{"id":260617,"date":"2018-10-13T11:05:25","date_gmt":"2018-10-13T14:05:25","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=260617"},"modified":"2018-10-13T11:05:25","modified_gmt":"2018-10-13T14:05:25","slug":"estudos-identificam-a-idade-exata-em-que-homens-e-mulheres-somos-infieis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudos-identificam-a-idade-exata-em-que-homens-e-mulheres-somos-infieis\/","title":{"rendered":"Estudos identificam a idade exata em que homens e mulheres somos infi\u00e9is"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Costuma coincidir com os sete anos de casamento, quando as coisas come\u00e7am a entortar. Ou a endireitar, conforme se veja<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/09\/buenavida\/1539099825_201560_1539174611_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/09\/buenavida\/1539099825_201560_1539174611_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/09\/buenavida\/1539099825_201560_1539174612_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/09\/buenavida\/1539099825_201560_1539174611_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"hombres infieles\" width=\"980\" height=\"654\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Miguel \u00c1ngel Bargue\u00f1o\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/miguel_angel_bargueno\/a\/\">MIGUEL \u00c1NGEL BARGUE\u00d1O<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>J\u00e1 contamos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/25\/estilo\/1508946075_416040.html\">o que leva \u00e0s pessoas \u00e0 infidelidade<\/a>\u00a0e o que, pelo contr\u00e1rio, as faz resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o\u2026 Faltava-nos saber quando s\u00e3o mais infi\u00e9is. A que idade ou em que etapa da vida o ser humano \u00e9 mais propenso a procurar\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sexo\">sexo<\/a>\u00a0fora de casa. Agora tamb\u00e9m sabemos. Duas pesquisas feitas por sites de entrevistas revelam as idades em que homens e mulheres s\u00e3o mais propensos a enganar seus c\u00f4njuges. E t\u00eam algo em comum: (quase) sempre acabam em nove.<\/p>\n<p>O primeiro desses levantamentos, feito pelo site de relacionamentos extraconjugais\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ashley_madison\">Ashley Madison<\/a>, revelou que os homens costumam ser infi\u00e9is quando se aproxima o final de uma d\u00e9cada (ou o come\u00e7o da seguinte). Ou seja, aos 39, 49 e 59. J\u00e1 as mulheres, segundo o site de encontros Victoria Milan, t\u00eam seu primeiro caso extraconjugal em m\u00e9dia aos 33,4 anos. Embora neste caso se trate apenas das brasileiras, e h\u00e1 diferen\u00e7as com outras nacionalidades: as espanholas esperam at\u00e9 os 39,1 anos em m\u00e9dia, e as h\u00fangaras at\u00e9 os 44,5 anos para trair seus maridos.<\/p>\n<h3>A crise dos 39<\/h3>\n<p>O fato de muitas vezes isso coincidir com o final de uma d\u00e9cada de vida n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o banal. O livro\u00a0<em>Quando? Os Segredos Cient\u00edficos do Timing Perfeito<\/em>, de Daniel H. Pink, que re\u00fane v\u00e1rios estudos cient\u00edficos para explicar os diferentes momentos em que devemos realizar certas atividades (como, por exemplo, qual a melhor hora do dia para fazer exerc\u00edcio, segundo o nosso objetivo), explica que \u201ca aproxima\u00e7\u00e3o de uma nova d\u00e9cada representa uma fronteira destacada entre as etapas vitais e funciona como marcador do progresso ao longo da vida\u201d. Trata-se de um momento de autoavalia\u00e7\u00e3o no qual aparecem preocupa\u00e7\u00f5es como o envelhecimento e a busca de um sentido da vida, aponta Pink, citando um estudo de especialistas da Universidade de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nueva_york\">Nova York<\/a>.<\/p>\n<p>Mas o dado da pesquisa do site Victoria Milan n\u00e3o s\u00f3 revela a idade em que as mulheres brasileiras s\u00e3o mais propensas a enganar seus maridos, mas tamb\u00e9m quanto tempo a rela\u00e7\u00e3o durou at\u00e9 que esse momento chegasse. O resultado \u00e9 uma m\u00e9dia de 7,4 anos. Uma cifra que se situa bem perto da m\u00e9dia internacional. Em outras palavras: aproximadamente sete anos \u00e9 o tempo que, em geral, transcorre antes que uma mulher casada decida ter uma aventura.<\/p>\n<h3>O \u2018seven-year itch\u2019, ou o momento em que o amor acaba?<\/h3>\n<p>A cifra, contudo, n\u00e3o causa surpresa aos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/psicologia\">psic\u00f3logos<\/a>, que h\u00e1 anos lidam com um conceito chamado seven-year itch (\u201ccomich\u00e3o dos sete anos\u201d) para explicar o momento em que a felicidade em um casal diminui. Os psic\u00f3logos sabem bem disso, e sabia tamb\u00e9m Billy Wilder, que em 1955 filmou a memor\u00e1vel\u00a0<em>Seven Year Itch<\/em>\u00a0(lan\u00e7ado no Brasil como O Pecado Mora ao Lado), em que Tom Ewell encarna um executivo de meia-idade cuja esposa viaja, e Marilyn Monroe \u00e9 a nova e alegre vizinha por quem perder\u00e1 a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Helen Fisher, bi\u00f3loga da Universidade Rutgers (Nova Jersey, EUA), alega uma justifica\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica: \u201cTanto os mam\u00edferos monog\u00e2micos (apenas 3%) como as aves (90%) permanecem juntos apenas o tempo suficiente para criar sua prole. Quando os pintarroxos jovens voam para longe do ninho ou as raposas que amadurecem saem da toca pela \u00faltima vez, seus pais tamb\u00e9m se separam\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, acrescenta, \u201cos humanos conservam rastros desse padr\u00e3o reprodutivo natural. Em sociedades extrativistas mais contempor\u00e2neas, as mulheres tendem a parir seus filhos a cada quatro anos. Al\u00e9m disso, nessas sociedades, depois de que a crian\u00e7a \u00e9 desmamada, por volta dos quatro anos, frequentemente se junta a um coletivo de meninos ou \u00e9 cuidada por irm\u00e3os maiores e parentes. Essa estrutura de cuidado permite que os casais infelizes se desintegrem e encontrem um companheiro mais adequado para ter mais filhos\u201d.<\/p>\n<h3>A primeira bofetada de realidade, aos quatro anos de rela\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Tamb\u00e9m se constatou que na primeira d\u00e9cada de casamento ocorrem n\u00e3o uma, e sim duas grandes crises. Partindo do fato de que quase a metade dos matrim\u00f4nios termina em div\u00f3rcio, o professor Larry A. Kurdek, da Universidade Estadual de Wright (Ohio, EUA), pesquisou 522 maridos e esposas uma vez por ano durante seus primeiros 10 anos de vida em comum, a fim de medir a progress\u00e3o de sua felicidade conjugal. Descobriu que aos quatro anos ocorria uma queda bastante abrupta da mesma, e outra depois dos sete. Isto acontecia com ambos os sexos, e de forma mais acentuada se tinham filhos.<\/p>\n<p>A crise dos quatro anos seria como a primeira bofetada de realidade. Quando o fato de seu c\u00f4njuge largar meias por toda a casa deixa de ser encantador para se tornar irritante. \u201cA segunda queda \u00e9 mais dif\u00edcil de explicar\u201d, disse o pesquisador ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/the_new_york_times\">The New York Times<\/a>. \u201cPode ser o resultado de estar metido em algo por muito tempo. Voc\u00ea come\u00e7a a reconsiderar. Talvez seja a curiosidade natural, uma esp\u00e9cie de reflex\u00e3o a respeito de que mais h\u00e1 por a\u00ed.\u201d<\/p>\n<p>Ao fim desses sete anos (que coincidem com os 33, em m\u00e9dia, das brasileiras), as mulheres j\u00e1 se liberaram da parte mais dura da cria\u00e7\u00e3o dos filhos, e uma nova realidade se abre para elas. \u201c\u00c9 a idade em que uma mulher deixou de criar filhos, porque j\u00e1 s\u00e3o maiores, e volta a se encontrar consigo mesma como mulher digna de ser amada\u201d, afirma a psic\u00f3loga Mara Cuadrado.<\/p>\n<p>Para Miren Larraz\u00e1bal, psic\u00f3loga cl\u00ednica, sex\u00f3loga e coordenadora do Grupo de Psicologia e Sexologia do Col\u00e9gio Oficial de Psic\u00f3logos de Madri, \u201cesse pico dos sete anos coincide com uma \u00e9poca em que j\u00e1 ficou muito para tr\u00e1s a etapa do amor (que costuma durar ao redor de dois anos)\u201d. O pr\u00f3prio fato de ter crian\u00e7as pequenas pode erodir a rela\u00e7\u00e3o de casal. \u201c\u00c9 o momento de centrar-se neles, cuja demanda \u00e9 tremenda, na carreira profissional\u2026 Muitas vezes, os casais costumam ter uma crise nesse momento justamente porque dedicam pouco tempo \u00e0 sua rela\u00e7\u00e3o\u201d, descreve. Obviamente, tudo o que voc\u00ea leu aqui s\u00f3 acontece com os outros (piscadela \u2013 hein, hein?).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costuma coincidir com os sete anos de casamento, quando as coisas come\u00e7am a entortar. 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