{"id":26721,"date":"2013-11-04T05:32:15","date_gmt":"2013-11-04T08:32:15","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=26721"},"modified":"2013-11-04T05:32:15","modified_gmt":"2013-11-04T08:32:15","slug":"raquel-de-queiroz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/raquel-de-queiroz\/","title":{"rendered":"Raquel de Queiroz"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0<\/span><\/h1>\n<div id=\"corpo-texto\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras era descendente de fam\u00edlias tradicionais do Cear\u00e1: filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, e parente do escritor Jos\u00e9 de Alencar. Ainda na inf\u00e2ncia presenciou a terr\u00edvel seca de 1915 e migrou com a fam\u00edlia para o Rio de Janeiro e, em seguida, Bel\u00e9m, onde residiram por dois anos. A experi\u00eancia serviu de tema para seu livro de estreia, o romance social &#8220;O Quinze&#8221; (1930). J\u00e1 de volta ao Cear\u00e1, conclui os estudos regulares e se dedicou \u00e0 leitura de autores nacionais e estrangeiros, especialmente franceses, orientada pela m\u00e3e. Aos 17 anos, j\u00e1 de volta a Fortaleza, publica seu primeiro texto no jornal O Cear\u00e1, sob o pseud\u00f4nimo Rita de Queluz, e \u00e9 convidada a ser colaboradora do ve\u00edculo. Ali publica o folhetim \u201cHist\u00f3ria de um Nome\u201d e organiza a p\u00e1gina de literatura do jornal.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o de &#8220;O Quinze&#8221;, em tiragem modesta de mil exemplares com recursos financeiros pr\u00f3prios, recebe cr\u00edticas positivas de intelectuais de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro, e confere \u00e0 escritora o Pr\u00eamio da Funda\u00e7\u00e3o Gra\u00e7a Aranha, consagrando-a como personalidade liter\u00e1ria no pa\u00eds. Na d\u00e9cada de 1930, mant\u00e9m uma breve rela\u00e7\u00e3o com o Partido Comunista, sendo inclusive fichada pela pol\u00edcia pol\u00edtica de Pernambuco, e publica os romances &#8220;Jo\u00e3o Miguel&#8221; (1932), &#8220;Caminho de Pedras&#8221; (1937) e &#8220;As Tr\u00eas Marias&#8221; (1939). Casa-se com o poeta Jos\u00e9 Auto da Cruz Oliveira e muda-se para Macei\u00f3, onde se torna amiga dos escritores Graciliano Ramos e Jos\u00e9 Lins do Rego. Ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o do Estado Novo, \u00e9 detida, acusada de subvers\u00e3o, e seus livros s\u00e3o queimados em Salvador. Ap\u00f3s a morte da \u00fanica filha, v\u00edtima de septicemia aos 18 meses de idade, e da separa\u00e7\u00e3o do marido, muda-se para o Rio de Janeiro, em 1939, onde conhece o m\u00e9dico Oyama de Macedo, com quem vive durante 42 anos. Ali come\u00e7a a colaborar no Correio da Manh\u00e3, O Jornal, Di\u00e1rio da Tarde e O Cruzeiro.<br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Publica na revista O Cruzeiro, em formato de folhetim, o romance O galo de ouro (1950), e escreve duas pe\u00e7as de teatro, &#8220;Lampi\u00e3o&#8221; e &#8220;A beata Maria do Egito&#8221;. Em 1957, recebe o Pr\u00eamio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. No ano seguinte, re\u00fane alguns de seus textos no livro &#8220;Cem Cr\u00f4nicas Escolhidas&#8221; (1958). Durante a d\u00e9cada de 1960, colabora com a deposi\u00e7\u00e3o do presidente Jo\u00e3o Goulart e \u00e9 nomeada a integrar o Conselho Federal de Cultura, pelo presidente Castelo Branco. Em 1966, torna-se a primeira mulher brasileira a ser delegada de uma Assembleia Geral da ONU, integrando a Comiss\u00e3o dos Direitos do Homem. Nessa \u00e9poca, publica ainda uma s\u00e9rie de livros de cr\u00f4nicas e tamb\u00e9m seu primeiro livro infantil, &#8220;O Menino M\u00e1gico&#8221; (1969). Paralelamente \u00e0 atividade de escritora e jornalista, tamb\u00e9m atua como tradutora, entre 1940 e 1970, de cerca de quarenta livros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Em 1977, torna-se a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Na d\u00e9cada de 1980, recebe diversos pr\u00eamios e condecora\u00e7\u00f5es. &#8220;As Tr\u00eas Marias&#8221; \u00e9 adaptado para a televis\u00e3o e &#8220;D\u00f4ra, Doralina&#8221; (1975), para o cinema. Em 1988, inicia sua colabora\u00e7\u00e3o semanal no jornal O Estado de S. Paulo, e tamb\u00e9m no Di\u00e1rio de Pernambuco. Publica, em 1992, o romance &#8220;Memorial de Maria Moura&#8221;, considerado sua obra-prima. A saga da cangaceira nordestina \u00e9 adaptada para a televis\u00e3o e transmitida em cerca de 15 pa\u00edses. No ano seguinte, recebe o Pr\u00eamio Cam\u00f5es. Escreve, em parceira com a irm\u00e3 Maria Luiza de Queiroz Salek, o livro de mem\u00f3rias &#8220;Tantos Anos&#8221; (1998). A escritora, que j\u00e1 havia sofrido um derrame em 2000 e tinha problemas de locomo\u00e7\u00e3o, falece alguns dias antes de completar 93 anos, v\u00edtima de um infarto.<\/span><\/p>\n<p>Fonte: Estado de S. Paulo<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras era descendente de fam\u00edlias tradicionais do Cear\u00e1: filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, e parente do escritor Jos\u00e9 de Alencar.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":26722,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[6031,7343],"class_list":["post-26721","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-escritora","tag-raquel"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/raquel.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26721\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}