{"id":257474,"date":"2018-09-16T14:42:37","date_gmt":"2018-09-16T17:42:37","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=257474"},"modified":"2018-09-16T14:42:37","modified_gmt":"2018-09-16T17:42:37","slug":"onde-ficam-os-mapas-mais-desejados-pelos-cacadores-de-tesouros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/onde-ficam-os-mapas-mais-desejados-pelos-cacadores-de-tesouros\/","title":{"rendered":"Onde ficam os mapas mais desejados pelos ca\u00e7adores de tesouros"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Mar\u00eda Antonia Colomar dedicou 46 anos de sua vida para revelar as hist\u00f3rias, mitos e lendas do Arquivo das \u00cdndias<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770636_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770636_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770636_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770636_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"maria antonia colomar\" width=\"980\" height=\"589\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Joseba Elola\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/joseba_elola\/a\/\">JOSEBA ELOLA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u00c9 uma pe\u00e7a \u00fanica, o primeiro mapa realizado com t\u00e9cnicas chinesas que chegou \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/espana\">Espanha<\/a>\u00a0(e talvez \u00e0 Europa) vindo do Extremo Oriente. Veio atravessando os mares, em algum momento entre 1574 e 1575, sob o reinado de Felipe II, quando a monarquia espanhola vivia sua \u00e9poca de esplendor, quando se falava de um imp\u00e9rio em que o sol nunca se punha, aquilo sim era voca\u00e7\u00e3o global. Tra\u00e7ou a rota que \u00e0 \u00e9poca percorriam as mercadorias que vinham do Oriente Distante: da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/china\">China<\/a>\u00a0\u00e0s Filipinas, das Filipinas ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mexico\">M\u00e9xico<\/a>\u00a0e do M\u00e9xico \u00e0 Espanha.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CPiG7fKIwN0CFYxKXgodEssGxg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cIremos ver a maravilha das maravilhas\u201d, diz Mar\u00eda Antonia Colomar instantes antes de retirar o v\u00e9u, o papel barreira, que \u00e9 anti\u00e1cido e protege uma joia do s\u00e9culo XVI como essa. A veterana historiadora acaba de colocar luvas azuis finas para poder manipular o documento. \u00c9 fundamental n\u00e3o toc\u00e1-lo com os dedos, os mapas absorvem a umidade das m\u00e3os que os toca.<\/p>\n<p>Uma enorme mesa branca recebe o minucioso e valioso mapa em que o curso do rio Amarelo \u00e9 laranja. Essa \u00e9 a ins\u00f3lita nota de cor em um mapa, em seu restante, preto e branco. Provavelmente viajou acompanhado de livros, obras de arte e cer\u00e2micas que naquela \u00e9poca chegavam de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/manila\">Manila<\/a>, a grande ponte entre Oriente e Ocidente. Colomar, que dedicou 46 anos de sua vida ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/india\">Arquivo das \u00cdndias<\/a>, o considera um dos tesouros que passaram por suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Ao lado de Carmen Molina, que trabalha no laborat\u00f3rio de restaura\u00e7\u00e3o, explica que a joia foi extra\u00edda nessa mesma manh\u00e3 de um porta mapas especial, de alum\u00ednio anodizado, que permite excelente conserva\u00e7\u00e3o. Datado de 1555, \u00e9 um mapa hist\u00f3rico da China que narra a hist\u00f3ria de suas cidades. Sucintos textos explicativos acompanham os desenhos que ilustram a orografia do terreno. O Ku-Chin hsing-sh\u00eang Chih T\u2019U [Mapa topogr\u00e1fico moderno e antigo (da China)] evidencia at\u00e9 que ponto era avan\u00e7ada a cartografia dos chineses nessa \u00e9poca.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">A institui\u00e7\u00e3o sevilhana \u00e9 um local de atra\u00e7\u00e3o aos ca\u00e7adores de tesouro do mundo. Representa a mem\u00f3ria viva dos territ\u00f3rios ultramarinos da Espanha imperial<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A silhueta da muralha da China cruza de leste a oeste a parte superior do mapa. Provavelmente, diz Colomar, foi enviado por um dos governadores de Manila, em resposta aos pedidos de informa\u00e7\u00e3o da Coroa sobre as col\u00f4nias. Com ele se pretendia real\u00e7ar a grandeza do pa\u00eds. \u201cNaqueles anos houve at\u00e9 um governador das Filipinas, Francisco de Sande, que pensou em invadir a China\u201d, diz a historiadora. \u201cFez a proposta, mas o dissuadiram\u201d.<\/p>\n<p>Colomar revela a hist\u00f3ria que esse mapa esconde com uma mistura de entusiasmo e precau\u00e7\u00e3o. Entusiasmo pelos anos passados entre mapas, pap\u00e9is e cartas que habitam os r\u00e9gios muros do Arquivo das \u00cdndias, aprendendo a interpret\u00e1-los, a am\u00e1-los. Precau\u00e7\u00e3o extrema, que algumas vezes faz com que interrompa uma frase e comece por novas rotas narrativas quando em sua cabe\u00e7a surge a suspeita de que possa estar proporcionando algum dado incorreto, ou n\u00e3o suficientemente comprovado. Rigor acima de tudo.<\/p>\n<p>O Ku-Chin hsing-sh\u00eang Chih T\u2019U \u00e9 uma das pe\u00e7as das quais ela jamais se esquecer\u00e1. Nascida em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mallorca\/a\">Mallorca<\/a>\u00a0h\u00e1 73 anos, radicada em Sevilha desde 1969, Colomar recebeu em mar\u00e7o o Pr\u00eamio Nacional 2017 da Sociedade Geogr\u00e1fica Espanhola. Um reconhecimento ao trabalho paciente e silencioso dos arquivistas, pessoas que trabalham nas sombras. Classificando, estudando e expondo valiosos documentos que depois servem para que os pesquisadores, romancistas, descobridores e exploradores recebam as medalhas. Colomar, na realidade, se aposentou h\u00e1 tr\u00eas anos. O dia 7 de junho de 2015 foi quando deu por conclu\u00edda sua etapa como funcion\u00e1ria do Arquivo das \u00cdndias.<\/p>\n<section id=\"sumario_6|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_6\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770711_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770711_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770711_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770711_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Mitos nos Andes. Esse mapa documenta uma regi\u00e3o localizada nas margens do rio Mara\u00f1\u00f3n, no Peru. Os ind\u00edgenas aparecem vestidos nas regi\u00f5es conquistadas e nus nas que ainda est\u00e3o livres. O explorador Salgado de Araujo o usou para convencer a Coroa que deveria retornar \u00e0 regi\u00e3o: l\u00e1, descrevia, era poss\u00edvel encontrar \u201cesmeraldas aos montes\u201d.\" width=\"980\" height=\"772\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Mitos nos Andes. Esse mapa documenta uma regi\u00e3o localizada nas margens do rio Mara\u00f1\u00f3n, no Peru. Os ind\u00edgenas aparecem vestidos nas regi\u00f5es conquistadas e nus nas que ainda est\u00e3o livres. O explorador Salgado de Araujo o usou para convencer a Coroa que deveria retornar \u00e0 regi\u00e3o: l\u00e1, descrevia, era poss\u00edvel encontrar \u201cesmeraldas aos montes\u201d.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cTodo o arquivo \u00e9 um tesouro\u201d, diz falando das joias que passaram por suas m\u00e3os na institui\u00e7\u00e3o sevilhana que \u00e9, de fato, um local de atra\u00e7\u00e3o aos ca\u00e7adores de tesouros do mundo. O Arquivo das \u00cdndias, declarado patrim\u00f4nio mundial pela\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/unesco_organizacion_naciones_unidas_educacion_ciencia_cultura\">Unesco<\/a>\u00a0em 1987, \u00e9 a mem\u00f3ria viva dos territ\u00f3rios ultramarinos da Espanha imperial. Cont\u00e9m 40.000 documentos, robustos pacotes de documenta\u00e7\u00e3o antiga com aroma a pergaminho que armazenam mais de 80 milh\u00f5es de p\u00e1ginas e por volta de 8.500 mapas, planos, desenhos e imagens (\u00e1rea da qual ela foi respons\u00e1vel). Aqui, em um antigo consulado de com\u00e9rcio de solenes escadarias de m\u00e1rmore e estantes de mogno de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cuba\">Cuba<\/a>, Carlos III decidiu em 1785 que deveria ser centralizada toda a documenta\u00e7\u00e3o oficial relativa \u00e0s Am\u00e9ricas e \u00e0s Filipinas.<\/p>\n<p>Entre as paredes desse edif\u00edcio abobadado onde Murillo teve, na parte alta, seu ateli\u00ea se entesouram cartas e expedientes enviados pelos vice-reis, documentos remetidos pelos bispos, invent\u00e1rios do que transportavam os navios que iam e voltavam das \u00cdndias. E aqui \u00e9 o local em que algumas pessoas vieram em 2007 \u00e0 procura de informa\u00e7\u00e3o sobre o naufr\u00e1gio do Mercedes, barco carregado com remessas de ouro e prata do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/peru\">Peru<\/a>\u00a0que foi bombardeado pelos ingleses no golfo de C\u00e1diz em 5 de outubro de 1804. A perip\u00e9cia dessa embarca\u00e7\u00e3o teve, dois s\u00e9culos mais tarde, grande eco midi\u00e1tico ao se transformar em objeto de disputa entre o Estado espanhol e a empresa ca\u00e7adora de tesouros norte-americana\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/odyssey\/a\">Odyssey<\/a>. Mar\u00eda Antonia Colomar assistiu na primeira fila todo o processo e proporcionou (ao lado de suas colegas de arquivo) alguns dos pontos que fizeram a balan\u00e7a pender a favor da Espanha em seu lit\u00edgio no Tribunal Federal de Tampa, Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>Os ca\u00e7adores de tesouro da Odyssey chegaram a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sevilla\">Sevilha<\/a>\u00a0em 2007 com a inten\u00e7\u00e3o de extrair toda a informa\u00e7\u00e3o que o Arquivo das \u00cdndias pudesse ter sobre o barco naufragado 190 quil\u00f4metros a oeste do estreito de Gibraltar. Colomar estava encarregada dos pap\u00e9is da Audi\u00eancia de Lima, dentre os quais se encontrava o registro da fragata, um documento fundamental: d\u00e1 informa\u00e7\u00e3o sobre as mercadorias que estavam nos barcos. Na Espanha do XIX servia para controlar as importa\u00e7\u00f5es e arrecadar impostos, essenciais para alimentar a m\u00e1quina de guerra.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html derecha\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O trabalho de Colomar serviu para que a Administra\u00e7\u00e3o espanhola ficasse com os restos do naufr\u00e1gio da fragata \u2018Mercedes\u2019, tamb\u00e9m exigidos pela empresa dos EUA Odyssey<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O trabalho de pesquisa realizado com suas colegas Isabel Ceballos e Pilar L\u00e1zaro de la Escosura, e da qual participaram outras institui\u00e7\u00f5es como o Museu Naval e o Arquivo Hist\u00f3rico Nacional, serviu para esclarecer o que aconteceu com esse lend\u00e1rio barco cujo nome ficou indefectivelmente associado ao chamado caso Odyssey.<\/p>\n<p>A fragata atravessava o golfo de C\u00e1diz, capitaneada pelo comandante Jos\u00e9 Manuel de Goicoa y Labart, quando foi atacada de surpresa pela Marinha brit\u00e2nica. Uma bomba acertou em cheio o paiol do Mercedes. O capit\u00e3o de navio Diego de Alvear, que antes da sa\u00edda de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/montevideo\">Montevid\u00e9u<\/a>\u00a0havia trocado, com seu filho Carlos, de barco &#8211; do Mercedes ao Medea pela doen\u00e7a de seu capit\u00e3o, Tom\u00e1s de Ugarte y Lia\u00f1o -, observou de longe como o navio em que viajavam sua mulher e oito filhos explodia. 51 pessoas sobrevieram ao naufr\u00e1gio em que morreram 249 marinheiros; um ataque que foi o prel\u00fadio da batalha de Trafalgar.<\/p>\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o do Arquivo deu \u00e0 Odyssey parte das ferramentas para identificar o barco e poder exigir a propriedade das aproximadamente 590.000 moedas de ouro e prata extra\u00eddas dos restos do Mercedes no golfo de C\u00e1diz. O Governo da Espanha iniciou um lit\u00edgio para pedir os direitos da descoberta. E foi a documenta\u00e7\u00e3o da Secretaria da Fazenda do Arquivo das \u00cdndias que em parte permitiu desmontar os argumentos dos ca\u00e7adores norte-americanos. O registro do navio e a documenta\u00e7\u00e3o procedente do Museu Naval confirmaram que o Mercedes estava a servi\u00e7o do Estado, de modo que n\u00e3o era leg\u00edtimo que uma empresa estrangeira retirasse qualquer coisa do naufr\u00e1gio: aquilo pertencia \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o espanhola. Al\u00e9m disso, a identifica\u00e7\u00e3o no Arquivo, atrav\u00e9s do registro, de pe\u00e7as singulares, como colheres gravadas de propriedade de Jos\u00e9 Manuel de Goicoa, uma caixinha de rap\u00e9 e um pequeno almofariz encontrados nos destro\u00e7os, serviu para comprovar que se tratava, efetivamente, do Mercedes. Colomar foi a respons\u00e1vel por realizar essa busca, solicitada por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/madrid\">Madri<\/a>.<\/p>\n<section id=\"sumario_9|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_9\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770754_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770754_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770754_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Ritos de Nayarit. Essa imagem mostra a influ\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o. Os conquistadores entraram nas montanhas em Nayarit (M\u00e9xico) com a inten\u00e7\u00e3o de doutrinar seus habitantes. Ap\u00f3s certo tempo, se retiraram. E quando voltaram ao lugar, anos depois, viram que os ind\u00edgenas recuperaram seus ritos e cerim\u00f4nias, mas misturando-as com as herdadas dos conquistadores. Um frei reflete o fen\u00f4meno na imagem.\" width=\"360\" height=\"491\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Ritos de Nayarit. Essa imagem mostra a influ\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o. Os conquistadores entraram nas montanhas em Nayarit (M\u00e9xico) com a inten\u00e7\u00e3o de doutrinar seus habitantes. Ap\u00f3s certo tempo, se retiraram. E quando voltaram ao lugar, anos depois, viram que os ind\u00edgenas recuperaram seus ritos e cerim\u00f4nias, mas misturando-as com as herdadas dos conquistadores. Um frei reflete o fen\u00f4meno na imagem.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A historiadora conta que antes\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/19\/internacional\/1508439951_173982.html\">existiam mais ca\u00e7adores de tesouro<\/a>\u00a0do que hoje. Os tempos de pessoas como Robert Marx, um homem com centenas de naufr\u00e1gios descobertos, passaram. A rela\u00e7\u00e3o entre esses ca\u00e7adores e os arquivistas, no fundo, nunca foi f\u00e1cil. Os primeiros procuram coisas que os segundos, \u00e0s vezes, conhecem. E o Arquivo deve estar aberto a quem quiser pesquisar. Outra coisa \u00e9 que os profissionais n\u00e3o ficam contentes quando sabem que todo o conte\u00fado de um navio naufragado foi retirado gra\u00e7as \u00e0 informa\u00e7\u00e3o obtida atrav\u00e9s das descri\u00e7\u00f5es dos documentos. \u201cSab\u00edamos h\u00e1 anos que o trabalho dos arquivistas poderia dar aos ca\u00e7adores de tesouros a localiza\u00e7\u00e3o de naufr\u00e1gios e seus resgates\u201d. Agora, diz, quando pesquisas dessa natureza s\u00e3o detectadas a Administra\u00e7\u00e3o \u00e9 informada.<\/p>\n<p>O Arquivo tamb\u00e9m \u00e9 polo de atra\u00e7\u00e3o aos escritores de romances hist\u00f3ricos. Por aqui passou a autora Matilde Asensi. E Marie-\u00c8ve St\u00e9nuit, narradora francesa que escreveu\u00a0<em>La veuve du gouverneur<\/em>\u00a0(A vi\u00fava do governador) inspirando-se na hist\u00f3ria de Isabel Barreto, uma mulher que precisou tomar a lideran\u00e7a de uma expedi\u00e7\u00e3o assolada por todos os tipos de males (motins, mal\u00e1ria, falecimento de seu marido, o capit\u00e3o \u00c1lvaro de Menda\u00f1a, descobridor das ilhas Salom\u00e3o). Tamb\u00e9m vinha aqui com frequ\u00eancia o explorador Miguel de la Quadra-Salcedo para preparar suas expedi\u00e7\u00f5es da Rota Quetzal.<\/p>\n<p>Colomar lembra todas essas hist\u00f3rias em seu antigo escrit\u00f3rio enquanto do lado de fora chega o ru\u00eddo de fundo de manifestantes que percorrem a avenida da Constitui\u00e7\u00e3o de Sevilha. Mesmo tendo se aposentado h\u00e1 tr\u00eas anos, continua vindo aqui quase todas as manh\u00e3s. Ajuda a organizar exposi\u00e7\u00f5es, recebe visitas. Divide um escrit\u00f3rio de teto alto e estantes coroadas por pap\u00e9is de sua antiga colega Isabel Ceballos, arquivista de 63 anos. \u201cMar\u00eda Antonia se diferencia por sua const\u00e2ncia\u201d, diz Ceballos, \u201cporque \u00e9 capaz de dedicar a seu trabalho todo o tempo do mundo\u201d.<\/p>\n<p>No outro edif\u00edcio que faz parte do Arquivo, o da Cilla, conectado ao principal, o da Lonja, por um t\u00fanel perimetral que passar por baixo da rua Santo Tom\u00e1s e pelo qual viaja diariamente a documenta\u00e7\u00e3o, est\u00e1 o que foi o escrit\u00f3rio de Colomar at\u00e9 sua aposentadoria. Foi subdiretora entre 1978 e 1983, e entre 2000 e 2015. Sua amiga e sucessora, Pilar L\u00e1zaro de la Escosura, com quem trabalhou durante 38 anos, afirma que ambas s\u00e3o muito \u201cgerm\u00e2nicas\u201d, mas que Colomar \u00e9, talvez, \u201cmais meticulosa\u201d. E conclui: \u201c\u00c9 a que mais conhece sobre o Arquivo\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_7|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_7\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770693_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770693_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770693_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770693_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"O primeiro mapa que chegou \u00e0 Espanha (e talvez \u00e0 Europa) vindo da China. Datado de 1555, narra atrav\u00e9s de pequenos textos a hist\u00f3ria das cidades do pa\u00eds. A silhueta da muralha da China atravessa de leste a oeste a parte superior do plano. O rio Amarelo aparece em laranja. Sobre essas linhas, funcion\u00e1rios do laborat\u00f3rio de restaura\u00e7\u00e3o retiram os pap\u00e9is que protegem o valioso mapa.\" width=\"980\" height=\"1149\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O primeiro mapa que chegou \u00e0 Espanha (e talvez \u00e0 Europa) vindo da China. Datado de 1555, narra atrav\u00e9s de pequenos textos a hist\u00f3ria das cidades do pa\u00eds. A silhueta da muralha da China atravessa de leste a oeste a parte superior do plano. O rio Amarelo aparece em laranja. Sobre essas linhas, funcion\u00e1rios do laborat\u00f3rio de restaura\u00e7\u00e3o retiram os pap\u00e9is que protegem o valioso mapa.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Juan Maluquer, um professor que teve no curso de Hist\u00f3ria, foi quem a inoculou a paix\u00e3o pela\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/arqueologia\">pesquisa arqueol\u00f3gica<\/a>, que ela reconduziu aos documentos de arquivo.<\/p>\n<p>Mar\u00eda Antonia Colomar nasceu em Mallorca em uma fam\u00edlia humilde. Fez seus estudos com a bolsa March, que s\u00f3 conseguia quem possu\u00eda excelentes notas. Foi para Barcelona estudar Hist\u00f3ria e l\u00e1 deu seus primeiros passos profissionais, trabalhando no Arquivo da Coroa de Arag\u00e3o, em pleno bairro G\u00f3tico. Ap\u00f3s passar (com outra bolsa) pelo Arquivo do Vaticano, foi aprovada no concurso que lhe permitiu optar pelo Arquivo das \u00cdndias. Chegou \u00e0 cidade andaluza em 1969.<\/p>\n<p>Desde 1995 mora em Gines, uma cidade de 13.000 habitantes pr\u00f3xima a Sevilha em que chegou seguindo os passos de sua grande amiga Magdalena Pons, Maina, a menina com quem dividia o sandu\u00edche na escola, em Mallorca. \u201cEla estudava muito; sempre gostou do trabalho bem feito, custe o que custar\u201d, lembra Maina na casa de sua amiga, sentada no sof\u00e1 da sala. Nessa casa limpa e organizada reinam os seis gatos que fazem companhia a Colomar, alimentados com mamadeira.<\/p>\n<section id=\"sumario_5|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_5\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536598714_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536598714_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536598714_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Mapa que mostra uma vista geral do territ\u00f3rio que circunda o povoado de Chimalhuac\u00e1n-Atoyac, \u201ca cinco l\u00e9guas\u201d da Cidade do M\u00e9xico. Foi elaborado em cumprimento da Real C\u00e9dula dada pelo rei Felipe II em 25 de maio de 1577, para que mostrasse o que os conquistadores encontravam nas \u00cdndias.\" width=\"360\" height=\"383\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Mapa que mostra uma vista geral do territ\u00f3rio que circunda o povoado de Chimalhuac\u00e1n-Atoyac, \u201ca cinco l\u00e9guas\u201d da Cidade do M\u00e9xico. Foi elaborado em cumprimento da Real C\u00e9dula dada pelo rei Felipe II em 25 de maio de 1577, para que mostrasse o que os conquistadores encontravam nas \u00cdndias.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Maina descreve sua amiga como a pessoa mais generosa que conheceu em sua vida e acrescenta que \u201cgosta muito dela, mesmo ela \u00e0s vezes sendo um pouco senhorita Rottenmeier (em refer\u00eancia \u00e0 personagem do romance\u00a0<em>Heidi<\/em>, da escritora su\u00ed\u00e7a Johanna Spyri)\u201d. Mar\u00eda Antonia, por sua vez, assume que \u00e9 uma mulher quadrada, teimosa, \u201caragonesa\u201d. Sua m\u00e3e era de Huesca.<\/p>\n<p>De todos os documentos que passaram por suas m\u00e3os, h\u00e1 um que lhe fascina: o mapa dos mitos, como ela o chama. Mostra\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cordillera_andes\/a\">uma \u00e1rea dos Andes<\/a>, \u00e0s margens do rio Mara\u00f1\u00f3n, no Peru. Cheio de desenhos, onde os ind\u00edgenas aparecem vestidos nas regi\u00f5es conquistadas e nus nas ainda livres, foi encomendado, entre outros, por dois conquistadores, Andr\u00e9s Salgado de Araujo e Pedro de Boh\u00f3rquez, para justificar uma segunda expedi\u00e7\u00e3o a essas terras por explorar.<\/p>\n<p>Para convencer a Coroa da necessidade de retornar ao Peru (Bir\u00fa, para os ind\u00edgenas), Salgado de Araujo utilizou o mito do El Dorado. Em uma documenta\u00e7\u00e3o anexa ao mapa, come\u00e7a por alinhar os interesses da Coroa e coloca argumentos religiosos para o retorno: nas 16 prov\u00edncias que aparecem no mapa, diz, existem \u201c14 milh\u00f5es de almas\u201d (um exagero, diz Colomar) a serem evangelizadas. A partir da\u00ed aumenta o quanto pode o cat\u00e1logo de potenciais riquezas. Fala de regi\u00f5es t\u00e3o abundantes em ouro que os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/indigenas\">ind\u00edgenas<\/a>\u00a0o usam para \u201cutens\u00edlios dom\u00e9sticos\u201d (vasilhas, tigelas&#8230;; a lou\u00e7a, digamos); menciona o Cerro de Ialpay, que \u00e9 como os ind\u00edgenas chamam o El Dorado; diz que na prov\u00edncia de Aute as esmeraldas se encontram \u201caos montes\u201d; que no Paititi, as p\u00e9rolas, do tamanho de nozes, s\u00e3o pescadas nos rios&#8230; O mapa \u00e9 fiel reflexo do del\u00edrio da febre do ouro que se espalhava entre os conquistadores.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Os documentos mostram como os conquistadores usavam o mito do El Dorado para convencer a Coroa da necessidade de financiar novas expedi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cCom essas prov\u00edncias\u201d, escreve Salgado de Araujo, \u201cse limita o rio das amazonas\u201d, essas mulheres que viviam sozinhas, que n\u00e3o queriam homens e que, uma vez por ano, iam \u00e0s aldeias para reprodu\u00e7\u00e3o. Os mitos da literatura cl\u00e1ssica, os dos livros de cavalaria, se enredavam nos relatos dos conquistadores. Como o das virgens do Sul, sacerdotisas que realizavam rituais em templos cobertos de prata e ouro. \u201cOs conquistadores colocavam esses mitos sobre regi\u00f5es da geografia da Am\u00e9rica\u201d, diz Colomar. \u201cEsse mapa mostra essa geografia m\u00edstica. Os mitos e a evangeliza\u00e7\u00e3o foram motores da Conquista\u201d.<\/p>\n<p>As licen\u00e7as para regressar \u00e0s Am\u00e9ricas s\u00e3o uma mina de hist\u00f3rias. No Arquivo das \u00cdndias est\u00e1 a que foi pedida pela famosa Monja Alf\u00e9rez.<\/p>\n<p>As andan\u00e7as de dona Catalina de Erauso come\u00e7am quando foge de um convento quando tinha 15 anos e, disfar\u00e7ada de homem, atravessa toda a Espanha at\u00e9 chegar a Sanl\u00facar de Barrameda. L\u00e1 embarca, como grumete, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s Am\u00e9ricas. Ap\u00f3s servir como soldado em diversas campanhas e provar seus dotes para a esgrima, obt\u00e9m o grau de alferes na guerra do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/chile\">Chile<\/a>\u00a0sob um de seus pseud\u00f4nimos masculinos: Alonso D\u00edaz Ram\u00edrez de Guzm\u00e1n. As cr\u00f4nicas contam que sua verdadeira identidade s\u00f3 foi descoberta quando esteve \u00e0 beira da morte.<\/p>\n<p>No Arquivo est\u00e1 a resposta do Conselho das \u00cdndias \u00e0 sua solicita\u00e7\u00e3o de permiss\u00e3o para voltar ao Peru e recolher os frutos do que foi conquistado. Em 1626, pede para retornar e receber, como pr\u00eamio por seus \u201cservi\u00e7os nas guerras do Chile e Peru\u201d, um sal\u00e1rio de 70 pesos mensais vital\u00edcios. A documenta\u00e7\u00e3o do Arquivo das \u00cdndias tamb\u00e9m mostra que o rei Felipe IV a eximiu dos tr\u00e2mites necess\u00e1rios para retornar; mas exigindo que o fizesse \u201cem trajes de mulher\u201d. \u201cFoi uma pessoa excepcional\u201d, diz Colomar.<\/p>\n<p>O Arquivo das \u00cdndias abre as portas a um universo recheado de relatos e lendas. Essas foram algumas das que balizam a carreira de Mar\u00eda Antonia Colomar. O pr\u00eamio da Sociedade Geogr\u00e1fica Espanhola, que aceitou com grande humildade, dizendo que muitas outras pessoas o mereciam tanto quanto ela, deu o toque final em uma vida entre pap\u00e9is, mapas e planos carregados de mist\u00e9rios. Colomar agora espera sua nomea\u00e7\u00e3o como arquivista em\u00e9rita, uma decis\u00e3o que depende do Minist\u00e9rio da Cultura. Ela o solicitou ap\u00f3s deixar seu cargo, em 2015. Bom, deixar \u00e9 uma maneira de dizer.<\/p>\n<section id=\"sumario_8|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_8\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770735_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770735_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770735_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/09\/10\/eps\/1536597554_122901_1536770735_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Na p\u00e1gina anterior, o primeiro mapa que chegou \u00e0 Espanha (e talvez \u00e0 Europa) vindo da China. Datado de 1555, narra atrav\u00e9s de pequenos textos a hist\u00f3ria das cidades do pa\u00eds. A silhueta da muralha da China atravessa de leste a oeste a parte superior do plano. O rio Amarelo aparece em laranja. Sobre essas linhas, funcion\u00e1rios do laborat\u00f3rio de restaura\u00e7\u00e3o retiram os pap\u00e9is que protegem o valioso mapa.\" width=\"980\" height=\"724\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Na p\u00e1gina anterior, o primeiro mapa que chegou \u00e0 Espanha (e talvez \u00e0 Europa) vindo da China. Datado de 1555, narra atrav\u00e9s de pequenos textos a hist\u00f3ria das cidades do pa\u00eds. A silhueta da muralha da China atravessa de leste a oeste a parte superior do plano. O rio Amarelo aparece em laranja. Sobre essas linhas, funcion\u00e1rios do laborat\u00f3rio de restaura\u00e7\u00e3o retiram os pap\u00e9is que protegem o valioso mapa.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div id=\"compartir_social_inferior\" class=\"compartir-social\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mar\u00eda Antonia Colomar dedicou 46 anos de sua vida para revelar as hist\u00f3rias, mitos e lendas do Arquivo das \u00cdndias<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":257475,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-257474","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/mapa-tesouro.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=257474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257474\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/257475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=257474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=257474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=257474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}