{"id":263752,"date":"2018-11-12T05:36:00","date_gmt":"2018-11-12T08:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=263752"},"modified":"2018-11-12T05:36:00","modified_gmt":"2018-11-12T08:36:00","slug":"tidos-como-extintos-indios-charrua-sobreviveram-invisiveis-por-decadas-e-hoje-lutam-por-melhores-condicoes-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/tidos-como-extintos-indios-charrua-sobreviveram-invisiveis-por-decadas-e-hoje-lutam-por-melhores-condicoes-de-vida\/","title":{"rendered":"Tidos como extintos, \u00edndios charrua sobreviveram &#8216;invis\u00edveis&#8217; por d\u00e9cadas e hoje lutam por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body\">\n<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Fernanda Wenzel<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/18101\/production\/_104016589_img_2023.jpg\" alt=\"Placa na entrada da aldeia charrua Polidoro, em Porto Alegre\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Entrada da aldeia charrua Polidoro, em Porto Alegre<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">O primeiro desafio foi provar que ainda existiam. Por d\u00e9cadas, a hist\u00f3ria ensinou que os \u00edndios charrua foram tra\u00eddos e massacrados por colonizadores europeus ap\u00f3s anos de persegui\u00e7\u00e3o. Mostrar que a trajet\u00f3ria do grupo n\u00e3o acabou ali se tornou a grande luta de Acuab, primeira mulher cacica-geral do povo charrua no Rio Grande do Sul e a principal lideran\u00e7a da aldeia Polidoro, em Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da etnia tinha um final conhecido: o confronto de Salsipuedes, em 1831. O embate acabou se tornando um massacre oficial (planejado pelo governo uruguaio) e desleal. Caciques foram convidados a discutir uma alian\u00e7a contra o Brasil, mas, desarmados, acabaram mortos, presos ou obrigados a trabalharem para estancieiros. At\u00e9 m\u00e3es foram separadas de seus filhos. A heran\u00e7a cultural charrua, principalmente a l\u00edngua, acabou se perdendo ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas essa narrativa tamb\u00e9m tem um recome\u00e7o, ainda que tortuoso e inc\u00f3gnito. A trajet\u00f3ria descrita e reunida por Acuab mostra que parte da etnia conseguiu cruzar a fronteira com o Brasil e se instalar na regi\u00e3o das Miss\u00f5es, no noroeste ga\u00facho. A invisibilidade social viria a se tornar a principal estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reconstru\u00e7\u00e3o oficial da hist\u00f3ria dos charrua come\u00e7ou em 2007. Na genealogia do grupo, a que a reportagem teve acesso, o arque\u00f3logo S\u00e9rgio Leite relata a surpresa que teve ao ser apresentado por Acuab a um conjunto de pe\u00e7as (tr\u00eas peda\u00e7os de rocha e duas boleadeiras) que s\u00f3 poderia pertencer aos charrua. O laudo dele abriu caminho para o reconhecimento do grupo pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu s\u00f3 conhecia aquele tipo de material ao analisar evid\u00eancias escavadas ou presentes em acervos de museus. Segundo o que comumente se afirma, no Rio Grande do Sul temos descendentes de guarani e de caincang. Ora, ao identificar-se como um novo grupo, ficou claro para mim que algumas &#8216;verdades&#8217; j\u00e1 bem estabelecidas estavam balan\u00e7ando&#8221;, registrou Leite.<\/p>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas como pode uma vers\u00e3o equivocada da hist\u00f3ria vigorar por tanto tempo? Uma das principais hip\u00f3teses \u00e9 apresentada por S\u00e9rgio Baptista da Silva, doutor em antropologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. &#8220;Esse grupo de Porto Alegre, da Polidoro, conta uma hist\u00f3ria bem interessante das formas como eles faziam para se refugiar, para se esconder, para n\u00e3o aparecer, para se tornar invis\u00edveis.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/96A1\/production\/_104016583_img_2012.jpg\" alt=\"Acuab (\u00e0 esquerda) e Cacique Guaiam\u00e1 (\u00e0 direita) mostram o local onde produz artesanatos\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Cacique Guaiam\u00e1 (\u00e0 dir.) mostra local onde produz artesanatos<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Coletores errantes<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os charrua historicamente habitaram a regi\u00e3o dos pampas do Rio Grande do Sul, do Uruguai e do sul da Argentina. Viviam em aldeias chamadas toldos, estruturas r\u00fasticas adaptadas ao estilo de vida errante dessa etnia. Tradicionalmente, n\u00e3o praticavam a agricultura e estavam sempre em busca de novos locais de ca\u00e7a e pesca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a chegada dos europeus ao continente americano, no s\u00e9culo 17, teve in\u00edcio uma s\u00e9rie de confrontos que duraria mais de dois s\u00e9culos. &#8220;Foi dur\u00edssimo. \u00d3bvio que os espanh\u00f3is e portugueses tinham uma vantagem b\u00e9lica enorme. E os charrua s\u00e3o muito aguerridos, n\u00e3o se deixavam vencer nunca, protegendo seu territ\u00f3rio&#8221;, explica Silva. A grande mudan\u00e7a ocorreu com o violento Salsipuedes, que passou \u00e0 hist\u00f3ria como a destrui\u00e7\u00e3o da etnia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Talvez a quest\u00e3o mais surpreendente, e ao mesmo tempo a mais importante, do grupo da Acuab seja mostrar grupos que acabaram escapando desses massacres, se refugiaram nos fundos de grandes latif\u00fandios, em regi\u00f5es impr\u00f3prias para cria\u00e7\u00e3o de gado, longe das sedes de est\u00e2ncias, e l\u00e1 se mantiveram&#8221;, afirma Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As persegui\u00e7\u00f5es n\u00e3o cessaram, a exemplo da inf\u00e2ncia de Acuab, no interior da cidade de S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es. Aos sete anos, j\u00e1 sabia subir nas \u00e1rvores para escapar dos pe\u00f5es das fazendas. &#8220;Eles foram l\u00e1 pra matar n\u00f3s. Com arma de fogo, pau e fogo&#8221;, descreve a cacica, enquanto agita os bra\u00e7os para mostrar como ia se agarrando de \u00e1rvore em \u00e1rvore. Hoje com 64 anos, Acuab mant\u00e9m o porte robusto, apesar da baixa estatura. Questionada como chegaram a Porto Alegre, responde: &#8220;viemos rolando&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">O caminho at\u00e9 a Aldeia Polidoro<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles come\u00e7aram a &#8220;rolar&#8221; na d\u00e9cada de 1960, quando a persegui\u00e7\u00e3o dos fazendeiros se acentuou. Cerca de dez fam\u00edlias fugiram dos campos para a cidade de Santo \u00c2ngelo. Da \u00e9poca, a cacica lembra novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia, a exemplo da agress\u00e3o sofrida pelo pai por rejeitar o casamento da filha, ent\u00e3o com 12 anos, com um homem mais velho. &#8220;Eles tinham uma tabuinha com um preg\u00e3o desse tamanho na ponta. Foi com isso que deram nas costas do meu pai.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jeito foi continuar seguindo em dire\u00e7\u00e3o ao Sul do Estado. No final da d\u00e9cada de 1960, o grupo chegou a Porto Alegre, onde se fixou em moradias prec\u00e1rias na regi\u00e3o pobre do Morro da Cruz. Permaneceu ali por 40 anos, apesar dos frequentes tiroteios associados a disputas do tr\u00e1fico de drogas. Depois foram transferidos provisoriamente pelo poder municipal para um galp\u00e3o da prefeitura, onde ficariam temporariamente. Acabaram permanecendo tr\u00eas anos naquele ambiente, que Acuab descreve como insalubre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em paralelo, foi ganhando for\u00e7a a luta pelo reconhecimento do povo charrua junto aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. A cacica, ainda desconfort\u00e1vel numa cidade grande, chegou a viajar para Bras\u00edlia, onde fugiu dos seguran\u00e7as para chegar perto do ent\u00e3o presidente Lula. &#8220;Meu deus, o homem era guarnecido mesmo. Ele tava numa oca l\u00e1 em cima, tinha que subir aquela escada de concreto para chegar no Lula, e ainda pra ajudar tinha uma cerca de ferro toda guarnecida ao redor do governo. E eu pulei aquilo ali guria, pulei sem medo nenhum&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a cacica conseguiu entregar um documento com o pedido de reconhecimento de seu povo, que seria oficializado pela Funai em setembro de 2007. No ano seguinte, a prefeitura transformou uma \u00e1rea de 8,6 hectares, na zona sul de Porto Alegre, em reserva ind\u00edgena municipal. Ali nasceu a aldeia Polidoro, onde vivem nove fam\u00edlias.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/132E1\/production\/_104016587_img_2020.jpg\" alt=\"Moradias provis\u00f3rias da aldeia Polidoro. Charruas aguardam h\u00e1 9 anos pelas casas de alvenaria\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Moradias provis\u00f3rias da aldeia Polidoro. Charruas aguardam h\u00e1 9 anos pelas casas de alvenaria<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo produz artesanato e cultiva frutas, legumes e ra\u00edzes como mandioca. Parte tem empregos fora da aldeia e outra vive de doa\u00e7\u00f5es sob condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de moradia, em pequenas casas de madeira e ch\u00e3o batido. A \u00fanica constru\u00e7\u00e3o de alvenaria ali \u00e9 a sede da aldeia, remanescente de uma antiga fazenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dez anos, quando os \u00edndios se instalaram no local, a prefeitura prometeu a constru\u00e7\u00e3o de nove casas. As obras de infraestrutura foram conclu\u00eddas (abertura de estradas, \u00e1gua e saneamento), mas as casas ainda n\u00e3o sa\u00edram do papel. &#8220;Nos pegamos muitas vezes vociferando: como nove casas a gente leva nove anos para construir? Obviamente n\u00e3o \u00e9 por falta de vontade&#8221;, afirma o diretor do Departamento Municipal de Habita\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, M\u00e1rio Marchesan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele atribui a demora a entraves impostos pela legisla\u00e7\u00e3o ambiental e \u00e0 burocracia do programa de financiamento escolhido inicialmente, o Minha Casa Minha Vida &#8211; Entidades. Ainda na gest\u00e3o anterior, a administra\u00e7\u00e3o municipal decidiu fazer a obra com recursos pr\u00f3prios, ao custo de R$ 1 milh\u00e3o. A primeira construtora contratada acabou falindo, e agora o departamento prepara uma nova licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m iniciativas de apoio da sociedade civil. Um grupo de cinco jovens arquitetos de Porto Alegre tenta angariar fundos para construir um centro cultural na aldeia, adequado \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es da tribo e \u00e0s frequentes visitas de estudantes de escolas da capital ga\u00facha. &#8220;O desenvolvimento do projeto foi feito com a participa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas, para que fosse condizente com a hist\u00f3ria e mem\u00f3ria do povo charrua&#8221;, explica Carolina Bins Ely, uma das profissionais envolvidas. O grupo criou uma p\u00e1gina no Instagram (@aldeiapolidoro) para ajudar a atrair recursos para a constru\u00e7\u00e3o do centro cultural.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E4C1\/production\/_104016585_img_1981.jpg\" alt=\"Cacica-geral Acuab sentada ao lado do filho, Cacique Guaiam\u00e1, na aldeia Polidoro\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Cacica-geral Acuab com filho, Cacique Guaiam\u00e1, na aldeia Polidoro<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">A luta dos charrua no Uruguai<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta por reconhecimento e resgate da hist\u00f3ria do povo ocorre tamb\u00e9m fora do Brasil. M\u00f3nica Michelena Diaz tinha 18 anos quando descobriu que era descendente de charrua. Sua bisav\u00f3 nascera em Sarand\u00ed del Yi, na regi\u00e3o central do Uruguai, onde vivia da ca\u00e7a e da pesca. &#8220;Minha m\u00e3e sempre tinha me ocultado que \u00e9ramos descendentes dos charrua por causa da discrimina\u00e7\u00e3o. Dizia que era para me proteger&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela come\u00e7ou a pesquisar tudo sobre seus antepassados e descobriu como a cultura foi se perdendo pela persegui\u00e7\u00e3o dos espanh\u00f3is e a dispers\u00e3o dos sobreviventes pelas est\u00e2ncias: &#8220;Separavam as crian\u00e7as das m\u00e3es. Com isso morreu a l\u00edngua e muitos costumes se perderam&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2005, M\u00f3nica, que \u00e9 assessora de assuntos ind\u00edgenas da Unidade \u00c9tnico Racial do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Uruguai, ajudou a fundar o Conselho da Na\u00e7\u00e3o Charrua (Conacha). O primeiro passo foi uma campanha de est\u00edmulo \u00e0 autoidentifica\u00e7\u00e3o dos descendentes de charrua, com a inclus\u00e3o da dimens\u00e3o \u00e9tnico-racial no censo demogr\u00e1fico de 2011 (5% da popula\u00e7\u00e3o uruguaia declarou ter ascend\u00eancia ind\u00edgena).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conacha pressiona o governo uruguaio a ratificar a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, que trata do reconhecimento e prote\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, inclusive no que diz respeito ao direito \u00e0 terra. Na Am\u00e9rica do Sul, apenas o Uruguai e o Suriname n\u00e3o ratificaram a conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os descendentes tamb\u00e9m lutam para recuperar sua mem\u00f3ria. No ano passado, o Conacha criou uma escola itinerante para disseminar a cultura charrua, que tamb\u00e9m oferece cursos online. &#8220;A luta \u00e9 pelo reconhecimento pelo Estado, pela retomada das terras e pela reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da percep\u00e7\u00e3o como povo. Somos uma comunidade em dispers\u00e3o por conta de um genoc\u00eddio e da persegui\u00e7\u00e3o&#8221;, define M\u00f3nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dez anos, quando os \u00edndios se instalaram no local, a prefeitura prometeu a constru\u00e7\u00e3o de nove casas. As obras de infraestrutura foram conclu\u00eddas (abertura de estradas, \u00e1gua e saneamento), mas as casas ainda n\u00e3o sa\u00edram do papel. &#8220;Nos pegamos muitas vezes vociferando: co<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":263753,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-263752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/indios-no-rio-grande-do-sul.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=263752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263752\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/263753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=263752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=263752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=263752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}