{"id":264303,"date":"2018-11-17T12:11:58","date_gmt":"2018-11-17T15:11:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=264303"},"modified":"2018-11-17T12:11:58","modified_gmt":"2018-11-17T15:11:58","slug":"banda-finlandesa-que-toca-punk-e-metal-em-portugues-faz-turne-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/banda-finlandesa-que-toca-punk-e-metal-em-portugues-faz-turne-no-brasil\/","title":{"rendered":"Banda finlandesa que toca punk e metal em portugu\u00eas faz turn\u00ea no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"title-noticia\">\n<h2><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"col-esq\">\n<div class=\"noticia-interna\">\n<article>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"animated fadeIn\" title=\"Banda finlandesa que toca punk e metal em portugu\u00eas faz turn\u00ea no Brasil\" src=\"https:\/\/www.bocaonews.com.br\/fotos\/bocao_noticias\/221334\/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg\" alt=\"[Banda finlandesa que toca punk e metal em portugu\u00eas faz turn\u00ea no Brasil]\" data-load-image=\"\/fotos\/bocao_noticias\/221334\/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg\" \/><\/figure>\n<div class=\"desc\">\n<div class=\"desc-noticia\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nos T\u00famulos Abertos&#8221; \u00e9 o nome do primeiro disco do For\u00e7a Macabra. Um desavisado pensar\u00e1 se tratar de mais um trabalho de uma banda qualquer dos subterr\u00e2neos do underground brasileiro. Uma audi\u00e7\u00e3o atenta, no entanto, levar\u00e1 o ouvinte a notar um sotaque diferente nos gritos que acompanham as guitarras distorcidas. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 portugu\u00eas de Portugal, nem de nenhum outro pa\u00eds lus\u00f3fono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os finlandeses do For\u00e7a Macabra, fundado na cidade de Helsinque, em 1991, tomaram uma decis\u00e3o inusitada: compor em portugu\u00eas. A ideia era homenagear as bandas brasileiras de punk e metal que os influenciaram na primeira metade dos anos 1980, como C\u00f3lera, Olho Seco, Ratos de Por\u00e3o e Armagedom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quer\u00edamos recriar o que imagin\u00e1vamos ser feito uma d\u00e9cada antes na cena musical underground brasileira, sobretudo punk, hardcore e metal&#8221;, diz o baterista Otto Itkonen. Eles tocam neste s\u00e1bado (17) no Sesc Belenzinho, \u00e0s 21h30, com abertura da tamb\u00e9m finlandesa Kovaa Rasvaa. O For\u00e7a Macabra vai apresentar na \u00edntegra o seu disco de estreia &#8220;Nos T\u00famulos Abertos&#8221;, lan\u00e7ado em 1994. Os finlandeses tamb\u00e9m passam por Curitiba, Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A turn\u00ea brasileira, promovida pelo coletivo Sinfonia de C\u00e3es, conta com a forma\u00e7\u00e3o original que gravou as primeiras demos, um quinteto com nomes fict\u00edcios que remetem, como os aficionados por metal brasileiro dos anos 1980 notar\u00e3o, a nomes do metal nacional: Taurus no vocal, Anthares e Abutre nas guitarras, Chakal no baixo e Ant\u00edtese na bateria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome do grupo foi tirado de um verso da m\u00fasica &#8220;For\u00e7a Sinistra&#8221;, da paulistana Skarnio, que ainda est\u00e1 em atividade e toca com os finlandeses neste domingo (18) em Curitiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A extensa discografia da banda inclui um EP em vinil de sete polegadas s\u00f3 com covers de grupos brasileiros. &#8220;S\u00e3o 12 anos desde a nossa \u00faltima visita ao Brasil. Esperamos encontrar uma nova gera\u00e7\u00e3o de f\u00e3s do For\u00e7a Macabra&#8221;, diz Iktonen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Homenagear bandas brasileiras n\u00e3o foi uma escolha aleat\u00f3ria. Otto conta que os grupos punks brasileiros eram populares na Finl\u00e2ndia nos anos 1980. E o contr\u00e1rio tamb\u00e9m acontecia. Grupos finlandeses como Riistetyt, Lama e Terveet K\u00e4det foram e ainda s\u00e3o muito influentes entre os punks do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Para n\u00f3s, as poucas fitas e vinis brasileiros que t\u00ednhamos soavam extremamente apaixonados, com muita raiva, e o visual era muito legal tamb\u00e9m. Acho que os problemas cotidianos de um pa\u00eds de terceiro mundo, com corrup\u00e7\u00e3o e ainda sob uma ditadura militar formavam um coquetel muito explosivo musicalmente. E, pelas cartas que troc\u00e1vamos, v\u00edamos que os brasileiros tamb\u00e9m estavam loucos pelo hardcore finland\u00eas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os integrantes do For\u00e7a Macabra n\u00e3o sabiam falar portugu\u00eas em 1991. Todo o contato que eles tinham com o idioma vinha dos discos. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o os desanimou. Nas primeiras composi\u00e7\u00f5es, um amigo portugu\u00eas traduziu as letras para eles. Com o tempo, o vocalista foi aprimorando suas habilidades no idioma de Cam\u00f5es (ou de Jo\u00e3o Gordo, se preferir), e na virada do mil\u00eanio eles escreviam suas pr\u00f3prias letras sem a ajuda de tradutores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do amigo portugu\u00eas, alguns brasileiros tamb\u00e9m colaboraram com as composi\u00e7\u00f5es, no que Otto Iktonen chama de &#8220;suporte lingu\u00edstico&#8221;. Javier Montecinos, da paulistana Armagedom, \u00e9 citado como um dos maiores colaboradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu acho que \u00e9 como um c\u00edrculo completo quando trazemos \u00e0 vida alguns textos escritos por caras do Brasil que apreciam nosso trabalho. Coisas como essa mostram o poder e a din\u00e2mica da comunidade underground.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Nos T\u00famulos Abertos&#8221; \u00e9 o nome do primeiro disco do For\u00e7a Macabra. Um desavisado pensar\u00e1 se tratar de mais um trabalho de uma banda qualquer dos subterr\u00e2neos do underground brasileiro. Uma audi\u00e7\u00e3o atenta, no entanto, levar\u00e1 o ouvinte a notar um sotaque diferente nos gritos que acompanham as guitarras distorcidas. 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