{"id":264611,"date":"2018-11-21T08:52:46","date_gmt":"2018-11-21T11:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=264611"},"modified":"2018-11-21T08:52:46","modified_gmt":"2018-11-21T11:52:46","slug":"mortes-no-rio-acesso-de-loucura-ataque-de-onca-conheca-a-expedicao-que-deu-origem-ao-herbario-do-museu-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mortes-no-rio-acesso-de-loucura-ataque-de-onca-conheca-a-expedicao-que-deu-origem-ao-herbario-do-museu-nacional\/","title":{"rendered":"Mortes no rio, acesso de loucura, ataque de on\u00e7a: conhe\u00e7a a expedi\u00e7\u00e3o que deu origem ao Herb\u00e1rio do Museu Nacional"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Andr\u00e9 Bernardo<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/B0F6\/production\/_104220354_bbcbrasil_johannmoritzrugendas_pontedecipo1835..jpg\" alt=\"Pintura de Rugendas, em 1835, retratando uma comunidade ind\u00edgena na selva\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Pintura &#8216;Ponte de Cip\u00f3&#8217;, de Johann Moritz Rugendas, feita em 1835, durante expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff \/ Reprodu\u00e7\u00e3o de imagens Pablo Diener &#8211; Tratamento Entrelinhas Editora<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">Uma jornada de oito anos, de 1821 a 1829, que percorreu seis estados brasileiros. Dos 39 homens da tripula\u00e7\u00e3o, apenas 12 chegaram vivos ao destino. Um dos mortos foi atacado por uma on\u00e7a. Outro desapareceu nas \u00e1guas do rio Guapor\u00e9. Nem o comandante escapou: perdeu o ju\u00edzo, depois de contrair mal\u00e1ria, em plena selva amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contando assim, at\u00e9 parece roteiro de fic\u00e7\u00e3o. Mas s\u00e3o acontecimentos que fizeram parte da mais importante expedi\u00e7\u00e3o\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/0f469e6a-d4a6-46f2-b727-2bd039cb6b53\">cient\u00edfica<\/a>\u00a0que cruzou o Brasil no s\u00e9culo 19: a Langsdorff. Seu objetivo era coletar amostras\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/e6628cd5-c2d2-421f-a04d-7de92a105ba1\">da flora e da fauna<\/a>brasileiras e estudar os costumes de povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o, t\u00e3o ousada quanto tr\u00e1gica, est\u00e1 ligada \u00e0\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/03eb3674-6190-4cd7-8104-1a00991d67a3\">hist\u00f3ria<\/a>\u00a0do Herb\u00e1rio do Museu Nacional,\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/32c72a30-f277-4775-9796-ae8fc3eb29ec\">destru\u00eddo por um inc\u00eandio em setembro<\/a>. Com mais de 550 mil amostras de plantas, a cole\u00e7\u00e3o de bot\u00e2nica faz parte dos 10% do acervo que, segundo a vice-diretora do museu, Cristiana Serejo, escapou do fogo. O motivo \u00e9 que, alguns meses antes, o herb\u00e1rio tinha sido transferido para um pr\u00e9dio novo, distante do antigo pal\u00e1cio imperial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um dos expedicion\u00e1rios da Langsdorff, o bi\u00f3logo alem\u00e3o Ludwig Riedel que fundou a se\u00e7\u00e3o de bot\u00e2nica do Museu Nacional. E, mais, tornou-se seu primeiro diretor, em 1831. Al\u00e9m disso, Riedel doou para o acervo algumas das amostras de plantas que coletou durante a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff foi financiada pelo imp\u00e9rio russo. Segundo o historiador Boris Komissarov, da Universidade de S\u00e3o Petersburgo, o czar Alexandre I desembolsou 330 mil rublos, quantia considerada alta para a \u00e9poca. Com o dinheiro, o ent\u00e3o c\u00f4nsul-geral da R\u00fassia no Brasil, Georg Heinrich von Langsdorff, um alem\u00e3o naturalizado russo, organizou a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de escravos, remadores e guias, Langsdorff contratou alguns dos mais respeitados cientistas da \u00e9poca, como Riedel, o zo\u00f3logo franc\u00eas Edouard M\u00e9n\u00e9tri\u00e8s e o astr\u00f4nomo russo Nester Rubtsov. O pr\u00f3prio Langsdorff participou da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m contratou dois desenhistas para registrar tudo o que vissem pelo caminho, das fazendas das Minas Gerais \u00e0s aldeias ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia &#8211; as c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas ainda n\u00e3o tinham sido inventadas. Eram eles: o alem\u00e3o Johann Moritz Rugendas e o franc\u00eas Hercules Florence. Cerca de 120 desenhos e aquarelas, al\u00e9m de 36 mapas, foram produzidos durante a viagem.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/189E\/production\/_104220360_bbcbrasil_ludwigriedel.jpg\" alt=\"Pintura retratando o bi\u00f3logo alem\u00e3o Ludwig Riedel, que participou da expedi\u00e7\u00e3o e acabou fundando a se\u00e7\u00e3o de bot\u00e2nica do Museu Nacional\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>O bi\u00f3logo alem\u00e3o Ludwig Riedel participou da expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff e acabou fundando a se\u00e7\u00e3o de bot\u00e2nica do Museu Nacional \/ Reprodu\u00e7\u00e3o de imagens Pablo Diener &#8211; Tratamento Entrelinhas Editora<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">&#8216;Temos diante dos olhos um v\u00e9u escuro&#8217;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff pode ser dividida em duas etapas: uma terrestre (1821-1825) e outra fluvial (1826-1829).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Come\u00e7amos hoje um caminho novo, ainda n\u00e3o trilhado por ningu\u00e9m&#8221;, escreveu no dia 22 de junho de 1826, dia da partida de Porto Feliz, a 125 km de S\u00e3o Paulo, para Santar\u00e9m, no Par\u00e1, pelo rio Tiet\u00ea. &#8220;Temos diante dos olhos um v\u00e9u escuro. Deixamos o mundo civilizado para viver entre \u00edndios, on\u00e7as e macacos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de excursionar pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais, entre vilas, povoados e fazendas, a expedi\u00e7\u00e3o seguiu para S\u00e3o Paulo e, de l\u00e1, para a Amaz\u00f4nia. Ao todo, foram percorridos, no lombo de mulas ou em canoas cavadas em troncos grossos, 17 mil quil\u00f4metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O ambiente n\u00e3o era dos mais harmoniosos. Houve muitos conflitos. O primeiro deles com Rugendas. O pintor e Langsdorff se desentenderam v\u00e1rias vezes&#8221;, explica a historiadora Maria de F\u00e1tima Costa, docente da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e autora do livro\u00a0<i>Bastidores da Expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff<\/i>\u00a0(2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa dessas ocasi\u00f5es, os dois trocaram insultos e quase sa\u00edram no tapa. Os brig\u00f5es foram apartados por Riedel, o bi\u00f3logo alem\u00e3o. Mas Rugendas acabou expulso da expedi\u00e7\u00e3o e, em seu lugar, foi contratado o franc\u00eas Aim\u00e9-Adrien Taunay. Ao voltar para a Europa, Rugendas violou o contrato assinado com Langsdorff e levou na bagagem 500 desenhos produzidos no curso da viagem.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2FCB\/production\/_104253221_bbcbrasil_johannmoritzrugendas_cachoeiradeouropreto.jpg\" alt=\"Pintura de Moritz Rugendas, 'Cachoeira de Ouro Preto'\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Pintura de Moritz Rugendas retratando a Cachoeira de Ouro Preto \/ Reprodu\u00e7\u00e3o de imagens Pablo Diener &#8211; Tratamento Entrelinhas Editora<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Percal\u00e7os e perigos da expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Apesar do or\u00e7amento generoso e da equipe maravilhosa, Langsdorff n\u00e3o contava com uma s\u00e9rie de percal\u00e7os. J\u00e1 imaginou atravessar rios encachoeirados a bordo de canoas? A travessia do Juruena, no Mato Grosso, foi das mais perigosas. Uma verdadeira odisseia. Muitas vidas se perderam&#8221;, afirma a historiadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma delas foi a de Taunay, em janeiro de 1828. Ao tentar atravessar a nado o rio Guapor\u00e9, na antiga Vila Bela (atual Rond\u00f4nia), o jovem desenhista, de apenas 25 anos, foi levado pela corredeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Langsdorff tamb\u00e9m n\u00e3o escapou ileso. \u00c0 beira do Juruena, contraiu mal\u00e1ria e, em maio de 1828, come\u00e7ou a apresentar sinais de loucura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Precisamos apressar nossa marcha. Temos ainda de atravessar lugares perigosos. Se Deus quiser, hoje continuaremos nossa viagem. As provis\u00f5es minguam a olhos vistos, mas ainda temos p\u00f3lvora e chumbo&#8221;, escreveu ele, pela \u00faltima vez em seu di\u00e1rio, no dia 20 de maio de 1828. Langsdorff n\u00e3o foi o \u00fanico. Outros membros da expedi\u00e7\u00e3o morreram de mal\u00e1ria e febre amarela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o chegou ao fim em 1829, um ano e meio antes do previsto. Os sobreviventes retornaram ao Rio em mar\u00e7o, a bordo do navio Dom Pedro I.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Langsdorff regressou \u00e0 Europa em 1830. Caixas e mais caixas com bichos empalhados e amostras de plantas, entre mais de 800 documentos, permaneceram esquecidos nos por\u00f5es da Academia de Ci\u00eancias de Leningrado (atual S\u00e3o Petersburgo) at\u00e9 serem descobertos, por acaso, um s\u00e9culo depois, em 1930. Os manuscritos dos di\u00e1rios de Langsdorff foram traduzidos e publicados, pela primeira vez, em 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os de Riedel permanecem in\u00e9ditos, guardados na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Terminada a expedi\u00e7\u00e3o, o bi\u00f3logo alem\u00e3o voltou para a Europa, levando parte do material coletado &#8211; estima-se que Riedel tenha coletado mais de 100 mil esp\u00e9cimes de plantas. Anos depois, retornou ao Brasil, onde passou a dirigir o Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, antes de ir para o Museu Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao regressar ao Brasil, Riedel n\u00e3o trouxe nada do material coletado. Aqui, no Herb\u00e1rio do Museu Nacional, temos, no m\u00e1ximo, umas dez amostras atribu\u00eddas a ele. E n\u00e3o temos certeza de terem sido dele. J\u00e1 nos herb\u00e1rios europeus, as coletas do Riedel s\u00e3o muito comuns. Em Viena, por exemplo, h\u00e1 milhares de exemplares&#8221;, explica o bot\u00e2nico Ruy Jos\u00e9 V\u00e1lka Alves, o atual curador do Herb\u00e1rio do Museu Nacional.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12626\/production\/_104220357_bbc_aldeiadosmundurucus2_grifafilmes.jpg\" alt=\"Cena da grava\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio 'No Caminho da Expedi\u00e7\u00e3o Langsdorf', em uma comunidade ind\u00edgena - homens est\u00e3o sentados tocando um instrumento de sopro longo\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Expedi\u00e7\u00e3o Langsdorf motivou livros, filmes e samba-enredo; na imagem, a grava\u00e7\u00e3o de um document\u00e1rio<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 revisitada em livros, document\u00e1rio e at\u00e9 samba-enredo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase 190 anos depois, a aventura protagonizada por Langsdorff e seus intr\u00e9pidos companheiros de viagem continua a inspirar uma infinidade de livros &#8211; mais de 400, em 10 idiomas -, filmes e at\u00e9 samba-enredo &#8211;\u00a0<i>Langsdorff, Del\u00edrio na Sapuca\u00ed\u00a0<\/i>(1990), da Escola de Samba Est\u00e1cio de S\u00e1, do Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um desses projetos foi o document\u00e1rio\u00a0<i>No Caminho da Expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff\u00a0<\/i>(2000), dirigido por Maur\u00edcio Dias, s\u00f3cio-diretor da Grifa Filmes. Em tr\u00eas botes infl\u00e1veis, Dias e sua equipe refizeram, em 1999, seis mil dos 17 mil quil\u00f4metros desbravados pela expedi\u00e7\u00e3o original, ao longo de um m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Tiet\u00ea ao Amazonas, a equipe do document\u00e1rio visitou tribos ind\u00edgenas, como os guap\u00f3s, os apiac\u00e1s e os mundurucus. Registraram um sem-n\u00famero de animais, como on\u00e7as, jacar\u00e9s e capivaras. &#8220;Os mundurucus foram muito acolhedores. Fizeram uma festa bonita, \u00e0s margens do Tapaj\u00f3s, para nossa equipe&#8221;, recorda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o poderia deixar de ser, tamb\u00e9m tiveram seus perrengues. A certa altura, Dias, o produtor Luiz Oliveira e dois guias bateram com o barco em uma pedra do Juruena, no Mato Grosso, e se perderam do restante do grupo. Durante oito dias, caminharam 200 km em busca de socorro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Foi um dos momentos mais tensos da viagem. Ficamos sem comida e comunica\u00e7\u00e3o e, o pior, com muitos mosquitos e uma on\u00e7a nos rondando. Tive muito medo de n\u00e3o sair vivo dali&#8221;, relata o diretor, que transformou essa &#8220;assustadora experi\u00eancia&#8221; em outro document\u00e1rio, Perdidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe de Dias contou com uma convidada especial: a artista pl\u00e1stica Adriana Florence. Ela \u00e9 tataraneta do franc\u00eas Hercule Florence, um dos membros da expedi\u00e7\u00e3o Langsdorff. A exemplo de seu tatarav\u00f4, Adriana registrou suas impress\u00f5es num di\u00e1rio. Voltou da viagem com 130 aquarelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos seis mil quil\u00f4metros trilhados, Adriana destaca dois momentos como os mais emocionantes: a chegada \u00e0 cachoeira V\u00e9u da Noiva, na Chapada dos Guimar\u00e3es, onde Taunay pintou um de seus \u00faltimos trabalhos, Cachoeira do Inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a travessia da cachoeira Salto Augusto, no Mato Grosso, descrito pelo seu tatarav\u00f4, em seu di\u00e1rio, como &#8220;um lugar imposs\u00edvel de se chegar&#8221;. &#8220;Cento e setenta e quatro anos depois, foi t\u00e3o dif\u00edcil quanto. \u00c9 um lugar perigoso at\u00e9 hoje. Mas, apesar de todas as dificuldades, n\u00f3s conseguimos&#8221;, orgulha-se Adriana.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma jornada de oito anos, de 1821 a 1829, que percorreu seis estados brasileiros. Dos 39 homens da tripula\u00e7\u00e3o, apenas 12 chegaram vivos ao destino. Um dos mortos foi atacado por uma on\u00e7a. Outro desapareceu nas \u00e1guas do rio Guapor\u00e9. Nem o comandante escapou: perdeu o ju\u00edzo, depoi<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":264612,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-264611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/quadro-indios.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/264611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=264611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/264611\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/264612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=264611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=264611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=264611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}