{"id":262454,"date":"2018-10-30T09:31:39","date_gmt":"2018-10-30T12:31:39","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=262454"},"modified":"2018-10-30T09:31:39","modified_gmt":"2018-10-30T12:31:39","slug":"os-filhos-herdam-o-sofrimento-dos-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-filhos-herdam-o-sofrimento-dos-pais\/","title":{"rendered":"Os filhos herdam o sofrimento dos pais"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Descendentes de prisioneiros da Guerra da Secess\u00e3o viveram menos que os de outros soldados<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Miguel \u00c1ngel Criado\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/miguel_angel_criado_asien\/a\/\">MIGUEL \u00c1NGEL CRIADO<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; touch-action: manipulation; position: relative; display: block;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540211872_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540211872_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540211872_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540211872_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"O cabo Calvin Bates no hospital, ap\u00f3s sair de um campo de prisioneiros dos confederados em Andersonville.\" width=\"980\" height=\"548\" \/><span class=\"boton_ampliar\">Ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O cabo Calvin Bates no hospital, ap\u00f3s sair de um campo de prisioneiros dos confederados em Andersonville.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">BIBLIOTECA DEL CONGRESO DE EE UU<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O cabo Calvin Bates, do 20\u00ba Regimento de Infantaria do Maine, parte do Ex\u00e9rcito da Uni\u00e3o, foi feito prisioneiro por soldados da Confedera\u00e7\u00e3o em maio de 1864, durante a Guerra de Secess\u00e3o dos EUA (1861-1865). Passou apenas quatro meses no campo de prisioneiros de Andersonville (Ge\u00f3rgia), mas saiu de l\u00e1 emaciado, doente, com os dois p\u00e9s amputados e um intenso sofrimento em seu olhar (ver foto). T\u00e3o duras eram as condi\u00e7\u00f5es que 40% dos prisioneiros n\u00e3o sa\u00edram vivos desse campo de deten\u00e7\u00e3o. Agora, um estudo com milhares deles mostra que os filhos dos sobreviventes daquele inferno viveram menos que os de outros veteranos. Inclusive, morreram mais jovens que seus irm\u00e3os nascidos antes da guerra. De alguma forma, a dor de seus pais ficou gravada em sua gen\u00e9tica.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CLioj6aVrt4CFch7wQodFjgMxA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"5\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 anos, estudos em animais mostram que determinados fatores ambientais provocam mudan\u00e7as na informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica transmitida de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se deixassem marcas que ligassem ou desligassem certos genes, mas sem alterar o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adn\">DNA<\/a>. Assim, ficou provado que o a\u00e7\u00facar consumido pelos pais pode tornar seus descendentes obesos, e que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/12\/07\/ciencia\/1481128387_657344.html\">a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o dos av\u00f3s prejudicaria a sa\u00fade de seus futuros netos<\/a>. Apesar do potencial impacto para a ci\u00eancia e a sa\u00fade, pouco se sabe desses mecanismos epigen\u00e9ticos em humanos, e conhec\u00ea-los melhor exigiria experi\u00eancias que a \u00e9tica impede.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 t\u00e3o excepcional a hist\u00f3ria de Bates e o experimento social que representou a deten\u00e7\u00e3o de 200.000 soldados da Uni\u00e3o nas pris\u00f5es sulistas durante a guerra que dividiu os EUA. Um grupo de pesquisadoras da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (EUA) rastreou o que aconteceu com eles ap\u00f3s deixarem os campos. Gra\u00e7as aos arquivos militares, sabe-se se casaram depois ou j\u00e1 eram casados, onde viviam, a que se dedicavam e quando e quantos filhos tiveram. Tamb\u00e9m puderam ver quando morreram os prisioneiros, suas esposas e seus filhos. Assim,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2018\/10\/09\/1803630115\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segundo publicam na\u00a0<em>PNAS<\/em><\/a>, os filhos nascidos ap\u00f3s a passagem dos seus pais por lugares como Andersonville viveram menos que os filhos de outros veteranos de guerra.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Na mesma idade, os filhos dos prisioneiros concebidos depois da guerra tinham o dobro de chance de morrer<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDuas coisas aconteceram no campo: inani\u00e7\u00e3o, com os homens transformados em cad\u00e1veres ambulantes que morriam de escorbuto e diarreia, e estresse psicol\u00f3gico\u201d, comenta a economista Dora Costa, da UCLA, principal autora do estudo. Nem ela nem seus colegas s\u00e3o especialistas em gen\u00e9tica, nem foi poss\u00edvel estudar o DNA dos 6.5000 veteranos de guerra e seus 20.000 filhos inclu\u00eddos na pesquisa. Mas chegaram \u00e0 epigen\u00e9tica por elimina\u00e7\u00e3o: descartando diversos fatores, como condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, origem, data de alistamento, estado de sa\u00fade pr\u00e9vio&#8230; Compararam a longevidade dos filhos dos veteranos que foram prisioneiros e dos que n\u00e3o foram, concluindo que, sob iguais circunst\u00e2ncias e \u00e0 mesma idade, os primeiros tinham o dobro de chances de j\u00e1 terem morrido. H\u00e1 outro dado que refor\u00e7a a tese da base epigen\u00e9tica: dentro da mesma fam\u00edlia, os filhos que o prisioneiro de guerra tiveram depois de sobreviver a um desses campos tinham at\u00e9 2,2 vezes mais probabilidades de morrer antes que seus irm\u00e3os \u00e0 mesma idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCertamente h\u00e1 transfer\u00eancia intergeracional de caracter\u00edsticas em humanos, algo que pode ocorrer por m\u00e9todos bem conhecidos, como a heran\u00e7a gen\u00e9tica e a heran\u00e7a cultural, como a aprendizagem\u201d, recorda Neil Youngson, professor da Universidade de Nova Gales do Sul (Austr\u00e1lia). \u201cO que \u00e9 especial aqui \u00e9 que esta pesquisa mostra um mecanismo de heran\u00e7a diferente, a epigen\u00e9tica, em que uma exposi\u00e7\u00e3o ambiental (neste caso a fome ou o estresse, as autoras n\u00e3o sabem dizer qual) induz a mudan\u00e7as moleculares nos gametas, o que, por sua vez, afeta a sa\u00fade ou a conduta de seus descendentes\u201d, explica o pesquisador, n\u00e3o relacionado com o estudo.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; touch-action: manipulation; position: relative; display: block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540188111_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540188111_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/10\/21\/ciencia\/1540148116_181772_1540188111_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Um dos soldados da Uni\u00e3o, depois de ser solto de uma pris\u00e3o confederada. As imagens frontais recordam as dos sobreviventes do Holocausto.\" width=\"360\" height=\"538\" \/><span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um dos soldados da Uni\u00e3o, depois de ser solto de uma pris\u00e3o confederada. As imagens frontais recordam as dos sobreviventes do Holocausto.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">BIBLIOTECA DEL CONGRESO DE EE UU<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, os escassos experimentos sociais que permitiram estudar a transmiss\u00e3o intergeracional do trauma em humanos tinha como protagonistas crian\u00e7as ou fetos, mas n\u00e3o adultos. Nos \u00faltimos meses da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/segunda_guerra_mundial\">Segunda Guerra Mundial<\/a>, no norte dos Pa\u00edses Baixos, ainda sob domina\u00e7\u00e3o alem\u00e3, houve uma terr\u00edvel onda de fome. Em cidades como Roterd\u00e3 e Amsterd\u00e3, as ra\u00e7\u00f5es n\u00e3o alcan\u00e7avam nem as 1.000 calorias di\u00e1rias. A fome afetou a fertilidade das mulheres, mas o pior viria depois: os filhos das mulheres que estavam gr\u00e1vidas naqueles meses nasceram em m\u00e9dia com 300 gramas a menos. Quando adultos, aquela exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal \u00e0 fome reduziu seu tamanho corporal e aumentou a incid\u00eancia de diabetes e esquizofrenia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses efeitos se manifestam \u00e0s vezes na terceira gera\u00e7\u00e3o. Em 2017, um trabalho com uma enorme amostra de 800.000 crian\u00e7as suecas comprovou que o trauma de perder pai ou m\u00e3e deixa uma marca que os filhos acabam herdando. Seus autores observaram que as crian\u00e7as que ficam \u00f3rf\u00e3s nos anos anteriores \u00e0 adolesc\u00eancia tendem a ter, j\u00e1 adultos, mais filhos prematuros e com menor peso do que os que n\u00e3o perderam seus pais. \u201cLogo antes da puberdade, durante o per\u00edodo de crescimento lento, \u00e9 quando se programa a espermatog\u00eanese e quando os test\u00edculos come\u00e7am a amadurecer. Tamb\u00e9m \u00e9 um momento psicologicamente formativo, e em nosso estudo vimos que um trauma psicol\u00f3gico grave durante esse per\u00edodo, como a morte de um dos pais, predizia os resultados ao nascer dos filhos dessas crian\u00e7as\u201d, relata a pesquisadora Kristiina Rajaleid, da Universidade de Estocolmo (Su\u00e9cia) e coautora do estudo.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">As filhas dos prisioneiros de guerra, por outro lado, foram t\u00e3o longevas como os filhos de outros veteranos<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos pais da hip\u00f3tese epigen\u00e9tica da transmiss\u00e3o do trauma \u00e9 o pesquisador Lars Olov Bygren, do Instituto Karolinska (Su\u00e9cia). Junto com o geneticista brit\u00e2nico Marcus Pembrey, Bygren realizou o chamado estudo \u00d6verkalix, no qual foi observada uma rela\u00e7\u00e3o entre a disponibilidade de comida em idades precoces e o estado de sa\u00fade dos descendentes entre os habitantes de um pequeno povoado dentro do C\u00edrculo Polar \u00c1rtico. Especificamente, comprovaram que os netos de crian\u00e7as que viveram pen\u00farias por causa de colheitas ruins tinham maior incid\u00eancia de problemas cardiovasculares. \u201cVimos tr\u00eas per\u00edodos sens\u00edveis \u00e0 resposta transgeracional: os primeiros meses, at\u00e9 os dois anos; durante o per\u00edodo de crescimento lento [em torno dos 10 anos]; e nos 17-18 anos\u201d, conta Bygren por e-mail. Muitos dos que se alistaram para enfrentar os confederados na Guerra da Secess\u00e3o tinham essa idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1 um \u00faltimo dado do estudo com os prisioneiros de guerra que intriga os cientistas: o trauma decorrente de tanto sofrimento s\u00f3 foi herdado pelos filhos homens; as filhas foram t\u00e3o longevas como as dos demais veteranos de guerra. Nem as autoras nem os especialistas consultados sabem com certeza o porqu\u00ea dessa discrimina\u00e7\u00e3o por sexos. Talvez a an\u00e1lise dos dados da terceira gera\u00e7\u00e3o, dos netos e netas de soldados como o cabo Bates, que est\u00e1 em andamento, possa explicar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descendentes de prisioneiros da Guerra da Secess\u00e3o viveram menos que os de outros soldados<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":262455,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-262454","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/guerra-de-sessessao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262454\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/262455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}