{"id":257012,"date":"2018-09-12T12:15:06","date_gmt":"2018-09-12T15:15:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=257012"},"modified":"2018-09-12T12:15:06","modified_gmt":"2018-09-12T15:15:06","slug":"muito-imposto-pouca-renda-os-tributos-mais-doidos-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/muito-imposto-pouca-renda-os-tributos-mais-doidos-da-historia\/","title":{"rendered":"Muito imposto, pouca renda. Os tributos mais doidos da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-box featured-box-revista_oasis\">\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/www.brasil247.com\/images\/cache\/1000x357\/crop\/images%7Ccms-image-000604551.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"357\" data-src-a=\"\/images\/cache\/480x240\/crop\/images%7Ccms-image-000604551.jpg\" data-src-b=\"\/images\/cache\/490x280\/crop\/images%7Ccms-image-000604551.jpg\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"aniBox\">\n<div id=\"aniplayer_aniviewJS340221911\">\n<div id=\"aniplayer_aniviewJS340221911gui\">\n<div id=\"av-container\" class=\" desktop hide-controls\">\n<div id=\"av-inner\">\n<div id=\"slot\">\n<div id=\"preloader\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"gui\">\n<div id=\"close-btn\"><\/div>\n<div id=\"aniview-credit\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"anibid\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dizemos, com raz\u00e3o, que os impostos hoje s\u00e3o um verdadeiro absurdo. Mas, se servir de consolo, \u00e9 bom saber que no transcorrer dos s\u00e9culos os poderosos j\u00e1 cobraram taxas sobre tudo e qualquer coisa: usar barba, ter janelas, imposto sobre o celibato e at\u00e9 sobre a viuvez. A \u00fanica coisa sobre a qual, ao que se saiba, nunca foi cobrado imposto, \u00e9 o ar que se respira. Por enquanto\u2026 Na foto de abertura, detalhe de \u201cO coletor de impostos\u201d, de Peter Brueghel o Jovem (s\u00e9culo 16).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"sidebar-columns single-page clearfix style-revista_oasis\">\n<section>\n<div class=\"entry\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1425927811845-0\" data-google-query-id=\"COLsg7Pgtd0CFUNIAQodJCUJsA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/55115104\/google-336x280_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"entry-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\"><strong>Por: Equipe O\u00e1sis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Nada \u00e9 mais certo neste mundo do que a morte e os impostos, dizia Benjamin Franklin. O ditado permanece atual. At\u00e9 porque os impostos, ontem como hoje, s\u00e3o indispens\u00e1veis para tocar adiante a m\u00e1quina do Estado e garantir servi\u00e7os aos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">A quest\u00e3o \u00e9 que, muitas vezes, os governantes passaram da conta e, no transcorrer dos s\u00e9culos, o que n\u00e3o faltou foram exemplos de tributos realmente bizarros, exc\u00eantricos e injustos.<\/p>\n<div id=\"attachment_10689\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/muito-imposto-pouca-renda-os-tributos-mais-doidos-da-historia\/maxresdefault-62\/\" rel=\"attachment wp-att-10689\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"1407423005\" data-slb-internal=\"10689\" data-slb-group=\"10682\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-10689\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/maxresdefault-1.jpg?resize=600%2C338\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\" data-wahfont=\"12\"><em>A \u201cvespasiana\u201d, latrina p\u00fablica criada pelo imperador Vespasiano, Roma, s\u00e9culo 1 dC.\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">De cada territ\u00f3rio conquistado, por exemplo, Roma exigia o pagamento de pesados tributos, a n\u00e3o ser que os seus habitantes se rendessem pacificamente. Mas isso n\u00e3o era tudo. Durante a sua campanha moralizadora, o imperador Augusto (27 aC \u2013 14 dC) introduziu um imposto para os senadores que queriam permanecer solteiros, com o objetivo de salvaguardar a institui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">O imperador Vespasiano, meio s\u00e9culo depois, decidiu engordar o caixa do Estado com um imposto sobre a urina, recolhida e utilizada pelos curtidores de couro nos banheiros p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Com a implanta\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do sistema feudal, na Europa se pagavam impostos sobre quase tudo, a crit\u00e9rio dos senhores feudais. Os camponeses tinham de pagar taxas para cortar a grama e o mato e tamb\u00e9m a lenha, para dar de beber aos animais ou ter acesso \u00e0 \u00e1gua das fontes, para recolher frutas e verduras silvestres e at\u00e9 para atravessar pontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Era preciso pagar imposto inclusive para se pescar r\u00e3s nas lagoas, e os peixes de \u00e1gua doce e salgada, sem falar na taxa de perman\u00eancia \u00e0s margens dos rios e dos lagos. As entradas mais consistentes, no entanto, chegavam atrav\u00e9s do chamado \u201cfoc\u00e1tico\u201d, a taxa sobre o fog\u00e3o dom\u00e9stico que toda fam\u00edlia precisava ter para cozinhar e para forjar ferramentas, e tamb\u00e9m atrav\u00e9s dos impostos que toda a comunidade agr\u00edcola precisava pagar com base nos produtos agr\u00edcolas que possu\u00edam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Um dos impostos mais curiosos e absurdos foi introduzido no s\u00e9culo 14, na Espanha, no auge da guerra entre espanh\u00f3is e mu\u00e7ulmanos para a conquista da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Ent\u00e3o, as vi\u00favas eram obrigadas a pagar uma taxa de dois maravedis (cerca de 200 reais) caso decidissem casar novamente antes de transcorrer 12 meses da morte do marido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Uma vez novamente casadas, corriam o risco de serem vendidas como servas junto com o novo c\u00f4njuge, caso se descobrisse que o primeiro marido ainda estava vivo. Como as not\u00edcias que chegavam da Terra Santa nunca eram bem precisas, casos desse tipo ocorriam com uma certa frequ\u00eancia. Os homens, no entanto, estavam isentos dessa taxa sobre o segundo matrim\u00f4nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">\n<div id=\"attachment_10690\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/muito-imposto-pouca-renda-os-tributos-mais-doidos-da-historia\/perucas\/\" rel=\"attachment wp-att-10690\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"874698642\" data-slb-internal=\"10690\" data-slb-group=\"10682\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-10690 aligncenter\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Perucas.jpg?resize=600%2C375\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\" data-wahfont=\"12\"><em>Ilustra\u00e7\u00e3o satiriza a moda das perucas monumentais na Fran\u00e7a, s\u00e9culo 18.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\"><strong>Imposto sobre as perucas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Entre os s\u00e9culos 17 e 18 a rainha do visual chic feminino e masculino na Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Inglaterra, era a peruca. Esse modismo durou at\u00e9 que o primeiro ministro ingl\u00eas, William Pitt, decidiu em 1795 impor um imposto sobre o p\u00f3 usado para fixar os fios das perucas, tanto por causa da escassez da farinha com que se fazia o produto quanto pela necessidade de melhorar o caixa do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Quem comandou os protestos contra esse tributo foi o Duque de Bedford, que abandonou as perucas e passou a usar um penteado natural, recomendando a seus amigos da nobreza a fazer o mesmo. Rapidamente o uso generalizado das perucas desapareceu, e elas foram relegadas unicamente a certos ambientes da corte e aos tribunais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Na Pol\u00f4nia, em meados do s\u00e9culo 18, o mais odiado dos impostos foi aquele que incidia sobre as lareiras dom\u00e9sticas, essenciais para a sobreviv\u00eancia durante os g\u00e9lidos meses de inverno naquela regi\u00e3o. Os moradores das cidades e tamb\u00e9m os camponeses pagavam uma taxa para cada chamin\u00e9 de lareira que possu\u00edam em suas casas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Muitos destru\u00edram literalmente as chamin\u00e9s, e acabaram por isso enchendo suas casas de fuma\u00e7a. H\u00e1 relatos de um enorme n\u00famero de mortes por intoxica\u00e7\u00e3o de mon\u00f3xido de carv\u00e3o bem como danos ao interior das casas e edif\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Naqueles mesmos anos surgiu na Europa o imposto sobre portas e janelas: maiores eram as quantidades de luz e ar que entravam em casa, mais alto era o valor que devia ser pago. A rea\u00e7\u00e3o dos contribuintes foi imediata: em toda a Europa eles come\u00e7aram a murar e a fechar as janelas e portas menos necess\u00e1rias e \u00fateis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\"><a href=\"http:\/\/www.luispellegrini.com.br\/muito-imposto-pouca-renda-os-tributos-mais-doidos-da-historia\/cms-image-000594359\/\" rel=\"attachment wp-att-10688\" data-slb-active=\"1\" data-slb-asset=\"2140490026\" data-slb-internal=\"10688\" data-slb-group=\"10682\" data-wahfont=\"14\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10688\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.luispellegrini.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/cms-image-000594359.jpg?resize=600%2C375\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">A batalha mais importante de Pedro o Grande, coroado czar da R\u00fassia em 1682, foi para ocidentalizar e modernizar o pa\u00eds. Depois de uma longa viagem a v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, ele decidiu mudar algumas tradi\u00e7\u00f5es. Uma das normas que imp\u00f4s a seus s\u00faditos foi o corte da barba, que passou a ser considerada uma moda tradicional anti-higi\u00eanica e superada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\"><strong>Celibat\u00e1rios e barbudos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">O czar da R\u00fassia Pedro o Grande (1672-1725) pediu a seus oficiais e funcion\u00e1rios que raspassem suas barbas, emblema da cultura ortodoxa (segundo a cren\u00e7a quem n\u00e3o a usava cometia uma afronta a Deus). Pedro instituiu um imposto para quem preferisse continuar barbudo. Como recibo do pagamento, o cidad\u00e3o barbudo recebia uma medalha de cobre que devia trazer sempre consigo. Quem fosse encontrado sem essa medalha era condenado \u00e0 imediata raspagem da pr\u00f3pria barba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-wahfont=\"14\">Tamb\u00e9m os celibat\u00e1rios, durante o per\u00edodo da ditadura fascista na It\u00e1lia, sofriam as consequ\u00eancias da sua escolha: com efeito, no pa\u00eds, a partir de 1927, foi institu\u00edda a famosa taxa sobre o celibato (que recordava o hom\u00f4nimo imposto do imperador romano Augusto, n\u00e3o por acaso muito admirado pelo ditador Mussolini). A ideologia do regime fascista exaltava o casamento e uma prole numerosa, considerados requisitos para a grandeza da na\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizemos, com raz\u00e3o, que os impostos hoje s\u00e3o um verdadeiro absurdo. 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