{"id":257258,"date":"2018-09-14T13:10:30","date_gmt":"2018-09-14T16:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=257258"},"modified":"2018-09-14T13:10:30","modified_gmt":"2018-09-14T16:10:30","slug":"brasil-fica-estagnado-no-ranking-do-idh-e-ocupa-79a-colocacao-entre-189-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/brasil-fica-estagnado-no-ranking-do-idh-e-ocupa-79a-colocacao-entre-189-paises\/","title":{"rendered":"Brasil fica estagnado no ranking do IDH e ocupa 79\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre 189 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-section\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"text_imagem\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasil fica estagnado no ranking do IDH e ocupa 79\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre 189 pa\u00edses\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/mi_7689555035983361.jpg\" alt=\"Brasil fica estagnado no ranking do IDH e ocupa 79\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre 189 pa\u00edses\" \/><\/div>\n<div class=\"content-section tags-com-imagem\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"author\"><a href=\"https:\/\/istoe.com.br\/autor\/estadao-conteudo\/\">Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-section content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil ficou estagnado pelo terceiro ano consecutivo no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) \u2013 permanece, desde 2015, na 79\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre 189 pa\u00edses analisados. O desempenho brasileiro atualmente \u00e9 bem diferente do apresentado entre 2012 e 2014, per\u00edodo em que o Pa\u00eds avan\u00e7ou seis coloca\u00e7\u00f5es na classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relat\u00f3rio do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD), divulgado nesta sexta-feira, 14, aponta que o Brasil alcan\u00e7ou a nota 0,759 \u2013 isso \u00e9 apenas 0,001 a mais do que o obtido no ano anterior. A escala vai de zero a um. Quanto mais pr\u00f3ximo de um, maior o desenvolvimento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IDH avalia o progresso dos pa\u00edses com base em tr\u00eas dimens\u00f5es: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e renda. Os indicadores brasileiros usados para fazer o trabalho s\u00e3o de 2017.<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao comentar os dados, a coordenadora da unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD, Samantha Dotto Salve, foi diplom\u00e1tica. \u201cEstamos recebendo os dados agora\u201d, disse. Ela ponderou ainda que o n\u00famero de pa\u00edses que participam da avalia\u00e7\u00e3o foi alterado. No ano passado, o ranking era composto por 188 pa\u00edses e territ\u00f3rios. Na vers\u00e3o atual, h\u00e1 um a mais: 189.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de revelar a estagna\u00e7\u00e3o, o trabalho mostra que o Brasil continua sendo um pa\u00eds extremamente desigual. Se as diferen\u00e7as fossem levadas em considera\u00e7\u00e3o, o Pa\u00eds cairia 17 posi\u00e7\u00f5es na classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Noruega lidera<\/b><\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro colocado no ranking preparado pelo PNUD foi a Noruega, que apresentou indicador 0,953. Em seguida, vem a Su\u00ed\u00e7a, com 0,944 e Austr\u00e1lia, com 0,939. N\u00edger, o \u00faltimo colocado, apresenta IDH de 0,354.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a pontua\u00e7\u00e3o obtida, o Brasil continua no grupo classificado como de Alto Desenvolvimento Humano. Al\u00e9m do Brasil, outros 60 pa\u00edses mantiveram sua coloca\u00e7\u00e3o no ranking. Na Am\u00e9rica do Sul, Argentina, Chile e Suriname. De todo o grupo, 34 pa\u00edses subiram no ranking e 94 tiveram queda na coloca\u00e7\u00e3o. Na Am\u00e9rica do Sul, apenas o Uruguai melhorou sua posi\u00e7\u00e3o do ranking, passando de 56\u00ba para 55\u00ba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos indicadores respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o do posto do Brasil no ranking foi a sa\u00fade. A esperan\u00e7a de vida ao nascer do brasileiro \u00e9 de 75,7 anos, um indicador que ano a ano vem apresentando melhoras. Em 2015, por exemplo, era de 75,3. A \u00e1rea de conhecimento, por sua vez, apresenta poucas altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2015, anos esperados de escolaridade permanecem inalterados na marca de 15,4. A m\u00e9dia de anos de estudo teve uma leve amplia\u00e7\u00e3o, de 7,6 para 7,8 no per\u00edodo 2015-2017. A renda, por outro lado, apresenta uma queda importante quando comparada com 2015. Naquele ano, a renda nacional per capita era de 14,350 ppp, caiu para 13,730 em 2016 e agora teve uma leve recupera\u00e7\u00e3o: 13,755 ppp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IDH n\u00e3o usa a convers\u00e3o real do d\u00f3lar, mas o quanto se pode comprar com ele, chamado de paridade do poder de compra (PPP, em ingl\u00eas).<\/p>\n<div id=\"admateria6\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do PNUD mostram que o desemprego no Brasil entre popula\u00e7\u00e3o jovem \u00e9 o maior da Am\u00e9rica do Sul: 30,5%. Dos jovens com idade entre 15 e 24 anos, 24,8% n\u00e3o trabalham e n\u00e3o estudam. No Uruguai, a marca \u00e9 de 18,7% e na Argentina, 19,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Desigualdade<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil perde 17 posi\u00e7\u00f5es na classifica\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento quando a desigualdade \u00e9 levada em considera\u00e7\u00e3o. A queda \u00e9 a mesma que a apresentada pela \u00c1frica do Sul e menor apenas que a sofrida pelo arquip\u00e9lago Comores, de 18 coloca\u00e7\u00f5es. Se for considerado o coeficiente de Gini, que mede a concentra\u00e7\u00e3o de renda, o Brasil \u00e9 o 9\u00ba mais desigual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diferen\u00e7as s\u00e3o constatadas na renda e tamb\u00e9m no g\u00eanero. O IDH dos homens brasileiros \u00e9 de 0,761 enquanto o das mulheres \u00e9 de 0,755. Embora mulheres tenham maior expectativa de vida e indicadores melhores na \u00e1rea de conhecimento, elas ganham 42,7% menos do que homens. O trabalho mostra que mulheres no Brasil recebem 10.073 ppp enquanto homens, 17.566.<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disparidade de renda est\u00e1 presente em v\u00e1rios pa\u00edses. No Uruguai, por exemplo, a renda m\u00e9dia das mulheres \u00e9 de 15.282 ppp, enquanto homens \u00e9 de 24.905. Mas, no caso desse pa\u00eds, a diferen\u00e7a dos demais indicadores \u00e9 tamanha em favor da mulher que o IDH geral \u00e9 superior para o grupo feminino: 0,087 ante 0.796 para o grupo masculino.<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ficou estagnado pelo terceiro ano consecutivo no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) \u2013 permanece, desde 2015, na 79\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre 189 pa\u00edses analisados. 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