{"id":263501,"date":"2018-11-10T05:45:14","date_gmt":"2018-11-10T08:45:14","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=263501"},"modified":"2018-11-10T05:45:14","modified_gmt":"2018-11-10T08:45:14","slug":"condicoes-e-significado-da-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/condicoes-e-significado-da-revolucao\/","title":{"rendered":"Condi\u00e7\u00f5es e significado da revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Em um ensaio que permaneceu in\u00e9dito durante meio s\u00e9culo, Hannah Arendt investiga a rela\u00e7\u00e3o entre liberdade e processos revolucion\u00e1rios<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/11\/07\/actualidad\/1541593930_890568_1541606183_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/11\/07\/actualidad\/1541593930_890568_1541606183_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/11\/07\/actualidad\/1541593930_890568_1541606183_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/11\/07\/actualidad\/1541593930_890568_1541606183_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Hannah Arendt em um retratao tomado em 1949.\" width=\"980\" height=\"741\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Hannah Arendt em um retratao tomado em 1949.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">FRED STEIN<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Hannah Arendt\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/hannah_arendt\/a\/\">HANNAH ARENDT<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/revolucion_sandinista\">revolu\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\u2014 como qualquer outro termo do nosso vocabul\u00e1rio pol\u00edtico\u00a0\u2014 pode ser usada em sentido gen\u00e9rico, sem levar em conta a origem da palavra nem o momento temporal em que o termo foi aplicado pela primeira vez a um fen\u00f4meno pol\u00edtico concreto. O pressuposto b\u00e1sico de semelhante uso \u00e9 que, independentemente de quando e por que o termo apareceu, o fen\u00f4meno a que alude tem a mesma idade da mem\u00f3ria humana. A tenta\u00e7\u00e3o de usar a palavra em sentido gen\u00e9rico \u00e9 particularmente forte quando falamos de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/03\/09\/internacional\/1520589929_746901.html\">\u201cguerras e revolu\u00e7\u00f5es\u201d<\/a>\u00a0ao mesmo tempo, porque de fato as guerras s\u00e3o t\u00e3o antigas quanto a hist\u00f3ria da humanidade desde que temos testemunho dela.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez custe trabalho usar a palavra\u00a0<em>guerra<\/em>\u00a0em outro sentido al\u00e9m do gen\u00e9rico, mesmo que seja somente porque sua primeira apari\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser datada no tempo e nem localizada no espa\u00e7o, mas n\u00e3o existe uma desculpa semelhante para o uso indiscriminado do termo\u00a0<em>revolu\u00e7\u00e3o<\/em>. Antes das duas grandes revolu\u00e7\u00f5es que aconteceram no fim do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/02\/02\/cultura\/1517595455_554752.html\">s\u00e9culo XVIII<\/a>\u00a0e do surgimento do sentido espec\u00edfico que adquiriu em seguida, a palavra ocupava um lugar de destaque apenas no vocabul\u00e1rio do pensamento e da pr\u00e1tica pol\u00edtica. Quando encontramos o termo no s\u00e9culo XVII, por exemplo, est\u00e1 ligado estritamente ao seu significado astron\u00f4mico original, que se refere ao movimento eterno, irresist\u00edvel e recorrente dos corpos celestes; a utiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica era metaf\u00f3rica e descrevia o retorno a um ponto pr\u00e9-estabelecido, por conseguinte, um movimento, um retorno a uma ordem predeterminada. A palavra n\u00e3o foi usada pela primeira vez quando estourou na Inglaterra o que podemos chamar efetivamente de revolu\u00e7\u00e3o e Cromwell se erigiu como uma esp\u00e9cie de ditador, mas em 1660, durante a restaura\u00e7\u00e3o da monarquia, depois da derrubada do Parlamento Remanescente (<em>Rump Parliament<\/em>). Mas mesmo a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/07\/internacional\/1530989514_090493.html\">Revolu\u00e7\u00e3o Gloriosa<\/a>, o acontecimento gra\u00e7as ao qual o termo encontrou seu lugar, de forma muito paradoxal, na linguagem hist\u00f3rico-pol\u00edtica, n\u00e3o foi concebida como uma revolu\u00e7\u00e3o, mas como a restaura\u00e7\u00e3o do poder mon\u00e1rquico \u00e0 sua antiga retid\u00e3o e gl\u00f3ria.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O fato de a palavra revolu\u00e7\u00e3o significar originalmente restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que mera curiosidade sem\u00e2ntica<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">O verdadeiro significado do termo revolu\u00e7\u00e3o, antes dos acontecimentos do final do s\u00e9culo XVIII, se manifesta talvez mais claramente na inscri\u00e7\u00e3o presente no Grande Selo da Inglaterra de 1651, segundo a qual a primeira\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/06\/18\/internacional\/1403118275_464184.html\">transforma\u00e7\u00e3o da monarquia em rep\u00fablica<\/a>\u00a0significou: \u201c<em>Freedom by God\u2019s blessing restored\u201d [<\/em>liberdade restaurada pela b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus]\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato de a palavra revolu\u00e7\u00e3o significar originalmente restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que mera curiosidade sem\u00e2ntica. Nem sequer as revolu\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XVIII podem ser entendidas sem indicar que estouraram acima de tudo com a restaura\u00e7\u00e3o como objetivo e que o conte\u00fado dessa restaura\u00e7\u00e3o era a liberdade. Nos Estados Unidos, nas palavras de John Adams, os homens que participaram da revolu\u00e7\u00e3o tinham sido \u201cchamados [a ela] sem haver previsto e n\u00e3o tiveram outra escolha a n\u00e3o ser faz\u00ea-la sem ter uma inclina\u00e7\u00e3o pr\u00e9via\u201d; a mesma coisa se verifica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francia\">Fran\u00e7a<\/a>, onde, nas palavras de Tocqueville, \u201cteria cabimento acreditar que o objetivo da iminente revolu\u00e7\u00e3o seria a restaura\u00e7\u00e3o do Antigo Regime, n\u00e3o sua derrocada\u201d. E foi no curso das duas revolu\u00e7\u00f5es, quando seus atores adquiriam consci\u00eancia de que tinham embarcado em uma empresa completamente nova e n\u00e3o no regresso a uma situa\u00e7\u00e3o anterior, que a palavra revolu\u00e7\u00e3o adquiriu, portanto, o seu novo significado. Foi Thomas Paine, nem mais nem menos, que ainda fiel ao esp\u00edrito anterior prop\u00f4s com toda a seriedade chamar de \u201ccontrarrevolu\u00e7\u00f5es\u201d tanto a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/04\/12\/internacional\/1397332607_683083.html\">Revolu\u00e7\u00e3o Norte-americana<\/a>\u00a0quanto a Francesa. Eu queria liberar esses acontecimentos t\u00e3o extraordin\u00e1rios da suspeita de que com eles se tinha dado vida a come\u00e7os completamente novos, assim como da rejei\u00e7\u00e3o motivada pela viol\u00eancia com a que tais acontecimentos se tornaram irremediavelmente ligados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito prov\u00e1vel que tenhamos esquecido a express\u00e3o de um horror quase instintivo na consci\u00eancia daqueles primeiros revolucion\u00e1rios diante de algo completamente novo. Isso \u00e9 poss\u00edvel em parte porque estamos perfeitamente familiarizados com o entusiasmo dos cientistas e fil\u00f3sofos da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/historia_moderna\">Idade Moderna<\/a>\u00a0por \u201ccoisas que nunca haviam sido vistas antes e ideias que nunca tinham ocorrido a ningu\u00e9m at\u00e9 a data\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O que aconteceu no fim do s\u00e9culo XVIII foi, na verdade, uma tentativa de restaura\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de antigos direitos e privil\u00e9gios que acabou justamente no contr\u00e1rio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 tamb\u00e9m porque nada do que aconteceu no curso dessas revolu\u00e7\u00f5es \u00e9 t\u00e3o not\u00e1vel e t\u00e3o surpreendente quanto o enf\u00e1tico destaque feito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 novidade, repetida v\u00e1rias vezes por atores e espectadores ao mesmo tempo, insistindo que nunca se havia produzido at\u00e9 ent\u00e3o nada compar\u00e1vel por seu significado e grandeza. A quest\u00e3o crucial e complexa \u00e9 que o enorme\u00a0<em>pathos<\/em>\u00a0da nova era, o\u00a0<em>Novus Ordo Seclorum<\/em>, que ainda aparece escrito nas notas de um d\u00f3lar, se imp\u00f4s somente quando os atores da revolu\u00e7\u00e3o, em boa parte contra sua vontade, chegaram a um ponto de n\u00e3o retorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o que aconteceu no fim do s\u00e9culo XVIII foi, na verdade, uma tentativa de restaura\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de antigos direitos e privil\u00e9gios que acabou justamente no contr\u00e1rio: no desenvolvimento progressivo e na abertura de um futuro que desafiava qualquer tentativa posterior de agir ou pensar em termos de movimento circular ou rotativo. E enquanto a palavra revolu\u00e7\u00e3o foi transformada radicalmente no processo revolucion\u00e1rio, algo semelhante aconteceu, mas infinitamente mais complexo, com a palavra liberdade. Embora com ela n\u00e3o se pretendesse indicar nada mais do que a liberdade \u201crestaurada pela b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus\u201d, continuaria se referindo aos direitos e liberdades que hoje associamos com o governo constitucional, o que \u00e9 adequadamente chamado de direitos civis. Entre estes n\u00e3o se inclu\u00eda o direito pol\u00edtico de participar nos assuntos p\u00fablicos. Nenhum dos outros direitos, incluindo o direito de ser representado para fins tribut\u00e1rios, foi resultado da revolu\u00e7\u00e3o, nem na teoria nem na pr\u00e1tica. O revolucion\u00e1rio n\u00e3o era a proclama\u00e7\u00e3o de \u201cvida, liberdade e propriedade\u201d, mas a ideia de que eram direitos inalien\u00e1veis de todos os seres humanos, independentemente do local onde vivessem ou do tipo de governo que tivessem. E mesmo nessa nova e revolucion\u00e1ria extens\u00e3o para toda a humanidade, a liberdade n\u00e3o significava mais que a autonomia diante de todo impedimento injustific\u00e1vel, isto \u00e9, algo essencialmente negativo. Os direitos civis s\u00e3o resultado da liberta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o constituem em absoluto a aut\u00eantica subst\u00e2ncia da liberdade, cuja ess\u00eancia \u00e9 a admiss\u00e3o na esfera p\u00fablica e a participa\u00e7\u00e3o nos assuntos p\u00fablicos.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Nenhuma revolu\u00e7\u00e3o, independentemente da amplitude com que abre suas portas \u00e0s massas e aos oprimidos, nunca foi iniciada por eles<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhuma revolu\u00e7\u00e3o, independentemente da amplitude com que abre suas portas \u00e0s massas e aos oprimidos \u2014\u00a0<em>les malheureux, les mis\u00e9rables ou les damn\u00e9s de la terre<\/em>, como os chamamos em virtude da ret\u00f3rica grandiloquente da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa\u00a0\u2014 nunca foi iniciada por eles. E nenhuma revolu\u00e7\u00e3o jamais foi obra de conspira\u00e7\u00f5es, de sociedades secretas ou de partidos abertamente revolucion\u00e1rios. De modo geral, nenhuma revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel onde a autoridade do Estado est\u00e1 intacta, o que, nas condi\u00e7\u00f5es atuais, significa ali onde se pode confiar que as For\u00e7as Armadas obedecer\u00e3o \u00e0s autoridades civis. As revolu\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o respostas necess\u00e1rias, mas respostas poss\u00edveis \u00e0 delega\u00e7\u00e3o de poderes de um regime; n\u00e3o a causa, mas a consequ\u00eancia do desmoronamento da autoridade pol\u00edtica. Em todos os lugares em que se permitiu o desenvolvimento descontrolado desses processos desintegradores, geralmente durante um per\u00edodo prolongado de tempo, podem acontecer revolu\u00e7\u00f5es, desde que exista um n\u00famero suficiente de pessoas preparadas para o colapso do regime existente e para a tomada do poder.<\/p>\n<p class=\"nota_pie\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hannah_arendt\">Hannah Arendt<\/a>\u00a0(1906-1975) \u00e9 uma das pensadoras mais influentes do s\u00e9culo XX. Este texto \u00e9 parte do ensaio\u00a0<em>La Libertad de Ser Libres<\/em>, publicado recentemente na Espanha pela editora pela Taurus.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um ensaio que permaneceu in\u00e9dito durante meio s\u00e9culo, Hannah Arendt investiga a rela\u00e7\u00e3o entre liberdade e processos revolucion\u00e1rios<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":263502,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-263501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/hannan.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=263501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263501\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/263502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=263501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=263501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=263501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}