{"id":25889,"date":"2013-10-30T08:22:03","date_gmt":"2013-10-30T11:22:03","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=25889"},"modified":"2013-10-30T08:22:03","modified_gmt":"2013-10-30T11:22:03","slug":"estudante-retoma-rotina-de-guerrilha-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudante-retoma-rotina-de-guerrilha-urbana\/","title":{"rendered":"Estudante retoma rotina de guerrilha urbana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A guerra do tr\u00e1fico impediu nesta ter\u00e7a-feira que tr\u00eas mil estudantes voltassem \u00e0s aulas no Complexo da Mar\u00e9, apesar do fim da greve dos professores. Muitos pais levaram os filhos, mas encontraram duas escolas e uma creche fechadas. Questionada pela ONG Redes da Mar\u00e9, a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o respondeu, em nota, que optou pelo fechamento \u201cpor causa de viol\u00eancia no entorno\u201d das unidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fotografias e relatos de profissionais de ONGs que atuam na comunidade d\u00e3o a dimens\u00e3o do terror na regi\u00e3o, que afeta as aulas. Uma foto postada pela ONG Uer\u00ea Mar\u00e9, por exemplo, mostra alunos deitados no ch\u00e3o da sala de aula no dia 17, para se protegerem dos tiros. Granadas chegaram a atingir paredes da escola, que atende a 400 crian\u00e7as com dificuldades devido a traumas causados pela viol\u00eancia no lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA atitude da turma na hora do tiroteio, que durou uma hora, \u00e9 resultado de um treinamento oferecido por pessoas que participaram de treinos de guerrilha urbana. Trabalhei em pa\u00edses africanos em guerra. Tive que aprender e repasso\u201d, diz Yvonne Bezerra de Mello, coordenadora da ONG. Naquele dia, outras 215 estudantes de dez turmas passaram pelo mesmo desespero na hora de estudar, devido aos tiroteios que est\u00e3o mais frequentes e intensos no complexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inconformados, pais criticaram a situa\u00e7\u00e3o nas redes sociais. \u201cDepois da greve,as crian\u00e7as dos Cieps Samora Machel e Ellis Regina ainda est\u00e3o sem aula por tempo indeterminado. Alegam que devido aos tiroteios os professores n\u00e3o se sentem seguros para lecionar. Vergonha!\u201d, postou a m\u00e3e de um aluno no Facebook.<br \/>\nEm nota, a Pol\u00edcia Militar informou que n\u00e3o fez nenhuma opera\u00e7\u00e3o no Complexo da Mar\u00e9 ontem e que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a de professores e alunos, as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o planejadas sempre com base em informa\u00e7\u00f5es do Servi\u00e7o de Intelig\u00eancia. \u201cA PM procura realizar a\u00e7\u00f5es em hor\u00e1rios estrat\u00e9gicos, que n\u00e3o coincidam com o hor\u00e1rio escolar\u201d, diz em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas, as favelas da regi\u00e3o sofrem com conflitos entre fac\u00e7\u00f5es rivais e com confrontos entre PMs e bandidos, principalmente na \u00e1rea da Nova Holanda, Baixa do Sapateiro e Morro do Timbau. A pacifica\u00e7\u00e3o do complexo s\u00f3 deve ocorrer no primeiro trimestre de 2014.<br \/>\nAlunos da rede municipal t\u00eam medo de n\u00e3o passar de ano<br \/>\nAlunos da rede municipal voltaram preocupados na terceira retomada das aulas do ano \u2014 por causa da greve dos professores. Os principais problemas relatados s\u00e3o com a probabilidade do decl\u00ednio das notas e as aulas de reposi\u00e7\u00e3o aos s\u00e1bados. Fora ter que estudar em pleno ver\u00e3o de fevereiro. A aluna do 8\u00ba ano da Escola Municipal Gon\u00e7alves Dias Valesca Borges, 16, disse que o tempo sem aulas foi desperd\u00edcio. \u201cFiquei muito tempo em casa. N\u00e3o fazia nada, s\u00f3 descansava. At\u00e9 estudava um pouco. Acho errado os professores entrarem em greve porque n\u00e3o \u00e9 a gente que faz o sal\u00e1rio deles, mas acabamos prejudicados com isso\u201d.<br \/>\nJ\u00e1 Roberta de Oliveira, do 6\u00ba ano, disse que tem medo que a greve prejudique seu desempenho escolar. \u201cOs professores s\u00f3 pensaram na parte deles, n\u00e3o na nossa. Corremos o risco de repetir de ano por causa disso\u201d, disse. O frentista Mauro Pedro da Silva, pai das g\u00eameas Julia e Juliana, 10, que estudam na Escola Professor Augusto Paulino Filho, no M\u00e9ier, deixava as filhas na casa da av\u00f3 e da irm\u00e3 para trabalhar. Ele j\u00e1 pensa na dor de cabe\u00e7a das aulas nos fins de semana: \u201cTrabalho de manh\u00e3 nestes dias, e n\u00e3o sei o que fazer.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Copa antecipa as f\u00e9rias de julho nas escolas particulares<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A altera\u00e7\u00e3o no calend\u00e1rio escolar n\u00e3o \u00e9 exclusividade do ensino p\u00fablico. Muitas escolas particulares, por sugest\u00e3o da Lei Geral da Copa, optaram pela transfer\u00eancia das f\u00e9rias de julho de 2014 para a segunda semana de junho, data de in\u00edcio dos jogos. Por\u00e9m, em muitos col\u00e9gios privados, ainda h\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 data oficial do recesso no ano que vem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Am\u00e1bile Passos, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Escolas Particulares, \u201ccada institui\u00e7\u00e3o tem autonomia para decidir seu funcionamento durante esse per\u00edodo, contanto que cumpra os 200 dias letivos previstos por lei\u201d. Mas, segundo ela, mesmo que as aulas se mantenham, os col\u00e9gios n\u00e3o devem funcionar nos dias de jogos, \u201cpara ajudar na mobilidade urbana e na pr\u00f3pria seguran\u00e7a das crian\u00e7as\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e3e de dois filhos matriculados em escola particular, a coordenadora de com\u00e9rcio exterior M\u00e1rcia Resende, de 43 anos, comemorou a not\u00edcia. \u201cVou at\u00e9 antecipar minhas f\u00e9rias\u201d. \u201c\u00c9 uma oportunidade \u00fanica de assistir \u00e0 Copa junto com meus filhos Guilherme e Henrique\u201d, empolga-se.<br \/>\nJ\u00e1 a comiss\u00e1ria de bordo Maria Lucia Tondo, 54, reclamou da falta de posicionamento da escola de seu filho Gianluca, de 15 anos. \u201cAcho v\u00e1lido transferir as f\u00e9rias, mas \u00e9 preciso avisar com anteced\u00eancia para as fam\u00edlias se prepararem\u201d, comenta.<br \/>\nReposi\u00e7\u00f5es ainda incertas<br \/>\nSegundo a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, caber\u00e1 \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de cada escola elaborar o plano de reposi\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, orienta que haja aulas aos s\u00e1bados, na semana de recesso de dezembro, e tamb\u00e9m em janeiro e hor\u00e1rios extras. A Secretaria Estadual orienta que professores reponham conte\u00fados dos 200 dias letivos em turnos extras e s\u00e1bados. E tamb\u00e9m em janeiro, se for necess\u00e1rio. As escolas tem at\u00e9 o fim de semana para decidir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o sindicato defende que nem janeiro nem feriados sejam usados: o in\u00edcio do recesso seria em 20 de dezembro, com retorno em fevereiro, para encerrar o Ano Letivo de 2013. As aulas de 2014 come\u00e7ariam na segunda semana de mar\u00e7o.<br \/>\nAg\u00eancias de viagem v\u00e3o refazer agenda de 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A antecipa\u00e7\u00e3o das f\u00e9rias de julho n\u00e3o pegou de surpresa apenas os pais e professores. As empresas de turismo tamb\u00e9m tiveram que refazer agendas, j\u00e1 que em julho muitas fam\u00edlias aproveitam para viajar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Viagem (Abav), a expectativa \u00e9 que altera\u00e7\u00e3o aumente a procura por passagens dom\u00e9sticas, principalmente para cidades que sediar\u00e3o jogos da Copa. Para suprir a demanda, o \u00f3rg\u00e3o conta com um crescimento da oferta hoteleira nesses locais at\u00e9 2014, uma vez que a Copa no Brasil j\u00e1 atinge a marca de 8 milh\u00f5es de ingressos solicitados.<br \/>\nDe acordo com a Mundi, empresa que compara pre\u00e7os de passagens a\u00e9reas, os destinos mais procurados em junho do ano que vem s\u00e3o Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro. Acostumado a viajar com a fam\u00edlia duas vezes por ano, o administrador Marcos Mota, 48 anos, foi obrigado a suspender os planos para julho do ano que vem. \u201cSempre compro passagens com oito meses de anteced\u00eancia, mas, por causa da indecis\u00e3o do col\u00e9gio dos meus filhos, preferimos marcar a viagem para as f\u00e9rias de janeiro\u201d, conta. \u201cO jeito vai ser aproveitar por aqui\u201d, conforma-se.<br \/>\nFonte: O Dia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A guerra do tr\u00e1fico impediu nesta ter\u00e7a-feira que tr\u00eas mil estudantes voltassem \u00e0s aulas no Complexo da Mar\u00e9, apesar do fim da greve dos professores. Muitos pais levaram os filhos, mas encontraram duas escolas e uma creche fechadas. 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