{"id":253244,"date":"2018-08-11T07:35:28","date_gmt":"2018-08-11T10:35:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=253244"},"modified":"2018-08-11T07:35:28","modified_gmt":"2018-08-11T10:35:28","slug":"mais-de-20-dos-homens-fingem-orgasmos-e-elas-nem-notam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mais-de-20-dos-homens-fingem-orgasmos-e-elas-nem-notam\/","title":{"rendered":"Mais de 20% dos homens fingem orgasmos (e elas nem notam)"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Vale um Oscar. Quase a metade deles n\u00e3o sabe dizer se sua parceira alcan\u00e7ou o cl\u00edmax. Por que continuamos fingindo?<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/08\/09\/ciencia\/1533814772_716696_1533933220_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/08\/09\/ciencia\/1533814772_716696_1533933220_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/08\/09\/ciencia\/1533814772_716696_1533933220_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/08\/09\/ciencia\/1533814772_716696_1533933220_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"orgasmo\" width=\"980\" height=\"490\" \/><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Silvia C. Carpallo\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/silvia_c_carpallo\/a\/\">SILVIA C. CARPALLO<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz j\u00e1 quase 30 anos daquela m\u00edtica cena de Meg Ryan no filme\u00a0<em>Harry e Sally \u2013 Feitos Um para o Outro<\/em>, mostrando, numa mesa de bar,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/01\/opinion\/1491058177_829337.html\">como \u00e9 f\u00e1cil fingir um orgasmo<\/a>\u00a0e como \u00e9 dif\u00edcil que um homem note. Entretanto, pouco mudou desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um recente estudo publicado na revista\u00a0<em>Journal of Sexual Medicine<\/em>\u00a0por pesquisadores da Universidade Brigham Young analisou a percep\u00e7\u00e3o do orgasmo em 1.683 casais heterossexuais rec\u00e9m-casados. Uma das principais conclus\u00f5es era que,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/30\/estilo\/1530370744_945315.html\">embora 87% dos maridos chegassem de forma constante ao orgasmo, s\u00f3 49% das mulheres o faziam<\/a>. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 que mais da metade delas n\u00e3o alcan\u00e7assem o cl\u00edmax: 43% de seus c\u00f4njuges n\u00e3o eram capazes de dizer quando isso acontecia. Eles continuam sem saber, e isso que, afirma a sex\u00f3loga Ana Garc\u00eda, \u201caveriguar se se finge ou n\u00e3o \u00e9 relativamente f\u00e1cil, a resposta fisiol\u00f3gica da mulher n\u00e3o engana: contra\u00e7\u00f5es, espasmos, lubrifica\u00e7\u00e3o, ere\u00e7\u00e3o do clit\u00f3ris\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe perguntar o porqu\u00ea, e a especialista cita duas poss\u00edveis raz\u00f5es: \u201cPode ser porque o homem esteja muito concentrado no seu prazer, ou que nem cogite que sua parceira n\u00e3o esteja tendo a mesma sensa\u00e7\u00e3o\u201d. Mais comunica\u00e7\u00e3o ajudaria, mas \u201cse os homens se preocupassem em descobrir qual \u00e9 a resposta fisiol\u00f3gica que a mulher tem ao chegar ao orgasmo, seria bastante f\u00e1cil averiguar se est\u00e1 fingindo ou n\u00e3o\u201d, sentencia Garc\u00eda. Se isto j\u00e1 soa inquietante, \u00e9 ainda mais o fato de as mulheres continuarem fingindo orgasmos e renunciando a uma vida sexual plena nos futuros encontros.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">As quatro raz\u00f5es para fingir, segundo a escala de falsifica\u00e7\u00e3o do orgasmo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014 estabeleceu-se a chamada\u00a0<em>escala de falsifica\u00e7\u00e3o do orgasmo feminino<\/em>, em que se determinam quatro motivos principais para fingir o orgasmo por parte das mulheres: dar por terminada a rela\u00e7\u00e3o sexual; aumentar sua pr\u00f3pria excita\u00e7\u00e3o; evitar \u201ca inseguran\u00e7a e o medo\u201d de n\u00e3o poder alcan\u00e7ar o orgasmo, e, o mais comum, evitar magoar o parceiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu livro\u00a0<em>Inteligencia Sexual<\/em>, a sex\u00f3loga Mar\u00eda Esclapez defende que \u201cgemer e fazer que\u00a0<em>sim<\/em>, quando na verdade \u00e9\u00a0<em>n\u00e3o<\/em>, \u00e9 enganar a outra pessoa e a si mesma\u201d. A partir da sua experi\u00eancia, acrescenta uma causa a mais \u00e0 lista de raz\u00f5es para a falsifica\u00e7\u00e3o do cl\u00edmax: \u201cTer desejos diferentes dos do parceiro e n\u00e3o querer express\u00e1-los, e por isso querer que a rela\u00e7\u00e3o acabe o quanto antes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto, reflete, est\u00e1 muito relacionado com \u201ca influ\u00eancia do estere\u00f3tipo masculino na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sexualidad\">sexualidade<\/a>\u201d. O plano n\u00e3o funcionaria se n\u00e3o existisse o mito de que \u201cpara que uma rela\u00e7\u00e3o sexual seja satisfat\u00f3ria ela precisa culminar com um orgasmo\u201d. Esta falsa ideia, quando o orgasmo n\u00e3o acontece, gera uma frustra\u00e7\u00e3o no casal, e, portanto, \u201cprefere-se fingir e n\u00e3o abalar a autoestima do outro\u201d. Al\u00e9m disso, destaca que o problema de fundo tem a ver com a falta de comunica\u00e7\u00e3o no casal. \u201cSe voc\u00ea jamais falou com seu parceiro sobre sua sexualidade \u2014o que voc\u00eas gostam, como, onde etc\u2014 \u00e9 altamente prov\u00e1vel que algum dos dois finja, porque, voc\u00ea j\u00e1 sabe, ningu\u00e9m \u00e9 adivinho\u201d.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Os homens tamb\u00e9m fingem, e muito<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora quando se fala de fingir orgasmos geralmente estejamos nos referindo \u00e0s mulheres,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/04\/fotorrelato\/1507136315_045437.html\">tamb\u00e9m h\u00e1 homens que falseiam rea\u00e7\u00f5es na hora de alcan\u00e7ar o cl\u00edmax<\/a>. Foi o que mostrou uma pesquisa feita com mais de 1.400 pessoas pela marca de produtos er\u00f3ticos Bijoux Indiscrets, segundo a qual 21,2% dos homens haviam fingido o orgasmo alguma vez (a percentagem de mulheres continuava sendo maior: 52,1%). Mais chamativa era a cifra de 8,4% dos homens que diziam falsear quase sempre seus orgasmos (quase tantos como mulheres: 11,8%). Com essas cifras na m\u00e3o, o ser humano se mostra como um cr\u00e9dulo sexual: s\u00f3 10,4% das mulheres e 15,6% dos homens acreditavam que seu parceiro atual fingia os orgasmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para eles, a atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais complexa, por uma obviedade fisiol\u00f3gica, e apesar disso h\u00e1, segundo a sex\u00f3loga Ana Garc\u00eda, uma raz\u00e3o principal que os leva a fingir: \u201cA vergonha de n\u00e3o chegar ao orgasmo. No caso deles, tentam por todos os meios, diferentemente das mulheres, mas se virem que chegam um ponto em que n\u00e3o [v\u00e3o conseguir], fingem por vergonha, j\u00e1 que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/26\/estilo\/1506460227_503263.html\">a sociedade imp\u00f5e que eles sempre querem e podem<\/a>\u201d.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Quanto mais o tempo passa, mais custa justificar-se<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta quest\u00e3o, \u00e9 importante distinguir entre fingir \u201cpara se livrar\u201d num momento pontual, pelo motivo que seja \u2014algo que, conforme aponta Mar\u00eda Esclapez, pode acontecer dentro da normalidade\u2014, e que a falsifica\u00e7\u00e3o seja um ato sistem\u00e1tico, algo habitual no casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo cen\u00e1rio, adverte Ana Garc\u00eda, tem uma consequ\u00eancia l\u00f3gica: \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/13\/estilo\/1531517182_548102.html\">Quanto menos prazer e menos satisfa\u00e7\u00e3o voc\u00ea tiver num encontro sexual, menos vontade tem de repeti-lo<\/a>, e isto em longo prazo acarreta um desejo sexual inibido e, portanto, problemas no casal\u201d. A situa\u00e7\u00e3o pode acabar em um\u00a0<em>looping<\/em>\u00a0do qual ser\u00e1 dif\u00edcil sair, pois cada vez custa mais se justificar, acrescenta Esclapez. Com isto, consegue-se que a press\u00e3o para alcan\u00e7ar o cl\u00edmax aumente a cada rela\u00e7\u00e3o: \u201cE a press\u00e3o produz ansiedade, que \u00e9 a inimiga n\u00famero um das rela\u00e7\u00f5es sexuais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa not\u00edcia \u00e9 que h\u00e1 um jeito de sair desse c\u00edrculo vicioso, e o primeiro passo \u00e9 decidir parar de fingir. Afinal de contas, se fingir \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o pessoal, decidir que se tem direito ao orgasmo tamb\u00e9m \u00e9. O passo seguinte, segundo Ana Garc\u00eda, passa por \u201cfomentar a comunica\u00e7\u00e3o sexual com seu parceiro e faz\u00ea-lo entender que o prazer \u00e9 dos dois, que \u00e9 preciso trabalh\u00e1-lo e tentar obt\u00ea-lo juntos, para que ambos desfrutem. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 b\u00e1sica para poder solucionar os problemas do casal, a empatia, o entendimento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A este respeito, a sex\u00f3loga recorda que isto nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, justamente por culpa dos falsos mitos, press\u00f5es e pap\u00e9is estabelecidos em torno da sexualidade dos casais. \u201cA sociedade \u00e9 o reflexo da nossa educa\u00e7\u00e3o e, portanto, influencia nos pap\u00e9is que cada um adota, da\u00ed o que o homem d\u00ea o orgasmo da mulher como fato consumado, sem perguntar, nem se preocupar\u201d. Da mesma forma \u201ca atitude passiva dela se deve \u00e0 dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o, por isso se opta pelo caminho mais r\u00e1pido\u201d, para esquivar essa conversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/04\/estilo\/1499156317_741252.html\">Melhorar a educa\u00e7\u00e3o sexual, obviamente, \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o<\/a>, de forma que \u201ca mulher n\u00e3o tenha por que fingir um orgasmo sistematicamente, mas sim tenha a tranquilidade de poder diz\u00ea-lo ao seu parceiro e que seja uma conversa construtiva. E que o homem em nenhum momento possa se sentir ofendido, j\u00e1 que o fato de ela n\u00e3o alcan\u00e7ar o cl\u00edmax n\u00e3o deve afetar a sua autoestima\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vale um Oscar. Quase a metade deles n\u00e3o sabe dizer se sua parceira alcan\u00e7ou o cl\u00edmax. 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