{"id":258285,"date":"2018-09-23T09:03:59","date_gmt":"2018-09-23T12:03:59","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=258285"},"modified":"2018-09-23T09:03:59","modified_gmt":"2018-09-23T12:03:59","slug":"a-arte-das-cavernas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-arte-das-cavernas\/","title":{"rendered":"A arte das cavernas"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-section\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><em>Tra\u00e7os feitos com uma esp\u00e9cie de giz de cera rudimentar em pedra na \u00c1frica do Sul podem mudar o que sabemos sobre a evolu\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia e da linguagem em nossa esp\u00e9cie<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"text_imagem\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Cr\u00e9dito: Magnus M. Haaland\/Handout\/REUTERS;\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/09\/44-1-418x235.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito: Magnus M. Haaland\/Handout\/REUTERS;\" \/><\/p>\n<p class=\"caption\"><strong>ESCAVA\u00c7\u00d5ES<\/strong>\u00a0S\u00edtio arqueol\u00f3gico de Blombos \u00e9 uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio art\u00edstico da pr\u00e9-hist\u00f3ria: pedra pintada h\u00e1 73 mil anos (abaixo) (Cr\u00e9dito: Magnus M. Haaland\/Handout\/REUTERS;)<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-section tags-com-imagem\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"author\">Paula Diniz<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-section content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Um peda\u00e7o de rocha com marcas de tinta de 73 mil anos foi encontrado na caverna de Blombos, s\u00edtio arqueol\u00f3gico localizado em uma praia a poucos quil\u00f4metros da cidade sul-africana de Still Bay. \u00c9 a manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica mais antiga de que se tem not\u00edcia. Maravilhas da arte rupestre, como a cova de Altamira, na Espanha, ou de Lascaux, na Fran\u00e7a, foram desenhadas h\u00e1 17 mil anos. O acervo da Serra da Capivara, no Piau\u00ed, chega a 29 mil anos. A descoberta em Blombos foi publicada no \u00faltimo dia 12 na revista cient\u00edfica Nature.<a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/09\/45-3.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-767657\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/09\/45-3.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"703\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imagem se assemelha a uma hashtag ou \u201cjogo da velha\u201d. Os tra\u00e7os avermelhados s\u00e3o cerca de 30 mil anos mais antigos que as pinturas pr\u00e9-hist\u00f3ricas j\u00e1 conhecidas. A hashtag est\u00e1 inscrita em um pequeno bloco de silcrete \u2013 mistura de areia, cimento e cascalho \u2013 de aproximadamente um cent\u00edmetro. O desenho termina bruscamente na beirada da pedra, indicando que talvez seja parte de uma figura maior e mais complexa. A caverna de Blombos \u00e9 uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio art\u00edstico da pr\u00e9-hist\u00f3ria por guardar pinturas rupestres e artefatos como peda\u00e7os de ocre com desenhos abstratos, colares de conchas e ferramentas de pedra. Os desenhos rupestres falam sobre a cultura, o comportamento e a cogni\u00e7\u00e3o de seus autores, al\u00e9m de mostrar que os antigos Homo sapiens na \u00c1frica do Sul eram capazes de criar formas com diferentes t\u00e9cnicas e em v\u00e1rias superf\u00edcies.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O arque\u00f3logo Christopher Henshilwood, da Universidade de Witwatersrand, na \u00c1frica do Sul, foi quem encontrou o objeto com sua equipe na propriedade de seu av\u00f4. Ao longo dos anos ele identificou e escavou nove locais na regi\u00e3o, nenhum com mais de 6.500 anos de idade, at\u00e9 que se interessou pela caverna de Blombos. A pedrinha pintada foi achada em 2011 e tem sido analisada desde ent\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div id=\"admateria2\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CKm63IiK0d0CFQ98wQodvgkC3w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/22452847\/ISTOE_Internas\/comportamento_12__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta tem potencial para mudar a forma como os cientistas pensam a evolu\u00e7\u00e3o dos humanos modernos e os fatores que talvez tenham desencadeado o evento mais importante da pr\u00e9-hist\u00f3ria humana, quando o Homo sapiens deixou a terra natal africana para colonizar o mundo. Hoje a pedra n\u00e3o oferece nenhuma pista sobre o seu prop\u00f3sito original. Pode ter sido um objeto religioso, um ornamento ou apenas um rabisco antigo, mas certamente \u00e9 algo que s\u00f3 uma pessoa poderia ter feito. A capacidade de criar e comunicar usando tais s\u00edmbolos, diz Henshilwood, \u00e9 \u201cum marcador inequ\u00edvoco\u201d dos humanos modernos, uma das caracter\u00edsticas que nos diferenciam de outras esp\u00e9cies, vivas ou extintas. (ISTO\u00c9)<\/p>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tra\u00e7os feitos com uma esp\u00e9cie de giz de cera rudimentar em pedra na \u00c1frica do Sul podem mudar o que sabemos sobre a evolu\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia e da linguagem em nossa esp\u00e9cie<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":258286,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-258285","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/caverna-boa.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=258285"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258285\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/258286"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=258285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=258285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=258285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}