{"id":257669,"date":"2018-09-18T07:19:55","date_gmt":"2018-09-18T10:19:55","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=257669"},"modified":"2018-09-18T07:19:55","modified_gmt":"2018-09-18T10:19:55","slug":"a-grande-escritora-que-apagou-seu-nome-para-que-o-marido-levasse-o-credito-por-suas-obras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-grande-escritora-que-apagou-seu-nome-para-que-o-marido-levasse-o-credito-por-suas-obras\/","title":{"rendered":"A grande escritora que apagou seu nome para que o marido levasse o cr\u00e9dito por suas obras"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>A editora Renacimiento resgata a obra de Mar\u00eda Lej\u00e1rraga, a mulher que escreveu as obras com as quais o marido, Gregorio Mart\u00ednez Sierra, conheceu o sucesso. Romancista e dramaturga, morreu pobre e exilada<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Eva D\u00edaz P\u00e9rez\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/eva_diaz_perez\/a\/\">EVA D\u00cdAZ P\u00c9REZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto  izquierda  foto_w360\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123695_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123695_noticia_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123695_noticia_normal.jpg 360w\" alt=\"Retrato de Mar\u00eda Lej\u00e1rraga na juventude em uma imagem do arquivo da fam\u00edlia.\" width=\"360\" height=\"627\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Retrato de Mar\u00eda Lej\u00e1rraga na juventude em uma imagem do arquivo da fam\u00edlia.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Escreveu em sil\u00eancio, na solid\u00e3o entre quatro paredes, longe dos aplausos para as pe\u00e7as que sa\u00edam de sua pluma. Seu nome \u00e9 uma aus\u00eancia, uma sombra, um vazio e uma hist\u00f3ria dolorosa. Mar\u00eda de la O Lej\u00e1rraga (San Mill\u00e1n de la Cogolla, 1874 &#8211; Buenos Aires, 1974) atravessou um s\u00e9culo inteiro e foi uma dessas mulheres brilhantes e pioneiras da Idade de Prata da cultura espanhola. Romancista, dramaturga, ensa\u00edsta, tradutora,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/feminismo\">feminista<\/a>\u00a0e, no entanto, ausente das capas de seus livros. O nome que lemos \u00e9 o de seu marido, Gregorio Mart\u00ednez Sierra, que recebia elogios nas estreias de\u00a0<em>Canci\u00f3n de Cuna<\/em>,\u00a0<em>El Amor Brujo<\/em>\u00a0e\u00a0<em>El Sombrero de Tres Picos<\/em>, de Manuel de Falla, enquanto a autora e libretista esperava em casa.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CKqOwsWpxN0CFUZ8wQodMoAJeA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>Nestes tempos em que a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o parece estar reparando esquecimentos e variando a b\u00fassola do c\u00e2none oficial, a figura de Mar\u00eda Lej\u00e1rraga retorna com sede de justi\u00e7a po\u00e9tica. A recupera\u00e7\u00e3o de seu nome na capa de sua obra \u00e9 o reconhecimento a uma das mais destacadas autoras de sua \u00e9poca.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Agora a editora Renacimiento publica\u00a0<em>Viajes de Una Gota de \u00c1gua<\/em>, uma cole\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias infantis que a autora publicou na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/argentina\">Argentina<\/a>\u00a0em 1954, quando j\u00e1 vivia no ex\u00edlio. Juan Aguilera Sastre e Isabel Lizarraga Vizcarra, especialistas na Idade de Prata, s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo estudo introdut\u00f3rio e dois outros resgates editoriais:\u00a0<em>Como Sue\u00f1an los Hombres a las Mujeres<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Tragedia de la Perra Vida y Otras Diversiones<\/em>.\u00a0<em>Teatro del Exilio<\/em>\u00a0(1939-1974).<\/p>\n<h3>O reconhecimento era para o marido<\/h3>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o tem valor especial porque ela aparece com seu nome aut\u00eantico: Mar\u00eda Lej\u00e1rraga, como fez a autora, pela primeira e \u00fanica vez em sua vida, no livro de estreia,\u00a0<em>Cuentos Breves<\/em>, publicado em 1899. A irrita\u00e7\u00e3o que provocou em sua fam\u00edlia o fato de que seu nome aparecesse nessa primeira obra foi a raz\u00e3o pela qual ela decidiu se eclipsar.<\/p>\n<p>Quando se casou com Gregorio Mart\u00ednez Sierra, decidiu se esconder atr\u00e1s do nome dele. Ambos formaram um dos casais art\u00edsticos mais produtivos da \u00e9poca. Gregorio era respons\u00e1vel pela dire\u00e7\u00e3o das obras e quem ficava com a gl\u00f3ria nas estreias. Mar\u00eda aceitou esse papel de sombra, como Antonina Rodrigo apropriadamente intitulou sua biografia da autora:\u00a0<em>Mar\u00eda Lej\u00e1rraja, una Mujer a la Sombra.<\/em><\/p>\n<p>Gregorio se ocupava da parte externa da parceria, mas era ela quem escrevia. \u00c0s vezes os ensaios eram interrompidos porque Mar\u00eda estava escrevendo o \u00faltimo ato da obra assinada por Gregorio Mart\u00ednez Sierra. Todos sabiam que Lej\u00e1rraga era a &#8220;servi\u00e7al&#8221; de seu bem-sucedido marido. A tal extremo chegou esta situa\u00e7\u00e3o que Gregorio fazia discursos feministas escritos pela mulher. A\u00ed est\u00e1 o livro\u00a0<em>Cartas a las Mujeres de Espa\u00f1a<\/em>, em que ela encoraja a liberdade e a independ\u00eancia feminina, embora seu nome n\u00e3o apare\u00e7a em nenhum lugar. Apesar desse sil\u00eancio, Lej\u00e1rraga chegou a ser deputada socialista na Segunda Rep\u00fablica, uma experi\u00eancia que relatou em seu livro\u00a0<em>Una Mujer por los Caminos de Espa\u00f1a<\/em>, escrito no ex\u00edlio.<\/p>\n<section id=\"sumario_5|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_5\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123994_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123994_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123994_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/09\/16\/actualidad\/1537121678_040945_1537123994_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Mar\u00eda Lej\u00e1rraga e o marido em sua casa em Madri.\" width=\"980\" height=\"619\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Mar\u00eda Lej\u00e1rraga e o marido em sua casa em Madri.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">ARCHIVO MANUEL DE FALLA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A hist\u00f3ria de Lej\u00e1rraga tem um momento especialmente doloroso. Gregorio se apaixonou pela famosa atriz Catalina B\u00e1rcena, com quem teve uma filha. O casamento acabou, mas Lej\u00e1rraga continuou a colaborar com o marido, escrevendo os livros que ele continuou assinando.<\/p>\n<p>A grande decep\u00e7\u00e3o de Lej\u00e1rraga veio em 1947 com a morte de Gregorio Mart\u00ednez Sierra, quando a filha de Catalina B\u00e1rcena exigiu os direitos autorais do pai. Mar\u00eda vivia com poucos recursos no ex\u00edlio e foi ent\u00e3o que reagiu e come\u00e7ou a publicar com seu nome, mas ainda refugiada nos sobrenomes do marido: Mar\u00eda Mart\u00ednez Sierra. E decidiu escrever suas mem\u00f3rias \u2013\u00a0<em>Gregorio y Yo<\/em>\u00a0\u2013 onde revela em que consistia a colabora\u00e7\u00e3o. Uma obra na qual finalmente saiu do sil\u00eancio, embora de forma muito morna.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">A filha da amante do marido ficou com os direitos autorais de suas obras<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p><em>Viajes de una Gota de \u00c1gua<\/em>\u00a0\u00e9 um livro de melancolia, a lembran\u00e7a dolorosa de uma exilada: \u201c\u00c9 um exerc\u00edcio de nostalgia alimentado pela frustra\u00e7\u00e3o de sentir que seus livros eram proibidos na Espanha e que tampouco encontrava uma maneira de chegar os palcos espanh\u00f3is, onde apenas ocasionalmente sua produ\u00e7\u00e3o anterior era reapresentada\u201d, explicam Juan Aguilera e Isabel Lizarraga.<\/p>\n<p>Com uma dessas hist\u00f3rias, Lej\u00e1rraga teve outra decep\u00e7\u00e3o. Por interm\u00e9dio de sua tradutora Collice Portnoff, a autora enviou a Walt Disney em 1951 o manuscrito de\u00a0<em>Merl\u00edn y Viviana<\/em>, que conta a hist\u00f3ria de um cachorro que se apaixona por uma gata encantadora, que talvez o interessasse para um filme. No entanto, dois meses depois,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/walt_disney\">Disney<\/a>\u00a0o devolveu. Em 1955 estreou\u00a0<em>A Dama e o Vagabundo<\/em>, cuja hist\u00f3ria tinha certas semelhan\u00e7as. Em uma carta \u00e0 tradutora Lej\u00e1rraga fala do suposto pl\u00e1gio. \u201cEnviamos a hist\u00f3ria a Walt Disney, que ficou com ela durante dois meses e a devolveu dizendo que s\u00f3 aceitavam as obras que encomendavam. Em seguida, fez um filme,\u00a0<em>A Dama e o Vagabundo<\/em>, que era a mesma hist\u00f3ria, sem outra mudan\u00e7a al\u00e9m de transformar a gata em uma cadela elegante. Desta vez n\u00e3o quis protestar, para qu\u00ea?\u201d.<\/p>\n<p>Embora se tenha falado em pl\u00e1gio \u201cas semelhan\u00e7as s\u00e3o escassas, al\u00e9m do fato de que o projeto de Disney ter come\u00e7ado a tomar forma muito antes de Mar\u00eda ter lhe enviado o original\u201d, de acordo com os autores do estudo. Assim foi, mas para Mar\u00eda Lej\u00e1rraga foi outro novo epis\u00f3dio de apropria\u00e7\u00e3o de sua obra. Agora, finalmente, aquelas hist\u00f3rias escritas na solid\u00e3o n\u00e3o esquecem quem foi a verdadeira autora.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">VINGAN\u00c7A CONTRA OS AD\u00daLTEROS<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Embora durante anos tenha silenciado seu nome, h\u00e1 uma secreta proje\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica em suas obras. \u00c0s vezes, Lej\u00e1rraga introduzia representa\u00e7\u00f5es da rela\u00e7\u00e3o entre o marido e a atriz. Era uma forma de vingan\u00e7a porque essas obras eram interpretadas por Catalina B\u00e1rcena e o marido infiel era quem dirigia. Juan Aguilera e Isabel Lizarraga enfatizam que em uma das hist\u00f3rias se descobre essa inten\u00e7\u00e3o: \u201co cachorro Merl\u00edn \u00e9 um personagem de bom cora\u00e7\u00e3o que poderia ser Gregorio, sujeito \u00e0s veleidades de um amor caprichoso; enquanto Viviana, a gata ego\u00edsta, arrogante, c\u00ednica e cruel, poderia representar as caracter\u00edsticas negativas que via em Catalina\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div id=\"compartir_social_inferior\" class=\"compartir-social\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A editora Renacimiento resgata a obra de Mar\u00eda Lej\u00e1rraga, a mulher que escreveu as obras com as quais o marido, Gregorio Mart\u00ednez Sierra, conheceu o sucesso. 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