{"id":25676,"date":"2013-10-29T09:07:06","date_gmt":"2013-10-29T12:07:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=25676"},"modified":"2013-10-29T09:07:06","modified_gmt":"2013-10-29T12:07:06","slug":"entre-sao-basilio-e-lenin-na-praca-vermelha-de-moscou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/entre-sao-basilio-e-lenin-na-praca-vermelha-de-moscou\/","title":{"rendered":"Entre S\u00e3o Bas\u00edlio e Lenin na Pra\u00e7a Vermelha de Moscou"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-25680\" alt=\"russia\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/russia-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/russia-300x225.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/russia-409x307.jpg 409w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/russia.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se Sokurov mostra uma parte relevante (mas s\u00f3 uma parte) do Hermitage, Brad Bird mal focaliza a Pra\u00e7a Vermelha antes de destru\u00ed-la (felizmente, s\u00f3 nos efeitos de computador). Assim como o museu \u00e9 o primeiro passo para conversar com o \u201crapazinho enfeitado\u201d S\u00e3o Petersburgo, a pra\u00e7a resume as contradi\u00e7\u00f5es e os h\u00e1bitos da \u201cvelha caseira\u201d Moscou, com policiais sisudos, atendentes r\u00edspidos e placas inintelig\u00edveis, todas em cir\u00edlico. Para piorar, o idioma \u00e0s vezes parece sugerir que voc\u00ea foi surpreendido pelo inspetor da sala colando o resultado do Enem. Mas eu s\u00f3 queria saber onde fica a atra\u00e7\u00e3o tal&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es e cenas simp\u00e1ticas. A quantidade de gente, principalmente mulheres, com flores nas m\u00e3os pelas ruas d\u00e1 a entender que o russo \u00e9 mais doce do que rude. Turistas em geral, contudo, n\u00e3o ganham flores. Mas n\u00e3o \u00e9 motivo para explodir a Pra\u00e7a Vermelha nem incomodar o sono profundo de Lenin. Na penumbra do mausol\u00e9u, pr\u00f3ximo aos muros do Kremlin, s\u00f3 o corpo do antigo l\u00edder russo recebe a pouca luz. Os turistas entram em pequenos grupos, e se algu\u00e9m ficar dez segundos parado observando, um dos muitos guardas cutuca o visitante, ordenando, em russo, que a fila ande. O encontro n\u00e3o dura mais que um minuto. A entrada \u00e9 gratuita, voc\u00ea s\u00f3 paga o guarda-volume (40 rublos, ou R$ 2,50), onde deixa qualquer bolsa, celular e m\u00e1quina fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 direita de quem sai do mausol\u00e9u fica a colorida e labir\u00edntica Catedral de S\u00e3o Bas\u00edlio, o Bem-Aventurado, com uma decora\u00e7\u00e3o em cada c\u00fapula. Na hora dos bilhetes, uma peculiaridade comum em atra\u00e7\u00f5es russas: voc\u00ea paga um ingresso para entrar e outro para tamb\u00e9m fotografar, e um valor maior para filmar e fotografar. S\u00e3o 250 rublos (R$ 16) para entrar e mais 160 rublos (R$ 10) para fazer fotos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os bilhetes para o Kremlin s\u00e3o vendidos em tendas perto dos Jardins de Alexandre. \u00c9 s\u00f3 procurar uma fila. H\u00e1 duas entradas, uma pela Torre Borovitskaya, pr\u00f3ximo da C\u00e2mara das Armas, e outra pela Ponte Trinity, quase na muvuca da Pra\u00e7a Vermelha. No p\u00e1tio das catedrais ficam as igrejas de c\u00fapulas superdouradas: a Catedral da Anuncia\u00e7\u00e3o (a maior delas), a Catedral da Assun\u00e7\u00e3o e a Catedral do Arcanjo. Para aproveitar tudo, \u00e9 melhor comprar o ingresso duplo (1.050 rublos, R$ 68) para d\u00e1 direito a entrar no complexo de catedrais e na C\u00e2mara das Armas, que guarda tesouros dos czares, do s\u00e9culo XVI at\u00e9 quando a corte foi para S\u00e3o Petersburgo, por volta de 1711.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se estiver cansado de atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas, \u00e9 hora de cruzar a pra\u00e7a e visitar o shopping Gum, com lojas chiques, restaurantes (inclusive op\u00e7\u00f5es mais populares) e \u00e1reas de lazer. \u00c0 noite, a ilumina\u00e7\u00e3o do Gum \u00e9 mais chamativa do que as luzes das torres do Kremlin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 20 minutos a p\u00e9 da Pra\u00e7a Vermelha, a Catedral do Cristo Salvador (ou Redentor) brilha com suas c\u00fapulas douradas com o Rio Moscou nos fundos. Perto dela fica o Museu de Belas Artes Pushkin, que exibe pinturas de Picasso, Van Dyck, Botticelli e Chagall. Mas aten\u00e7\u00e3o, existe um outro Museu Pushkin na mesma rua, maior, com outro tipo de acervo. O das pinturas tem uma entrada acanhada e \u00e9 o mais pr\u00f3ximo da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m perto da catedral, mas do outro lado do rio, fica o Parque Gorky. Em Moscou, os parques s\u00e3o grandiosos, t\u00eam quil\u00f4metros de \u00e1rea, atra\u00e7\u00f5es de toda sorte (gratuitas e pagas), muito verde (ou branco neve, se voc\u00ea for nesta \u00e9poca do ano), jardins bem cuidados, banheiros, \u00e1reas para esportes, bares, quiosques, vendedores (raros com jeito de camel\u00f4), brinquedos e imensos portais que lembram o auge do comunismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado da Rua Krymskiival fica o Parque das Artes, uma \u00e1rea repleta de esculturas e est\u00e1tuas dos mais diversos autores e retratando as mais diferentes figuras, com uma parte no fundo reservada a monumentos retirados das ruas da cidade; ou seja, muitas est\u00e1tuas de l\u00edderes comunistas que foram os maiorais em determinadas \u00e9pocas, e que hoje n\u00e3o merecem mais figurar em cada esquina. Entre eles St\u00e1lin, Brejnev e mesmo ele, Lenin. Esse lugar dos bronzes esquecidos p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o fica ao lado do Gorky e \u00e9 chamado nos guias de viagem de Jardim dos Monumentos Depostos. Se quiser conhecer outro parque semelhante, v\u00e1 ao VDNKh (ou Centro de Exposi\u00e7\u00f5es de Toda a R\u00fassia), mais distante do centro hist\u00f3rico e vizinho ao Museu da Cosmon\u00e1utica (ou das conquistas espaciais). O ingresso para o museu custa 200 rublos (R$ 13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se S\u00e3o Petersburgo tem o Mariinskyi, Moscou tem o Bolshoi. Aqui vale a mesma dica: compre seu ingresso antecipadamente pelo site<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/boa-viagem\/bolshoi.ru\/en\" target=\"_blank\" rel=\"external\">bolshoi.ru\/en<\/a>. Por fim, seja voc\u00ea homem ou mulher, evite fazer como Tom Cruise em seus filmes. Usar salto alto n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel para as longas caminhadas que a cidade exige.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As suntuosas esta\u00e7\u00f5es do metr\u00f4<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um \u00f3timo servi\u00e7o on-line em Moscou \u00e9 o de compra de passagem para o Aeroexpress, trens que saem dos principais aeroportos de Moscou (Sheremetyevo, Domodedovo e Vnukovo) para tr\u00eas diferentes esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 no Centro da cidade. Custa 320 rublos, no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, equivalentes a US$ 10. Basta imprimir o comprovante, com o c\u00f3digo de barras. Com ele (principalmente em Sheremetyevo) voc\u00ea dribla o ass\u00e9dio de dezenas de \u00e1vidos taxistas que agem livremente no sagu\u00e3o do aeroporto \u00e0 ca\u00e7a de turistas, falando em russo, ingl\u00eas e at\u00e9 portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao descer em Sheremetyevo, saia para o lado esquerdo do sagu\u00e3o. Pegue o elevador para o primeiro andar e siga as placas em formato de seta no ch\u00e3o rumo \u00e0s plataformas E ou F. N\u00e3o tem erro. As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o tamb\u00e9m em ingl\u00eas. Os trajetos do Aeroexpress s\u00e3o: Sheremetyevo-Bielorruskaya; Domodedovo-Paveletskaya; Vnukovo-Kievskaya. Pode-se comprar tamb\u00e9m no caminho inverso, saindo das esta\u00e7\u00f5es rumo ao seu aeroporto de embarque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo (bom) metr\u00f4 de grandes cidades lembra emaranhados e causa estranheza \u00e0 primeira vista. Se ele s\u00f3 tiver informa\u00e7\u00f5es em cir\u00edlico, ent\u00e3o, tudo parece mais dif\u00edcil. O metr\u00f4 de Moscou \u00e9 abrangente, mas requer aten\u00e7\u00e3o e paci\u00eancia. Comprar bilhetes nos guich\u00eas \u00e9 f\u00e1cil, basta fazer m\u00edmica para pedir um t\u00edquete com cinco viagens (135 rublos, R$ 9). O cart\u00e3o \u00e9 magn\u00e9tico e quando voc\u00ea passa, a roleta informa quantas viagens restam. As escadas rolantes parecem intermin\u00e1veis. As placas em cada plataforma indicam as pr\u00f3ximas esta\u00e7\u00f5es, da esquerda para a direita, no sentido do trem. Abaixo dos nomes de cada esta\u00e7\u00e3o est\u00e3o os outros destinos das diferentes conex\u00f5es. S\u00e3o 11 linhas, identificadas por n\u00fameros e cores, e quase 200 esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria da popula\u00e7\u00e3o circula de metr\u00f4; ent\u00e3o, tem sempre movimento. Mas n\u00e3o fica lotado como no Rio. A explica\u00e7\u00e3o talvez seja simples: em hor\u00e1rios de pico, conforme a linha, o intervalo entre um trem e outro cai a menos de um minuto. Sai uma penca de russos e russas e entra outra. Sem muita turbul\u00eancia nem disputa para arrumar onde se segurar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Petersburgo, usa-se moedas do metr\u00f4 nas roletas, e todas as esta\u00e7\u00f5es t\u00eam sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m em ingl\u00eas. Outra curiosidade do sistema metropolitano na cidade: duas linhas passam numa mesma plataforma. Na esta\u00e7\u00e3o Teckhnologichesky Inst, por exemplo, a linha vermelha vai para Devyatkino; a linha azul vai para Parnas. Os dois destinos ficam ao norte. Aqui as linhas se encontram e depois seguem quase paralelas. Ou seja, n\u00e3o passa um trem para um lado e outro no sentido contr\u00e1rio. H\u00e1 uma outra plataforma, com outro acesso, com o mesmo Teckhnologichesky Inst no nome, com duas linhas para o sul. Parece complicado, mas tem sua l\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas duas cidades, h\u00e1 esta\u00e7\u00f5es que lembram pal\u00e1cios. M\u00e1rmores, bronze, mosaicos, lustres e amplid\u00e3o s\u00e3o comuns no metr\u00f4, cuja constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou nos anos 1930, durante o regime comunista da antiga URSS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moscou e S\u00e3o Petersburgo s\u00e3o repletas de grandes avenidas. Use e abuse das passagens subterr\u00e2neas. S\u00e3o seguras e ainda t\u00eam quiosques diversos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: O Globo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\"><\/strong><a style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" href=\"http:\/\/starwoodhotels.com\/sheraton\" target=\"_blank\" rel=\"external\"><br \/>\n<\/a><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\"><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se Sokurov mostra uma parte relevante (mas s\u00f3 uma parte) do Hermitage, Brad Bird mal focaliza a Pra\u00e7a Vermelha antes de destru\u00ed-la (felizmente, s\u00f3 nos efeitos de computador).<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":25680,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[4238,1109],"class_list":["post-25676","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-russia","tag-viagem"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/russia.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25676\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25680"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}