{"id":266579,"date":"2018-12-10T03:28:43","date_gmt":"2018-12-10T06:28:43","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=266579"},"modified":"2018-12-10T03:28:43","modified_gmt":"2018-12-10T06:28:43","slug":"robert-gottlieb-ha-agora-um-escritor-como-faulkner-deixe-me-pensar-nao-temo-que-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/robert-gottlieb-ha-agora-um-escritor-como-faulkner-deixe-me-pensar-nao-temo-que-nao\/","title":{"rendered":"Robert Gottlieb: \u201cH\u00e1 agora um escritor como Faulkner? Deixe-me pensar. N\u00e3o, temo que n\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>O lend\u00e1rio editor norte-americano fala, em sua casa em Nova York, sobre suas mem\u00f3rias de toda uma vida de leitor<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/03\/babelia\/1543856663_494210_1543856880_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/03\/babelia\/1543856663_494210_1543856880_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/03\/babelia\/1543856663_494210_1543856880_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/03\/babelia\/1543856663_494210_1543856880_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Robert Gottlieb, em seu quarto, onde guarda uma cole\u00e7\u00e3o de bolsas.\" width=\"980\" height=\"653\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Robert Gottlieb, em seu quarto, onde guarda uma cole\u00e7\u00e3o de bolsas.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">PASCAL PERICH<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Iker Seisdedos\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/iker_seisdedos\/a\/\">IKER SEISDEDOS<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>O lend\u00e1rio editor norte-americano Robert Gottlieb vive em uma elegante\u00a0<em>brownstone<\/em>\u00a0de quatro andares sem elevador, mas com um parque privado; uma ilha silenciosa no meio do pandem\u00f4nio de Midtown\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nueva_york\">Manhattan<\/a>, cheia de suas manias de colecionador. H\u00e1, em primeiro lugar, os milhares de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/libros\">livros<\/a>, que se amontoam nas mesas e revestem as paredes com uma certa desordem desde que, ai, a empregada decidiu h\u00e1 pouco atuar como bibliotec\u00e1ria sem que ningu\u00e9m lhe pedisse. Ali tamb\u00e9m est\u00e3o os discos de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jazz\">jazz<\/a>, uma paix\u00e3o tardia; os enormes cartazes de estrelas de cinema dos anos 30, a cole\u00e7\u00e3o de fotos de cachorros do banheiro de cima e sua maior pervers\u00e3o: as quase 400 bolsas de pl\u00e1stico que come\u00e7ou a comprar nos anos 70 e \u00e0s quais dedicou o livro\u00a0<em>A Certain Style &#8211; The Art of the Plastic Handbag 1949-59<\/em>\u00a0(Um certo estilo\u2013 a arte da bolsa de pl\u00e1stico).<\/p>\n<p>Pe\u00e7as entre o assombro e a maravilha, ele as guarda em seu quarto, em fileiras de prateleiras de vidro transparente, ainda que isso desagrade \u00e0 atriz Maria Tucci, sua mulher desde 1969.<\/p>\n<p>Gottlieb, uma vers\u00e3o mais alta (e, aos 87 anos, ainda admiravelmente ereto) de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/woody_allen\">Woody Allen<\/a>, mostra seus tesouros com a mesma mistura de ingenuidade, ironia judaica e estudada mod\u00e9stia com que escreveu\u00a0<em>Avid Reader: A Life<\/em>\u00a0(Leitor voraz: uma vida), suas espl\u00eandidas mem\u00f3rias. Nelas conta como se tornou um dos editores mais influentes do s\u00e9culo XX, aquele garoto do Bronx cujos pais obrigavam a sair \u00e0 rua para tomar ar fresco durante uma hora por dia e ele passava esse tempo junto \u00e0 porta de casa, brincando com o ioi\u00f4 e contando os minutos para voltar a seu quarto, aos livros de Henry James e \u00e0 r\u00e1dio.<\/p>\n<p>Primeiro na Simon &amp; Schuster (1955-1968) e mais tarde como chef\u00e3o na prestigiada Knopf (1968-1987), Gottlieb leu corrigiu e publicou uma enorme lista de romancistas, historiadores e celebridades que inclui Joseph Heller (Ardil-22 foi em 1961 um de seus primeiros alvos), Toni Morrison,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/bob_dylan\">Bob Dylan<\/a>\u00a0(&#8220;um Nobel merecido&#8221;), John Updike, Doris Lessing e John Cheever (de cujos contos completos fez um grande romance norte-americano). Ele tamb\u00e9m \u00e9 o homem que se recusou a publicar\u00a0<em>Uma Confraria de Tolos<\/em>, de John Kennedy Toole, o tipo de decis\u00e3o que o persegue pelo resto da vida. &#8220;N\u00e3o me arrependo. Reli o livro e cheguei \u00e0 mesma conclus\u00e3o&#8221;, recorda, sentado na sala, de frente para as amplas janelas com vista para um p\u00e1tio privado que compartilhou com vizinhos ilustres como Lauren Bacall, E. B. White e Maxwell Perkins (editor de Thomas Wolfe e Scott Fitzgerald). &#8220;Reconheci a enorme quantidade de talento e o mesmo amontoado de falhas terr\u00edveis que da primeira vez. Quando o menino tirou a pr\u00f3pria vida, a m\u00e3e me culpou. Eu suponho que n\u00e3o se pode levar isso em conta, mas a loucura dela contribuiu para o tr\u00e1gico desfecho.\u201d<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, exceto por esse romance de culto, Gottlieb editou tudo, &#8220;menos livros de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/gastronomia\">culin\u00e1ria<\/a>&#8220;. &#8220;E menos mal porque nem sou um bom cozinheiro, nem me importo com a gastronomia, como bem sabe (seu autor)\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/john_le_carre\/a\">John Le Carr\u00e9<\/a>. Lembro-me de quando, cansado da minha falta de sofistica\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria, ele exigiu por contrato sempre lev\u00e1-lo a bons restaurantes quando viesse de visita a Nova York.\u201d<\/p>\n<p>O livro serve como uma divertida cole\u00e7\u00e3o de mexericos para os apaixonados por literatura e outras fofocas de alto n\u00edvel: Roald Dahl era um cretino (&#8220;arrogante com os fracos e um tremendo antissemita&#8221;); Michael Crichton &#8220;nunca foi um bom escritor&#8221;, e menos ainda quando nosso homem parou de trabalhar com ele, e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/bill_clinton\">Bill Clinton<\/a>, cujas mem\u00f3rias Gottlieb editou, \u00e9 um canhoto com uma letra do diabo. Mas talvez o mais interessante de Avid Reader seja a defesa do \u201cof\u00edcio silencioso\u201d do editor, que brilha somente quando os outros brilham e permanece &#8220;inalter\u00e1vel&#8221;, diz ele, nestes tempos de Amazon, ebooks e agentes com pele de chacal.<\/p>\n<p>&#8220;O trabalho de um editor \u00e9, e sempre ser\u00e1, tornar p\u00fablico o entusiasmo. O processo n\u00e3o muda: voc\u00ea l\u00ea algo, esse algo provoca uma rea\u00e7\u00e3o em voc\u00ea e, se pode ser ajeitado de alguma forma, voc\u00ea faz isso. O que mudou \u00e9 a ind\u00fastria. Tudo foi posto a perder com a chegada das m\u00e1quinas fotocopiadoras. A possibilidade de fazer facilmente v\u00e1rias c\u00f3pias de um manuscrito tornou poss\u00edvel a circula\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios editores. Come\u00e7aram os leil\u00f5es. E esse foi o fim de tudo. Felizmente, h\u00e1 d\u00e9cadas n\u00e3o tenho nada a ver com isso. Eu observo de longe, entre divertido e aterrorizado. Agora que estou do outro lado, e como trabalhei com centenas de escritores irracionais, tento n\u00e3o me comportar como um.\u201d<\/p>\n<p>E de todas aquelas irracionalidades, qual fica com os louros da vit\u00f3ria? &#8220;Vamos considerar que na categoria dos escritores existem problemas mentais muito variados. O relacionamento editor-autor se assemelha ao do psiquiatra-paciente. De certa forma, voc\u00ea \u00e9 o chefe, mas ao mesmo tempo h\u00e1 muitas emo\u00e7\u00f5es em jogo. Alguns autores n\u00e3o gostam que voc\u00ea toque em uma v\u00edrgula. V. S. Naipaul, por exemplo; por sorte, n\u00e3o precisava. Outros se sentem enganados se voc\u00ea n\u00e3o faz isso. H\u00e1 at\u00e9 alguns, como Toni Morrison, que gostam do processo.&#8221;<\/p>\n<p>Gottlieb deixou a primeira linha da edi\u00e7\u00e3o em 1987, para substituir, em uma reviravolta surpreendente em sua hist\u00f3ria e na hist\u00f3ria do jornalismo progressista nos Estados Unidos, William Shawn, o lend\u00e1rio editor da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/the_new_yorker\">The New Yorker<\/a>. &#8220;Eu n\u00e3o me interessava nem me interesso muito pelas revistas&#8221;, diz ele. &#8220;Prefiro ler o jornal ou um bom livro. N\u00e3o diria que fiz jornalismo. Encarei aquele trabalho do mesmo jeito que os outros: lia e colocava todo o bom, material de que era capaz na ordem adequada. N\u00e3o se trabalha mais com a mesma profundidade, por exemplo, dos famosos perfis da The New Yorker. Na \u00e9poca de Shawn, um jornalista propunha um personagem. Se fosse aprovado, desaparecia, passava semanas e semanas com o objeto de seu artigo, lia 173 livros sobre o assunto &#8230; e voltava oito meses depois com um texto de 15.000 ou 20.000 palavras. N\u00e3o \u00e9 mais assim. Agora, leem dois livros, ficam duas horas com o famoso em quest\u00e3o e conseguem um punhado de informa\u00e7\u00f5es. O resultado: oferecem a mesma coisa que voc\u00ea j\u00e1 leu em todos os lugares. Para que perder tempo com isso?\u201d<\/p>\n<p>&#8220;Pelo menos&#8221;, continua, &#8220;eu contratei David [Remnick, atual diretor], que \u00e9 de fato um rep\u00f3rter com garra e acho que isso \u00e9 evidente na revista que ele faz&#8221;. Tamb\u00e9m nas mem\u00f3rias ele guarda daqueles anos uma amizade que &#8220;ainda permanece&#8221; com outra de suas contrata\u00e7\u00f5es: a jornalista mexicana Alma Guillermoprieto (Toni Morrison, Doris Lessing, Edna O&#8217;Brien, Guillermoprieto, Gottlieb retrata a si mesmo em Avid Reader como amigo de suas amigas).<\/p>\n<p>Quando essa aventura acabou, ele voltou a trabalhar na Knopf como editor independente, mas pediu para n\u00e3o receber um sal\u00e1rio. &#8220;Por fim, tiveram que me dar uma verba porque, sen\u00e3o, n\u00e3o poderiam me fazer um seguro. No final, tudo nesta vida gira em torno do mundo obscuro dos seguros. Pedi que me pagassem o m\u00ednimo, como um funcion\u00e1rio de meio per\u00edodo na parte mais baixa da folha salarial.\u201d. Ele ainda edita alguns de seus antigos escritores, como Toni Morrison e o historiador Robert A. Caro, autor da monumental biografia de cinco volumes do presidente norte-americano Lyndon Johnson. &#8220;N\u00e3o aceito mais novos romancistas. N\u00e3o seria justo para eles: a biologia vai me impedir, mais cedo ou mais tarde, de acompanhar suas carreiras como se deve.\u201d<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo ele tamb\u00e9m mostrou sua faceta de escritor, que, insiste vez ou outra, nunca lhe interessou. O g\u00eanero de mem\u00f3rias dos editores o &#8220;entedia&#8221; e se escreveu as suas foi para n\u00e3o contrariar a filha. &#8220;Qualquer pai dir\u00e1 que tal coisa n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.&#8221; Os fatos o contradizem: no novo s\u00e9culo, publicou livros sobre Sarah Bernhardt, George Balanchine e Charles Dickens; preparou desaforadas antologias de letras do Grande Cancioneiro Americano e textos sobre jazz e dan\u00e7a (sua grande paix\u00e3o, al\u00e9m de cr\u00edtico de dan\u00e7a no Observer, \u00e9 assessor do Bal\u00e9 da Cidade de Miami). Ele tamb\u00e9m escreveu numerosos artigos para revistas (o \u00faltimo, sobre o magnata do cinema William Fox), reunidos em duas cole\u00e7\u00f5es de ensaios. A \u00faltima se chama Near-Death Experiences\u2026 And Others e seus direitos em espanhol foram adquiridos pela Navona.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias de quase morte do t\u00edtulo se referem a um artigo sobre flertar com a vida ap\u00f3s a morte que ele escreveu para a The New York Review of Books. &#8220;Para isso, li cerca de 40 livros. Minha ideia de prazer \u00e9 essa.\u201d Sua sala \u00e9 como um\u00a0<em>flysch<\/em>, no qual os estratos s\u00e3o formados pelas pilhas de livros que usou para essa ou aquela pesquisa. Nesta pilha, h\u00e1 aqueles que servir\u00e3o para escrever a biografia de Greta Garbo, em que trabalha. Na mais \u00e0 frente est\u00e1 o material utilizado para uma an\u00e1lise controversa da literatura rom\u00e2ntica atual (a pol\u00eamica surgida ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o o levou a descobrir &#8220;uma nova palavra: mansplaining&#8221;). &#8220;O problema \u00e9 que depois nunca me desfa\u00e7o dos livros\u201d, diz. \u00c9 um problema, e nem tanto. Al\u00e9m da elegante casa nova-iorquina, o casal tem propriedades para preencher com prateleiras em Miami e Paris.<\/p>\n<p>Diante de atividade t\u00e3o extenuante (tamb\u00e9m de leitura; agora ele est\u00e1 obcecado com o Nobel b\u00f3snio Ivo Andric), poderia n\u00e3o fazer sentido lhe perguntar se pretende se aposentar. &#8220;Tenho 87 anos, n\u00e3o acho que vou me aposentar, acho que antes vou me retirar da vida.\u201d Talvez seja por isso que est\u00e1 &#8220;muito mais interessado no passado do que no presente&#8221;. Mas n\u00e3o \u00e9 nostalgia. &#8220;Quando eu era jovem, coisas extraordin\u00e1rias aconteceram. Por exemplo, no bal\u00e9: quando comecei a ver bal\u00e9 seriamente eu tinha 17 anos, era 1948 e est\u00e1vamos no in\u00edcio do auge de Balanchine, o core\u00f3grafo mais importante da hist\u00f3ria, que tamb\u00e9m se tornou o mais revolucion\u00e1rio. Um novo bal\u00e9 dele era como assistir \u00e0 estreia de uma pe\u00e7a de Shakespeare. Agora eu n\u00e3o sinto essa emo\u00e7\u00e3o com nada de novo, mas n\u00e3o \u00e9 por eu ser um velho, mas porque n\u00e3o h\u00e1 um Balanchine. O mesmo pode ser dito sobre literatura. Quando eu estava na escola e era lan\u00e7ado um romance de Faulkner, era um acontecimento extraordin\u00e1rio para todos n\u00f3s. H\u00e1 agora um escritor da estatura de Faulkner? Deixe-me pensar. N\u00e3o, receio que n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lend\u00e1rio editor norte-americano fala, em sua casa em Nova York, sobre suas mem\u00f3rias de toda uma vida de leitor<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":266580,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-266579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/editor-americano.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=266579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=266579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=266579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=266579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}