{"id":264316,"date":"2018-11-17T13:28:09","date_gmt":"2018-11-17T16:28:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=264316"},"modified":"2018-11-17T13:28:09","modified_gmt":"2018-11-17T16:28:09","slug":"queijo-de-coalho-rumo-a-denominacao-de-origem-controlada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/queijo-de-coalho-rumo-a-denominacao-de-origem-controlada\/","title":{"rendered":"Queijo de coalho rumo \u00e0 Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada"},"content":{"rendered":"<div class=\"col s12\">\n<section class=\"box-featured full-size header\">O queijo de coalho pernambucano tem tudo para ganhar o selo de Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada (DOC) ainda este ano.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"col m6 l6 s12 medium-matler\">\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.folhape.com.br\/obj\/49\/303177,475,80,0,0,475,365,0,0,0,0.jpg\" alt=\"Queijo de coalho\" \/><\/p>\n<div class=\"caption\"><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>Que a fabrica\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>queijo de coalho<\/strong>\u00a0\u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o nordestina ningu\u00e9m duvida. Mas, a depender do produtor e da sua localiza\u00e7\u00e3o, algumas diferen\u00e7as s\u00e3o not\u00f3rias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 apar\u00eancia e ao sabor do produto final. Nesse quesito de padroniza\u00e7\u00e3o, fornecedores pernambucanos aguardam ansiosos por um registro importante, pleiteado h\u00e1 anos para o Estado. \u00c9 o selo de\u00a0<strong>Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada (DOC)<\/strong>, que pode ser concedido ainda este ano.<\/p>\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o foi encaminhada para o\u00a0<strong>Minist\u00e9rio da Agricultura<\/strong>\u00a0h\u00e1 um m\u00eas. O \u00f3rg\u00e3o tem uma equipe t\u00e9cnica, aqui e em\u00a0<strong>Bras\u00edlia<\/strong>, estudando o projeto. De acordo com o superintendente de\u00a0<strong>Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento do Estado<\/strong>, Carlos Ramalho, o material tem tudo para conseguir uma resposta positiva em breve. \u201cMas estamos trabalhando com data prevista at\u00e9 o final do ano, por causa de quest\u00f5es burocr\u00e1ticas\u201d, adianta. A \u00faltima etapa \u00e9 a emiss\u00e3o final do certificado pelo<strong>\u00a0Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI)<\/strong>.<\/p>\n<p>Muito al\u00e9m do nome pomposo, a classifica\u00e7\u00e3o pertence a uma forma de\u00a0<strong>Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG)<\/strong>\u00a0que garante identidade e qualidade ao insumo. Neste caso, o DOC resume as caracter\u00edsticas que s\u00f3 os produtores da\u00a0<strong>Bacia Leiteira<\/strong>, no\u00a0<strong>Agreste pernambucano<\/strong>, conseguem ter no momento da prepara\u00e7\u00e3o. Isso abrange o trabalho em quase 30 munic\u00edpios como\u00a0<strong>Garanhuns, S\u00e3o Bento do Una, Venturosa, Sanhar\u00f3, Belo Jardim e Arcoverde<\/strong>. Logo, o t\u00edtulo de \u201c<strong>queijo de coalho<\/strong>\u00a0do\u00a0<strong>Agreste de Pernambuco<\/strong>\u201d pertencer\u00e1 a esse territ\u00f3rio. Assim como apenas os espumantes da regi\u00e3o de\u00a0<strong>Champanhe<\/strong>, na\u00a0<strong>Fran\u00e7a<\/strong>, podem ser chamados de\u00a0<strong>Champanhe<\/strong>\u00a0e o presunto de Parma \u00e9 o original italiano feito na cidade de\u00a0<strong>Parma<\/strong>.<\/p>\n<div id=\"content-teadstv\" class=\"\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1530800293474-0\" data-google-query-id=\"CNCbtNzr294CFR5uwQodP_wB5A\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1530800293474-0_ad_container\" data-google-container-id=\"o\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Quanto ao nosso bom e velho latic\u00ednio, eis o feliz desfecho de um processo liderado h\u00e1 oito anos pela associa\u00e7\u00e3o de produtores, que leva o mesmo nome do futuro selo, resumido em CQP. \u201c\u00c9 o mesmo tempo de luta para conseguirmos a certifica\u00e7\u00e3o. Porque \u00e9 preciso ter uma empresa ou grupo que se responsabilize pela marca\u201d, comenta o associado e fabricante Romildo Bezerra. Ele tamb\u00e9m lembra que para se adequar \u00e0 padroniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 preciso seguir crit\u00e9rios como ser uma queijaria artesanal registrada junto \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia de Defesa e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria de Pernambuco (Adagro)<\/strong>, estar na regi\u00e3o de cobertura e cumprir as exig\u00eancias de processo.<\/p>\n<h3><strong>\u00a0 \u00a0Nos padr\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cOs\u00a0<strong>animais<\/strong>\u00a0dever\u00e3o ser rastreados e passar por an\u00e1lises peri\u00f3dicas, como acompanhamento veterin\u00e1rio frequente. Lembrando que queijo de coalho s\u00f3 com leite bovino, e esse \u00e9 mais um crit\u00e9rio a ser seguido\u201d, completa Bezerra, que acredita num valor final agregado \u00e0 toda a an\u00e1lise rigorosa do produto. Para ter uma ideia, aquela vers\u00e3o branquinha e cheia de furinhos, encontrada em muitos supermercados, n\u00e3o ser\u00e1 nem de longe reconhecida com o selo. \u201cSignifica que o leite foi mal selecionado e estava cheio de coliformes fecais ou bact\u00e9rias que formaram rea\u00e7\u00f5es na forma de bolhas de ar\u201d, explica o presidente do\u00a0<strong>Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP)<\/strong>, Ant\u00f4nio Vaz Cavalcanti, um dos apoiadores t\u00e9cnicos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solicita\u00e7\u00e3o foi encaminhada para o\u00a0Minist\u00e9rio da Agricultura\u00a0h\u00e1 um m\u00eas. O \u00f3rg\u00e3o tem uma equipe t\u00e9cnica, aqui e em\u00a0Bras\u00edlia, estudando o projeto. De acordo com o superintendente de\u00a0Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento do Estado, Carlos Ramalho, o material tem tudo para conseguir uma resposta positiva em breve. \u201cMas estamos trabalhando com data prevista at\u00e9 o final do ano, por causa de quest\u00f5es burocr\u00e1ticas\u201d, adianta. 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