{"id":25291,"date":"2013-10-26T17:32:55","date_gmt":"2013-10-26T20:32:55","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=25291"},"modified":"2013-10-26T17:32:55","modified_gmt":"2013-10-26T20:32:55","slug":"futebol-um-seculo-e-meio-de-bola-rolando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/futebol-um-seculo-e-meio-de-bola-rolando\/","title":{"rendered":"Futebol: um s\u00e9culo e meio de bola rolando"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-25292\" alt=\"esportee\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esportee-300x130.jpg\" width=\"300\" height=\"130\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esportee-300x130.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esportee-620x269.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esportee.jpg 662w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O futebol nasce todos os dias. Basta uma bola rolar. Pode at\u00e9 nem existir, ser imagin\u00e1ria. Parecer uma bola ou n\u00e3o ter nada a ver com ela. Tanto faz. Pode ser em um gramado, na terra batida, no asfalto, na sala de casa, nos sonhos. Idem. O futebol respira, sim, todos os dias. Na tabela imperfeita, no drible de sorte, no chute desviado, no gol contra. Na genialidade, ent\u00e3o, transpira e inspira. \u00c9 assim desde a segunda-feira, dia 26 de outubro de 1863. H\u00e1 exatos 150 anos.<\/p>\n<p>O futebol definha, por\u00e9m. Todos os dias, at\u00e9. Ou, pelo menos, naqueles dias em que sua ess\u00eancia \u00e9 colocada de lado. Quando deixa de ser um esporte entre iguais, entende? Na banana atirada contra um negro. Na intoler\u00e2ncia machista. No confronto de torcidas advers\u00e1rias. No tiro que quase matou Lucas Lyra, lembra? Nos desmandos dos cartolas. No atleta vendido. No juiz corrupto. Da assinatura de sua certid\u00e3o de nascimento, na Freemason\u2019s Tavern, em Great Queen Street, Londres, n\u00e3o se esperava tamb\u00e9m este futuro. Mesmo assim, este foi o seu destino. Passados exatos 150 anos.<\/p>\n<p>A taverna que viu a luz ser dada ao Football Association (FA) deixou de existir, em 1909. Acabou demolida. A aprova\u00e7\u00e3o do conjunto de 13 regras (que, mais tarde, passaram a ser 17) ficou de legado para o regimento do esporte, como \u00e9 conhecido at\u00e9 hoje. Regras essas que o separaram de vez do r\u00fagbi. As ra\u00edzes do futebol, no entanto, podem datar de mais de tr\u00eas mil anos. Assim, pelo menos, afirmam alguns historiadores. Para isso, s\u00e3o considerados precursores tanto o tsu-chu dos chineses como o kemari dos japoneses, al\u00e9m do epyskiros dos gregos e o harpastum dos romanos.<\/p>\n<p>Antes da FA &#8211; n\u00e3o \u00e9 certo traduzir como \u201cfutebol associa\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cfutebol associado\u201d. O mais correto seria: \u201cFutebol da associa\u00e7\u00e3o\u201d -, o futebol era praticado em Cambridge, Oxford, Sheffield, col\u00e9gios e universidades, clubes e agremia\u00e7\u00f5es. N\u00e3o havia uniformidade. Com cada um desses lugares apostavam em uma melhor forma de jogar o esporte. Para que partidas e at\u00e9 campeonatos pudessem ser disputadas, o presidente de um clube de Barnes, Londres, Ebenezer Morley, decidiu convocar 13 representantes de outros grupos para a funda\u00e7\u00e3o, na taverna de Freemason\u2019s, da Football Association. A partir deste \u201cpontap\u00e9 organizacional\u201d o esporte p\u00f4de, enfim, sair fortificado do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico e, logo em seguida, ganhar outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Nos bra\u00e7os do paulistano Charles Miller, em 1894, as primeiras bolas desembarcaram em terras brasileiras. Com as regras j\u00e1 pr\u00e9-definidas, coube ao solo tupiniquim apenas se mostrar f\u00e9rtil para aquela ainda infanta cria\u00e7\u00e3o. Os frutos se espalharam do Oiapoque ao Chu\u00ed. Norte, sul, leste e oeste passaram a aprender que o futebol n\u00e3o poderia ser encarado apenas um esporte. Aqui virou quest\u00e3o de alma. E isso se explica por aquele gosto salgado da l\u00e1grima, quando cai no sorriso, ap\u00f3s o berro do gol, convertido aos 48 minutos do segundo tempo. No abra\u00e7o em um desconhecido. Nos cinco t\u00edtulos mundiais. E na voca\u00e7\u00e3o para fazer a bola rolar como ningu\u00e9m mais faz. Dif\u00edcil at\u00e9 de se explicar. Quem sabe com mais 150 anos de hist\u00f3ria? Quem sabe&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"caixaFonte\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div id=\"comentario-facebook-noticias\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol nasce todos os dias. Basta uma bola rolar. Pode at\u00e9 nem existir, ser imagin\u00e1ria. Parecer uma bola ou n\u00e3o ter nada a ver com ela. Tanto faz. 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