{"id":265537,"date":"2018-11-30T05:57:17","date_gmt":"2018-11-30T08:57:17","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=265537"},"modified":"2018-11-30T05:57:17","modified_gmt":"2018-11-30T08:57:17","slug":"cupins-constroem-cidade-milenar-no-subsolo-da-chapada-diamantina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cupins-constroem-cidade-milenar-no-subsolo-da-chapada-diamantina\/","title":{"rendered":"Cupins constroem cidade milenar no subsolo da Chapada Diamantina"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__tags\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div><strong>Jo\u00e3o Gabriel Galdea\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/b\/c\/csm_cupinzeiro_murundus_SCIENTIST_ROY_FUNCH_bahia_foto_Jaime_Sampaio_AFP_20b99c7731.jpg\" alt=\"\" \/><span class=\"noticias-single__image-caption\">Campo de murundus na regi\u00e3o da cidade de Palmeiras, na Chapada Diamantina (Foto: Jaime Sampaio\/AFP)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\" style=\"text-align: justify;\">Para pesquisadores, rede de cupinzeiros \u00e9 a maior obra de bioengenharia do mundo<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">No luar do Sert\u00e3o baiano, h\u00e1 cerca de 4 mil anos, come\u00e7ou a ser erguida aquela que \u00e9, provavelmente, a maior cidade constru\u00edda por um ser vivo na superf\u00edcie da Terra. Nome nem tem, mas em extens\u00e3o territorial vai longe: caberia nela uma Gr\u00e3-Bretanha! Ali\u00e1s, vamos de compara\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas: a \u00e1rea \u00e9 equivalente a 330 cidades de Salvador; ou dois estados de Pernambuco; ou quase metade da Bahia. Sim, a bicha \u00e9 grande, mas seus habitantes \u2013 reclusos e discretos, de h\u00e1bitos noturnos \u2013, bichos bem pequenininhos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Constru\u00edda por cupins da esp\u00e9cie\u00a0<em>Syntermes dirus<\/em>, que mede aproximadamente 1 cm e se alimenta basicamente de folhas secas, a cidade subterr\u00e2nea que fica quase totalmente em territ\u00f3rio baiano (cerca de 90%) virou not\u00edcia internacional, esta semana, ap\u00f3s a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/action\/showPdf?pii=S0960-9822%2818%2931287-9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publica\u00e7\u00e3o numa revista norte-americana de um artigo cient\u00edfico<\/a>\u00a0comandado por um pesquisador com doutorado na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Americano naturalizado brasileiro, o bi\u00f3logo Roy Funch, 70 anos, j\u00e1 havia percebido h\u00e1 muito tempo que os montes de areia feitos por cupins, conhecidos como murundus, eram muito frequentes na regi\u00e3o de Len\u00e7\u00f3is, cidade da Chapada Diamantina onde mora h\u00e1 mais de 40 anos. No entanto, tardou a encontrar parceiros para estud\u00e1-los a fundo.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cQuando cheguei aqui, comecei a reparar esses montes. Em 1986, escrevi um pequeno artigo sobre os murundus para a revista Ci\u00eancia Hoje, esperando algu\u00e9m mostrar interesse para assim pesquisar, mas nada aconteceu. Ent\u00e3o, quase 30 anos depois, eu pensei: \u2018ah, vou investigar\u2019. E iniciei a pesquisa em 2011\u201d<\/strong>, contou ele ao CORREIO.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Com a ajuda de pesquisadores estrangeiros, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, as descobertas foram impressionantes. Uma delas, vista do solo, dava conta de certo padr\u00e3o entre as forma\u00e7\u00f5es: cerca de 9 metros de di\u00e2metro e 2,5 metros de altura por mont\u00edculo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Outros achados, agora vistos do alto, tamb\u00e9m chamaram a aten\u00e7\u00e3o. Primeiro por outro padr\u00e3o sobre a dist\u00e2ncia dos murundus: cerca de 20 metros entre eles. Depois, a estimativa de que haja 200 milh\u00f5es deles, formados a partir da constru\u00e7\u00e3o da rede subterr\u00e2nea que comp\u00f5e o grande cupinzeiro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA quantidade de material que os cupins mexeram para deixar esses montes cobriram uma \u00e1rea enorme e \u00e9 algo in\u00e9dito no mundo\u201d, comenta Funch, que nasceu perto de Nova York, mas encontrou seu lugar no universo, por acaso, ao visitar a Cachoeira da Fuma\u00e7a, em 1977. \u201cFoi amor \u00e0 primeira vista na Chapada Diamantina\u201d, diz ele, que se mudou para a Bahia no ano seguinte \u2013 atualmente \u00e9 casado, tem cinco filhos e sete netos baianos.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/9\/3\/csm_piramides_do_sertao_aa670be183.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">\n<p class=\"bodytext\"><strong>Estudo mostra extens\u00e3o dos cupinzeiros: \u00e1rea \u00e9 do mesmo tamanho da Gr\u00e3-Bretanha<\/strong>\u00a0(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Acaso<\/strong><br \/>\nFoi bastante por acaso, tamb\u00e9m, que Roy Funch encontrou os parceiros ideais para estudar o maior exemplo conhecido de bioengenharia e constru\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie da Terra por uma esp\u00e9cie n\u00e3o humana.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEu tava fazendo pesquisas aqui no campo, em Len\u00e7\u00f3is, durante v\u00e1rios anos. Aqui \u00e9 uma cidade tur\u00edstica e, num dia, estava indo tomar banho no rio e vi duas pessoas. Uma delas era obviamente um gringo e eu encostei para bater um papo. \u00c9 sempre bom encontrar pessoas novas, e ele me falou que era entom\u00f3logo (cientista que estuda insetos)\u201d, relembra Roy, citando o primeiro encontro com Stephen J. Martin, da Universidade de Salford, em Manchester, Inglaterra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle disse que viu os montes de terra e que achava que era casa de cupim. Disse que procurou na internet e n\u00e3o achou nada publicado sobre eles. E eu falei: &#8216;\u00f4, rapaz, voc\u00ea encontrou com a \u00fanica pessoa na Bahia, provavelmente no Brasil, que t\u00e1 estudando esses bichos&#8217;. E foi um choque incr\u00edvel, porque ele \u00e9 um cr\u00e2nio (refer\u00eancia) em insetos sociais como abelhas, cupins, formigas. A\u00ed a gente passou uns tr\u00eas dias falando sobre isso e decidimos se juntar para a pesquisa\u201d, relatou Roy.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/0\/9\/csm_cupinzeiro_murundus_SCIENTIST_ROY_FUNCH_bahia_foto_divulgacao_21117e5bec.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"750\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>O bi\u00f3logo Roy Funch, &#8220;chapadense com orgulho&#8221;, em frente a um dos murundus<\/strong>\u00a0(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A sequ\u00eancia de acasos continua com a forma como ele conheceu a pesquisadora Eun-Hye Yoo, professora do Instituto de Geografia da Universidade de Buffalo, Nova York, especialista em estudos espaciais. Numa pizzaria de Len\u00e7\u00f3is, de novo numa conversa despretensiosa com turistas aleat\u00f3rios, comentou sobre a pesquisa, e encontrou a nova aliada. \u201cEu falei com ela sobre o projeto, e ela aceitou\u201d. E foi da\u00ed que saiu\u00a0o georreferenciamento que permitiu estimar onde est\u00e3o os murundus, fechando a conta dos 230 mil km\u00b2 de \u00e1rea dessa Atl\u00e2ntida fora d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cD\u00e1 para ver muito nitidamente os murundus no campo, inclusive pelo Google Earth. Tivemos um mapeamento dos locais e fizemos o c\u00e1lculo atrav\u00e9s das \u00e1reas de abrang\u00eancia\u201d, explicou Roy.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Data\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPara n\u00e3o dizer que nem tudo foi acaso, o terceiro e \u00faltimo aliado gringo no estudo \u2013 publicado na semana passada na revista cient\u00edfica Current Biology \u2013 foi agregado ap\u00f3s uma pesquisa na internet. Trata-se do americano Paul R. Hanson, professor assistente e diretor associado da Escola de Recursos Naturais da Universidade de Nebraska-Lincoln. Especialista em an\u00e1lises macrot\u00e9cnicas do solo, ele indicou os caminhos para descobrir a idade do material analisado.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cUsamos uma t\u00e9cnica de data\u00e7\u00e3o de solo chamada luminesc\u00eancia opticamente estimulada (da sigla OSL, em ingl\u00eas). Existem m\u00e1quinas especiais que tiram a terra em canos, no escuro, e mandamos para o laborat\u00f3rio\u201d<\/strong>, lista Roy.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">As amostras de solo coletadas dos centros de 11 murundus, usando a t\u00e9cnica OSL \u2013 verificou-se a \u00faltima vez que estiveram expostas ao sol \u2013, indicaram datas de preenchimento de mont\u00edculos entre 690 a 3.820 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cEssas idades s\u00e3o compar\u00e1veis aos cupinzeiros conhecidos mais antigos do mundo na \u00c1frica. Durante esse per\u00edodo, as t\u00e9rmitas de S. dirus constru\u00edram vastas redes de t\u00faneis que geraram enormes volumes de material extra\u00eddo que foi descartado para formar montes c\u00f4nicos uniformemente grandes\u201d, destaca o artigo cientifico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Cada monte, cita ainda Roy, \u00e9 composto de cerca de 50 metros c\u00fabicos de material retirado da escava\u00e7\u00e3o de mais de 10 km\u00b3 de terra, o equivalente a 4 mil grandes pir\u00e2mides de Giz\u00e9, no Egito.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Rede<\/strong><br \/>\nMas se a m\u00fasica baiana, e at\u00e9 essas refer\u00eancias do estudo, conseguiram misturar o Brasil com o Egito, a rede subterr\u00e2nea de cupinzeiros n\u00e3o parece t\u00e3o integrada assim.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cCupins e formigas t\u00eam fam\u00edlias, que ocupam certa \u00e1rea, mas eles n\u00e3o t\u00eam comunica\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlias diferentes. S\u00e3o como gangues. \u00c9 como o PCC que n\u00e3o fala com os Amigos dos Amigos. Ou como vizinhos que brigam entre si\u201d<\/strong>, exemplifica Roy, ao destacar que nas rodinhas de cupins \u00e9 cada um no seu quadrado.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A interdepend\u00eancia entre as \u2018gangues\u2019, no entanto, \u00e9 um assunto para os pr\u00f3ximos cap\u00edtulos da pesquisa. \u201cSe eles continuam se espalhando, a gente ainda n\u00e3o sabe. Ainda t\u00e1 muito incipiente e tem muitas perguntas a serem respondidas\u201d, comenta Roy, que ainda n\u00e3o tem ideia de como \u00e9 a din\u00e2mica social da cidade subterr\u00e2nea.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O que se sabe, desde j\u00e1, \u00e9 como os cupins atuam para fora dela, a fim de manter cada casinha abastecida e resguardada. Sempre na calada da noite, de 10 a 50 guerreirinhos sobem pelos murundus passando por tubos tempor\u00e1rios fininhos, de oito mil\u00edmetros de di\u00e2metro, em busca de mantimentos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cEm geral, todos os tipos de cupins n\u00e3o podem viver na superf\u00edcie, como formigas, porque eles n\u00e3o t\u00eam uma casca dura. Eles iriam ressecar, no clima semi\u00e1rido, e saem apenas \u00e0 noite, para diminuir o perigo com predadores. Por um t\u00fanel, saem como soldados. Uns fazem a seguran\u00e7a e outros buscam o alimento\u201d<\/strong>, explica Roy.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Apesar de poucos amistosos entre si, os bichinhos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o ruins. \u201cTem muitos cupins diferentes. Alguns s\u00e3o os malvados, que comem nossas portas e arm\u00e1rios, mas esses s\u00e3o in\u00f3cuos. Eles s\u00f3 vivem na caatinga e s\u00f3 comem folhas secas. S\u00e3o cupins neutros, do bem, que n\u00e3o incomodam a gente\u201d, brinca o pesquisador, antes de destacar o papel dos bichinhos na natureza.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cCupins, em geral, comem madeira. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis por reciclar as madeiras. Sen\u00e3o, a madeira de \u00e1rvore podre, por exemplo, fica l\u00e1 para sempre. Eles fazem a reciclagem da mat\u00e9ria org\u00e2nica, cuidam das folhas, s\u00e3o os varredores da rua\u201d, compara.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/e\/f\/csm_cupins1_murundus_ROY_FUNCH_foto_divulgacao_ef039412ae.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"600\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Cupins do tipo\u00a0<em>Syntermes dirus<\/em>, de 1 cm<i>,<\/i>\u00a0saem \u00e0 noite em busca de alimentos: folhas secas<\/strong>\u00a0(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Repercuss\u00e3o<\/strong><br \/>\nSobre as conclus\u00f5es que o mundo chegou sobre seu trabalho, Roy Funch diz que n\u00e3o esperava tamanha aten\u00e7\u00e3o. \u201cFiquei muito surpreso, porque, realmente, pegou a imagina\u00e7\u00e3o das pessoas. Muito em fun\u00e7\u00e3o do fato de isso ser o maior exemplo de bioengenharia da natureza, fora o ser humano. A revista cient\u00edfica que publicou o estudo ficou muito animada. Deu muito ibope\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Diante da boa recep\u00e7\u00e3o, \u00e9 hora de planejar os pr\u00f3ximos passos. \u201cAinda h\u00e1 muita coisa para saber, especialmente sobre a arquitetura subterr\u00e2nea criada por esses animais. Os murundus tamb\u00e9m podem guardar informa\u00e7\u00f5es do passado, sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, estima o pesquisador, dando\u00a0<em>spoiler<\/em>\u00a0do que as entranhas da Bahia ainda podem revelar ao mundo. (Correio)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEu tava fazendo pesquisas aqui no campo, em Len\u00e7\u00f3is, durante v\u00e1rios anos. Aqui \u00e9 uma cidade tur\u00edstica e, num dia, estava indo tomar banho no rio e vi duas pessoas. Uma delas era obviamente um gringo e eu encostei para bater um papo. \u00c9 sempre bom encontrar pessoas novas, e ele me falou que era entom\u00f3logo (cientista que estuda insetos)\u201d, relembra Roy, citando o primeiro encontro com Stephen <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":265538,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-265537","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/csm_cupinzeiro_murundus_SCIENTIST_ROY_FUNCH_bahia_foto_Jaime_Sampaio_AFP_20b99c7731.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/265537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=265537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/265537\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/265538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=265537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=265537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=265537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}