie, digamos, mais art\u00edstica, focou principalmente nos nus masculinos. Sua abordagem homoer\u00f3tica interessou grandemente ao famoso sex\u00f3logo Alfred Kinsey, que adquiriu grande parte de seu trabalho ap\u00f3s a morte do artista.   Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  David Trullo destaca como Platt Lynes se adiantou a fen\u00f4menos muito atuais: \u201cUma imagem ic\u00f4nica que hoje passaria desapercebida porque, consciente (Robert Mapplethorpe) ou inconscientemente, foi revisitada desde ent\u00e3o inumer\u00e1veis vezes por fot\u00f3grafos e agora por 'instagramers'. Essa mistura de classicismo e carga sexual \u00e9 ainda senha de identidade da fotografia homoer\u00f3tica\u201d.  \" width=\"666\" height=\"837\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Ted Starkowski&#8217; (1955), de George Platt Lynes\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0George Platt Lynes (EUA, 1907-1955) foi um magn\u00edfico fot\u00f3grafo de moda e publicidade que, em sua s\u00e9rie, digamos, mais art\u00edstica, focou principalmente nos nus masculinos. Sua abordagem homoer\u00f3tica interessou grandemente ao famoso sex\u00f3logo Alfred Kinsey, que adquiriu grande parte de seu trabalho ap\u00f3s a morte do artista.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0David Trullo destaca como Platt Lynes se adiantou a fen\u00f4menos muito atuais: \u201cUma imagem ic\u00f4nica que hoje passaria desapercebida porque, consciente (Robert Mapplethorpe) ou inconscientemente, foi revisitada desde ent\u00e3o inumer\u00e1veis vezes por fot\u00f3grafos e agora por &#8216;instagramers&#8217;. Essa mistura de classicismo e carga sexual \u00e9 ainda senha de identidade da fotografia homoer\u00f3tica\u201d.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_17\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_17\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531494547_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  \u201cLeigh Bowery, 'performer' da cena londrina, mostra-se nesta obra desprovido dos modelos extravagantes e fetichistas que vestia em suas atua\u00e7\u00f5es\u201d, indica o especialista em arte Bruno Ruiz-Nicoli. Lucian Freud (Alemanha, 1922- Reino Unido, 2011) queria destacar esse despojamento chegando \u00e0 nudez mesma. \u201cParecia-me maravilhosamente belo\u201d, afirmou Freud.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  H\u00e1 algo perturbador no modo em que se mostra um nu que vai contra todas as conven\u00e7\u00f5es do normativo. \u201cSua nudez \u00e9 radical porque descobre a pele debaixo da personagem, e \u00e9 transgressora porque afasta-se do padr\u00e3o cl\u00e1ssico\u201d, comenta Ruiz-Nicoli.  \" width=\"666\" height=\"1050\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Leigh Bowery&#8217; (1991), de Lucian Freud. Tate Gallery (Londres)\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0\u201cLeigh Bowery, &#8216;performer&#8217; da cena londrina, mostra-se nesta obra desprovido dos modelos extravagantes e fetichistas que vestia em suas atua\u00e7\u00f5es\u201d, indica o especialista em arte Bruno Ruiz-Nicoli. Lucian Freud (Alemanha, 1922- Reino Unido, 2011) queria destacar esse despojamento chegando \u00e0 nudez mesma. \u201cParecia-me maravilhosamente belo\u201d, afirmou Freud.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0H\u00e1 algo perturbador no modo em que se mostra um nu que vai contra todas as conven\u00e7\u00f5es do normativo. \u201cSua nudez \u00e9 radical porque descobre a pele debaixo da personagem, e \u00e9 transgressora porque afasta-se do padr\u00e3o cl\u00e1ssico\u201d, comenta Ruiz-Nicoli.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_18\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_18\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531495620_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  A descoberta desta est\u00e1tua no s\u00e9culo XVII, durante o pontificado de Urbano VIII em Roma, causou sensa\u00e7\u00e3o. A pose impudente \u00e9 devida \u00e0 natureza dos faunos ou s\u00e1tiros, criaturas mitol\u00f3gicas que amam o vinho, a ociosidade e os prazeres.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u201c\u00c9 para mim a quintess\u00eancia da sensualidade masculina, mostrando seu sexo abertamente e sem pudor. O fauno est\u00e1 adormecido e sua atitude sugere que o seu \u00e9 o sono depois do \u00eaxtase. Mas o \u00eaxtase \u00e9 dif\u00edcil de distinguir nas representa\u00e7\u00f5es de modelos masculinos. Oculta-se, muitas vezes, baixo as formas da dor \u2014de Prometeo a S\u00e3o Sebasti\u00e3o\u2014, do mart\u00edrio sacro ou profano, e paradoxalmente resulta mais evidente em obras de corte religioso\u201d, explica a especialista Carmen Gonz\u00e1lez Castro.  \" width=\"666\" height=\"1084\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Fauno Barberini&#8217; (s.III ac.C.). An\u00f4nimo. Gliptoteca de Munique.\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0A descoberta desta est\u00e1tua no s\u00e9culo XVII, durante o pontificado de Urbano VIII em Roma, causou sensa\u00e7\u00e3o. A pose impudente \u00e9 devida \u00e0 natureza dos faunos ou s\u00e1tiros, criaturas mitol\u00f3gicas que amam o vinho, a ociosidade e os prazeres.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u201c\u00c9 para mim a quintess\u00eancia da sensualidade masculina, mostrando seu sexo abertamente e sem pudor. O fauno est\u00e1 adormecido e sua atitude sugere que o seu \u00e9 o sono depois do \u00eaxtase. Mas o \u00eaxtase \u00e9 dif\u00edcil de distinguir nas representa\u00e7\u00f5es de modelos masculinos. Oculta-se, muitas vezes, baixo as formas da dor \u2014de Prometeo a S\u00e3o Sebasti\u00e3o\u2014, do mart\u00edrio sacro ou profano, e paradoxalmente resulta mais evidente em obras de corte religioso\u201d, explica a especialista Carmen Gonz\u00e1lez Castro.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_19\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_19\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531669758_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  O fot\u00f3grafo alem\u00e3o Wilhelm Von Gloeden (1856-1931) retratou obsessivamente os jovens sicilianos, utilizando poses cl\u00e1ssicas como pretexto para a mudez.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  \u201cAqu ele faz uma vers\u00e3o do \u2018Jovem nu em frente ao mar\u2019, de Flandrin, tornando-o carnal e chamando-o de 'Caim'. Muito ousado. Von Gloeden baixa \u00e0 Terra os cl\u00e1ssicos e despoja-os de sua imaculada perfei\u00e7\u00e3o. Apolo \u00e9 Dion\u00edsio, e Dion\u00edsio \u00e9 um garoto da rua\u201d, analisa David Trullo.  \" width=\"666\" height=\"790\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Caim&#8217; (1902), de Wilhelm Von Gloeden\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0O fot\u00f3grafo alem\u00e3o Wilhelm Von Gloeden (1856-1931) retratou obsessivamente os jovens sicilianos, utilizando poses cl\u00e1ssicas como pretexto para a mudez.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0\u201cAqu ele faz uma vers\u00e3o do \u2018Jovem nu em frente ao mar\u2019, de Flandrin, tornando-o carnal e chamando-o de &#8216;Caim&#8217;. Muito ousado. Von Gloeden baixa \u00e0 Terra os cl\u00e1ssicos e despoja-os de sua imaculada perfei\u00e7\u00e3o. Apolo \u00e9 Dion\u00edsio, e Dion\u00edsio \u00e9 um garoto da rua\u201d, analisa David Trullo.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_20\">\n<figure class=\"foto foto_w666\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_20\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/07\/13\/album\/1531493703_414211_1531748515_album_normal.jpg\" alt=\" Mas o que faz este homem nu?  Dentre as muitas fotografias de homens nus de Mapplethorpe (EUA, 1946-1989), impressionam especialmente as de indiv\u00edduos negros. A fetichiza\u00e7\u00e3o de seus corpos \u00e9 evidente, e por isto foi muito criticado ao considerar-se que o fot\u00f3grafo nova-iorquino perpetuava o mito do objeto sexual ex\u00f3tico.    Por que \u00e9 t\u00e3o bom?  &quot;Quest\u00f5es pol\u00edticas \u00e0 parte, a fotografia \u00e9 um prod\u00edgio de composi\u00e7\u00e3o, despojamento c\u00eanico e sensualidade fria que habita em algum lugar entre Michelangelo e Leni Riefenstahl  \" width=\"666\" height=\"837\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">&#8216;Derrick Cross&#8217; (1982), de Robert Mapplethorpe\u00a0<\/span><span class=\"foto-texto\"><strong>Mas o que faz este homem nu?<\/strong>\u00a0Dentre as muitas fotografias de homens nus de Mapplethorpe (EUA, 1946-1989), impressionam especialmente as de indiv\u00edduos negros. A fetichiza\u00e7\u00e3o de seus corpos \u00e9 evidente, e por isto foi muito criticado ao considerar-se que o fot\u00f3grafo nova-iorquino perpetuava o mito do objeto sexual ex\u00f3tico.<strong>Por que \u00e9 t\u00e3o bom?<\/strong>\u00a0&#8220;Quest\u00f5es pol\u00edticas \u00e0 parte, a fotografia \u00e9 um prod\u00edgio de composi\u00e7\u00e3o, despojamento c\u00eanico e sensualidade fria que habita em algum lugar entre Michelangelo e Leni Riefenstahl<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>mostra-se nesta obra desprovido dos modelos extravagantes e fetichistas que vestia em suas atua\u00e7\u00f5es\u201d, indica o especialista em arte Bruno Ruiz-Nicoli. 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