{"id":263362,"date":"2018-11-09T00:06:27","date_gmt":"2018-11-09T03:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=263362"},"modified":"2018-11-09T17:06:13","modified_gmt":"2018-11-09T20:06:13","slug":"video-ha-cem-anos-bruxelas-vivia-incerteza-sobre-fim-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/video-ha-cem-anos-bruxelas-vivia-incerteza-sobre-fim-da-guerra\/","title":{"rendered":"[V\u00eddeo] H\u00e1 cem anos, Bruxelas vivia incerteza sobre fim da guerra"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"intro\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Situa\u00e7\u00e3o ao fim da Primeira Guerra Mundial era ca\u00f3tica, e rebeldes alem\u00e3es chegaram a ocupar de fato o poder. Do armist\u00edcio ao retorno do rei passaram-se v\u00e1rios dias, como relembra uma exposi\u00e7\u00e3o no Museu BELvue.<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"sharing-bar\" class=\"min\" style=\"text-align: justify;\"><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"picBox full\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/h%C3%A1-cem-anos-bruxelas-vivia-incerteza-sobre-fim-da-guerra\/a-46200719#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Popula\u00e7\u00e3o de Bruxelas ap\u00f3s o fim da Primeira Guerra\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/46137798_303.jpg\" alt=\"Popula\u00e7\u00e3o de Bruxelas ap\u00f3s o fim da Primeira Guerra\" \/><\/a>Popula\u00e7\u00e3o de Bruxelas lutou para sobreviver ap\u00f3s o fim da Primeira Guerra<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A guerra acabou\u00a0mesmo?&#8221; Em 11 de novembro de 1918, corriam novamente boatos pela cidade ocupada de Bruxelas: os alem\u00e3es foram finalmente derrotados, dizia-se, e um armist\u00edcio poderia ser assinado. Mas, no centro da cidade, na prefeitura, na esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria sul, os disparos continuavam em muitas ruas. Ainda se combatia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"primeira Guerra.Mundial o fim de uma era dublado\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s25JGNCSu4M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m sabia exatamente o que estava acontecendo. Os ocupantes alem\u00e3es censuraram a imprensa belga. Havia apenas alguns jornais clandestinos. As not\u00edcias vazavam atrav\u00e9s da m\u00eddia estrangeira, como a holandesa, por exemplo. Mas, at\u00e9 se ter a certeza de que a guerra havia terminado, passaram-se dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Bruxelas, novembro de 1918<\/em>, o Museu BELvue, na capital belga, mostra atrav\u00e9s de fotos hist\u00f3ricas, filmes e documentos\u00a0como os belgas viveram o caos dos dias ap\u00f3s o fim da Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Soldados revolucion\u00e1rios e moral contido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 9 e 15 de novembro de 1918, os soldados alem\u00e3es em Bruxelas come\u00e7aram a lutar entre si. Com a queda do Imp\u00e9rio Alem\u00e3o, os rebeldes entre os soldados alem\u00e3es proclamaram a revolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m na B\u00e9lgica. No domingo, 10 de novembro, fundaram um &#8220;Conselho de Soldados&#8221; para governar a cidade. Mas os oficiais e soldados leais ao imperador n\u00e3o aderiram \u00e0 ideia, dispararam contra os antigos camaradas e ficaram aguardando ordens de Berlim, que jamais vieram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Era uma situa\u00e7\u00e3o muito estranha&#8221;, diz Chantal Kesteloot, do Arquivo Estatal belga. &#8220;At\u00e9 14 de novembro, a cidade ficou nas m\u00e3os do Conselho de Soldados. Ela n\u00e3o foi liberada pelas tropas aliadas, mas pelos soldados alem\u00e3es que se rebelaram.&#8221; Os revolucion\u00e1rios do Conselho de Soldados tentaram at\u00e9 se aliar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o belga, mas os habitantes de Bruxelas haviam sofrido muito durante os quatro anos de ocupa\u00e7\u00e3o alem\u00e3. Eles estavam morrendo de fome e de frio, diante da escassez de alimentos e carv\u00e3o naqueles dias gelados de novembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o foi uma euforia, como seria de se esperar&#8221;, observa Kesteloot. &#8220;As pessoas ficaram dentro de casa\u00a0porque tudo era muito confuso&#8221;. N\u00e3o houve festas nem j\u00fabilo pelas ruas enquanto os alem\u00e3es ainda se encontravam em Bruxelas. Os \u00faltimos partiram de trem, e s\u00f3 o fizeram quando os Aliados entraram na cidade, em 16 de novembro, cinco dias ap\u00f3s o armist\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 no dia seguinte, um domingo, os Aliados libertaram da pris\u00e3o o prefeito Adolphe Max. E s\u00f3 quando ele p\u00f4de falar \u00e0 multid\u00e3o, na Pra\u00e7a do Mercado, diante da hist\u00f3rica prefeitura renascentista, ficou finalmente claro: a guerra acabou. &#8220;Foi uma alegria, como se a B\u00e9lgica se tivesse vencido a Copa do Mundo&#8221;, comenta a curadora do museu BELvue. As pessoas ousaram al\u00e7ar novamente a bandeira da B\u00e9lgica.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \" style=\"text-align: justify;\">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/h%C3%A1-cem-anos-bruxelas-vivia-incerteza-sobre-fim-da-guerra\/a-46200719#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rei Alberto 1\u00ba encenou retorno triunfal \u00e0 capital belga\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/46137887_401.jpg\" alt=\"Rei Alberto 1\u00ba retorna \u00e0 capital belga ap\u00f3s fim da Primeira Guerra\" width=\"700\" height=\"394\" \/><\/a>Rei Alberto 1\u00ba encenou retorno triunfal \u00e0 capital belga<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O rei n\u00e3o retorna de imediato<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m o rei Alberto 1\u00ba precisou de tempo para voltar. Por quatro anos, ele comandara seu Ex\u00e9rcito, resistindo firmemente na regi\u00e3o oeste da B\u00e9lgica, que n\u00e3o fora ocupada pelos alem\u00e3es. Pensando em sua imagem, o monarca queria uma entrada triunfante em Bruxelas. &#8220;O rei retornou em 20 ou 21 de novembro. A marcha triunfal foi organizada para o dia 22. Tratava-se de um ato simb\u00f3lico, para libertar oficialmente Bruxelas e a B\u00e9lgica&#8221;, explica Kesteloot.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, houve algum tempo para preparar a cerim\u00f4nia, os primeiros monumentos e memoriais foram constru\u00eddos a toque de caixa. Milhares de espectadores de todo o pa\u00eds acorreram a Bruxelas a p\u00e9 ou em carro\u00e7as puxada a cavalo. A exposi\u00e7\u00e3o no museu BELvue mostra, entre outras coisas, imagens de duas equipes de filmagem que registraram a entrada do rei em celuloide, para a posteridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alberto montava um cavalo branco para que se pudesse distingui-lo facilmente dos demais cavaleiros, montados em cavalos escuros. Capa de uniforme e elmo de a\u00e7o eram sua marca registrada. O rei, adorado pelos seus s\u00faditos, anunciou reformas democr\u00e1ticas no pr\u00f3prio 22 de novembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi introduzido o direito de voto igualit\u00e1rio, segundo o princ\u00edpio &#8220;um homem, um voto&#8221;. Alberto 1\u00ba foi o primeiro monarca belga que permitiu ser acompanhado constantemente pela imprensa, reconhecendo a import\u00e2ncia do filme como novo ve\u00edculo para propaganda. Durante a guerra, deixou que o Ex\u00e9rcito fosse acompanhado por duas equipes de filmagem. No entanto, era proibido mostrar combates ou soldados mortos.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \" style=\"text-align: justify;\">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/h%C3%A1-cem-anos-bruxelas-vivia-incerteza-sobre-fim-da-guerra\/a-46200719#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Memorial em Bruxelas lembra pombos-correios empregados no front de batalha\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/46134179_401.jpg\" alt=\"Memorial em Bruxelas lembra pombos-correios empregados no front de batalha\" width=\"700\" height=\"394\" \/><\/a>Memorial em Bruxelas lembra pombos-correios empregados no front de batalha<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para sobreviventes, a gripe espanhola<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cem anos atr\u00e1s, cerca de 700\u00a0mil pessoas habitavam Bruxelas e arredores, sem contar quase 100\u00a0mil refugiados, expulsos dos campos de batalha no norte da Fran\u00e7a e em Flandres. &#8220;Para alguns, ajudar os refugiados era uma obriga\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica, pois isso era visto como uma forma de resist\u00eancia aos alem\u00e3es&#8221;, explica Kesteloot. &#8220;Mas havia tamb\u00e9m muita gente que reagia aos refugiados com hostilidade e xenofobia.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alimentar e abrigar tanta gente foi uma dificuldade constante, durante meses. O abastecimento de alimentos funcionou na capital at\u00e9 meados de 1920, com cart\u00f5es de racionamento e gest\u00e3o estatal. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o estava muito mais fraca do que em 1914. Mas Bruxelas n\u00e3o tinha sido destru\u00edda como outras cidades da B\u00e9lgica, que sofreram fortes danos devido aos combates; l\u00e1 n\u00e3o houve combates pesados.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m das consequ\u00eancias da guerra, Bruxelas e toda a B\u00e9lgica combatiam um inimigo invis\u00edvel: a gripe espanhola. No mundo inteiro, o v\u00edrus atacou pelo menos 25\u00a0milh\u00f5es de pessoas entre 1918 e 1920. Em Bruxelas foram milhares de v\u00edtimas, muito mais do que os mortos na cidade por causa da guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00edrus \u2013 que apesar do nome n\u00e3o veio da Espanha, mas foi supostamente trazido para a Europa por soldados americanos \u2013 n\u00e3o encontrou obst\u00e1culos para se espalhar entre uma popula\u00e7\u00e3o debilitada. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe por que a doen\u00e7a foi quase sempre fatal, especialmente para os jovens entre 18 e 28 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Para os pais, era dif\u00edcil aceitar que seu filho tivesse sobrevivido quatro anos nas trincheiras ou numa cidade ocupada para, de repente, morrer de gripe em Bruxelas&#8221;, comenta a curadora, que tamb\u00e9m estudou di\u00e1rios de soldados e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas em Bruxelas, 300 nomes de ruas em mem\u00f3ria de batalhas ou her\u00f3is de guerra recordam a Grande Guerra, como ela \u00e9 chamada na B\u00e9lgica\u00a0devido ao grande n\u00famero de mortos. Existem dezenas de monumentos, entre outros, em mem\u00f3ria de ferrovi\u00e1rios ca\u00eddos ou dos pombos-correio usados como mensageiros no front durante a Primeira Guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belgas de origem alem\u00e3 ou alem\u00e3es que viviam na B\u00e9lgica mesmo bem antes da guerra foram deportados ou expulsos. Para eles come\u00e7ou, como diz o t\u00edtulo de um livro, &#8220;a guerra depois da guerra&#8221;.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456735_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A GRANDE GUERRA NA B\u00c9LGICA<\/h4>\n<h2>Canh\u00f5es falam&#8230;<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s o fracasso da pol\u00edtica e da diplomacia, as grandes pot\u00eancias europeias se enfrentaram em territ\u00f3rio belga. O pa\u00eds, ocupado pelos alem\u00e3es, se transformou num campo de batalha. A mostra &#8220;Expo 14-18. Esta \u00e9 a nossa hist\u00f3ria&#8221;, em Bruxelas, relembra o conflito que aconteceu h\u00e1 100 anos.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456677_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Luta entre dois l\u00edderes<\/h2>\n<p>O imperador alem\u00e3o Guilherme 2\u00b0 (ao centro, em p\u00e9) enfrenta o pr\u00f3prio parente, o rei da B\u00e9lgica, Alberto 1\u00b0 (\u00e0 direita). Liga\u00e7\u00f5es familiares n\u00e3o ajudaram. Alberto 1\u00b0 se transforma em her\u00f3i de guerra e Guilherme 2\u00b0 acaba perdendo o poder. A Primeira Guerra Mundial significou, para a B\u00e9lgica, o duelo entre estes dois homens (Foto de 1910).<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456730_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Ultimato<\/h2>\n<p>O imperador alem\u00e3o amea\u00e7ou, no dia 2 de agosto de 1914, invadir a B\u00e9lgica. Na imagem, o despacho escrito a m\u00e3o, que hoje se encontra no Minist\u00e9rio do Exterior em Berlim. O rei Alberto 1\u00b0 ignorou o ultimato. Os alem\u00e3es atacaram e ocuparam a B\u00e9lgica quase toda at\u00e9 1918. O pr\u00f3prio rei Alberto lutou na frente de guerra. Por fim, ele recebeu a ajuda de brit\u00e2nicos e norte-americanos.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456734_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Mapa do horror<\/h2>\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o em Bruxelas, o ch\u00e3o est\u00e1 pintado com os mapas das cidades e frentes de guerra. Num cont\u00eainer multim\u00eddia, h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre a invas\u00e3o alem\u00e3 e a batalha \u00e0s margens do rio Yser. Os visitantes se movem na penumbra, enquanto dos alto-falantes se ouvem tiros.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456681_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>&#8220;Ningu\u00e9m queria esta guerra&#8221;<\/h2>\n<p>Elie Barnavi, professor em\u00e9rito de hist\u00f3ria de Tel Aviv, assessorou os organizadores da exposi\u00e7\u00e3o. Segundo ele, ningu\u00e9m queria essa guerra que destruiu a B\u00e9lgica e a tornou um pa\u00eds ocupado. Mas nenhum l\u00edder impediu o conflito, completa Barnavi. Muitos inocentes sofreram \u2013 isso fica claro na mostra &#8220;Expo14-18&#8221;.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17457291_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Guerra de trincheira<\/h2>\n<p>Em trincheiras, como nesta r\u00e9plica, soldados dos dois lados se enfrentavam. Eles sacrificaram suas vidas em ataques v\u00e3os. A frente de guerra se manteve praticamente sem mudan\u00e7as durante quatro anos.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456767_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>T\u00e9dio entre uma batalha e outra<\/h2>\n<p>A principal atividade dos soldados era esperar pelo pr\u00f3ximo ataque, \u00e0s vezes durante semanas. Alguns usavam o tempo para construir figuras ou modelos de tanques a partir de explosivos e restos de metal. Assim surgiu uma esp\u00e9cie de &#8220;arte das trincheiras&#8221;.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456737_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Guerra de gases t\u00f3xicos<\/h2>\n<p>As tropas alem\u00e3s usaram, em 1915, nas proximidades de Ypern, gases t\u00f3xicos pela primeira vez. Os soldados belgas tentaram se proteger com \u00f3culos, len\u00e7os ou m\u00e1scaras de g\u00e1s. A subst\u00e2ncia t\u00f3xica e fatal foi usada depois disso em todas as batalhas, deixando um saldo de 1,2 milh\u00e3o de feridos e 90 mil mortos.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456772_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Entre ru\u00ednas<\/h2>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o mostra tamb\u00e9m que muitas cidades belgas ficaram completamente destru\u00eddas. Aqui, os visitantes da exposi\u00e7\u00e3o se locomovem literalmente entre as ru\u00ednas de Ypern. Nas proje\u00e7\u00f5es na parede, os n\u00fameros de mortos, feridos e desterrados.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456770_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Ocupadores<\/h2>\n<p>O general alem\u00e3o que administrava o pa\u00eds exigia obedi\u00eancia ao extremo. A popula\u00e7\u00e3o era intimidada com deten\u00e7\u00f5es e abastecimento prec\u00e1rio. Mesmo assim, havia resist\u00eancia em parte de Flandres. Mas houve tamb\u00e9m colaboradores.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17457289_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Suvenires macabros<\/h2>\n<p>Em dezembro de 1915, os ocupadores alem\u00e3es decoraram as \u00e1rvores de Natal com bolas coloridas em forma de bombas e explosivos. E colocaram nelas os nomes das cidades belgas atacadas e destru\u00eddas.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17457292_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Explosivos transformados em vasos<\/h2>\n<p>Depois do fim da guerra, artistas belgas transformaram os restos de muni\u00e7\u00f5es, encontradas por todos os lados, em vasos. Uma arte singular do momento p\u00f3s-guerra. Depois da liberta\u00e7\u00e3o, os belgas partiram do princ\u00edpio de que aquela &#8220;Grande Guerra&#8221; teria sido a \u00faltima. Eles nem imaginavam que em 1940 a Alemanha viria a invadir e ocupar o pa\u00eds de novo.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17457293_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h2>Aprendizado<\/h2>\n<p>Um s\u00e9culo depois da eclos\u00e3o da Primeira Guerra Mundial, a exposi\u00e7\u00e3o pergunta ao visitante: &#8220;E voc\u00ea? O que teria feito?&#8221;. As respostas podem ser dadas de maneira interativa. &#8220;H\u00e1 guerra justa? Por que causa voc\u00ea morreria hoje?&#8221; \u2013 estas s\u00e3o algumas das perguntas voltadas sobretudo para o p\u00fablico jovem da mostra.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/17456670_303.jpg\" alt=\"Bildergalerie Ausstellung Erster Weltkrieg Belgien\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<h4><\/h4>\n<h2>Papoulas de lembran\u00e7a<\/h2>\n<p>Papoulas estilizadas est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do visitante que quiser levar uma para casa. Com uma delas na lapela, os belgas relembram o horror da Primeira Guerra Mundial. A cor remete ao sangue nos campos de batalha. Papoulas vermelhas floresciam sobre as sepulturas dos soldados mortos.<\/p>\n<p class=\"author\">Autoria: Bernd Riegert (sv)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Situa\u00e7\u00e3o ao fim da Primeira Guerra Mundial era ca\u00f3tica, e rebeldes alem\u00e3es chegaram a ocupar de fato o poder. Do armist\u00edcio ao retorno do rei passaram-se v\u00e1rios dias, como relembra uma exposi\u00e7\u00e3o no Museu BELvue.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":263363,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-263362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bruxelas-1-guerra.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=263362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263362\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/263363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=263362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=263362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=263362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}