{"id":25930,"date":"2013-10-30T09:05:54","date_gmt":"2013-10-30T12:05:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=25930"},"modified":"2013-10-30T08:53:25","modified_gmt":"2013-10-30T11:53:25","slug":"ditadura-militar-mobilizou-tropa-para-silenciar-ex-presidente-do-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ditadura-militar-mobilizou-tropa-para-silenciar-ex-presidente-do-stf\/","title":{"rendered":"Ditadura militar mobilizou tropa para silenciar ex-presidente do STF"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-25932\" alt=\"DITADURA\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DITADURA.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DITADURA.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DITADURA-160x106.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a hist\u00f3ria do dia em que Aliomar Baleeiro, ex-presidente do STF, embarcou num Fusca azul, ao lado da esposa e de outras tr\u00eas pessoas, e tentou furar um cerco policial em Londrina, em plena ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembrei da hist\u00f3ria por causa das comemora\u00e7\u00f5es, neste m\u00eas de outubro, dos 25 anos da Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3.\u00a0Li v\u00e1rios relatos sobre os constituintes, os debates em Bras\u00edlia, as negocia\u00e7\u00f5es, os her\u00f3is. Pouco se disse, por\u00e9m, sobre o longo e dif\u00edcil processo pol\u00edtico que levou \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o da Assembleia Nacional Constituinte. Foram mais de dez anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Raros e corajosos pol\u00edticos aderiram \u00e0 ideia no in\u00edcio (eram os chamados aut\u00eanticos do MDB). Mais raros ainda foram os juristas que defenderam a constituinte como sa\u00edda para o impasse pol\u00edtico em que o Brasil estava atolado desde 1964.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o era f\u00e1cil. A ditadura sabia que a proposta, por mais que parecesse c\u00e2ndida e vinculada ao ide\u00e1rio liberal burgu\u00eas, era perigosa: tinha o poder de aglutinar for\u00e7as de diferentes matizes ideol\u00f3gicos e amea\u00e7\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aliomar Baleeiro, ex-presidente do\u00a0Supremo Tribunal Federal (STF), foi um desses juristas pioneiros na defesa da Constituinte. Os militares n\u00e3o gostavam do que ele dizia, mas n\u00e3o se atreviam a silenci\u00e1-lo. Sua estatura pol\u00edtica n\u00e3o permitia.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Baleeiro havia militado na antiga e conservadora UDN. Foi deputado da Assembleia Constituinte de 1946 e apoiou o golpe militar que derrubou Jo\u00e3o Goulart. No ano seguinte o presidente Castelo Branco indicou seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele presidiu a Corte entre 1971 e 1973 e aposentou-se em 1975.<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 1977, por\u00e9m, destacava-se na pol\u00edtica como dissidente do regime, com cr\u00edticas aos atos institucionais autorit\u00e1rios. O antigo udenista defendia a ideia de que o Pa\u00eds precisava de uma nova constituinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi naquele ano de 1977 que ele recebeu um inesperado convite. O Diret\u00f3rio Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Londrina, um destacado foco de resist\u00eancia \u00e0 ditadura no Paran\u00e1, queria que ele fosse \u00e0 cidade para participar de um debate sobre a assembleia constituinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 72 anos e s\u00e9rios problemas card\u00edacos, o jurista relutou. Mas acabou aceitando e, no dia combinado, 2 de junho de 1977, desembarcou no acanhado aeroporto de Londrina.\u00a0Muito cansado, mas risonho e simp\u00e1tico, ao lado de sua companheira, dona Darli, foi recebido por alguns estudantes e levado para um modesto hotel no centro da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate estava marcado para a noite do mesmo dia, no Teatro Universit\u00e1rio. Os outros debatedores convidados eram o jurista Dalmo Dallari, dos primeiros a defender constituinte e autor de um texto sobre o tema, e o jornalista S\u00e9rgio Buarque de Gusm\u00e3o, do jornal alternativo\u00a0<em>Movimento<\/em>, que inclu\u00eda em seu programa pol\u00edtico a convoca\u00e7\u00e3o da assembleia.\u00a0<strong>(1)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate nunca aconteceu e Baleeiro n\u00e3o teve tempo de ver a concretiza\u00e7\u00e3o da ideia que defendia. Sobre o que ocorreu em Londrina naquele dia, o ent\u00e3o presidente do DCE, o jornalista Jos\u00e9 Antonio Tadeu Felismino, conta o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs convites ao Dalmo e ao S\u00e9rgio foram tranquilos. O problema era convencer o Aliomar, udenista e conservador de alto quilate, que tinha se aposentado no STF e vinha se manifestando aqui e ali em favor da democracia. Ele j\u00e1 estava velhinho e com problemas de sa\u00fade e foi s\u00f3 ap\u00f3s\u00a0longas conversas telef\u00f4nicas com dona Darli, a sacudida esposa de Aliomar, que foi poss\u00edvel esse feito not\u00e1vel, trazer a Londrina o ilustre casal, que vivia no Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confirmada a presen\u00e7a dele, sa\u00edmos atr\u00e1s de patrocinadores para bancar as passagens de avi\u00e3o e todo o evento. Al\u00e9m de velhos parceiros, que ousavam desafiar a ditadura e sofriam press\u00f5es por apoiarem nossas a\u00e7\u00f5es, fomos atr\u00e1s de escrit\u00f3rios de advocacia. Ach\u00e1vamos que os nomes de Dallari e, principalmente, Baleeiro, teriam efeito sobre eles.\u00a0Conseguimos o suficiente, mas muita gente n\u00e3o acreditou que o ex-ministro do STF realmente viria. Um advogado conhecido e professor da UEL, o j\u00e1 falecido Gilney Carneiro Leal, chegou a nos desafiar. Disse que o procur\u00e1ssemos depois do evento, se o Aliomar viesse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebemos nossos convidados na tarde do dia combinado e os levamos para o Hotel S\u00e3o Jorge. Teve gente que criticou e achou um absurdo instalar o Aliomar e a esposa naquele hotel, que consideravam fraco. Mas foi o \u00fanico que deu as di\u00e1rias como patroc\u00ednio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate estava marcado para as 20 horas. L\u00e1 pelas seis da tarde passei no hotel para levar os convidados para jantar num restaurante italiano que tamb\u00e9m patrocinava o evento. O \u00fanico que aceitou sair, por\u00e9m, foi o\u00a0Dalmo Dallari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No restaurante, ele\u00a0pediu uma sopa. Ficamos conversando. Ele se mostrou muito gentil, educad\u00edssimo, enquanto eu tentava controlar minha ansiedade. Tinha medo de que n\u00e3o aparecesse ningu\u00e9m para o debate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De repente, l\u00e1 pelas sete e tanto, vejo algu\u00e9m do lado de fora do restaurante acenando para mim. Sa\u00ed para ver o que era. A pessoa estava l\u00edvida e, ao trancos e barrancos, me disse que toda a regi\u00e3o onde ficavam a sede do DCE e o Teatro Universit\u00e1rio estava cercada por tropas da PM e do Ex\u00e9rcito. Alguns estudantes estavam presos no DCE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu devia estar num estado lastim\u00e1vel quando voltei para comunicar o fato ao Dallari. Ele ouviu atentamente, procurou me acalmar e disse para que eu ficar \u00e0 vontade para voltar ao hotel e tomar as provid\u00eancias necess\u00e1rias. Depois voltou, placidamente, \u00e0 sua sopinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No hotel, o caos j\u00e1 estava instalado. Dois cambur\u00f5es militares estavam parados diante da entrada, ao mesmo tempo que chegavam estudantes, procurando informa\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es sobre o que fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subi at\u00e9 a apartamento do Aliomar e dona Darli. Eles e o S\u00e9rgio Buarque estavam reunidos com um enviado do ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Ney Braga, o senhor Justino Alves Pereira. Eu quis entrar, mas algu\u00e9m me disse para esperar do lado de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Soube depois que o enviado do ministro trazia um pedido expresso dele para\u00a0que Aliomar e sua esposa ficassem no hotel, para que n\u00e3o fossem ao local do debate, porque podia ser perigoso para eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dali a pouco chegou o Dalmo e entrou. N\u00e3o demorou muito e todos sa\u00edram e tomaram o elevador. Entrei com eles e foi nessa descida, tensa, silenciosa e apertada que ouvi a dona Darlizinha, forte e incisiva: \u201cDoutor Justino, n\u00f3s n\u00e3o viemos do Rio de Janeiro para ficar dentro de um quarto de hotel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La embaixo, no acanhado hall do hotel, j\u00e1 tinha chegado mais gente e a confus\u00e3o era maior. O doutor Justino escafedeu-se e a molecada do DCE come\u00e7ou a resolver como levar os nossos quatro convidados at\u00e9 o local do debate, uma vez que, puxados por dona Darli, era isso que eles haviam decidido fazer. N\u00e3o iam deixar de ir ao debate por conta pr\u00f3pria.\u00a0<strong>(2)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que resplandeceu \u00e0 nossa frente o Fusca azul da Maria Alice, que participava da organiza\u00e7\u00e3o do debate. O Aliomar, a dona Darli, o Dalmo e o S\u00e9rgio entraram no carro e a Maria Alice, com seus 20 anos, assumiu o volante e tomou a dire\u00e7\u00e3o do evento. Com os dois cambur\u00f5es da PM atr\u00e1s. Ningu\u00e9m sabia se estavam ali para proteger ou prender o grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O carro n\u00e3o chegou ao local. Foi parado numa das barreiras policiais que haviam sido montadas em todas as ruas que davam acesso ao teatro. O policial disse \u00e0 Maria Alice para dar meia volta\u00a0<strong>(3)<\/strong>.\u00a0Eles regressaram ao hotel, mas com a sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o haviam se rendido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu retornei ao hotel a tempo de ver Aliomar dando sua declara\u00e7\u00e3o c\u00e9lebre sobre o epis\u00f3dio. A um rep\u00f3rter que lhe perguntou se era uma pessoa perigosa para o Pa\u00eds, ele sacou do bolso de seu palet\u00f3 um livrinho, uma pequena edi\u00e7\u00e3o Constitui\u00e7\u00e3o Federal em vigor na \u00e9poca, e disse que era sim um homem muito perigoso, porque carregava aquela perigosa arma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os rep\u00f3rteres da\u00a0<em>Folha de Londrina<\/em>\u00a0e os correspondentes do\u00a0<strong>Estad\u00e3o<\/strong>, de\u00a0<em>O Globo<\/em>\u00a0e da\u00a0<em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em>\u00a0estavam todos l\u00e1. No dia seguinte a\u00a0<em>Folha de Londrina<\/em>\u00a0deu uma ampla cobertura ao ocorrido e durante v\u00e1rios dias a imprensa nacional repercutiu aquele fato lament\u00e1vel: a proibi\u00e7\u00e3o de um ex-ministro do STF de falar a estudantes sobre direitos humanos e constituinte\u00a0<strong>(4).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na manh\u00e3 seguinte, fomos buscar nossos convidados no hotel para lev\u00e1-los ao aeroporto. Era uma linda manh\u00e3 de outono, azulzinha, dourada e fria, e mais de cem pessoas estavam \u00e0 espera deles. Haviam ido\u00a0espontaneamente ao aeroporto, sem aviso, sem nenhum convite, cheias de coragem, para ver, desagravar e aplaudir nossos convidados, especialmente o velho Aliomar.\u00a0<strong>(5)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na base do improviso, eles subiram na escada que dava acesso ao mezanino do velho aeroporto de Londrina e de l\u00e1 saudaram os presentes. Foram aplaudidos e celebrados com muita vibra\u00e7\u00e3o at\u00e9 a hora de embarcarem.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<em><strong>(1)<\/strong>\u00a0Al\u00e9m de pouca gente para defender a Constituinte, havia diverg\u00eancias entre elas sobre o processo. Baleeiro, Dallari e Gusm\u00e3o defendiam posi\u00e7\u00f5es diferentes.<\/em><\/p>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address><strong>(2)<\/strong>\u00a0Dias atr\u00e1s, ao me encontrar com Dalmo Dallari, numa visita dele \u00e0 reda\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Estado<\/strong>, perguntei se lembrava do epis\u00f3dio e de dona Darli. Ele sorriu e disse, com uma certa candura: \u201cSe n\u00e3o fosse a dona Darli, n\u00e3o ter\u00edamos sa\u00eddo do hotel naquele dia. Ela foi muito firme. Foi decisiva.\u201d<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address><strong>(3)<\/strong>\u00a0Maria Alice, hoje professora em Bombas (SC), estava matriculada no curso de servi\u00e7o social. Ela conta que, depois de ter sido parada na primeira barreira, tentou outros caminhos. Mas o grupo foi parado em todos. \u00a0<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>(4)<\/strong>\u00a0Baleeiro morreu no dia 3 de mar\u00e7o de 1978, aos 72 anos. A Constituinte s\u00f3 se reuniu dez anos depois, em 1988. Na edi\u00e7\u00e3o do dia seguinte ao de sua morte, o\u00a0<strong>Estado\u00a0<\/strong>dedicou-lhe uma p\u00e1gina. Para v\u00ea-la\u00a0<a href=\"http:\/\/acervo.estadao.com.br\/pagina\/#%21\/19780304-31584-nac-0005-999-5-not\/busca\/Aliomar+Baleeiro\" target=\"_blank\">clique aqui.\u00a0<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa \u00e9 a hist\u00f3ria do dia em que Aliomar Baleeiro, ex-presidente do STF, embarcou num Fusca azul, ao lado da esposa e de outras tr\u00eas pessoas, e tentou furar um cerco policial em Londrina, em plena ditadura.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":25932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-25930","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DITADURA.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25930\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}